Morando na Argentina – Supermercado

Assista esse vídeo que mostra um brasileiro, que mora na Argentina, mostrando um pouco do supermercado de lá:

canalWillian Cardoso

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Curitiba é apresentada em feira internacional do Paraguai

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O Natal de Curitiba, a primeira loja da rede #CuritibaSuaLinda e outros atrativos da capital foram apresentados na 15.ª Feira Internacional de Turismo do Paraguai (Fitpar), de 12 a 14 de outubro, no Centro de Convenções Mariscal Lopez, em Assunção. O evento reuniu cerca de 400 expositores de diversos países.

Os atrativos de Curitiba foram apresentados no estande do Brasil, na Fitpar, patrocinado pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). O espaço mostrou destinos turísticos de dez estados do país e 15 empresas, entre operadoras e o setor de hotelaria.

“O Paraguai é um importante país emissor de turistas para Curitiba. Por isso, é muito importante estarmos presentes neste evento, que recebe profissionais do setor de turismo do país e até de outros mercados sul-americanos”, explica Adriane Vortolin, gerente de Turismo do Instituto Municipal de Turismo. De acordo com ela, a oferta de voos diretos da capital para Assunção também facilita a comercialização do destino Curitiba.

A segunda edição do Luz dos Pinhais – Natal de Curitiba ocorre de 22 de novembro de 2018 a 6 de janeiro de 2019.  A programação da capital será aberta com a Proclamação do Natal, no Largo da Ordem (22/11) e também inclui o tradicional Coral do Palácio Avenida, o Trem do Natal e a estreia da Parada de Natal do Batel. Além disso, as dez administrações regionais da Prefeitura voltarão a ganhar árvores de Natal e apresentações de corais, encenações teatrais, presépios, shows e feiras.

Comitê 

Segundo a presidente da Embratur, Teté Bezerra, o  Paraguai é, atualmente, o quarto maior emissor de turistas ao Brasil, em crescimento constante (atrás apenas da Argentina, Estados Unidos e Chile). De acordo com ela, a feira foi oportunidade para incrementar os trabalhos feitos em parceria com a embaixada do Brasil no Paraguai e iniciativas como o Comitê Descubra Brasil-Paraguai, que reúne empresários que promovem o turismo de paraguaios ao Brasil, e a Câmara de Comércio Paraguai-Brasil.

fonte: https://www.bemparana.com.br/noticia/curitiba-e-apresentada-em-feira-internacional-do-paraguai

Bondinho de Portugal fica em exposição por três dias em Curitiba

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Portugal está cada vez mais no mapa dos brasileiros quando o assunto é turismo, e para reafirmar essa parceria de sucesso, o Turismo de Portugal traz a Curitiba o Roadshow “Portugal: país autêntico, genuíno e diversificado”, a bordo do Prazeres 28, tradicional elétrico lisboeta, para capacitação de agentes e visitação do público. A atração estará presente no Shopping Estação, localizado na Av. Sete de Setembro, 2775 – Rebouças, entre os dias 9 e 11 de outubro.

No primeiro dia, o bondinho estará reservado para agentes de viagem, mas ficará aberto para visitação gratuita do público nos demais dias. Conhecido em várias cidades do país e referência em Lisboa, o elétrico realizará um passeio virtual pelo país eleito como melhor destino do mundo.

Quem tomar assento irá embarcar em uma viagem histórico-cultural, mergulhando também na gastronomia e nos valores naturais de um país verdadeiramente autêntico e genuíno. Tudo isso na companhia do poeta Fernando Pessoa, que estará representado por uma estátua. Uma ótima oportunidade para os visitantes tirarem suas selfies e terem um “gostinho” de ficar ao lado do poeta, como em Lisboa.

Ao fim do treinamento dos profissionais do turismo, com as sessões de capacitação, os participantes receberão um certificado timbrado atestando a aptidão para comercializar pacotes do destino.

