Belo Horizonte recebe a EduExpos, uma das maiores feiras de intercâmbios do mundo

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A busca por uma vivência no exterior continua sendo um dos grandes sonhos dos brasileiros, seja para quem quer conhecer o mundo, desenvolver a proficiência em um idioma estrangeiro ou se destacar no mercado de trabalho.

Somente no ano passado, cerca de 302 mil brasileiros embarcaram rumo ao exterior, movimentando mais de US$ 2,7 bi, de acordo com a pesquisa realizada pela Associação das Agências de Intercâmbio (Belta). Esse número significa que o mercado brasileiro de educação estrangeira cresceu 22% em 2017.

Na esteira dessa crescente demanda, Belo Horizonte receberá no dia 2 de outubro, terça-feira, a EduExpos, uma das maiores feiras de intercâmbios do mundo. O evento será realizado no Hotel Mercure Lourdes (Av. do Contorno, 7315 – Lourdes) das 16h às 21h.

Representantes de renomadas instituições de ensino da Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália vão apresentar seus programas de estudos e explicar tudo sobre intercâmbio. Também serão oferecidas palestras exclusivas com informações detalhadas sobre cursos, destinos, oportunidades de trabalho, tipos de acomodações e como obter vistos e a documentação necessária.

fonte: https://www.belohorizonte.com.br/belo-horizonte-recebe-a-eduexpos-uma-das-maiores-feiras-de-intercambios-do-mundo/

Refugiados sírios apostam na gastronomia para recomeçar a vida em Belo Horizonte

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Com um português impecável, Khaled Tomeh anuncia na porta de sua loja, no Mercado Central de Belo Horizonte: “Comida árabe artesanal, quibes, esfirras, patês, pães sírios, doces. Nada industrial. Artesanatos e temperos da Síria”. “Posso sair do país, mas não posso deixar o país sair do meu coração”, contou Tomeh, natural de Homs, cidade destruída pela guerra civil. Ele e outros refugiados sírios apostaram na gastronomia e na cultural do país para recomeçar a vida na capital mineira.

Depois de vender quentinhas por um tempo, Tomeh abriu uma loja há cerca de um ano em um dos locais mais tradicionais de Belo Horizonte. “Ele representa a tradição de Minas Gerais, a tradição de BH. E o que a gente quer representar também é a tradição da Síria, a tradição do Oriente Médio”, destacou. Ele faz questão de dizer que o preparo na Baity Delícias Árabes é exatamente como o feito na Síria.

“Quibe com catupiry não existe, desculpa. Esfirra de ricota não existe, a gente não faz. Só fazemos como feito lá”, brinca Tomeh.

Foi no fim de julho de 2014 que o sírio se mudou para o Brasil com a mulher, a mãe e a com o irmão. De lá pra cá, Yasmin nasceu e o casal espera agora a chegada de Clarisse. “É certo nosso futuro aqui no Brasil. Minha filha é brasileira. A gente olha o Brasil como nosso país agora. Mas sempre liga para pessoas lá, vê as coisas e graças a Deus as coisas estão melhorando”, contou.

Khaled Tomeh abriu uma loja no Mercado Central de BH com produtos tradicionais sírios (Foto: Pedro Ângelo/G1)Khaled Tomeh abriu uma loja no Mercado Central de BH com produtos tradicionais sírios (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Khaled Tomeh abriu uma loja no Mercado Central de BH com produtos tradicionais sírios (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Khaled Tomeh explica que tenta ajudar a Síria, mesmo estando no Brasil. Segundo ele, muitos produtos são importados do seu país. “Estamos importando tudo da Síria, para manter originalidade e para ajudar o nosso povo lá a construir a vida deles, a construir o país de novo, porque a gente acha uma obrigação nossa, uma missão nossa de ajudar a nossa terra, a nosso povo a construir o que foi destruído pela guerra”, falou.

Na loja de Khaled, além das comidas típicas, há vários artesanatos trazidos da Síria. “Eu visitei a Síria ano passado e trouxe mais coisas. Todos esses artesanatos e temperos vêm de lá mesmo para manter a originalidade”, destacou.

Tempero especial

Na mesma região, outro estabelecimento resgata a cultura e a gastronomia da Síria, na Rua Paraíba, na Savassi. John Eshak, de 24 anos, e Elian Sokkar, de 30, são amigos e chegaram no Brasil também em 2014. Eles abriram o Sítio Sírio e já expandiram o espaço.

