Os intérpretes que viabilizam o trabalho na ONU

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O trabalho nas Nações Unidas seria um cipoal inexpugnável sem o pequeno exército dos intérpretes. Tradutores, como Rebecca Edgington, conduzem reuniões onde 193 nações estão representadas. Eles criam um território neutro da comunicação entre os Estados hostis.

Já pela manhã, Rebecca Edgington, intérprete oficial da ONU desde 2004, entra na cabine de locução mergulhada na penumbra. Lá do alto, ela domina uma grande sala de conferência no Palácio das Nações Unidas da ONU, em Genebra. Rebecca Edgington fala com a voz alta e tão rapidamente que nem parece respirar entre uma palavra e outra.

“… expressam preocupações pela ocorrência do aumento de casos de incitação ao ódio e de outras manifestações de intolerância…”

Ela não está lendo, simplesmente. O texto impresso em russo diante de si está sendo apresentado, ao mesmo tempo, pelo delegado da Bielorrússia. Rebecca Edgington o interpreta em inglês, adaptando-o ao discurso que, ao final, acaba sendo pronunciado sem algumas partes da declaração original.

Estas traduções simultâneas são a missão principal dos intérpretes da ONU. Em reuniões como esta em curso, sobre o relatório dos direitos humanos na Noruega, os discursos são apresentados muito rapidamente. Cada delegado quer dizer o máximo dentro do tempo concedido.

Na melhor das hipóteses, a pronúncia do intérprete soa como se “o orador ou a oradora tivessem o inglês como língua-mãe”, afirma Edgington. Porém, às vezes, “deve-se, simplesmente, transmitir o significado o mais rápido possível.”

Rebecca Edgington faz parte de um grupo de 101 intérpretes com base em Genebra, dos quais 10 trabalham em inglês. A equipe pode contar, ainda, com cerca de cinquenta colaboradores externos.

Trabalho em campo

Rebecca Edgington foi uma das intérpretes durante as recentes negociações sobre a crise na Síria, em Genebra e Montreux. As discussões contaram com as participações do ministro do Exterior, Serghei Lavrov, da Rússia, e do secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

Ela também esteve presente em missões arriscadas. Em 2000, como “freelancer” para o Conselho da Europa, Rebecca Edgington viajou pela Chechênia. Ela decolou num helicóptero, depois de proteger o corpo com um colete fluorescente e a cabeça com um capacete. Na ocasião, a intérprete estava junto com um pequeno grupo de diplomatas. Os rebeldes atacaram o voo, mas erraram o alvo.

“Era uma situação muito tensa”, afirma. Quem participa de missões em zonas de guerra é voluntário. Rebecca Edgington, 43 anos, nunca disse não. Hoje, mãe de duas pequenas meninas, pensaria duas vezes e mais “atentamente” antes de aceitar um convite semelhante. Ainda que saiba que seria difícil recusá-lo.

As reuniões da ONU – nos quartéis generais de Genebra e Nova York, ou em uma ou outra cidade do planeta em missão especial – acontecem em um dos seis idiomas oficiais: inglês, francês, russo, espanhol, chinês e árabe.

Alexandre Voitenkov, chefe de Rebecca Edgington e do serviço de tradução de Genebra, explica que os intérpretes da ONU são de países diferentes, mas que as suas nacionalidades não contam muito. “O que é fundamental é a competência e a adesão aos ideais das Nações Unidas.”

Vigiados especiais

Rebecca Edgington, nascida na Inglaterra, traduz do russo para o inglês, além do alemão e do francês. Os intérpretes da ONU devem dominar outros dois idiomas além da língua-mãe.

Traduzir o russo é, especialmente, estimulante – afirma a mulher. Se, aos membros de uma delegação russa, uma palavra ou uma frase escolhida não são bem vistas, ou melhor, bem usadas, eles avisam ao intérprete, mesmo durante a tradução.

Rebecca Edgington cresceu no condado de Cambridgeshire e começou a estudar francês aos 11 anos, alemão aos 12 e russo aos 17. “Eu vivi a perestroika e vendo o Gorbachov na televisão…eu queria entender o que ele dizia”.

Emoções sim, opiniões não

A sua carreira começou em Estrasburgo, na França, onde trabalhou durante nove anos como “freelancer” para diversas organizações europeias, entre elas o Conselho da Europa.

Foi ali que viveu um dos momentos mais emocionantes de sua vida como intérprete. Uma jornalista da Argélia, que tinha publicado artigos muito críticos contra o governo, estava testemunhando.

