Cultura japonesa em Curitiba

Cidade que nasceu e cresceu com imigrantes presta homenagem aos japoneses em feiras e locais repletos de história.
Os japoneses vieram ao Brasil a partir de 1908, em um acordo entre ambos os países. Dedicados inicialmente às lavouras de café do norte do Paraná e à cultura de hortaliças, chegaram em Curitiba a partir de 1915. Hoje, a cidade tem cerca de 150 mil descendentes, segundo a Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira da cidade. Apesar de muitos já não se dedicarem à lavoura, a presença de japoneses é forte nas feiras, bancas do Mercado Municipal e na oferta de restaurantes.

A Avenida Iguaçu e adjacentes, entre os bairros Batel e Água Verde, concentra muitos lugares onde é possível comer peixe cru e outras iguarias da culinária japonesa. Já nas feiras diurnas e noturnas espalhadas pela cidade os pastéis são o carro chefe, mas também dá para encontrar temaki e outros pratos para comer com ‘hashi’ ou, para os leigos, ‘palitinho’.

Mas a cultura japonesa não se conhece apenas pelo estômago. O Parque da Imigração Japonesa, que foi reaberto recentemente, é um espaço que homenageia os descendentes centenários. Reformado pela companhia de saneamento do estado, a Sanepar, o parque ganhou um centro de educação ambiental, o Memorial do Rio Iguaçu, que organiza atividades para conscientização sobre sustentabilidade e preservação de recursos naturais, principalmente a água.

Outro lugar para conhecer é o Palácio Hyogo, onde fica o Instituto Cultural e Científico Brasil-Japão. A casa é um exemplo de arquitetura japonesa e abriga um auditório, uma sala de exposições e uma sala de fotos e informações sobre a cidade-irmã de Curitiba, Himeje. O Consulado do Japão também organiza atividades esporadicamente em outros espaços da cidade, como mostras de filmes, exposições itinerantes e encontros sobre economia, cultura e esportes, sempre abertos e gratuitos.

Há também alguns festivais, como o Haru Matsuri, o Festival da Primavera, entre setembro e outubro; o Imin Matsuri, o Festival da Imigração Japonesa, que acontece em junho, e o Hana Matsuri, que é a festa das flores e aniversário do Buda histórico, em abril. Alguns eventos incluem mostras de vestimentas tradicionais, workshops de haicai (poemas curtos), oficinas de mangá, origami e, como não, culinária.

Sala Himeji

A Sala Himeji fica dentro do Memorial de Curitiba, um espaço cultural no centro da capital. O nome da sala é uma homenagem à cidade-irmã Himeji, onde fica um castelo que é tesouro nacional do Japão e Patrimônio da Humanidade da UNESCO desde 1993. A maquete do Castelo Himeji fica exposta nessa sala do Memorial, e representa a construção original, feita em 1346 com madeira e várias passagens secretas.

Praça do Japão

Localizada na Avenida Sete de Setembro, na Praça do Japão o visitante irá apreciar as 30 cerejeiras doadas pelo governo nipônico e lagos construídos nos moldes japoneses. Na mesma praça estão a Casa da Cultura, onde há uma biblioteca, o Centro Zen Budista e a Casa de Chá, onde toda quinta se realiza a tradicional cerimônia para servir a bebida mais popular da Ásia.

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Conheça os belíssimos jardins japoneses

O Japão cultiva a técnica do paisagismo desde tempos ancestrais, provavelmente bem antes do século VI. Os japoneses vêem esta prática como uma das modalidades artísticas mais sublimes, uma vez que ela representa a própria esfera íntima da natureza em uma área restrita, de tal forma que seja possível estabelecer uma harmonia perfeita com o entorno.

Jardim Japonês. Foto: nui7711 / Shutterstock.com

Assim, o jardim japonês é o resultado desta arte, uma tradição acalentada nas residências, nas vizinhanças dos parques, em recintos budistas ou xintoístas, e em pontos históricos, como, por exemplo, nos velhos castelos do Japão. Muitos deles, pelo menos os mais conhecidos, são os Jardins Zen, encontrados tanto neste país quanto no Ocidente.

