Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma

Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita) |
Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita)
IDIOMA
Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
Gringos que moram em Curitiba contam que o portunhol é uma armadilha, que se confundem com o “pois não” e que até comprar pode ser embaraçoso

18/09/2014 08h36 Tatiana Marotta, especial para a Gazeta do Povo
002Comentários (2)
Depoimento: uma francesa aprendendo a falar português
Quando eu cheguei a Curitiba, tinha um nível básico de português. Ao contrário da maioria dos estrangeiros, eu tinha já estudado a língua de maneira aprofundada. Infelizmente, na França, o português não é ensinado em todas as escolas. A gente tem de escolher entre alemão, espanhol e italiano, na maioria das vezes.

Estudei em um desses raros colégios internacionais que existem na França, em Grenoble. Foram quatro anos de estudos intensivos do português como segunda língua, seis horas por semana. Não posso falar que isso me ajudou, porque saí do colégio aos 15 anos e não tinha como praticar mais a língua.

Mas uma língua nunca é totalmente esquecida; fica em uma parte do cérebro, esperando um estimulo para reaparecer. Assim, depois de um mês no Brasil, eu já conseguia entender quase tudo. Eu só tinha dificuldades com a fala, por causa da vergonha que se sentia ao tentar pronunciar corretamente certas palavras, sem conseguir.

O que eu não conseguia entender eram as piadas que fazia o meu professor na UFPR. No inicio, eu não entendia o sentido das palavras. O pessoal da sala ria tanto, e eu também queria participar, dando a risada… Só que não e fácil fingir. No fim, virou um jogo para os outros estudantes olharem para mim a cada piada, para ver se eu tinha entendido, porque eu sempre era a única quieta na sala.

Hoje, o meu principal problema é o sotaque. Ele é ainda mais estranho do que poderia ser porque eu aprendi o português de Portugal. Sobretudo o “o”, que eu pronuncio “u”; e o “s”, que eu nunca sei pronunciar. As pessoas falam muito que o sotaque dá um charme, mas, para mim, é uma desvantagem. Elas não conseguem me entender e acham também que eu não entendo – o que, na maioria das vezes, é falso. Eu penso que, quando as pessoas falam outra língua, sempre parecem muito fofas e simpáticas, além de um pouco tontas.

Agora, que eu sei falar mais fluentemente, eu posso exprimir todos os sentimentos que tenho. E, para mim, essa era a parte mais frustrante do aprendizado da língua: não poder mostrar quem eu era “na vida real”.

Tatiana Marotta, estudante de Jornalismo

Tandem: bicicleta substitui a sala de aula
Você conhece a palavra “tandem”? Nada mais é do que uma bicicleta com dois bancos. O equipamento é uma metáfora interessante para ilustrar um sistema de aprendizagem de língua reconhecido no mundo inteiro e que no Brasil existe apenas em Curitiba, por intermédio do Celin.

Por meio dele, duas pessoas de diferentes nacionalidades ensinam-se mutuamente os idiomas, enquanto pedalam e transitam pela cidade.

Brasileiros também podem participar do projeto, como faz o universitário de 22 anos Kaio Enrik Santos, que estuda Comunicação Social na Uninter. Pelo menos uma vez por semana, ele troca lições idiomáticas com a sul-coreana de 21 anos Keuhee Shim, conhecida como Estela e que está passando o ano de 2014 no Brasil.

Os dois já foram a museus e restaurantes, e fazem intercâmbio cultural em todos os encontros – esse é um dos objetivos do projeto do Celin. “Na escola, a língua e a cultura devem andar juntos, porque não tem como aprender uma sem a outra”, diz a professora Bruna Ruano, uma das criadoras do projeto em Curitiba.

Kaio foi tão seduzido pelo que aprendeu com a Estela que planeja fazer intercâmbio no país asiático e está tentando criar um convenio entre a Uninter e uma instituição de ensino sul-coreana.Entre fevereiro de 2013 é maio deste ano, o programa teve 736 participantes, sendo 391 brasileiros, 43 coreanos e os demais de outras nacionalidades.

Didática varia conforme o objetivo de cada aluno
O sentido de aprender português varia de acordo com a necessidade de cada estudante.

Professora da PUCPR, Grace Thiel comenta que, para estudantes universitários, é preciso se aprofundar na língua e ensinar diferentes gêneros textuais, para que eles possam escrever textos acadêmicos. “Peço para eles fazerem várias apresentações na frente dos outros, para que se acostumem a falar”.

O Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR acolhe também turistas e trabalhadores estrangeiros. Tem destaque o programa do governo Português Brasileiro para Imigração Humanitária (PIBH), que recebe 200 refugiados haitianos. Os professores adaptam a metodologia de ensino, pois eles chegam sem falar nada de português. “O objetivo deles é sobreviver, eles precisam conseguir emprego no Brasil. Então, são mais aulas de pratica da língua do que de gramática”, conta a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
As estudantes Rasha Hassan Hussein (Sudão), Dalia ElRashid Yousif (Sudão) e Valentina Facchin (Itália) (da esquerda para a direita)

Aprender a falar português em alguns meses não é tarefa simples para os estrangeiros que moram temporariamente no Brasil. A pronúncia, a gramática, a conjugação e mesma a integração cultural… Tudo isso é uma barreira para que os visitantes voltem para casa fluentes no idioma.

A Gazeta do Povo conversou com estudantes de outros países que estão em Curitiba e conta, nos tópicos abaixo, como eles têm se virado para dominar a nossa língua.

O perigo do “portunhol”

Os latinos conseguem entender e falar português mais rapidamente que os demais, por causa das raízes comuns das palavras. “Às vezes, é só adicionar “o” ou “a” no fim da palavra em francês e já estou falando brasileiro [sic]”, conta Elodie Mervelay, estudante francesa de 24 anos que cursa Administração na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Quem tem mais vantagem são os hispanos, que se beneficiam das grandes similaridades entre o português e o espanhol. “Eu precisei de apenas uma semana para poder dizer que já eu entendia tudo”, relata Andrés Cuartas, colombiano de 27 anos que está à procura de um emprego no Brasil.

Mas a semelhança entre diferentes idiomas também é perigosa. Hispanos precisam tomar cuidado para não acabar falando o “portunhol”, mistura das duas línguas, que pode atrapalhar o processo de conhecimento da língua portuguesa. ”A gente pensa que está entendida e, por isso, acha que não precisa fazer mais esforço”, diz Cuartas.