“Às vezes eles vêm aqui e comem um quibe e levam dez pra casa. Então é um sinal que a comida é boa”, brinca Eshak, que nasceu em Damasco, capital da Síria.

Já Elian Sokkar, que é natural de Hama, destaca que o que cativou o cliente brasileiro foi o falafel com um tempero especial feito por eles. “Esse bolinho tem um segredo grande. O tempero dele é especial. É muito bom. Acho que ninguém vai conseguir fazer igual o tempero desse bolinho”, contou. E o sírio não revela a receita em hipótese alguma. “Segredo nosso. Tempero especial do Sítio Sírio”, brinca.

John Eshak e Elian Sokkar são amigos sírios e chegaram em BH em 2014 (Foto: Pedro Ângelo/G1)John Eshak e Elian Sokkar são amigos sírios e chegaram em BH em 2014 (Foto: Pedro Ângelo/G1)

John Eshak e Elian Sokkar são amigos sírios e chegaram em BH em 2014 (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Os dois se mudaram para Belo Horizonte à procura de um futuro melhor. Eles viajaram para o Líbano, onde fizeram um pedido de visto para o Brasil. Quando chegaram à capital mineira, os dois contaram com a ajuda do amigo de uma parente.

Inicialmente, eles trabalharam em um empório libanês na capital. “Aprendemos a língua no trabalho, compramos livros para aprender. E aí ficamos trabalhando direto para pagar o aluguel, até acostumar com o Brasil. Gostamos e ficamos até agora”, disse Sokkar. “Os mineiros gostam de ajudar”, completou Eshak.

PF Árabe

Abboud Dabbas, de 27 anos, também gostou da recepção dos mineiros. Ele e o irmão desembarcaram no Brasil também há quatro anos.

“Quando eu cheguei, os brasileiros me receberam muito bem. Estou dentro de uma família. Aqui todo mundo me trata bem, os amigos, amigos do trabalho, do prédio, de visita, todo mundo trata bem. Fazem muita força para me ajudar a falar, aprender o idioma, o sistema do país. Eles agora são minha família”, reconheceu.

Natural de Homs, o sírio abriu uma lanchonete na Avenida Brasil, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul. Dabbas e o irmão apostaram no PF árabe com espeto de kafta para chamar a atenção dos belo-horizontinos.

Abboud Dabbas apostou no prato feito para chamar a atenção dos brasileiros (Foto: Pedro Ângelo/G1)Abboud Dabbas apostou no prato feito para chamar a atenção dos brasileiros (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Abboud Dabbas apostou no prato feito para chamar a atenção dos brasileiros (Foto: Pedro Ângelo/G1)

“Aqui no Brasil, a cultura árabe é famosa, os brasileiros gostam muito. Eu quis fazer uma coisa que mostra a comida da Síria mesmo. A gente lá gosta muito de arroz com lentilha, uma cebolinha. A gente fez uma coisa diferente que é o prato feito aqui, ideia do meu irmão, e depois eu completei a ideia. (…) Eu acho que a primeira ideia em BH. É com espeto de kafta. Ele é maravilhoso”, orgulha-se.

Além do prato feito, a lanchonete tem diversas pastas e doces sírios, que incluem opções com geleia de damasco, castanha de pistache e massa de gergelim.

Saudade

Khaled Tomeh diz que não tem palavras para explicar a saudade que sente do seu país. Ele conta que a mudança não é fácil para todos. Para o empresário, muitas pessoas que nascerem e cresceram na Síria não se acostumam com as diferenças culturais.

“Eu queria conseguir trazer todo mundo pra cá. Mas também não é tão fácil, algumas pessoas a gente conseguiu trazer e não conseguiram adaptar”, relatou.

Abboud Dabbas também não esconde a saudade e diz que pretende trazer os seus pais para conhecer o Brasil. “Estou morrendo de saudade para visitar lá. Olhar as terras. Tem muita saudade. Mas se Deus quiser vou trazer os meus pais pra cá. (…) Aqui é um país maravilhoso”, declarou o sírio.

fonte: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2018/07/29/refugiados-sirios-apostam-na-gastronomia-para-recomecar-a-vida-em-belo-horizonte.ghtml