Nos dois últimos anos, o bondinho passou por dezenas de cidades de quatro regiões do Brasil, capacitando mais de 1800 agentes de viagem e sendo visitado por cerca de 20 mil pessoas. “O sucesso foi enorme, e isso nos levou a repetir essa ação, incluindo algumas novas cidades. Nosso objetivo maior é difundir Portugal em todo o território brasileiro”, diz Bernardo Cardoso, diretor do Turismo de Portugal no Brasil.

É a segunda vez que o bondinho desembarca em Curitiba, cidade pela qual também passou em 2016, sendo um sucesso de público na ocasião.

Momento único do turismo

Portugal vive um momento especial no turismo, setor que já é responsável por cerca de 10% do PIB português. No último ano, o país teve um crescimento de 8,9% no número de turistas. O Brasil foi o mercado que mais evoluiu: em 2017, 869 mil brasileiros estiveram em Portugal, um recorde histórico.

A diversidade de roteiros, a excelente infraestrutura e os ótimos indicadores de segurança (3º país mais pacífico do mundo, de acordo com o Global Peace Index), serviços, transportes, telecomunicações, entre outros, fazem de Portugal um case mundial do turismo, sendo coroado como o melhor destino do mundo em 2017 pelo World Travel Awards, principal premiação do setor. Durante todo o ano passado, foram mais de 2300 distinções internacionais.

Seja em Lisboa, no Porto, no Alentejo, no Algarve, no Centro ou nas ilhas (Madeira e Açores), Portugal tornou-se referência em diversos segmentos, incluindo surf, golf, bike, festivais de verão, lifestyle, enoturismo, LGBT, MICE, tecnologia e, claro, gastronomia.

fonte: https://www.bemparana.com.br/noticia/bondinho-de-portugal-fica-em-exposicao-por-tres-dias-em-curitiba-saiba-quando

Natal de Curitiba é destaque na maior feira de turismo do Brasil

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A segunda edição do Luz dos Pinhais – Natal de Curitiba é a principal atração do estande da capital paranaense na 46ª Abav Expo Internacional de Turismo, o maior evento do setor de viagens do Brasil. A mostra começou na quarta-feira (26/9) e foi até sexta (28/9), no Centro de Exposições Anhembi, em São Paulo.

O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, esteve no primeiro dia do evento e visitou o espaço de Curitiba. No estante de 54 metros quadrados, dentro da área da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Brastoa), o Instituto Municipal de Turismo apresenta aos profissionais de viagens os espetáculos, as feiras e as atividades diárias gratuitas do Luz dos Pinhais – Natal de Curitiba. A programação, que também prevê uma decoração especial por toda a capital, irá ocorrer de 22 de novembro de 2018 a 6 de janeiro de 2019.

A Proclamação do Natal, no Largo da Ordem (apresentação de luz e música que abre a programação no dia 22 de novembro); o tradicional Coral do Palácio Avenida; o Trem do Natal e a estreia da Parada de Natal do Batel fazem parte da temporada natalina da capital neste ano. Além disso, todas as dez Ruas da Cidadania da Prefeitura voltarão a ganhar um clima lúdico, com direito a árvores de Natal e uma série de apresentações de corais, encenações teatrais, presépios, shows e feiras.

Segundo a presidente do Instituto Municipal de Turismo, Tatiana Turra, a participação de Curitiba na Abav Expo é importante para divulgar a capital entre os agentes de viagem, em especial a programação do Luz dos Pinhais – Natal de Curitiba. “O Natal é um momento importante para o fomento do turismo local”, justifica ela.

Tatiana conta que, no ano passado, 20% das pessoas que participaram da programação eram turistas. “E entre os turistas, 38% vieram para a cidade, principalmente, para assistir aos espetáculos do Natal”, conta.

Mercado Municipal

Denominado Lounge Curitiba, o espaço da capital na Abav Expo divulga ainda parques, museus e a gastronomia da cidade. “São dois setores no Lounge Curitiba: um para distribuição de material promocional e outro para capacitação dos agentes de viagem, que estão recebendo orientações de 15 a 20 minutos sobre os roteiros que os turistas podem fazer ao visitar a capital”, explica Adriane Vortolin, gerente de Turismo do instituto.