“Tinha 27 anos, como eu. Ela estava contando sobre quando tinha sido violentada. E relatou que ao voltar para casa, ferida e sangrando, a família a rejeitou”, recorda Rebecca Edgington.

“Eu estava traduzindo junto com um colega, homem. A um certo ponto, ele empurrou a cadeira para trás e eu continuei a traduzir. Quanto terminou, olhei a mesa. Estava toda molhada. Eu apaguei o microfone e lhe perguntei ‘’o que aconteceu?'”

O seu colega lhe explicou que, assim como a jornalista que estava testemunhando, ela tinha chorado durante todo o relato. A jovem intérprete preocupou-se pelo comportamento, a seu ver, pouco profissional. Mas o colega lhe deu força: “Você se transformou nela”, disse ele.

Os intérpretes devem evitar que as suas opiniões pessoais influenciem o trabalho, com exceção apenas para transmitir a emoção do orador.

Neutralidade

“Se temos que traduzir alguém de quem discordamos, devemos fazê-lo da forma mais fiel possível, para manter a neutralidade”, explica Rebecca Edgington.  Mesmo que, “às vezes, fosse autorizado dizer, com um sinal, ‘não sou eu, estas palavras não são minhas!'”.

Rebecca Edgington se ocupa também de formação, sendo a responsável da “cabine inglesa” na ONU, em Genebra. Estudantes selecionados, tendo no bolso um Master em interpretação, visitam a sede por alguns dias ou semanas. Eles praticam a teoria numa “cabine de testes” e, assim, ganham experiência e jogo de cintura com o vocabulário, as expressões coloquiais e a dicção das Nações Unidas.

Neil Cumming, 24 anos, é o mais jovem da equipe da ONU, em Genebra. Originário da Grã-Bretanha, ele traduz do francês e do russo para o inglês. Um dos principais desafios do seu trabalho é o de ser objetivo, absolutamente. “Cada um tem a sua opinião, mas estamos aqui para fazer o nosso trabalho”, diz. “E um dos pontos fundamentais de um lugar como a ONU é que cada um pode dizer o que pensa”.

Resistir ao estresse

Quais são as outras qualidades de um bom intérprete? Para Rebecca Edgington é importante ter autoconfiança e ser um “perfeccionista pragmático”.

Alexandre Voitenkov, por sua vez, revela a importância de aguentar o estresse. “Sobretudo durante as conferências de campo que, muitas vezes, podem durar horas a fio durante o dia, por duas semanas”. Os intérpretes devem, ainda, se interessar pelos negócios no mundo, observa o russo. Ele começou a  carreira em Moscou. E chegou na ONU em 1979.

Rebecca Edgington explica que ela e seus colegas leem os jornais internacionais, regularmente, e realizam pesquisas sobre os temas abordados durante as reuniões. “Todo o trabalho feito fora da cabine” é muito importante, observa.

E fora da cabine é preciso abandonar o próprio ego, pois ser um intérprete significa “ser invisível”, acrescenta. “A ideia é a de não fazer parte da história.”

Tipos de interpretações

Além da interpretação simultânea, existe também a interpretação “consecutiva”, que é o relato posterior sobre os conteúdos de um discurso ou de uma declaração após a conclusão do orador.

Um terceiro tipo de interpretação é aquela “sussurrada”, quanto o intérprete traduz, no pé do ouvido, as frases pronunciadas ao seu interlocutor.

Os intérpretes da ONU traduzem sempre usando a língua-mãe, com exceção nas cabines de árabe e de chinês. Muitas vezes, por falta de tradutores qualificados destes idiomas, eles devem ser traduzidos em inglês ou francês.

 Fonte: http://www.swissinfo.ch

Como contratar equipamentos de tradução simultânea

Guia prático para a contratação de equipamentos de tradução simultânea

Nesta seção você, organizador de um evento com tradução simultânea, vai encontrar informações e dicas sobre a contratação dos serviços de locação de equipamentos de tradução simultânea para seu evento, congresso ou reunião.

Observe que a contratação dos equipamentos geralmente é feita separadamente dos intérpretes, pois são serviços de natureza diferente. A seleção e coordenação de equipes de intérpretes exige conhecimento sobre as áreas de especialização e classificação linguística da equipe. Já a operacionalização de todo o equipamento de tradução simultânea necessário para viabilizar a transmissão do áudio dos palestrantes para a cabine de interpretação e dela para ouvintes, exige principalmente conhecimentos de ordem técnica sobre transmissão e recepção de áudio nos diversos ambientes de trabalho dos intérpretes, que vão de salas de reunião e treinamento a centro de convenções de grande porte.

