COMO APRENDER INGLÊS COM FILMES e SÉRIES [Técnicas + Ferramentas Para Praticar]

Assista este vídeo que mostra como aprender inglês com filmes e séries. (obrigado, Canal Inglês Winner).

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Tradução de Filmes – Dublagem

Tradução de Filmes – Dublagem

Fazemos dublagem em inglês, espanhol, português e outros idiomas. Um bom serviço de dublagem leva em conta a fidelidade ao texto original e a adequação da linguagem ao público-alvo, à cultura do país de destino e à finalidade do texto a ser traduzido.

O serviço de dublagem é realizado por dubladores experientes e gravado em estúdio especializado, com qualidade cinematográfica.

Para isso, a Espanglish conta com profissionais capacitados, com fluência no idioma, amplo conhecimento cultural e excelente conhecimento do idioma desejado.

Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma

Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita) |
Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita)
IDIOMA
Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
Gringos que moram em Curitiba contam que o portunhol é uma armadilha, que se confundem com o “pois não” e que até comprar pode ser embaraçoso

18/09/2014 08h36 Tatiana Marotta, especial para a Gazeta do Povo
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Depoimento: uma francesa aprendendo a falar português
Quando eu cheguei a Curitiba, tinha um nível básico de português. Ao contrário da maioria dos estrangeiros, eu tinha já estudado a língua de maneira aprofundada. Infelizmente, na França, o português não é ensinado em todas as escolas. A gente tem de escolher entre alemão, espanhol e italiano, na maioria das vezes.

Estudei em um desses raros colégios internacionais que existem na França, em Grenoble. Foram quatro anos de estudos intensivos do português como segunda língua, seis horas por semana. Não posso falar que isso me ajudou, porque saí do colégio aos 15 anos e não tinha como praticar mais a língua.

Mas uma língua nunca é totalmente esquecida; fica em uma parte do cérebro, esperando um estimulo para reaparecer. Assim, depois de um mês no Brasil, eu já conseguia entender quase tudo. Eu só tinha dificuldades com a fala, por causa da vergonha que se sentia ao tentar pronunciar corretamente certas palavras, sem conseguir.

O que eu não conseguia entender eram as piadas que fazia o meu professor na UFPR. No inicio, eu não entendia o sentido das palavras. O pessoal da sala ria tanto, e eu também queria participar, dando a risada… Só que não e fácil fingir. No fim, virou um jogo para os outros estudantes olharem para mim a cada piada, para ver se eu tinha entendido, porque eu sempre era a única quieta na sala.

Hoje, o meu principal problema é o sotaque. Ele é ainda mais estranho do que poderia ser porque eu aprendi o português de Portugal. Sobretudo o “o”, que eu pronuncio “u”; e o “s”, que eu nunca sei pronunciar. As pessoas falam muito que o sotaque dá um charme, mas, para mim, é uma desvantagem. Elas não conseguem me entender e acham também que eu não entendo – o que, na maioria das vezes, é falso. Eu penso que, quando as pessoas falam outra língua, sempre parecem muito fofas e simpáticas, além de um pouco tontas.

Agora, que eu sei falar mais fluentemente, eu posso exprimir todos os sentimentos que tenho. E, para mim, essa era a parte mais frustrante do aprendizado da língua: não poder mostrar quem eu era “na vida real”.

Tatiana Marotta, estudante de Jornalismo

Tandem: bicicleta substitui a sala de aula
Você conhece a palavra “tandem”? Nada mais é do que uma bicicleta com dois bancos. O equipamento é uma metáfora interessante para ilustrar um sistema de aprendizagem de língua reconhecido no mundo inteiro e que no Brasil existe apenas em Curitiba, por intermédio do Celin.

Por meio dele, duas pessoas de diferentes nacionalidades ensinam-se mutuamente os idiomas, enquanto pedalam e transitam pela cidade.