Com certeza os jardins japoneses caracterizam o Japão da era feudal, assim como a antiga e cultuada cerimônia do chá. Além disso, eles conduzem naturalmente seus visitantes a um estado de meditação, calma e espiritualidade. Neste contexto, preponderam os fatores filosóficos, espirituais e simbólicos, valores transmitidos pela água, pelas pedras aí presentes, pelos instrumentos de jardinagem e por toda a flora que nele se dissemina.

Alguns estudiosos afirmam que eles foram importados da China, pois daí se originam os protótipos dos jardins mais antigos, completamente focados na ideia de transmitir lazer e entretenimento aos nobres. Os pertencentes à Era Heian, que vigorou de 794 a 1185, apresentavam constantemente a presença de um lago circundado por uma ilha.

Eles eram edificados com o objetivo de observar a Natureza e suas incessantes mudanças de estação. Deste momento em diante os jardins passaram a conquistar peculiaridades distintas, com a preponderância das diferentes disposições das pedras. Pode-se dizer que alguns recursos são essenciais para a caracterização de um jardim japonês.

O elemento mais conhecido é o Sakura ou a cerejeira decorativa, também denominada flor da Felicidade; ela tem um papel fundamental na cultura do Japão. Entre março e abril os japoneses comemoram o Hanami, data na qual se festeja a floração deste arbusto, um evento que atrai muitos turistas.

O Momiji-Gari ou Acer Vermelho traduz a típica melancolia dos japoneses. A face mística do jardim é conferida pela presença das lanternas de pedra, as quais contribuem para uma melhor concentração e para iluminar a psique; por meio destas luzes são despertados os valores tradicionais e espirituais.

O elemento água é representado pelo lago e pelas carpas, os quais têm significação essencial, pois esta substância é vital para a existência. Os animais, por sua vez, simbolizam a fecundidade e o progresso. O Taiko Bashi ou a ponte é uma trilha que se insinua pelo jardim, significando a ascensão a um estágio espiritual e emocionalmente mais elevado, que implica em crescimento e conhecimento interior; o bambu, dobrável, revela o dom humano de se moldar a qualquer situação e de se transformar.

As pedras das cascatas são o núcleo central do jardim. A rocha posicionada verticalmente simboliza a paternidade; e a inserida horizontalmente representa a maternidade, da qual emana a água. As demais são o retrato dos descendentes. Os bambus têm seus galhos atados, de forma que o arbusto se curve sobre o lago, como se o estivesse reverenciando.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_japonês
http://www.jardineiro.net/br/artigos/jardim_japones.php

 

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Veja como é a Cerimonia japonesa do chá

Cerimônia do chá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Senhora vestindo o quimono durante cerimônia do chá ao ar livre, sentada na posição seiza

cerimônia do chá japonesa (chanoyu 茶の湯, lit. “água quente [para] chá”; também chamada chadō ou sadō茶道, “o caminho do chá”) é uma atividade tradicional com influências do Taoísmo e Zen Budismo, na qual chá verde em pó (matcha抹茶) é preparado cerimonialmente e servido aos convidados. O matcha é feito da planta chamada chá, Camellia sinensis.

Os encontros de chanoyu são chamados chakai (茶会, “encontro para chá”) ou chaji (茶事, “assuntos do chá”). Normalmente o termo chakai refere-se a um evento relativamente simples no qual se oferecem doces típicos, usucha (chá suave), e talvez tenshin (um aperitivo); já chaji refere-se a um evento mais formal, incluindo também uma refeição tradicional (kaiseki) e koicha(chá forte). Um chaji completo pode durar até quatro horas.

O praticante de cerimônia do chá precisa ter conhecimento de uma ampla gama de artes tradicionais que são parte integral do chanoyu, incluindo o cultivo e variedades de chá, vestimentas japonesas (kimono), caligrafiaarranjo de florescerâmica, etiqueta e incensos — além dos procedimentos formais de seu estilo de chanoyu, que podem passar de uma centena. Assim, o estudo de cerimônia do chá praticamente nunca termina [1]. Mesmo para participar como convidado em uma cerimônia formal é preciso conhecer os gestos e frases pré-definidos, a maneira apropriada de portar-se na sala de chá, e como servir-se de chá e doces,

História

Beber chá é um costume introduzido no Japão, no século IX, na forma de chá de infusão (団茶, dancha) pelo monge budista Eichu (永忠), quando este retornou da China, onde conheceu a erva, ao Japão. O chá tornou-se a bebida mais consumida no Japão, e cultivada em seu próprio território.