É importante que o contratante tenha o mesmo cuidado ao selecionar seus intérpretes quando escolhe os equipamentos de tradução simultânea. A qualidade do áudio para o intérprete é de importância fundamental para seu desempenho; e a qualidade do áudio transmitido para a plateia, crucial para a boa percepção da plateia sobre o seu evento.

Abaixo, você encontrará um pequeno guia com estratégias sugeridas para os contratantes, e também descrevemos características específicas do mercado brasileiro de tradução simultânea para eventos e congressos.

Sala de conferência

Onde contratar serviços de tradução simultânea

Na maioria das capitais brasileiras, há várias boas locadoras de equipamentos a quem você pode solicitar orçamento.

Para centros mais afastados, é provável que o contratante tenha que trazer toda equipe, inclusive os intérpretes, de uma capital mais próxima.

O que está incluído na cotação de serviços de tradução simultânea

De modo geral, as cotações de locação de equipamentos de tradução simultânea incluem os seguintes itens:

  • Receptores de tradução simultânea
  • Frete/Transporte para o local do evento
  • Taxas de montagem e desmontagem
  • Toda a infraestrutura para viabilizar a tradução simultânea (incluindo cabines ou biombos, central de interpretação, antenas transmissoras, cabeamento
  • Recepcionistas para distribuição de receptores
  • Técnico(s) de tradução simultânea para assistência durante o evento
  • Sonorização de sala incluída ou opcional

Como contratar interpretes

O que é sonorização?

O termo sonorização refere-se, de modo geral, aos seguintes elementos: caixas acústicas, microfones, mesa de mixagem e cabeamento. Todos esses itens são necessários para viabilizar o uso da tradução simultânea para o seu evento.

Lembre-se também das seguintes orientações:

  • Uma sonorização e equipamentos de tradução simultânea de qualidade são essenciais para o seu evento. Sem uma boa recepção de áudio para o interprete, limpa, sem chiados nem ruídos parasitas, seu trabalho é dificultado, e a plateia sofre.
  • Especialmente importante é seu pessoal estar bem treinado para o manuseio dos microfones volantes. Estes são disponibilizados para o publico quando há uma sessão de perguntas aos palestrantes. É essencial que seu prestador de serviço de sonorização tenha pessoal de boa aparência, treinados no uso desses microfones  e que consigam se comunicar elementarmente em inglês, para mostrar aos usuários como ligar e desligar esse microfone e a que distancia mantê-lo.

Para pedir uma cotação de serviços de sonorização para interpretação simultânea, é importante fornecer à empresa de sonorização os seguintes dados:

  • Nome de seu evento
  • Pessoa responsável pela contratação da sonorização – nome, telefones, e-mail
  • Datas de seu evento
  • Cidade
  • Local ou locais
  • Idiomas a serem interpretados (dado importante pois define o número de cabines por sala)
  • Número de salas
  • Número de receptores

Mais algumas dicas importantes:

  • Lembre-se de exigir cabines limpas, não cheirando a mofo, com tomadas de força para a conexão de 2 computadores, luzes de leitura para ambos os intérpretes e pessoal habilitado e treinado.
  • É também importante informar à firma de sonorização se o som ambiente, projeções, vídeos, etc. estarão a cargo de outra firma, ou, caso contrário, informar precisamente quais são suas necessidades.
  • No caso de haver gravação ou transmissão por internet, comunique o fato à empresa de tradução simultânea e também ao intérprete-coordenador responsável pela equipe.

Fonte: http://www.apic.org.br/

Espanglish Traduções, uma das empresas que mais cresce no mercado de tradução simultânea. Faça um orçamento sem compromisso. Garantimos excelente qualidade no equipamento e serviço técnico. Também providenciamos os intérpretes para o sucesso do seu evento. E tudo com um dos valores mais competitivos do mercado. Por todos estes motivos nos ligue no (41)3308-9498 ou (41)9667-9498 ou nos envie um email por meio do atendimento@espanholinglescuritiba.com.br para saber sobre os nossos preços e serviços. Locamos equipamento de tradução simultânea e fornecemos serviço de tradutores simultâneos em cidades como Curitiba, Foz de Iguaçu, Joinville, Florianópolis, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Salvador e também na sua cidade.

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Quais são as línguas mais faladas no mundo?