As línguas que têm outras raízes se afastam do português em relação à fonética e à etimologia das palavras, o que dificulta aprendizado. “Um hispanofalante que nunca estudou português antes de chegar aqui vai entender tudo diretamente. Um coreano, ao contrario, além de ter estudado dois anos de português antes, vai entender apenas 15%”, afirma a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Ela acrescenta que, com tempo e dedicação, um estudante asiático pode até superar um hispano no domínio da língua, pois precisará escrever bastante, o que lhe dará mais capacidade para entender o idioma.

Problemas para comprar pão

Outra grande dificuldade para os estrangeiros é pronunciar corretamente os sons do português, com a adequada ênfase nas sílabas tônicas. “Tenho muitas dificuldades com a pronúncia. Há sons em português que não existem na fonética coreana” conta Amanda Cho, coreana de 22 anos que aprende português no Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR.

O intercambista mexicano Rodrigo Nava, 20 anos, que estuda arquitetura na PUCPR, diz que tem dificuldades para diferenciar a pronúncia de palavras como maçã e massa, e também avô e avó.

Professora da PUCPR, Grace Thiel explica que o maior obstáculo está na pronúncia de sons nasais, como o das palavras pão e João. Trata-se de uma terminação sonora que só existe em português. “Fui para a padaria e não consegui falar certo a palavra ‘pão’. As pessoas começaram a rir de mim. Então, precisei fazer gestos para ser entendida”, narra Emna Bem Khedher, estudante tunisiana de 23 anos da UFPR.

Outro fonema complicado é o decorrente das palavras começadas com “r”, como rato. Sofrem especialmente com isso alemães, franceses e falantes de língua inglesa. “Quando eu tento falar a palavra ‘rolado’, dá para reconhecer imediatamente meu sotaque germânico”, diz a estudante alemã de 23 anos Adriana Palasescu.

Já para quem fala espanhol, o problema maior está na pronúncia da letra “v”, frequentemente confundida com “b” para ser entendidos.

Em se tratando de língua escrita, a acentuação também é uma barreira. “Na Itália, só há acentos no final das palavras, nunca no meio”, explica Greta Botanelli, estudante de 24 anos, que cursa design na UFPR. A única maneira para superar tais problemas, afirma Grace, é a pratica. Ela diz que não é possível simplesmente erradicar o sotaque, mas diz que, com tempo e treinamento, ele pode ser suavizado. Muitas vezes, isso não ocorre, pois é comum que estudantes estrangeiros fiquem no Brasil por apenas 6 meses, tempo insuficiente para falar mais naturalmente.

Piada sem graça ou sem sentido?

O estrangeiro que se propõe a falar português não enfrenta somente as dificuldades da língua, mas também se depara com um choque cultural.

Os alunos dos cursos de português da PUC e do Celin recebem lições sobre características culturais brasileiras, muitas das quais se refletem na fala. “Temos de ensinar expressões do idioma, como ‘pois não’, que a maioria entende como resposta negativa”, disse Grace.

O humor brasileiro também não é compreendido imediatamente pelos estrangeiros. Grace conta que muitas piadas não arrancam risos dos alunos. “No ano passado, eu fui assistir ao filme ‘Minha mãe é uma peça’ e, sinceramente, não entendi nada. Não porque o meu português não era bom, mas porque não entendia o sentido das piadas”, disse a alemã Adriana. “Mesmo assim, eu ri muito, porque parecia engraçado para os outros”, acrescenta.

Para além dos casos inusitados, as diferenças culturais também podem modificar a dimânica de aprendizado da língua. Bruna conta que alunos da Coreia do Sul não estão acostumados a fazer perguntas no meio da aula. ”Eles esperam o fim para não atrapalhar ninguém” conta.

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Novas Tecnologias no Ensino da Língua Inglesa

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04/03/2015

O Ensino de Língua Inglesa frente às Novas Tecnologias

 Carla Moreira de Sousa Freire [1]

 RESUMO

 

O presente artigo trata a utilização das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem da língua inglesa pelos professores da rede pública de ensino e alunos atuantes no Centro de Ensino Fundamental 404 de Samambaia – DF, no período de novembro de 2011 a março de 2012. Entre outros objetivos pretende divulgar a importância das novas tecnologias como: computador, tablet, I-phone, telefone celular entre outras no processo de ensino e aprendizagem. A pesquisa se define pela perspectiva da abordagem metodológica quanti-qualitativa em educação, conforme as idéias de André e Luke (2003), sobre o estudo de caso. No estudo crítico, utilizaram-se questionários para os alunos do centro de ensino supramencionado. Os resultados obtidos pelos questionários foram realizados com base na visão de Vigotsky (1998), sobre o papel do professor enquanto organizador e regulador do meio educativo, e também na teoria de Moran (1994) sobre o uso das novas tecnologias na escola. Os resultados mostraram que os educadores têm consciência da viabilidade e das contribuições que as novas tecnologias trazem para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos, contudo os professores reconhecem que necessitam da formação continuada para aprenderem como integrar os recursos tecnológicos à sua prática de maneira a colaborar para ao aprendizado dos alunos. Por parte dos alunos, a pesquisa mostra que eles se identificam com as das aulas de inglês, principalmente quando elas envolvem as novas tecnologias no processo de ensino.

PALAVRAS-CHAVE: Novas tecnologias, processo de ensino, processo de aprendizagem, recursos tecnológicos e professor.

ABSTRACT: This work distributes the use of new tecnologies as process of teaching and learning of English language by teachers of public school and students at Centro de Ensino Fundamental 404 Samambaia – DF during the period November 2012 to March 2012. Included results aim to disseminate the importance of new technologies as computer, tablet, I-phone, cell phone etc., in process of teaching and learning. The research was developed in the methodology of quanti-qualitative in education, as the thought about a possible course of action of Andre Luke (2003) on the case study. The results have been got by students questionnaires mentioned educational center were held based on the vision of Vigotsky (1998), about the role of teacher as organizer and regulator of the educational surroundings and also in the theory of Moran (1994) on the use of new technologies in school. The results showed that educators are having knowledge of something of the viability and contributions that new technologies bring to the process of teaching/learning of students, nevertheless the teachers recognize they need continuing to learn how to integrate the new technologies resources its practice in order collaborate for students learning. The students opinion showed that they like English class mainly they have new technologies in the learning process.