Natal de Curitiba é apresentado na maior feira de turismo do Brasil.

Outra atração turística da capital que está sendo apresentada é o Mercado Municipal. Os agentes de viagem que visitam o Lounge Curitiba recebem kits com um mapa do tradicional espaço da Prefeitura, bem como uma sacola com materiais de divulgação e brindes dos boxes e bancas do Mercado Municipal.

Até sexta-feira, a Abav Expo deve receber 23 mil agentes de viagens de todo o país. O evento reúne mais de mil marcas expositoras e os principais segmentos da cadeia global do turismo (destinos, hotéis, empresas áreas, companhias de negação, operadoras e serviços de apoio). A mostra é promovida pela Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav).

fonte: https://paranaportal.uol.com.br/gente/natal-de-curitiba-e-destaque-na-maior-feira-de-turismo-do-brasil/

Curitiba, no Paraná, é um destino cada vez mais cultural

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Curitiba tem chamado a atenção dos turistas por sua cena cultural. São galerias, museus, feiras e novos espaços para exposições e restaurantes que reforçam a vocação da cidade para as artes e a gastronomia.

Um exemplo disso será a abertura, em 18 de outubro, da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, a segunda maior do tipo no País. O evento, que comemora 25 anos, terá como sede principal o Museu Oscar Niemeyer, conhecido como museu do olho, por seu formato. Mas a mostra deve se espalhar por galerias e chegar até a terminais de ônibus da capital.

Curitiba, cada vez mais cultural
O Museu Oscar Niemeyer sediará a Bienal Internacional de Arte Contemporânea, a partir de 18 de outubro. Crédito da foto: Divulgação / Instituto Municipal de Turismo

A cidade mais populosa do Paraná também é conhecida pelo cuidado com o planejamento urbano e áreas verdes. Por isso também Curitiba acabou virando um dos lugares mais procurados para o turismo no Brasil. Há quem tenha que se acostumar com o clima, que em um mesmo dia consegue atingir todas as estações do ano! São muitas as atrações que Curitiba oferece aos visitantes. Aqui estão algumas dicas para aproveitar a viagem com a família ou amigos. Confira:

Jardim Botânico – Reserve o primeiro dia na cidade para conhecer um dos principais pontos, que homenageia uma das pioneiras no trabalho de planejamento urbano da capital. O Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Richibieter (nome da urbanista) foi inaugurado em 1991 e hoje é um dos lugares mais visitados de Curitiba.

Curitiba, cada vez mais cultural
O Jardim Botânico é passeio obrigatório para quem visita a capital paranaense. Crédito da foto: Divulgação / Instituto Municipal de Turismo

O parque conta com área verde, além de abrigar diversas espécies de plantas do Brasil e do mundo expostas em áreas temáticas. Onde fica: rua Engo. Ostoja Roguski – Jardim Botânico (Entrada gratuita).

Museu Botânico – Localizado dentro do Jardim Botânico, o museu foi inaugurado em 1992 e oferece serviços de educação ambiental, conta com exposições e uma biblioteca destinada somente para consultas locais. Ele é o maior herbário do Estado do Paraná e um dos maiores do Brasil. Onde fica: rua Engo. Ostoja Roguski – Jardim Botânico (Entrada gratuita).

Parque MikeWood – Localizado no Bairro Cajuru, o parque que conta com oito mil metros quadrados de natureza e é uma opção para se divertir com a família. Lá pais e filhos podem brincar juntos, ter experiência com a natureza, as árvores e os animais, além de aprender sobre o meio ambiente e sua preservação. O local possui equipamentos de segurança e monitores. Onde fica: rua São Bartolomeu, 382, Cajuru.