Um infográfico completo que mostra quais são as línguas mais faladas, dos cerca de 7.102 idiomas conhecidos no mundo hoje

  • Temos 7,2 bilhões de pessoas vivendo no mundo nesse momento. Mais da metade disso, 4,1 bilhões, se comunicam com vinte e três dos mais de sete mil idiomas existentes hoje.
O infográfico abaixo está cheio de estatísticas interessantes sobre as principais línguas faladas hoje. O Chinês lidera de longe a brincadeira, com 1.2 bilhão de pessoas que falam o idioma na China e em outros lugares como Hong Kong, Taiwan e na Malásia. Lembrando que o “chinês” engloba diferentes línguas e dialetos, como o cantonês e o mandarim.

Depois disso, o Espanhol (399 milhões de pessoas) e o Inglês (335 milhões) dominam boa parte do mundo, o primeiro falado em praticamente toda a América Latina (e por 34 milhões de pessoas nos Estados Unidos). Interessante ver que o inglês é a língua mais estudada ainda ao redor do mundo, mas a potência mesmo vem de ser falado nos estados Unidos (são 110 países que falam o inglês, mas 225 dos 335 milhões estão em solo americano).

 O nosso português é falado por 203 milhões de pessoas, basicamente aqui no Brasil. Depois tem Portugal, Moçambique e algumas pessoas na França e na Índia. Também se fala português em Angola, São Tomé e Príncipe, um pouco em Macau, Timor Leste, Guiné-Bissau e Equatorial e por alguns bilíngues em Cabo Verde (a língua falada por lá é o crioulo cabo-verdiano).

A Papua-Nova-Guiné leva a taça de lugar com mais dialetos falados, 839 no total.

Facinho bater um papo por lá.

Obs.: a imagem de capa é do transporte público de Pequim, na China, em 1950.


FONTE: http://www.papodehomem.com.br/quais-sao-as-linguas-mais-faladas-no-mundo/

publicado em 30 de Junho de 2015, 09:00
Espanglish realizada serviços de tradução e interpretação em dezenas de línguas, entre elas inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, holandês, húngaro, tcheco, catalão, polonês, russo, sueco, ucraniano, latim, grego, romeno, mandarim, cantonês, japonês, tagalog, coreano, árabe, hebraico e outros.
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Tradução Simultânea: definição e história.

Definição de Tradução Simultânea

A Interpretação Simultânea (também chamada tradução simultanea) é uma tarefa complexa y nada fácil que requer grande capacidade para conseguir comunicar de uma língua a outra a mensagem expressada. 
Com a ajuda do equipamento especializado o intérprete ouve o palestrante expressando a mensagem original (idioma fonte) e imediatamente expressa a tradução no idioma solicitado pela audiência (idioma alvo), ás vezes com apenas uma palavra de atraso.Esta tarefa exige uma grande quantidade de esforço mental, é por isso que os tradutores simultâneos geralmente trabalham em duplas e revezam a cada 20 minutos. Nos casos em que a Espanglish Traduções achar necessário é possível que a interpretação seja realizada por apenas uma só pessoa.

HISTÓRIA DA INTERPRETAÇÃO SIMULTÂNEA

Embora a divulgação da Interpretação aconteceu principalmente na pós-guerra, com a criação da Interpretação Simultânea para solucionar os desfíos de comunicação durante o Julgamento de Nuremberg, esta já existia desde a época do Antigo Egipto.

A presença do intérprete já era narrada na Grécia e em Roma antes de Cristo, não tendo esse trabalho passado por consideráveis alterações durante os séculos, já seja na Idade Média ou na época da expansão europeia. Esta situação continuou até a Conferência de Paris, em 1919, quando os políticos precisaram falar outras línguas e não apenas o francês, a língua utilizada então diplomaticamente. Deste forma se abria o caminho para um mundo multilíngue.

Com a intensificação das relações comerciais, os simples gestos tornaram-se insuficientes para uma comunicação adequada e logo figura do intérprete ganhou destaque.

O primeiro escrito que o expressa isso data do 3º milénio A.C. É um baixo-relevo egípcio achado no túmulo de um faraó que faz referência a um chefe de intérpretes. Outras fontes dessa época indicam que essa atividade estava principalmente ligada à Administração Pública.

Outras civilizações como Grécia ou o Império Romano, referem a existência de intérpretes, mas ligados às mais diversas áreas: comércio, religião e exército, política.

Os intérpretes continuaram as suas atividades durante toda a Idade Média em mosteiros (onde havia monges das mais diversas nações), em concílios (acompanhando pregadores a terras distantes), em expedições comerciais e militares e em contatos diplomáticos.