Keywords: New technologies, process of teaching, process of learning, technologies resources and teacher.

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA FRENTE ÀS NOVAS TECNOLOGIAS

  1. INTRODUÇÃO

 

As atividades de língua inglesa nas salas de aula das escolas públicas são repetitivas e pouco criativas, e não respeitam o interesse dos alunos, não oferecem desafios, o que prejudica a realização da prática das quatro habilidades da língua (ler, escrever, falar e compreender auditivamente), e que provoca a falta de motivação e empenho no cumprimento das tarefas, porque fragilizam o aprendizado.

Nota-se que, no dia-a-dia, a falta de motivação em alguns momentos no trabalho com atividades voltadas à leitura e interpretação de textos, já que muitos livros não propõem atividades desafiadoras, são sempre as mesmas, envolvendo perguntas e respostas prontas relacionadas ao texto.

As pessoas têm acesso ao mundo e as suas tradições culturais, com muito mais rapidez. Com o advento da tecnologia de computação e, consequentemente da internet, passou-se a observar que se pode utilizá-la como ferramenta de apoio para o ensino da língua inglesa nas anos finais do Ensino Fundamental.

Este artigo de cunho teórico almeja oferecer alguns indicativos e idéias que possam orientar a otimização dessa apropriação por estudantes de educação no nível Básico. Essa nova Sociedade do Conhecimento, como é denominada, tem utilizado as novas tecnologias em larga escala em todos os níveis de conhecimento sem anular a educação formal que se sistematiza na instituição escola. As pessoas (educandos) são bombardeadas por informações diárias com uma velocidade cada vez maior pelos diferentes meios de comunicação: a televisão, o rádio, a internet. Moacir Gadotti (2002) diz que pelo avanço das novas linguagens tecnológicas, precisam ser selecionadas, avaliadas, compiladas e processadas para que se transformem em conhecimento válido, relevante e necessário para o crescimento do homem como ser humano em um mundo alto sustentável.

De acordo com Pierre Lévy (2000) [2], as tecnologias intelectuais, assim chamadas por não serem simples instrumentos, mas por influírem no processo cognitivo do indivíduo, vão ser os parâmetros utilizados nessa busca de compreensão da estrutura caótica social. Tais mudanças modificaram intensamente as concepções do desenvolvimento cognitivo do homem. Os estados cognitivos dos seres humanos têm se desenvolvido mantendo uma relação estreita com os avanços da inteligência artificial, sendo comparada, muitas vezes, com um sistema computacional: “a inteligência ou a cognição são resultados de uma rede complexa” (Lévy, 2000, 135).

  1. O Uso das Novas Tecnologias ao Ensino

2.1 Mudanças e Reorganização

Com tantas mudanças até mesmo o processo educacional e de aprendizagem se modifica. Sendo assim, as novas tecnologias aplicadas no contexto educacional vêm proporcionar uma reestruturação na maneira de aprender e ensinar. É necessário, orientar os docentes para o uso das novas tecnologias de comunicação e de informação, como tecnologias interativas tanto no seu desenvolvimento contínuo, quanto na sua prática em sala de aula. Essa pressa se deve, não apenas, no sentido de preparar as pessoas para utilizá-las, mas em particular, para prepará-los como leitores críticos e escritores conscientes das mídias que servem de apoio a essas novas tecnologias de informação. O cidadão hoje não basta só aprender a ler e escrever textos na linguagem verbal. É necessário que ele aprenda a ler as diferentes linguagens, e as suas representações, que são usadas nas mais distintas áreas das revoluções tecnológicas decodificadas como o computador e seus programas.

É importante compreender que a simples adoção de recursos tecnológicos, em atividades pedagógicas, não significa o acontecimento de mudanças ou rupturas com as formas convencionais de ensino e aprendizagem. Moran demonstra que (1994):

Não é suficiente adquirir televisão, videocassetes, sem que haja uma mudança básica na postura do educador. É preciso mais. A comunicação precisa ser instaurada, desejada, conquistada. É necessário entender o educando como ser histórico ativo e como tal, a atenção não pode centrar-se apenas no instrumento e na técnica […]. Deve-se, necessariamente considerar a influência das imagens no cotidiano do educando. E mais, deve-se observar o reflexo dessa influência de compreender a realidade na sua perceptiva, sensorial e cognitiva […] multidimensional.

Trabalhar com as tecnologias de forma interativa nas salas de aulas exige a responsabilidade de aperfeiçoar as compreensões de alunos sobre o mundo natural e cultural em que vivem. Faz-se necessário o desenvolvimento contínuo de intercâmbios cumulativos desses alunos com dados e informações sobre o mundo e a história de sua natureza, de sua cultura, posicionando-se e expressando-se, de modo significativo, com os elementos observados, elaborados que serão melhores avaliados. Kenski constata-se que: “a aprendizagem pode se dar com envolvimento integral do indivíduo, ou seja, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos”. (KENSKI, 1996).

Na sociedade da informação, as novas tecnologias vêm a proporcionar a escola um espaço enriquecedor, com os mais variados instrumentos de informação que possibilita aos alunos um aprendizado amplo. De acordo com Munhoz (2002, p.49) [3], “as mídias devem ser utilizadas não como meros instrumentos tecnológicos. Elas podem servir como meio de incentivar e despertar o desejo pela pesquisa e participação, tornando o ambiente de aprendizagem colaborativo.” Essa educação voltada para as novas tecnologias faz com que ocorra uma aprendizagem interativa, autônoma, criativa e uma construção coletiva do conhecimento. Munhoz (2002, p.39): “a utilização destes recursos deve incentivar os alunos a uma maior participação em projetos trabalhando na construção individual do conhecimento”. O professor deve ter consciência que é um orientador, e não um detentor do saber tem que assumir uma postura de que a educação não é um ato neutro e sim, extremamente político (FREIRE, 1982) [4]. O professor assumindo essa postura junto com seus alunos poderá definir as diferentes estratégias de aprendizagem que irão ajudá-los a desenvolver o conteúdo proposto para que possam alcançar em conjunto seus objetivos.