Brasileiros também podem participar do projeto, como faz o universitário de 22 anos Kaio Enrik Santos, que estuda Comunicação Social na Uninter. Pelo menos uma vez por semana, ele troca lições idiomáticas com a sul-coreana de 21 anos Keuhee Shim, conhecida como Estela e que está passando o ano de 2014 no Brasil.

Os dois já foram a museus e restaurantes, e fazem intercâmbio cultural em todos os encontros – esse é um dos objetivos do projeto do Celin. “Na escola, a língua e a cultura devem andar juntos, porque não tem como aprender uma sem a outra”, diz a professora Bruna Ruano, uma das criadoras do projeto em Curitiba.

Kaio foi tão seduzido pelo que aprendeu com a Estela que planeja fazer intercâmbio no país asiático e está tentando criar um convenio entre a Uninter e uma instituição de ensino sul-coreana.Entre fevereiro de 2013 é maio deste ano, o programa teve 736 participantes, sendo 391 brasileiros, 43 coreanos e os demais de outras nacionalidades.

Didática varia conforme o objetivo de cada aluno
O sentido de aprender português varia de acordo com a necessidade de cada estudante.

Professora da PUCPR, Grace Thiel comenta que, para estudantes universitários, é preciso se aprofundar na língua e ensinar diferentes gêneros textuais, para que eles possam escrever textos acadêmicos. “Peço para eles fazerem várias apresentações na frente dos outros, para que se acostumem a falar”.

O Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR acolhe também turistas e trabalhadores estrangeiros. Tem destaque o programa do governo Português Brasileiro para Imigração Humanitária (PIBH), que recebe 200 refugiados haitianos. Os professores adaptam a metodologia de ensino, pois eles chegam sem falar nada de português. “O objetivo deles é sobreviver, eles precisam conseguir emprego no Brasil. Então, são mais aulas de pratica da língua do que de gramática”, conta a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
As estudantes Rasha Hassan Hussein (Sudão), Dalia ElRashid Yousif (Sudão) e Valentina Facchin (Itália) (da esquerda para a direita)

Aprender a falar português em alguns meses não é tarefa simples para os estrangeiros que moram temporariamente no Brasil. A pronúncia, a gramática, a conjugação e mesma a integração cultural… Tudo isso é uma barreira para que os visitantes voltem para casa fluentes no idioma.

A Gazeta do Povo conversou com estudantes de outros países que estão em Curitiba e conta, nos tópicos abaixo, como eles têm se virado para dominar a nossa língua.

O perigo do “portunhol”

Os latinos conseguem entender e falar português mais rapidamente que os demais, por causa das raízes comuns das palavras. “Às vezes, é só adicionar “o” ou “a” no fim da palavra em francês e já estou falando brasileiro [sic]”, conta Elodie Mervelay, estudante francesa de 24 anos que cursa Administração na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Quem tem mais vantagem são os hispanos, que se beneficiam das grandes similaridades entre o português e o espanhol. “Eu precisei de apenas uma semana para poder dizer que já eu entendia tudo”, relata Andrés Cuartas, colombiano de 27 anos que está à procura de um emprego no Brasil.

Mas a semelhança entre diferentes idiomas também é perigosa. Hispanos precisam tomar cuidado para não acabar falando o “portunhol”, mistura das duas línguas, que pode atrapalhar o processo de conhecimento da língua portuguesa. ”A gente pensa que está entendida e, por isso, acha que não precisa fazer mais esforço”, diz Cuartas.

As línguas que têm outras raízes se afastam do português em relação à fonética e à etimologia das palavras, o que dificulta aprendizado. “Um hispanofalante que nunca estudou português antes de chegar aqui vai entender tudo diretamente. Um coreano, ao contrario, além de ter estudado dois anos de português antes, vai entender apenas 15%”, afirma a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Ela acrescenta que, com tempo e dedicação, um estudante asiático pode até superar um hispano no domínio da língua, pois precisará escrever bastante, o que lhe dará mais capacidade para entender o idioma.