Durante séculos de expansão europeia houve poucas mudanças, com exceção das línguas usadas. Na primeira viagem de Cristóvão Colombo, este notou que o seu intérprete de árabe pouco lhe auxiliou para se comunicar com os índios. Por causa disso, após essa primeira viagem, ele decidiu capturar alguns índios e ensinar-lhes a língua espanhola para que pudessem atuar como intérpretes na seguinte expedição. O mesmo aconteceu com os espanhóis que foram presos pelos índios e que acabaram aprendendo a língua e a cultura deles, servindo depois também como intérpretes.

No Velho Continente, o francês tinha substituído o italiano como língua da diplomacia e da cultura, reduzindo assim a necessidade de intérpretes. Essa situação continuou até a Conferência de Paris, em 1919, quando os negociadores, principalmente políticos, começaram a rejeitar o francês e queriam comunicar-se nas suas línguas maternas.

O desenvolvimento dos contatos entre as nações e a criação de grandes organismos internacionais fizeram com que nascesse uma nova forma de Interpretação,  a Interpretação Simultânea (conhecida hoje também como Tradução Simultânea). A Interpretação Consecutiva significava que o tempo gasto nas negociações devia ser multiplicado pelo número de idiomas para as quais cada intervenção era traduzida, o que tornava o processo demasiado longo.

Assim sendo, os EUA e a URSS desenvolveram, quase paralelamente, um sistema complexo de microfones, cabos e auscultadores para ligar o palestrante ao intérprete e este último à audiência. No começo, os intérpretes mostraram-se reticentes a respeito deste equipamento, pois receavam ter que reproduzir o discurso do orador palavra por palavra, sem terem tempo para refletir a respeito do conteúdo ou procurar a formula mais elegante.

Apesar destas hesitações, a Interpretação Simultânea desenvolveu-se e começou a ser usada em certas conferências internacionais. Mas foi com os Julgamentos de Nuremberg que a Tradução Simultânea foi definitivamente acolhida, porque era importante que aquele processo, politicamente tão necessário, não se estendesse mais do que a opinião pública podia suportar.
Foi então que a Interpretação Simultânea impôs-se não apenas nas grandes organizações internacionais como a ONU ou a UE, mas também comercial e culturalmente, onde cada vez mais se utiliza este tipo de Interpretação. Espanglish Traduções conta com intérpretes experientes e com o melhor equipamento de tradução simultânea para o sucesso do seu evento.

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Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma

Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita) |
Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita)
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Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
Gringos que moram em Curitiba contam que o portunhol é uma armadilha, que se confundem com o “pois não” e que até comprar pode ser embaraçoso

18/09/2014 08h36 Tatiana Marotta, especial para a Gazeta do Povo
002Comentários (2)
Depoimento: uma francesa aprendendo a falar português
Quando eu cheguei a Curitiba, tinha um nível básico de português. Ao contrário da maioria dos estrangeiros, eu tinha já estudado a língua de maneira aprofundada. Infelizmente, na França, o português não é ensinado em todas as escolas. A gente tem de escolher entre alemão, espanhol e italiano, na maioria das vezes.

Estudei em um desses raros colégios internacionais que existem na França, em Grenoble. Foram quatro anos de estudos intensivos do português como segunda língua, seis horas por semana. Não posso falar que isso me ajudou, porque saí do colégio aos 15 anos e não tinha como praticar mais a língua.

Mas uma língua nunca é totalmente esquecida; fica em uma parte do cérebro, esperando um estimulo para reaparecer. Assim, depois de um mês no Brasil, eu já conseguia entender quase tudo. Eu só tinha dificuldades com a fala, por causa da vergonha que se sentia ao tentar pronunciar corretamente certas palavras, sem conseguir.

O que eu não conseguia entender eram as piadas que fazia o meu professor na UFPR. No inicio, eu não entendia o sentido das palavras. O pessoal da sala ria tanto, e eu também queria participar, dando a risada… Só que não e fácil fingir. No fim, virou um jogo para os outros estudantes olharem para mim a cada piada, para ver se eu tinha entendido, porque eu sempre era a única quieta na sala.

Hoje, o meu principal problema é o sotaque. Ele é ainda mais estranho do que poderia ser porque eu aprendi o português de Portugal. Sobretudo o “o”, que eu pronuncio “u”; e o “s”, que eu nunca sei pronunciar. As pessoas falam muito que o sotaque dá um charme, mas, para mim, é uma desvantagem. Elas não conseguem me entender e acham também que eu não entendo – o que, na maioria das vezes, é falso. Eu penso que, quando as pessoas falam outra língua, sempre parecem muito fofas e simpáticas, além de um pouco tontas.