2.2 A Prática de Ensino de Língua Inglesa no Processo de Aprendizagem junto às Novas Tecnologias

Para o ensino de uma língua estrangeira em especial em Inglês, sempre se fala em quatro habilidades: ler (reading), escrever (writing), ouvir (listening) e falar (speaking). Entretanto, sabe-se que desenvolver todas essas habilidades na escola pública não são fáceis. Aliás, no contexto das escolas públicas do Distrito Federal, é difícil se pensar o foco nas quatro habilidades, haja vista as condições existentes no meio de aprendizagem: pouca carga horária, muitos alunos em sala, ausência de material instrucional entre outros.

Sendo assim, é um desafio querer que os estudantes saiam das escolas capazes de ler, escrever, ouvir e falar em inglês. As novas tecnologias parecem ser a mais facilmente alcançáveis. Isso porque a justificativa social para o ensino de Inglês no País é o uso da nova tecnologia que surge a cada momento.

As novas tecnologias constituem ainda uma das maiores ferramentas para o acesso a uma língua estrangeira; e são essenciais para o processo de ensino e aprendizagem visto que permitem ao aluno construir seu conhecimento com autonomia e ter acesso à cultura do outro.

Os PCNs [5] (Parâmetros Curriculares Nacionais) estabelecem alguns objetivos para o ensino de língua estrangeira na escola, dentro os quais o de valorizar a leitura como um processo de formação do indivíduo. Propõem inclusive, que o aluno tenha acesso a diferentes tipos de textos: humor, histórias em quadrinhos, anedotas; textos jornalísticos, como notícias, entrevistas, anúncios classificados; textos publicitários; e textos literários. Toda essa leitura é facilitada com o uso das novas tecnologias em sala de aula, e também em outros ambientes fora da escola.

O aprendizado da língua inglesa mudou muito nos últimos anos, pois o aluno que procura aprender inglês tem como meta a comunicação como pessoas de várias nacionalidades e não somente americanos e britânicos. O aprendizado da língua significa falar com o resto do mundo, pois, o idioma tornou-se um fenômeno lingüístico.

O aluno hoje tem que estar preparado com a grande variedade de sotaques de nativos ou não nativos. Há algum tempo os professores nativos da língua eram avaliados como pessoas de extrema importância no aprendizado dos alunos. Estudar inglês com um nativo era considerado um método eficaz, mas, este método tornou-se ultrapassado, pois, o objetivo do aluno em aprender inglês é a comunicação internacional.

O uso das novas tecnologias no ensino de língua inglesa tem crescido ao longo dos anos como auxílio para o aprendizado de um idioma. O uso desse recurso no ensino de língua conseguiu um nível equilibrado, já que as novas tecnologias podem ser ensinadas por meio de várias atividades atraentes que envolvem música, vídeo, chat.Então, a língua inglesa é usada em toda sua plenitude de forma diferenciada, referindo-se a culturas diversas e alcançando pessoas de várias nacionalidades.

Nota-se que por meio das novas tecnologias muitos aspectos da língua podem ser trabalhados, inclusive a gramática. Os professores de língua inglesa esforçam-se para praticar itens gramaticais com os alunos por mios de diversos tipos de atividades, alguns deles tradicionais. Muitas dessas experiências são frustrantes, pois, os estilos dos exercícios oprimem a criatividade dos alunos e sua participação.

Com o uso de músicas, vídeos e sites de bate-papo (chat) perceberam um trabalho especial, já que os alunos começaram a escrever e a usar não só os itens gramaticais estudados em sala de aula, mas também, passaram a ler os poemas e poesias fora da escola. Além disso, através de uma música, o aluno pode trabalhar as quatro habilidades da língua, e também, vocabulário, pronúncia.

O ingresso do aluno em outra realidade de aprendizagem traz benefícios não só culturais como também lingüísticos. O aluno, ao conhecer novos mundos por meio da internet e outras maneiras de viver, pensar, agir pode mostrar seus pontos de vista por meio de atividades orais e escritas.

É apropriado argumentar, que não só as novas tecnologias apresentam informações sobre a cultura de outros países; embora, essas ferramentas dão aos alunos um contexto de uma linguagem que despertam o interesse em encontrar mais sobre determinada cultura ou povo, e podem também confrontá-los com aspectos de sua própria cultura. Por meio das novas tecnologias, o aluno é colocado em uma situação diferente do que ele está acostumado em se tratando do aprendizado de uma língua estrangeira. Os próprios alunos promovem a leitura de músicas. E ainda recomendam o uso de adaptações fílmicas como complemento e suporte para atividade em sala, e acrescenta ainda, que eles podem desenvolver vídeos com bases na leitura. Como mostra Duff e Maley (2003) , a respeito do aluno: “O aluno é um agente ativo em sala e não um receptor passivo. É essencial para nós que as atividades provoquem interação entre leitores e texto… e entre os leitores mesmos, incluindo o professor” (p.5).

Em diversas oportunidades, a criatividade dos alunos não é estimulada o suficiente em sala de aula, pois em alguns casos o jeito das tarefas desenvolvidas no material ou pelo professor já é conhecido pelos alunos e isso diminui a participação e o uso do seu lado criativo fazendo com que os mesmos não tenham motivação para desenvolver as tarefas propostas. As atividades para os alunos, seja um texto, um quadrinho ou um vídeo, devem ser consideradas como oportunidades dos alunos utilizarem linguagens recentemente estudada de maneira personalizada e criativa, além de servir como um diagnóstico do que não foi aprendido.

Os professores devem construir e trabalhar em conjunto com seus alunos não só para ajudá-los a aumentar sua capacidade, métodos, táticas para coletar e selecionar elementos, mas, especialmente, para ajudá-los a desenvolverem conceitos. Considerações que serão o alicerce para o aperfeiçoamento de seus novos conhecimentos. Como mostra Gadotti, o professor “deixará de ser um lecionador para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem (…) um mediador do conhecimento, um aprendiz permanente, um construtor de sentidos, um cooperador, e, sobretudo, um organizador de aprendizagem” (Gadotti, 2002) .

Alguns alunos não demonstram interesse em usar determinada tecnologia e resistem a cumprir as atividades recomendadas pelo professor. Com auxílio de textos como a música, por exemplo, os alunos podem promover essa interação que está aberta a vários tipos de interpretação e as vantagens em sala de aula de língua inglesa são muitas como o desenvolvimento da habilidade leitora como também a habilidade escrita, e a oportunidade em aprender a utilizar o computador como ferramenta de apoio para a prática da língua na ampliação de vocabulário, pronúncia, escrita, apreciação das novas tecnologias.