Problemas para comprar pão

Outra grande dificuldade para os estrangeiros é pronunciar corretamente os sons do português, com a adequada ênfase nas sílabas tônicas. “Tenho muitas dificuldades com a pronúncia. Há sons em português que não existem na fonética coreana” conta Amanda Cho, coreana de 22 anos que aprende português no Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR.

O intercambista mexicano Rodrigo Nava, 20 anos, que estuda arquitetura na PUCPR, diz que tem dificuldades para diferenciar a pronúncia de palavras como maçã e massa, e também avô e avó.

Professora da PUCPR, Grace Thiel explica que o maior obstáculo está na pronúncia de sons nasais, como o das palavras pão e João. Trata-se de uma terminação sonora que só existe em português. “Fui para a padaria e não consegui falar certo a palavra ‘pão’. As pessoas começaram a rir de mim. Então, precisei fazer gestos para ser entendida”, narra Emna Bem Khedher, estudante tunisiana de 23 anos da UFPR.

Outro fonema complicado é o decorrente das palavras começadas com “r”, como rato. Sofrem especialmente com isso alemães, franceses e falantes de língua inglesa. “Quando eu tento falar a palavra ‘rolado’, dá para reconhecer imediatamente meu sotaque germânico”, diz a estudante alemã de 23 anos Adriana Palasescu.

Já para quem fala espanhol, o problema maior está na pronúncia da letra “v”, frequentemente confundida com “b” para ser entendidos.

Em se tratando de língua escrita, a acentuação também é uma barreira. “Na Itália, só há acentos no final das palavras, nunca no meio”, explica Greta Botanelli, estudante de 24 anos, que cursa design na UFPR. A única maneira para superar tais problemas, afirma Grace, é a pratica. Ela diz que não é possível simplesmente erradicar o sotaque, mas diz que, com tempo e treinamento, ele pode ser suavizado. Muitas vezes, isso não ocorre, pois é comum que estudantes estrangeiros fiquem no Brasil por apenas 6 meses, tempo insuficiente para falar mais naturalmente.

Piada sem graça ou sem sentido?

O estrangeiro que se propõe a falar português não enfrenta somente as dificuldades da língua, mas também se depara com um choque cultural.

Os alunos dos cursos de português da PUC e do Celin recebem lições sobre características culturais brasileiras, muitas das quais se refletem na fala. “Temos de ensinar expressões do idioma, como ‘pois não’, que a maioria entende como resposta negativa”, disse Grace.

O humor brasileiro também não é compreendido imediatamente pelos estrangeiros. Grace conta que muitas piadas não arrancam risos dos alunos. “No ano passado, eu fui assistir ao filme ‘Minha mãe é uma peça’ e, sinceramente, não entendi nada. Não porque o meu português não era bom, mas porque não entendia o sentido das piadas”, disse a alemã Adriana. “Mesmo assim, eu ri muito, porque parecia engraçado para os outros”, acrescenta.

Para além dos casos inusitados, as diferenças culturais também podem modificar a dimânica de aprendizado da língua. Bruna conta que alunos da Coreia do Sul não estão acostumados a fazer perguntas no meio da aula. ”Eles esperam o fim para não atrapalhar ninguém” conta.

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Por trás das dublagens. (Entrevista com o dublador de personagens da Disney, Filipe Cavalcanti)

por Dannie Karam
em 24/10/2014

Cá entre nós, mesmo que não seja preferência nacional, em alguns casos, as versões dubladas de filmes e séries se tornam mais clássicas do que os originais. Outras vezes, a graça é exatamente em ver as diferenças entre as dublagens ou tentar, por exemplo, reconhecer quem é o ator, pelo dublador fixo que está acostumado a representá-lo.

E as curiosidades ao redor do assunto são enormes. Vai dizer que você nunca quis saber como são feitos os barulhos de choro, beijos ou esforços físicos? Ou como funciona a dublagem de desenhos animados? Para tirar essa e várias outras dúvidas sobre esse processo, falamos com o dublador profissional Filipe Cavalcanti, que trabaha há seis anos na área. Filipe já atua desde os 7 anos, e faz dublagem para personagens da Disney, incluindo do filme Toy Story (Ervilhinha)! Veja o que ele conta sobre sua profissão.