Agora, que eu sei falar mais fluentemente, eu posso exprimir todos os sentimentos que tenho. E, para mim, essa era a parte mais frustrante do aprendizado da língua: não poder mostrar quem eu era “na vida real”.

Tatiana Marotta, estudante de Jornalismo

Tandem: bicicleta substitui a sala de aula
Você conhece a palavra “tandem”? Nada mais é do que uma bicicleta com dois bancos. O equipamento é uma metáfora interessante para ilustrar um sistema de aprendizagem de língua reconhecido no mundo inteiro e que no Brasil existe apenas em Curitiba, por intermédio do Celin.

Por meio dele, duas pessoas de diferentes nacionalidades ensinam-se mutuamente os idiomas, enquanto pedalam e transitam pela cidade.

Brasileiros também podem participar do projeto, como faz o universitário de 22 anos Kaio Enrik Santos, que estuda Comunicação Social na Uninter. Pelo menos uma vez por semana, ele troca lições idiomáticas com a sul-coreana de 21 anos Keuhee Shim, conhecida como Estela e que está passando o ano de 2014 no Brasil.

Os dois já foram a museus e restaurantes, e fazem intercâmbio cultural em todos os encontros – esse é um dos objetivos do projeto do Celin. “Na escola, a língua e a cultura devem andar juntos, porque não tem como aprender uma sem a outra”, diz a professora Bruna Ruano, uma das criadoras do projeto em Curitiba.

Kaio foi tão seduzido pelo que aprendeu com a Estela que planeja fazer intercâmbio no país asiático e está tentando criar um convenio entre a Uninter e uma instituição de ensino sul-coreana.Entre fevereiro de 2013 é maio deste ano, o programa teve 736 participantes, sendo 391 brasileiros, 43 coreanos e os demais de outras nacionalidades.

Didática varia conforme o objetivo de cada aluno
O sentido de aprender português varia de acordo com a necessidade de cada estudante.

Professora da PUCPR, Grace Thiel comenta que, para estudantes universitários, é preciso se aprofundar na língua e ensinar diferentes gêneros textuais, para que eles possam escrever textos acadêmicos. “Peço para eles fazerem várias apresentações na frente dos outros, para que se acostumem a falar”.

O Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR acolhe também turistas e trabalhadores estrangeiros. Tem destaque o programa do governo Português Brasileiro para Imigração Humanitária (PIBH), que recebe 200 refugiados haitianos. Os professores adaptam a metodologia de ensino, pois eles chegam sem falar nada de português. “O objetivo deles é sobreviver, eles precisam conseguir emprego no Brasil. Então, são mais aulas de pratica da língua do que de gramática”, conta a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
As estudantes Rasha Hassan Hussein (Sudão), Dalia ElRashid Yousif (Sudão) e Valentina Facchin (Itália) (da esquerda para a direita)

Aprender a falar português em alguns meses não é tarefa simples para os estrangeiros que moram temporariamente no Brasil. A pronúncia, a gramática, a conjugação e mesma a integração cultural… Tudo isso é uma barreira para que os visitantes voltem para casa fluentes no idioma.

A Gazeta do Povo conversou com estudantes de outros países que estão em Curitiba e conta, nos tópicos abaixo, como eles têm se virado para dominar a nossa língua.

O perigo do “portunhol”

Os latinos conseguem entender e falar português mais rapidamente que os demais, por causa das raízes comuns das palavras. “Às vezes, é só adicionar “o” ou “a” no fim da palavra em francês e já estou falando brasileiro [sic]”, conta Elodie Mervelay, estudante francesa de 24 anos que cursa Administração na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Quem tem mais vantagem são os hispanos, que se beneficiam das grandes similaridades entre o português e o espanhol. “Eu precisei de apenas uma semana para poder dizer que já eu entendia tudo”, relata Andrés Cuartas, colombiano de 27 anos que está à procura de um emprego no Brasil.

Mas a semelhança entre diferentes idiomas também é perigosa. Hispanos precisam tomar cuidado para não acabar falando o “portunhol”, mistura das duas línguas, que pode atrapalhar o processo de conhecimento da língua portuguesa. ”A gente pensa que está entendida e, por isso, acha que não precisa fazer mais esforço”, diz Cuartas.

As línguas que têm outras raízes se afastam do português em relação à fonética e à etimologia das palavras, o que dificulta aprendizado. “Um hispanofalante que nunca estudou português antes de chegar aqui vai entender tudo diretamente. Um coreano, ao contrario, além de ter estudado dois anos de português antes, vai entender apenas 15%”, afirma a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Ela acrescenta que, com tempo e dedicação, um estudante asiático pode até superar um hispano no domínio da língua, pois precisará escrever bastante, o que lhe dará mais capacidade para entender o idioma.