Memorial Árabe – Com mais de 140 metros quadrados de área, o Memorial tem o formato de um cubo e está colocado sobre um espelho d’água. No seu interior sob um pedestal de mármore, está a escultura representativa do escritor Gibran Kalil Gibran. O espaço homenageia a cultura do Oriente Médio, e funciona como biblioteca especializada. Onde fica: praça Gilbran Khalil. (Entrada gratuita). (Da Redação, com informações da Folhapress)

fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br/suplementos/turismo/curitiba-no-parana-e-um-destino-cada-vez-mais-cultural/

Curitiba é a oitava cidade mais procurada para turismo no Brasil

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Oitava maior cidade do país, Curitiba também está entre as dez cidades brasileiras mais procuradas como destino de viagem. O ranking foi divulgado nesta semana pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização. A maior cidade do país, São Paulo, continua como primeira colocada na lista, seguida pelo Rio de Janeiro e Brasília.

Curitiba aparece em 8º lugar no ranking, à frente de Recife e Florianópolis. Segundo a associação, o número de cadastros nos principais programas de fidelidade de viagens do País atingiu 115 milhões de clientes no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 18,9% em comparação com 2017.

A preferência dos participantes no momento do resgate continua sendo os bilhetes aéreos, representando 74,4% dos pontos/milhas utilizados no período. Os outros 25,6% foram usados na aquisição de produtos. Já em relação ao acúmulo de pontos/milhas, o cenário é diferente. Apenas 10,7% são originados na compra de passagens e os 89,3% restantes vêm dos setores de varejo, serviços e bancos.

fonte: https://paranaportal.uol.com.br/cidades/cidades-destaque-2/curitiba-e-a-oitava-cidade-mais-procurada-para-turismo-no-brasil/

Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma

Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita) |
Os estudantes mexicanos Everardo Peraza, Leonardo Farias, Rodrigo Nava, Fernando Ramirez, Gerardo Aldrete e Carlos Santoscoy (da esquerda para a direita)
IDIOMA
Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
Gringos que moram em Curitiba contam que o portunhol é uma armadilha, que se confundem com o “pois não” e que até comprar pode ser embaraçoso

18/09/2014 08h36 Tatiana Marotta, especial para a Gazeta do Povo
002Comentários (2)
Depoimento: uma francesa aprendendo a falar português
Quando eu cheguei a Curitiba, tinha um nível básico de português. Ao contrário da maioria dos estrangeiros, eu tinha já estudado a língua de maneira aprofundada. Infelizmente, na França, o português não é ensinado em todas as escolas. A gente tem de escolher entre alemão, espanhol e italiano, na maioria das vezes.

Estudei em um desses raros colégios internacionais que existem na França, em Grenoble. Foram quatro anos de estudos intensivos do português como segunda língua, seis horas por semana. Não posso falar que isso me ajudou, porque saí do colégio aos 15 anos e não tinha como praticar mais a língua.

Mas uma língua nunca é totalmente esquecida; fica em uma parte do cérebro, esperando um estimulo para reaparecer. Assim, depois de um mês no Brasil, eu já conseguia entender quase tudo. Eu só tinha dificuldades com a fala, por causa da vergonha que se sentia ao tentar pronunciar corretamente certas palavras, sem conseguir.

O que eu não conseguia entender eram as piadas que fazia o meu professor na UFPR. No inicio, eu não entendia o sentido das palavras. O pessoal da sala ria tanto, e eu também queria participar, dando a risada… Só que não e fácil fingir. No fim, virou um jogo para os outros estudantes olharem para mim a cada piada, para ver se eu tinha entendido, porque eu sempre era a única quieta na sala.

Hoje, o meu principal problema é o sotaque. Ele é ainda mais estranho do que poderia ser porque eu aprendi o português de Portugal. Sobretudo o “o”, que eu pronuncio “u”; e o “s”, que eu nunca sei pronunciar. As pessoas falam muito que o sotaque dá um charme, mas, para mim, é uma desvantagem. Elas não conseguem me entender e acham também que eu não entendo – o que, na maioria das vezes, é falso. Eu penso que, quando as pessoas falam outra língua, sempre parecem muito fofas e simpáticas, além de um pouco tontas.