O principal objetivo de trabalhar com as novas tecnologias no ensino de língua inglesa é superar dos moldes que os alunos estão habituados. Moldes de perguntas e respostas prontas, identificar verbos, adjetivos, pronomes, substantivos no texto ou frase. O motivo é fazer o aluno ir além do que está acostumado, buscar outras maneiras de aprendizado, utilizar a imaginação e a criatividade toda hora.

O ensino de língua inglesa aliada às novas tecnologias é muito importante, pois o professor pode aperfeiçoar as quatro habilidades da língua dentro do universo virtual, o que produziria aos alunos mais criatividade para a fala e escrita, além disso, estímulo para a leitura, mais informações e empenho em atividades envolvendo a habilidade auditiva.

2.3 As Imagens nos Textos Virtuais no Ensino e Aprendizagem da Leitura em Língua Inglesa

A relação entre linguagem visual e linguagem verbal é de fundamental importância no ensino de Língua Inglesa, centrado na habilidade de leitura, utilizando textos de diversos assuntos para criar oportunidades para que os alunos desenvolvam habilidades cognitivas que os permitem ler e compreende desde histórias em quadrinhos até textos históricos.

Como mostra Pinheiro (2002, p.39) “o modelo internacional de processamento da informação está apoiado em teorias de esquema que são empregadas no ato da compreensão”. Esses esquemas agem como apoio para os elementos textuais fazendo com que a compreensão derive da interação entre elementos virtuais e contextuais.

As imagens têm importância antes, durante e depois a leitura, e ao mesmo tempo elas funcionam como estimuladoras e facilitadoras da leitura e aprendizagem em língua estrangeira (inglês). “Ver vem antes das palavras. A criança vê e reconhece antes que ela possa falar”. (PINHEIRO, 2002, p.25).

As imagens virtuais exercem um poder de persuasão muito grande nos leitores, influenciando-os a ler ou não determinado site. A relevância do uso de elementos não- verbais no dia-a-dia, que foi confirmada pela estimativa de que 80% da comunicação foi não-verbal, e de que os gestos, expressões, postura, a maneira como as pessoas se vestem e as coisas que as cercam são tão importantes quanto os têm a dizer.

O emprego de tal prática pedagógica admite inserir no currículo escolar meios de sistematizar o que o aluno já faz aleatória e inadvertidamente fora da sala de aula, quando utiliza a imagem para o lúdico e o social (OLIVEIRA, 2006). Dentro da sala de aula podem-se conduzir os alunos a perceberem que a linguagem não verbal também possui uma sintaxe, uma morfologia, uma semântica e um léxico próprios que não podem ser ignorados durante a aprendizagem.

Por exemplo, uma morfologia das histórias em quadrinhos é o uso dos apêndices dos balões que sugerem se o personagem está falando ou pensando, ou seja, as bolinhas direcionadas ao personagem indicam que o discurso direto dentro do balão refere-se ao seu pensamento. Qualidades lexicais podem ser comprovadas através de cores, da nitidez das imagens. Já a semântica das imagens pode fazer com que a interpretação varie se os objetos forem representados explicitamente ou apenas sugeridos. Portanto, assim como se aprende a ler um texto verbal, pode-se aprender a ler um texto não-verbal.

A finalidade é mostrar que a imagem e as palavras se complementam, e que muitas vezes uma precisa da outra para funcionar, par ser mais eficaz. Joly (2002) [6] refere-se à relação imagem e linguagem, dizendo que:

De fato é injusto achar que a imagem exclui a linguagem verbal, em primeiro lugar, porque a segunda quase sempre acompanha a primeira, na forma de comentários, escritos ou orais, títulos, legendas, artigos de imprensa, bulas, didascálias, slogans, conversas, quase ao infinito. (p.116)

O uso de imagens juntos com as novas tecnologias serve para acrescentar a motivação dos alunos a lerem determinado texto, e para tornar simples o que tantas vezes parece complicado. As imagens são grandes auxiliares, fazendo com que a falta de conhecimento lingüístico na língua inglesa seja contrabalançada pelo estilo explicativo das figuras.

As imagens mostram uma riqueza visual às vezes muito maior que as palavras, no entanto as palavras são fundamentais para clarear pontos que a imagem não foi capaz de transmitir, para fixar a compreensão da temática abordada, e para admitir hipóteses. Joly (2002) sintetiza, de forma concisa, a relação entre palavra e imagem, ao revelar que:

Quer queiramos, quer não, as palavras e as imagens revezem-se, interagem, completam-se e esclarecem-se com uma energia revitalizante. Longe de se excluir, as palavras e as imagens nutrem-se e exaltam-se umas às outras. Correndo um risco de um paradoxo, podemos dizer que quanto mais se trabalha sobre as imagens mais se gosta das palavras. (p.133)

As palavras e imagens se completam deste modo, se professores, alunos e leitores souberem utilizá-las com inteligência, com certeza a explicação e a compreensão do sentido sucederão de maneira mais eficiente.

2.4 A Motivação e as Quatro Habilidades na Utilização das Novas Tecnologias

As tarefas em sala de aula compreendendo as quatro habilidades da língua que são ouvir, falar, ler e escrever precisam ser diferenciadas e instigantes, o que poderá contribuir para o avanço da motivação dos alunos em fazê-las. A utilização das novas tecnologias nas aulas de língua inglesa é algo desafiador e a variedade de tarefas relacionadas com jogos virtuais, vídeos, desenhos podem despertar o interesse dos alunos em estudar ainda mais esta disciplina.

Os professores de língua inglesa esclarecem a falta de interesse dos alunos ao lerem um texto, com relação à habilidade leitora, porque algumas tarefas não têm desafios, curiosidades. O que acaba desmotivando os aprendizes. A motivação é fundamental para o estimulo à leitura, pois proporciona mais interesse por apresentar diferentes estilos de escrita.

Ao escolher materiais para a leitura, o interesse pelo material está diretamente ligado à motivação, ou seja, sem a motivação é difícil definir um programa de leitura e estimular os alunos a lerem fora do ambiente escolar.

O professor tem um papel de mediador na escolha adequado do material para que estimule seus alunos à feitura das tarefas propostas. Não só a habilidade leitora como as outras habilidades da língua podem ser trabalhadas de maneira diferenciada pelo professor com o uso das novas tecnologias.