Problemas para comprar pão

Outra grande dificuldade para os estrangeiros é pronunciar corretamente os sons do português, com a adequada ênfase nas sílabas tônicas. “Tenho muitas dificuldades com a pronúncia. Há sons em português que não existem na fonética coreana” conta Amanda Cho, coreana de 22 anos que aprende português no Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR.

O intercambista mexicano Rodrigo Nava, 20 anos, que estuda arquitetura na PUCPR, diz que tem dificuldades para diferenciar a pronúncia de palavras como maçã e massa, e também avô e avó.

Professora da PUCPR, Grace Thiel explica que o maior obstáculo está na pronúncia de sons nasais, como o das palavras pão e João. Trata-se de uma terminação sonora que só existe em português. “Fui para a padaria e não consegui falar certo a palavra ‘pão’. As pessoas começaram a rir de mim. Então, precisei fazer gestos para ser entendida”, narra Emna Bem Khedher, estudante tunisiana de 23 anos da UFPR.

Outro fonema complicado é o decorrente das palavras começadas com “r”, como rato. Sofrem especialmente com isso alemães, franceses e falantes de língua inglesa. “Quando eu tento falar a palavra ‘rolado’, dá para reconhecer imediatamente meu sotaque germânico”, diz a estudante alemã de 23 anos Adriana Palasescu.

Já para quem fala espanhol, o problema maior está na pronúncia da letra “v”, frequentemente confundida com “b” para ser entendidos.

Em se tratando de língua escrita, a acentuação também é uma barreira. “Na Itália, só há acentos no final das palavras, nunca no meio”, explica Greta Botanelli, estudante de 24 anos, que cursa design na UFPR. A única maneira para superar tais problemas, afirma Grace, é a pratica. Ela diz que não é possível simplesmente erradicar o sotaque, mas diz que, com tempo e treinamento, ele pode ser suavizado. Muitas vezes, isso não ocorre, pois é comum que estudantes estrangeiros fiquem no Brasil por apenas 6 meses, tempo insuficiente para falar mais naturalmente.

Piada sem graça ou sem sentido?

O estrangeiro que se propõe a falar português não enfrenta somente as dificuldades da língua, mas também se depara com um choque cultural.

Os alunos dos cursos de português da PUC e do Celin recebem lições sobre características culturais brasileiras, muitas das quais se refletem na fala. “Temos de ensinar expressões do idioma, como ‘pois não’, que a maioria entende como resposta negativa”, disse Grace.

O humor brasileiro também não é compreendido imediatamente pelos estrangeiros. Grace conta que muitas piadas não arrancam risos dos alunos. “No ano passado, eu fui assistir ao filme ‘Minha mãe é uma peça’ e, sinceramente, não entendi nada. Não porque o meu português não era bom, mas porque não entendia o sentido das piadas”, disse a alemã Adriana. “Mesmo assim, eu ri muito, porque parecia engraçado para os outros”, acrescenta.

Para além dos casos inusitados, as diferenças culturais também podem modificar a dimânica de aprendizado da língua. Bruna conta que alunos da Coreia do Sul não estão acostumados a fazer perguntas no meio da aula. ”Eles esperam o fim para não atrapalhar ninguém” conta.

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Tradutor e Intérprete

O Tradutor e intérprete faz a transposição do significado de textos e de falas de um idioma para outro. O tradutor faz a versão escrita de livros, documentos e textos em geral de uma língua para outra. O intérprete traduz oralmente palestras, discursos, reuniões e videoconferências. Para isso, ambos dominam o vocabulário, a gramática, as gírias e as expressões coloquiais do português e de outras línguas. Também conhecem os costumes, as tradições e a cultura de povos estrangeiros. Os graduados podem se especializar em diversos temas e áreas, como Artes, Informática, Economia, Engenharia, Direito e Medicina, lidando com a linguagem e os termos próprios dos vários campos de atuação.

Mercado de Trabalho

O aumento da participação do Brasil em eventos internacionais e o grande número de eventos e convenções nas principais capitais brasileiras – o Brasil já é o 7o no ranking da Associação Internacional de Congressos e Convenções (AICC) – aumenta a demanda por tradutores e intérpretes. Nas empresas, eles traduzem documentos ou acompanham executivos em reuniões, como intérpretes. São boas, também, as chances em tradução e legendagem de filmes e na tradução de obras literárias, documentos jurídicos, científicos e tecnológicos. A maioria das vagas está em São Paulo, graças à concentração de grandes empresas. Mas há boas perspectivas de trabalho em Brasília, em razão do grande número de embaixadas e outras representações estrangeiras ali sediadas.