Be Style – Como surgiu o seu interesse em ser dublador? Como você se preparou para isso?

Filipe – Desde pequeno eu e meu pai ficávamos brincando em reconhecer as vozes dos dubladores, sempre gostei muito de dublagem, quando comecei a trabalhar como ator, conheci no teatro o ator Claudio Galvan que é um grande dublador brasileiro, ele faz a voz do Pato Donald no Brasil, como eu já admirava seu trabalho de dublador, tive a oportunidade de começar a estudar essa arte com ele e também com a grande dubladora Flávia Saddy, após alguns meses de estudo ingressei no mercado de trabalho de dublagem e não parei mais.

Be Style – Como são escolhidas as vozes para os personagens?

Filipe – As vozes são escolhidas através de testes, os diretores escalam os dubladores para o teste e o cliente escolhe as vozes para cada personagem.

Be Style – Você faz vozes de quais principais atores? E como você se sente “sendo” esse ator por um dia?

Filipe – Um dos principais atores que faço a voz há 5 anos é o Bradley Steven Perry da Disney. Temos a mesma idade e dublo ele desde os 9 anos. O legal é que crescemos juntos, inclusive nossas vozes amadureceram e passaram por mudanças na mesma época. É um grande prazer dublar esse ator, curto demais o trabalho dele, na verdade nossas vozes são muito parecidas, inclusive uma vez eu estava na Argentina e assisti a mesma série dublada em espanhol, incrível como a voz do dublador de lá também é idêntica a minha. Muito legal!

Be Style – Como é que vocês fazem barulhos de beijinhos?

Filipe – Quando dublamos beijos precisamos beijar nossa mão, pois o barulho fica mais fiel ao original. É uma coisa meio doida, mas o resultado fica perfeito.

Be Style – Quando o personagem é ferido, está correndo, ou ofegante, você tem uma técnica específica ou de certa forma, encena também para que a voz faça os barulhos certos?

Filipe – Todas as ações são encenadas, precisamos nos concentrar e colocar na voz toda a emoção que a cena exige. Uma amiga dubladora me contou que uma vez um diretor a pediu para dublar deitada, pois a personagem falava muito deitada e a voz acaba dando diferença de quando estamos em pé, tudo é possível para que o trabalho fique perfeito, seguimos também a orientação do diretor.

Be Style – E o choro? E as gargalhadas? Você consegue fazer de forma genuína ou é tudo técnica?

Filipe – Precisamos de muita concentração para dublar, em uma cena de choro precisamos mergulhar no sentimento do personagem, se emocionar e viver aquele momento, tem que chorar de verdade, tem que rir de verdade, precisamos passar o sentimento coma nossa voz e com a nossa respiração. No início é mais difícil, mas com o tempo e prática tudo vai ficando mais fácil.

Be Style – Como funciona o processo de sincronização labial? É você quem encaixa as palavras para adaptar, ou o texto já vem “pronto” para gravar?

Filipe – Quando entramos no estúdio para dublar, recebemos o texto traduzido, ouvimos todo o tempo pelos fones o som na língua original (inglês, Espanhol, francês etc…) e temos um contador que aparece na tela com a minutagem das falas. Precisamos ter sincronismo, primeiro ouvimos, depois ensaiamos e por fim gravamos, nem sempre as palavras da tradução caem perfeitamente, às vezes é preciso mudar alguma coisa.

 Foto: Reprodução

Be Style – Você interage com outros colegas dubladores, ou as gravações dos personagens são feitas separadamente e depois editadas?

Filipe – As gravações são feitas separadamente e depois editadas, às vezes dublamos personagens da mesma família e de acordo com os horários nunca nos encontramos com os outros dubladores da mesma série. Porém, existe a exceção da dublagem que chamamos de vozerio, neste caso alguns dubladores gravam todos juntos no estúdio, é a dublagem de uma torcida, de muitas pessoas falando de fundo ao mesmo tempo. Somente nesses casos os dubladores se encontram e trabalham todos juntos.