Com relação à habilidade auditiva o emprego de tarefas inovadoras e não costumeiras são imprescindíveis para que os alunos se sintam motivados a fazê-las. Os materiais envolvendo exercícios com essa habilidade quase sempre são de verdadeiros e falsos que os alunos já estão cansados e acostumados a responder e eles não proporcionam nenhum tipo de prazer e desafio.

O uso das novas tecnologias nas aulas de língua inglesa insere os alunos na linguagem tecnológica desde criança por meio de desenhos, jogos e canções pequenas, porque as crianças algumas vezes aprendem suas primeiras palavras com ajuda do computador e podem discernir também as palavras da linguagem tecnológica da sua linguagem.

Com ajuda de posters, fotos, desenhos e figuras relacionados com as novas tecnologias estimulam os alunos a opinar o que pensam a respeito da atividade. As atividades de fixação de vocabulário que acabou de aprender podem ser passadas com jogos, cartões, músicas, jornais confeccionados pelos próprios alunos com a utilização das novas palavras e da tecnologia.

A utilidade das novas tecnologias nas aulas de inglês pode ajudar os professores a prepararem tarefas mais criativas e que promovam o desenvolvimento das habilidades da língua com a participação dos alunos com as tarefas propostas.

  1. Metodologia

Com base em Lakatos (2002) do ponto de vista do problema, o presente artigo define-se pela perspectiva da abordagem metodológica quanti-qualitativa estudo de caso. Com os resultados obtidos pelos questionários respondidos pelos professores e alunos, ao mesmo tempo descreve-se os resultados analisados sob uma perspectiva qualitativa.

O artigo também se caracteriza como descritivo. Conforme Lakatos (2002), na investigação de natureza descritiva os fatos são observados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Além disso, uma das características da pesquisa descritiva é a técnica padronizada da coleta de dados, realizada principalmente por meio de questionários e da observação sistemática. Para o presente estudo, utilizou-se como técnica de coleta de dados a aplicação de questionários que serão comentados com mais detalhes.

No que dizer respeito aos procedimentos metodológicos, classifica-se o artigo como estudo de caso, já que a opção por pesquisar determinado grupo de professores e alunos para analisar aspectos variados sobre a inserção de novas tecnologias nas aulas de inglês.

A escola escolhida para a realização do trabalho de campo foi o Centro de Ensino Fundamental 404 (CEF 404), localizada na cidade de Samambaia no Distrito Federal, que atende uma população considerada carente, composta por sua maioria por famílias que são beneficiárias do Bolsa Escola do governo local.

Para realizar a pesquisa foi usado como instrumento de coletas de dados o questionário por permitir uma apreciação melhor entre todos os envolvidos na mesma. O questionário foi aplicado a professores de Língua Inglesa de diferentes Coordenações de Ensino do Distrito Federal com perguntas abertas e fechadas, por necessitar buscar informações diversificadas sobre os efeitos do uso das novas tecnologias nas aulas de inglês e a construção do conhecimento de uma nova língua. As perguntas abertas, segundo Marconi&Lakatos (2000, p.103) “são as que permitem ao informante responder livremente, usando linguagem própria e emitir opiniões”.

Quinze professores responderam ao questionário, os quais foram aleatoriamente, e os mesmos tiveram tempo livre para refletir e responder as perguntas, sendo sete professores e oito professoras, embora se tenha tentado buscar professores de diferentes Coordenações de Ensino para observar as distintas realidades de ensino da Língua Inglesa. No questionário ainda continha questões referentes à sua formação acadêmica, escola que eles atuam séries que ministram aulas de inglês, algum curso na área de Informática. Questões abertas e fechadas.

Foram escolhidos oito alunos da 8ª série, cinco alunos e três alunas, e sete alunos da 7ª série, três alunos e quatro alunas, aleatoriamente para responderem as perguntas. Os alunos das 5ª e 6ª séries não participaram por não terem muito contato com o estudo da Língua Inglesa ainda. Já o questionário dos alunos teve somente questões abertas.

É necessário que a escola e os professores tenham clara a importância da utilização das novas tecnologias nas aulas de inglês para a formação de alunos que são capazes de ler e escrever em língua inglesa, que futuramente serão adultos críticos, conhecedores tanto de sua língua materna quanto de uma outra língua, no entanto para que isso ocorra é imprescindível que professores e escola trabalhem em conjunto e desenvolvam projetos de incentivo à leitura de qualquer texto em língua inglesa para os alunos.

São apresentados, a seguir, os resultados obtidos a partir da aplicação de questionários para os professores e alunos com análise das respostas dadas pelos professores. A primeira pergunta feita para os professores foi: “Você já ministrou aulas de inglês com mídias audiovisuais? Sim ou não”.

Sete professores responderam que sim, com TV, DVD, som, computador e com materiais baseados em investigação prévia sobre os materiais para depois desenvolver com os alunos.

Oito professores responderam que não trabalhou com mídias audiovisuais nas aulas de inglês, somente com o material didático. É válido lembrar que esta escolha independe das mídias audiovisuais adotados pelos professores, já que alguns deles trabalham ou não com as novas tecnologias. Ou seja, o professor é livre para selecionar essas mídias ao assunto e aplicá-los aos alunos com atividades extras, por exemplo.

Na próxima pergunta: “Qual mídia audiovisual você considera mais interessante e dinâmica para ser trabalhada em aulas de língua inglesa”? Dez professores disseram que o som por causa dos textos, diálogos e músicas. Cinco professores disseram que o DVD, pois podem trabalhar com vídeos de filmes, desenhos, músicas e aulas audiovisuais. Segundo Moran (1991): “Educar é procurar chegar ao aluno por caminhos possíveis: pela experiência, pela imagem, pelo som, pela representação (dramatização, simulações), pela multimídia”.

Na pergunta seguinte: “A formação Continuada para ensinar os professores a utilizar as Multimídias no processo pedagógico é importante”?Todos os professores disseram que sim, e por meio desses cursos os professores podem aprender a integras as novas tecnologias de forma a contribuir para o processo de ensino-aprendizagem do aluno.

Já para os alunos o questionário foi mais livre para que possibilitasse registrar a opinião e o conhecimento dos alunos a respeito das novas tecnologias como suporte de aprendizagem de uma segunda língua.