O costume de beber chá, iniciou-se de forma medicinal, e por razão de luxo, uma vez que era importada da China. No século IX, o autor chinês Lu Yu escreveu o Ch’a Ching, um manual sobre o cultivo e preparação do chá. A vida de Lu Yu foi influenciada pelo budismo. As ideias de Lu Yu foram cruciais para a criação e aprimoramento da cerimônia.

No século XII, um novo tipo de chá surge, o matcha, trazido ao Japão por Eisai, outro monge japonês retornando da China. Considerado um chá-verde mais forte, retirado da mesma planta de chá-preto, foi inicialmente utilizado em rituais em templos budistas. Já no século XIII, samurais já consumiam a bebida matcha, como uma adaptação do budismo. Com isso, o futuro do chá estava traçado.

Por volta do século XVI, beber o chá se popularizou, chegando a atingir todas as camadas sociais do JapãoSen no Rikyu é um dos maiores destaques na história da cerimônia do chá, seguido pelo seu mestre, Takeno Jōō. De acordo com a filosofia ichi-go ichi-e, cada cerimônia do chá é única, e nunca poderá ser reproduzida. Os ensinamentos da cerimônia do chá foram responsáveis pelo desenvolvimento de novos estilos arquitetônicos japoneses, como jardins, por exemplo. E os ensinamentos resistem até hoje.

Utensílios necessários

Foto de uma cerimônia do chá. Da esquerda para a direita: chashaku (espátula para o chá), sensu (leque), forma para colocar o batedor, chasen (batedor whisk) e fukusa (lenço de seda)

Os Utensílios da cerimônia são chamados de dōgu (道具, literalmente “Ferramentas”). A quantidade de dōgu necessários a uma cerimônia varia em função da escola e do estilo da demonstração. A sua variedade, nomes específicos e combinações de utilização tornam impraticável pela sua extensão a inclusão neste espaço de uma lista pormenorizada. Existem no Japão dicionários específicos que chegam a ter centenas de páginas. Apresenta-se de seguida uma lista simplificada com os itens essenciais:

  • Fukusa (lenço de seda)
  • Chawan (taça)
  • Natsume ou Cha-ire (boião para o chá em pó)
  • Chasen (batedor para preparar o chá)
  • Chashaku (espátula para servir o chá em pó)
  • Chakin (pano para limpar a taça)
  • Hishaku (concha de bambu)
  • Kensui (recipiente para a água suja)
  • Tana (pequena estante para colocar os utensílios)
  • Kama (panela de ferro)
  • Furo (braseiro)

 

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Um pouco sobre a cultura japonesa

CULTURA

O Japão exibe uma cultura multifacetada, com tradições milenares. Embora tenha raízes na cultura chinesa, a distância geográfica permitiu ao Japão a construção de um modelo cultural diferenciado e cujas marcas persistem mesmo com a característica dinâmica do povo de adaptar-se à evolução tecnológica.

Religião

Os japoneses têm o sincretismo religioso como marca. Suas principais crenças têm raízes no xintoísmo e budismo, mas coexistem com outras religiões, até mesmo com a cristã.

Diferente do que ocorre no Ocidente, no Japão, não há pregações religiosas e a religião não é vista como doutrina, mas um modo de vida. É considerada um código moral, um modo de viver e está tão arraigada, que não se distingue dos valores sociais e culturais da população.

A introspecção também marca a religião no Japão. As orações não são públicas e, menos ainda, integram cerimônias oficiais. A adoração não é comum entre os japoneses. Os rituais de vida (nascimento, casamentos, aniversários) e morte (funerais) são parte comum da vida no Japão.

Nem sempre foi assim, contudo. Até a Segunda Guerra Mundial, o imperador japonês era considerado um verdadeiro deus. O conflito quebrou esse sistema de crenças e, após a recuperação econômica, a religião define a espiritualidade do povo.

Leia mais sobre o Xintoísmo e o Budismo.

Fonte: https://www.todamateria.com.br/cultura-japonesa/

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