Agora, que eu sei falar mais fluentemente, eu posso exprimir todos os sentimentos que tenho. E, para mim, essa era a parte mais frustrante do aprendizado da língua: não poder mostrar quem eu era “na vida real”.

Tatiana Marotta, estudante de Jornalismo

Tandem: bicicleta substitui a sala de aula
Você conhece a palavra “tandem”? Nada mais é do que uma bicicleta com dois bancos. O equipamento é uma metáfora interessante para ilustrar um sistema de aprendizagem de língua reconhecido no mundo inteiro e que no Brasil existe apenas em Curitiba, por intermédio do Celin.

Por meio dele, duas pessoas de diferentes nacionalidades ensinam-se mutuamente os idiomas, enquanto pedalam e transitam pela cidade.

Brasileiros também podem participar do projeto, como faz o universitário de 22 anos Kaio Enrik Santos, que estuda Comunicação Social na Uninter. Pelo menos uma vez por semana, ele troca lições idiomáticas com a sul-coreana de 21 anos Keuhee Shim, conhecida como Estela e que está passando o ano de 2014 no Brasil.

Os dois já foram a museus e restaurantes, e fazem intercâmbio cultural em todos os encontros – esse é um dos objetivos do projeto do Celin. “Na escola, a língua e a cultura devem andar juntos, porque não tem como aprender uma sem a outra”, diz a professora Bruna Ruano, uma das criadoras do projeto em Curitiba.

Kaio foi tão seduzido pelo que aprendeu com a Estela que planeja fazer intercâmbio no país asiático e está tentando criar um convenio entre a Uninter e uma instituição de ensino sul-coreana.Entre fevereiro de 2013 é maio deste ano, o programa teve 736 participantes, sendo 391 brasileiros, 43 coreanos e os demais de outras nacionalidades.

Didática varia conforme o objetivo de cada aluno
O sentido de aprender português varia de acordo com a necessidade de cada estudante.

Professora da PUCPR, Grace Thiel comenta que, para estudantes universitários, é preciso se aprofundar na língua e ensinar diferentes gêneros textuais, para que eles possam escrever textos acadêmicos. “Peço para eles fazerem várias apresentações na frente dos outros, para que se acostumem a falar”.

O Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR acolhe também turistas e trabalhadores estrangeiros. Tem destaque o programa do governo Português Brasileiro para Imigração Humanitária (PIBH), que recebe 200 refugiados haitianos. Os professores adaptam a metodologia de ensino, pois eles chegam sem falar nada de português. “O objetivo deles é sobreviver, eles precisam conseguir emprego no Brasil. Então, são mais aulas de pratica da língua do que de gramática”, conta a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Hablas Português? Estrangeiros contam como é aprender o idioma
As estudantes Rasha Hassan Hussein (Sudão), Dalia ElRashid Yousif (Sudão) e Valentina Facchin (Itália) (da esquerda para a direita)

Aprender a falar português em alguns meses não é tarefa simples para os estrangeiros que moram temporariamente no Brasil. A pronúncia, a gramática, a conjugação e mesma a integração cultural… Tudo isso é uma barreira para que os visitantes voltem para casa fluentes no idioma.

A Gazeta do Povo conversou com estudantes de outros países que estão em Curitiba e conta, nos tópicos abaixo, como eles têm se virado para dominar a nossa língua.

O perigo do “portunhol”

Os latinos conseguem entender e falar português mais rapidamente que os demais, por causa das raízes comuns das palavras. “Às vezes, é só adicionar “o” ou “a” no fim da palavra em francês e já estou falando brasileiro [sic]”, conta Elodie Mervelay, estudante francesa de 24 anos que cursa Administração na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Quem tem mais vantagem são os hispanos, que se beneficiam das grandes similaridades entre o português e o espanhol. “Eu precisei de apenas uma semana para poder dizer que já eu entendia tudo”, relata Andrés Cuartas, colombiano de 27 anos que está à procura de um emprego no Brasil.