A primeira pergunta feita para os alunos:” Por quê, para quê, se deve aprender inglês?”Sete alunos responderam que se deve aprender inglês porque ajudará no mercado de trabalho e em diversas profissões, pois é uma língua universal. Oito alunos responderam que p inglês é importante para o PAS, concursos, viajar para outros países, ter um futuro melhor com uma boa comunicação.

A compreensão de outra língua pode ajudar o aluno a aprofundar o entendimento da sua própria cultura, aceitando as diferenças de expressão e comportamento. Ao dominar outras línguas, o aluno tem a possibilidade de manter contato com povos de culturas diferentes, amplia o acesso a fontes de pesquisa como livros e internet, faz amigos no exterior e melhora as chances de conseguir bons empregos no futuro.

A pergunta seguinte feita para os alunos: “Você gosta das aulas de inglês quando se trabalha com as Novas Tecnologias como mídias audiovisuais?”. Dez alunos disseram que gostam, pois com ajudas das novas tecnologias eles têm curiosidades em querem aprender mais e mais, possibilitando ter uma aula diferente e estimulante além de ajudar em outras matérias. Três alunos disseram que gostam pouco de aulas dessa maneira porque eles têm dificuldades em compreender o que está passando. Um aluno disse que não gosta e não respondeu o porquê.

Para melhorar a aprendizagem é a aproximação constante das novas tecnologias, como também a utilização do conhecimento prévio. O conhecimento prévio engloba o conhecimento linguístico, que abrange desde o conhecimento sobre pronunciar o inglês, passando pelo conhecimento de vocabulário e regras da língua, chegando até o conhecimento sobre o uso da língua, e por último, o conhecimento de mundo, que é adquirido informalmente por meio das experiências, do convívio numa sociedade, cuja ativação, no momento oportuno, é também essencial à compreensão de uma nova tecnologia.

A pergunta seguinte: “Com as novas tecnologias (mídias audiovisuais) as aulas de inglês ficaram mais estimulantes para a leitura e a escrita?”. Doze alunos responderam que sim, pois com as novas tecnologias as aulas de inglês ficaram mais fáceis à compreensão por meio de pesquisa ajudando a leitura e a escrita. Alguns ressaltaram (três) que apesar da dificuldade da língua eles aprendem brincando e na prática não permanecendo só na teoria.

As novas tecnologias nas aulas levam os alunos a uma maior variedade da linguagem e ajudam no desenvolvimento de competências linguísticas, isto porque a leitura oferece linguagem contextualizada e ajuda os alunos a compreenderem conceitos de linguagem novos e já vistos. É possível para os alunos lerem textos e compreenderem o ponto essencial do mesmo, sem necessariamente entenderem cada palavra. É o sentido geral que é importante.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No aprendizado da segunda língua ou no aprendizado de outra disciplina, o principal objetivo do ensino é o aprendizado eficiente. O resultado do aprendizado de uma língua estrangeira, o inglês, por exemplo, é definido com base na competência ou proficiência alcançada. Qualquer que seja o resultado, tanto os alunos quanto o professor têm interesse neles. No entanto, precisa-se destacar que as adoções de procedimentos metodológicos que só visem os resultados falham em perceber a importância do processo, pois os métodos de aprendizagem são as sequências de procedimentos empregadas pelo professor para o aluno alcançar o aprendizado.

Este artigo recomenda o uso das novas tecnologias no ensino de língua inglesa, já que estas são populares pela riqueza de suas linguagens e variedades de textos, vídeos, exercícios entre outros. Além disso, as novas tecnologias como as audiovisuais, por exemplo, se apresentam como uma nova forma de aprendizado que escapa da rotina de atividades de sala de aula.

Foi observado que as novas tecnologias podem ser encontradas em vários níveis, e exploradas de várias formas diferentes dissolvendo assim, o estilo de atividades em sala de aula, bem como a ideia de que usar as tecnologias nas aulas de inglês representam dificuldades para os alunos, mas que ao mesmo tempo acham as aulas interessantes e diferentes.

Pelas apreciações feitas, foram observados muitos exercícios interessantes em que os alunos praticam as quatro habilidades da língua, usam a capacidade criadora e têm a chance de usar o pensamento crítico com mais frequência, já que o estilo das atividades envolvendo as novas tecnologias são acessíveis (Se tiver  a vários tipos de interpretação e opiniões, além de serem muito ricos na parte cultural.

Em relação aos professores que participaram desta pesquisa, o uso das novas tecnologias é uma ferramenta de apoio no processo de ensino-aprendizagem da língua inglesa, no entanto há uma dificuldade em se trabalhar as quatro habilidades no ensino da Língua Estrangeira é muito mais fácil e possível trabalhar a escrita, gramática e vocabulário do que a habilidade de fala e de leitura do dia-a-dia do aluno.

Convém esclarecer ainda, que uma das dificuldades no processo de ensino da Língua Inglesa refere-se à ausência ou indisponibilidade de recursos didáticos (sobretudo o livro-texto) e audiovisuais (considerados importantes e necessários à aprendizagem de uma língua estrangeira), e a falta de ambiente adequado e favorável a essa aprendizagem, considerando-se as inadequações do espaço físico de algumas escolas públicas do Distrito Federal. Fora isso, há também de se considerar o pouco tempo de aula dedicado a essa disciplina (2 aulas de 50 minutos ou uma de 90 minutos por semana) e a quantidade de alunos em sala de aula, ao contrário do que acontece no cursos livres. Esses fatores, por sua vez, representam uma das causas do insucesso na aprendizagem dos alunos.

No que se referem aos alunos, eles acreditam que aprender uma língua é, sobretudo aprender a falar essa língua. Os alunos têm consciência que é importante e necessário aprender uma língua, prestando e participando das aulas, fazendo os seus trabalhos e tarefas na escola e fora dela. Eles acreditam também que com aulas inovadoras o ensino de uma nova língua torna-se mais acessível e prazerosa, motivando-os a refletir sobre a importância do aprendizado não só em sua cultura, mas também em outras.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental: Língua Estrangeira. Brasília: MEC/SEF, 1998.

DUFF, A & MALEY, A. Literature. Resource books for teacher. Oxford: Oxford University Press, 2003.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1982.

GADOTTI, Moacir. A boniteza de um sonho: aprender e ensinar com sentido. Abceducatio, Ano III, 2002.

JOLY, M. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2002.

KENSKY, Vani Moreira. Novas Tecnologias. O redimensionamento do espaço e do tempo e os impactos no trabalho docente. In: Revista Brasileira de Educação nº 7. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, jan-abr., 1998.