Curso

Linguística, gramática e compreensão de textos de português e da língua estrangeira escolhida são as principais áreas do curso. As disciplinas específicas incluem teoria e prática da tradução de diversas áreas, como comercial, médica e de informática. Há, também, prática de versão e de interpretação. Desde o primeiro semestre, há uma preocupação em mostrar ao aluno os campos de atuação do tradutor e intérprete. Os estudantes, por sinal, trabalham como intérpretes em eventos dentro e fora da escola. O estágio é obrigatório.

Atenção: grande parte das escolas oferece o curso de Tradutor e Intérprete como habilitação do curso de Letras. Outras têm curso específico de Tradução.

Duração média: 4 anos.

Outro nome: Letras (trad./intérprete).

O que você pode fazer

Interpretação

Fazer oralmente a tradução simultânea de entrevistas, palestras, reuniões, congressos e seminários.

Legendagem

Redigir legendas de filmes, vídeos e programas de TV.

Tradução

Fazer a versão de textos e documentos de um idioma para outro.

Tradução juramentada

Traduzir documentos que tenham valor oficial, como contratos, procurações e documentos escolares estrangeiros. Para atuar na área é preciso ser aprovado em concurso público realizado pelas juntas Comerciais dos estados.

Who is the world’s best translator?

Who is the world’s best translator?

She is Hungarian. She was proclaimed in the past few days thanks to the “Translation World Cup”, the worldwide competition organized as part of the MateCat Research Project, funded by the European Union 7th Framework Program and whose coordinator is the HLT (Human Language Technologies) research unit at Trento-based Fondazione Bruno Kessler’s IT Center.

 

Date:
10/07/2014
Over three thousand professional translators, during the competition, have used MateCat, the new web-based computer assisted translation (CAT) tool that offers an innovative machine translation technology. Of these, more than 1,400 have published their translations into 75 different languages.
The translation contest was won by Hungarian Zsofia Koszegi-Nagy who received 7,891 votes but a translator for each participating nation was awarded as well.
This result reinforces the validity of the MateCat tool, but also the professional skills of translators, who will benefit from having their contact information disclosed to 49,000 translation agencies.
MateCat has obtained many positive comments by translators who have found it “simple and effective”and proved to be a solid professional tool. Not only that: the translation tool is able to simultaneously handle a load of thousands of users.
 
At the end of the competition, many translators asked to be included in the first phase of testing reserved for early adopters who will use MateCat before its official release, scheduled for this coming fall.

According to Marcello Federico, coordinator of MateCat, “The success of this event is an important step in the strategy of the project, which seeks to promote the MateCat technology especially among end users, i.e. professional translators.”

The international contest was organized by Translated srl, the industrial partner of the project, in collaboration with Proz.com, the largest online community of translators in the world.

How was the “Translation World Cup” carried out

Translators, simultaneously connected through the Web from 124 countries, translated into 75 different languages.

Each of them received an automatically generated MateCat project to be translated in the form of a short article. When the contestant was done, if satisfied with the translation, he/she could decide to publish their work in a personal page (see this example). During the competition, each personal page included buttons that allowed linked “spectators” to vote through social networks (Facebook, LinkedIn, Twitter, etc.) for the best work: The winner was identified thanks to the higher number of votes scored.
For more info on the “Translation World Cup”http://worldcup.matecat.com/

How MateCat works

Most professional translators use special  text editing programs that are called “CAT” (Computer Assisted Translation) tools.

CAT tools support many file formats and languages​​; assist translators through a variety of tools, including spelling, terminology management systems, electronic dictionaries, translation memories and, more recently, machine translation systems.

MateCat provides translators with a CAT tool that integrates simple machine translation technology with regard to current industry standards and improves both the productivity and the quality of the translators’ work.

From a starting sentence, translation memories and machine translation systems are able to providesuggestions from a wide collection of human translations. The translation memory compares phrases already translated by searching for one that is very similar to the sentence to be translated, and returns the corresponding translation. A machine translation engine, instead, processes the translation of the source sentence by applying a sequence of rules that are learned automatically by analyzing many human translations.

The machine translation technology developed by the MateCat research project is able to:

  • report less reliable translation suggestions
  • instantly learn from the translator’s revisions and feedback
  • and to adapt to the style of the document.

MateCat will be released free of charge as free soft

SOURCE (FONTE): http://www.fbk.eu/