Mas a semelhança entre diferentes idiomas também é perigosa. Hispanos precisam tomar cuidado para não acabar falando o “portunhol”, mistura das duas línguas, que pode atrapalhar o processo de conhecimento da língua portuguesa. ”A gente pensa que está entendida e, por isso, acha que não precisa fazer mais esforço”, diz Cuartas.

As línguas que têm outras raízes se afastam do português em relação à fonética e à etimologia das palavras, o que dificulta aprendizado. “Um hispanofalante que nunca estudou português antes de chegar aqui vai entender tudo diretamente. Um coreano, ao contrario, além de ter estudado dois anos de português antes, vai entender apenas 15%”, afirma a professora de português no Celin Bruna Ruano.

Ela acrescenta que, com tempo e dedicação, um estudante asiático pode até superar um hispano no domínio da língua, pois precisará escrever bastante, o que lhe dará mais capacidade para entender o idioma.

Problemas para comprar pão

Outra grande dificuldade para os estrangeiros é pronunciar corretamente os sons do português, com a adequada ênfase nas sílabas tônicas. “Tenho muitas dificuldades com a pronúncia. Há sons em português que não existem na fonética coreana” conta Amanda Cho, coreana de 22 anos que aprende português no Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da UFPR.

O intercambista mexicano Rodrigo Nava, 20 anos, que estuda arquitetura na PUCPR, diz que tem dificuldades para diferenciar a pronúncia de palavras como maçã e massa, e também avô e avó.

Professora da PUCPR, Grace Thiel explica que o maior obstáculo está na pronúncia de sons nasais, como o das palavras pão e João. Trata-se de uma terminação sonora que só existe em português. “Fui para a padaria e não consegui falar certo a palavra ‘pão’. As pessoas começaram a rir de mim. Então, precisei fazer gestos para ser entendida”, narra Emna Bem Khedher, estudante tunisiana de 23 anos da UFPR.

Outro fonema complicado é o decorrente das palavras começadas com “r”, como rato. Sofrem especialmente com isso alemães, franceses e falantes de língua inglesa. “Quando eu tento falar a palavra ‘rolado’, dá para reconhecer imediatamente meu sotaque germânico”, diz a estudante alemã de 23 anos Adriana Palasescu.

Já para quem fala espanhol, o problema maior está na pronúncia da letra “v”, frequentemente confundida com “b” para ser entendidos.

Em se tratando de língua escrita, a acentuação também é uma barreira. “Na Itália, só há acentos no final das palavras, nunca no meio”, explica Greta Botanelli, estudante de 24 anos, que cursa design na UFPR. A única maneira para superar tais problemas, afirma Grace, é a pratica. Ela diz que não é possível simplesmente erradicar o sotaque, mas diz que, com tempo e treinamento, ele pode ser suavizado. Muitas vezes, isso não ocorre, pois é comum que estudantes estrangeiros fiquem no Brasil por apenas 6 meses, tempo insuficiente para falar mais naturalmente.

Piada sem graça ou sem sentido?

O estrangeiro que se propõe a falar português não enfrenta somente as dificuldades da língua, mas também se depara com um choque cultural.

Os alunos dos cursos de português da PUC e do Celin recebem lições sobre características culturais brasileiras, muitas das quais se refletem na fala. “Temos de ensinar expressões do idioma, como ‘pois não’, que a maioria entende como resposta negativa”, disse Grace.

O humor brasileiro também não é compreendido imediatamente pelos estrangeiros. Grace conta que muitas piadas não arrancam risos dos alunos. “No ano passado, eu fui assistir ao filme ‘Minha mãe é uma peça’ e, sinceramente, não entendi nada. Não porque o meu português não era bom, mas porque não entendia o sentido das piadas”, disse a alemã Adriana. “Mesmo assim, eu ri muito, porque parecia engraçado para os outros”, acrescenta.

Para além dos casos inusitados, as diferenças culturais também podem modificar a dimânica de aprendizado da língua. Bruna conta que alunos da Coreia do Sul não estão acostumados a fazer perguntas no meio da aula. ”Eles esperam o fim para não atrapalhar ninguém” conta.

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