LAKATOS, & M. E MARCONI, M. de A. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalho científico. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro, 1994.

LUDKE, M. & ANDRÉ, M. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MORAN, José Manuel. Os Meios de Comunicação na Escola. Série Ideias. 1994.

MUNHOZ, Siemsen Antônio. Tecnologias aplicadas à educação, educação e tecnologia na sociedade da informação. Curitiba: IBPEX, 2002.

OLIVEIRA, S. Texto visual e leitura crítica: o dito, o omitido, o sugerido. Língua e Ensino. V.9, nº 1. São Paulo: Ática, 2006.

PINHEIRO, H. & BANBERGER, R. Poesia na sala de aula. 2ªed., João Pessoa: Ideia, 2002.

VIGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. Ed.6º. São Paulo. Martins Fontes, 1998.

Revisão:

Professor Cleuber Cristiano de Sousa.

Gabinete da Presidência do Conselho Estadual de Educação.

[1] Graduada em Letras português/inglês. Especialista em Língua Portuguesa, Psicopedagogia Clínica e Institucional e Tecnologias e Educação a Distância. Mestre em Ciências da Educação. Doutoranda em Ciências da Educação. E-mail:carlamoreirafreire@gmail.com

[2] Levy (1994) é especializado em abordagens hipertextuais na interação entre Internet e Sociedade.

[3] Munhoz (2002) é especialista em Tecnologias educacionais.

[4] Freire (1982) é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia Mundial, tendo influenciado o movimento chamado Pedagogia Crítica.

[5] Parâmetros Curriculares Nacionais que estabelecem critérios para o ensino de língua estrangeira na escola com a valorização da leitura como processo de formação do aluno.

[6] Joly (2002) analista de textos sobre imagem e audiovisual.

Revisão:

Prof. Cleuber Cristiano de Sousa

Fonte: Gabinete da Presidência – CEE-MT

Sabe o que são aulas “In Company”?

Conhecida como as aulas em que o professor vai até o aluno, as aulas “In Company” ajudam a poupar uma das coisas mais valiosas de nossos tempos modernos: O tempo.

“Tempo é dinheiro”, alguém ainda duvida de que isto é verdade?
É por isto que cada vez mais os cursos “In Company” vêm caindo no gosto do aluno. Assim, ele marca a aula em qualquer horário que o professor o atende. É claro que, sempre respeitando uma coerência de local e horário, porém tendo flexibilidade e possibilidade de mudar horários.
Essa liberdade que é dada ao aluno para marcar suas aulas a qualquer horário do dia como, antes do expediente, no horário do almoço, depois do expediente, sem que o aluno pegue mais um trânsito só para estudar, é um incentivo a mais para estudar.

aulas in company primeira pagina

Pesquisas indicam que o ensino à distância é uma tendência, por tudo o explicado acima e muito mais. E as aulas In Company é o aperfeiçoamento do ensino à distância, já que mesmo longe da escola, o aluno estará com o professor, podendo esclarecer qualquer dúvida na hora.
Outras vantagens de ter um professor In Company é que na maioria dos casos as aulas são particulares, além de ser personalizadas. As aulas são focalizadas nas necessidades do aluno.

Existem empresas que cedem espaços para grupos de funcionários terem aulas na própria empresa. Com isso, as empresas melhoram sua reputação diante de seus funcionários incentivando-os a se capacitar e os funcionários ficam mais motivados em trabalhar naquele ambiente de trabalho.
Uma característica marcante desse modelo é o local das aulas. Como foi dito antes, o aluno pode ter aulas em qualquer lugar, e daí, surgem possibilidades únicas de imersão ao curso. Em um ambiente dinâmico, suas aulas podem variar de lugar a lugar. Com o aval da escola e do professor, o aluno pode escolher ter suas aulas em um café, parque ou até mesmo em casa. As possibilidades são enormes e além de sair da tradicional sala de aula, o professor poderá usar elementos que estão ao seu redor para a prática da conversação durante as aulas.
Hoje, esse modelo de aula é uma realidade e cursos como os da Espanglish, que focam neste
atendimento, mostram
o quanto estão conectadas ao mundo e ao processo de evolução.
Para saber mais sobre aulas In Company, ligue para:
(41) 3308-9498 / 9667-9498       atendimento@espanholinglescuritiba.com.br
http://espanglishtraducoes.com.br/conteudos/english-in-company.html
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Excelência na Interpretação simultânea: a terceira conferência de reitores

http://espanglishtraducoes.com.br/conteudo/traducao-simultanea.html

(41)3308-9498 / (41) 9667-9498

atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

Excelência na interpretação: a III conferência de reitores

Folleto

Há algumas semanas (14 e 15 de novembro) a Direção Geral de interpretação e Conferências do Parlamento Europeo celebrou em Bruxelas a III Conferência de Reitores, um Forum Global sobre Interpretação que tinha como título «Comprometidos com a excelência na interpretação de conferências» e que reuniu reitores, vice-reitores e outras autoridades universitárias, além de responsáveis de departamentos de interpretação e outras partes interessadas dos Estados membros da União Europeia e de fora dela. O objetivo deste ciclo de conferências é potencializar a colaboração estratégica entre instituições, o Parlamento Europeu neste caso, e as universidades responsáveis de formar intérpretes e debater, entre outros assuntos, a interpretação como especialização e como disciplina de pesquisa, a neurobiologia, a globalização, as políticas linguísticas e o multilinguismo, as novas tecnologias ou os últimos avanços em reconhecimento de voz.

A gravação das conferências pode ser achada na página do Fórum (vídeo do dia 13 e vídeo do dia 14) onde também podemos consultar o programa, informação sobre palestrantes e participantes, e descarregar alguma das interessantes apresentações, como a do primeiro dia de Anders Ericsson (Departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Florida, EUA.) «Reaching for Excellence in Interpreting: Suggestions from Studies of Chess Masters, Musicians, Athletes, and Doctors», a de Alexis Georges Hervais-Adelman (Faculdade de Medicina, Universidade de Genebra, Suiça) «Progress in the neurobiology of simultaneous interpretation» ou a de Magdalena Olivera e Nathalie Loiseau (Universidade de Genebra, Suiça), «Multitasking Processes in Music and Interpreting – can and should multitasking be taught?».