Be Style – Você também faz dublagem de grandes desenhos animados, certo? Como você cria “esse personagem” através da sua entonação?

Filipe – Às vezes é necessário fazer uma voz mais grossa ou fazer uma voz mais fina. Isso tudo é combinado com o diretor, porém temos que sempre nos lembrar de fazer a voz do determinado personagem da mesma forma.

Be Style – É fácil entrar nesse mercado de trabalho ou é um grupo mais restrito? São muitas horas de trabalho por dia? Conta um pouquinho mais sobre seu dia-a-dia nessa profissão.

Filipe – Como todo o mercado de trabalho nada é fácil, tem que ter empenho, disponibilidade, talento e estudar para aprender as técnicas. Eu comecei a dublar com 9 anos e não parei mais, comecei a dublar para um estúdio e como gostavam do meu trabalho, foram me chamando para outros estúdios e por fim eu dublava para mais de 10 estúdios no RJ. Como eu vou para escola pela manhã, sempre dublei à tarde e à noite. Às vezes eu fazia 4 horas em um estúdio e depois corria para outro, fazia mais 2 horas, depois outro e assim por diante, sempre almocei e estudei dentro do carro, minha mãe sempre agendou meus horários e me leva de um estúdio para o outro. É bem corrido, mas amo demais o que faço. Quando fui contratado para fazer a novela Chiquititas do SBT precisei diminuir muito meu trabalho de dublagem por causa dos horários de gravação, mas felizmente recebi o convite da Disney para dublar o Kaz na série MegaMed aqui em SP, amo dublar e não consigo viver sem.

Be Style – O que você recomenda para quem deseja fazer esse trabalho? E quais os seus cuidados com a sua voz?

Filipe – Primeiramente o dublador tem que ser ator, o curso de dublagem é indispensável para aprender as técnicas de dublagem, mas não vai te ensinar a interpretar. Por isso, para quem quer entrar na carreira artística, independente de ser dublagem, televisão, cinema eu recomendo que façam um curso de teatro, pois é a base para tudo. Eu comecei minha carreira estudando teatro aos 6 anos, considero super importante. Sobre a voz, ela é nosso instrumento de trabalho, eu tenho muito cuidado, protejo sempre a garganta, dificilmente tomo sorvete e evito bebidas muito geladas. Horas antes de gravar evito alimentos derivados do leite, pois podem alterar levemente nossa voz, faço exercícios vocais e bebo muita água.

Be Style – Tem algum segredinho ou grande curiosidade que aconteça nos bastidores que você possa contar pra gente, pra nunca mais ouvirmos uma dublagem da mesma forma? (rsrs)

Filipe – Como o dublador não tem sua imagem divulgada, por muitas vezes as pessoas são apaixonadas por uma determinada voz e não fazem ideia de como é o dono dela. O personagem pode ser de um ator super forte de 2 metros de altura e na verdade a voz ser de um dublador magrinho e baixinho. É um mundo mágico e amo fazer parte dele. Também acho que o grande barato da dublagem é você estar sozinho em frente a um microfone, falando, fazendo caras e bocas, chorando, rindo, gritando, é uma coisa meio louca, mas apaixonante.

Fonte: site BeStyle.com.br

Be Style – O que você acha sobre a qualidade das dublagens atuais, e o que você acha de quem tem “preconceito” com filmes ou programas dublados?

Filipe – A dublagem brasileira é maravilhosa, preconceito existe, acredito que cada um pode escolher o que mais lhe agrada, porém as pessoas esquecem ou desconhecem a importância da dublagem, filmes e programas dublados não é coisa só para criança. Minha mãe tem um grande amigo que é deficiente visual, ele sempre ficou muito feliz em saber que eu dublava porque para quem não pode ler a dublagem tem uma grande importância, eles podem escutar um filme, um documentário é uma forma de inclusão.