São Paulo e sua influência italiana na arquitetura

A cidade de São Paulo tem um enorme influência estrangeira em várias áreas: culinária, arte, música, estilo de vestimentas, etc. Mas há principalmente uma grande quantidade de construções arquitetônicas e monumentos com influência italiana. Isso é bem visível em bairros paulistas como o Belenzinho e o Brás.

Um desses monumentos é o famoso Museu da Imigração de São Paulo, que é como uma lembrança da migração aqui no Brasil, contando com uma grande quantia de acervos de documentos, centros de pesquisas e peças históricas.

O próprio Parque do Ibirapuera também tem forte influência italiana. Como por exemplo o Pavilhão Ciccillo Matarazzo (Pavilhão da Bienal) que se situa no parque, ou então o Museu de Arte Moderna, que foi projetado por Oscar Niemeyer. Ou então o Obelisco Mausoléu dos Soldados Constitucionalista de 1932, obra do escultor ítalo-brasileiro Emendabili.

No centro também há uma aglomeração da influência italiana. Podemos ver isso em prédios como o Edifício Martinelli ou Edifício Matarazzo e  Viaduto Santa Ifigênia, esboçado pelos italianos Giuseppe Chiappori e Giulio Michetti (interliga o Largo São Bento e o Largo Santa Ifigênia); Terraço Itália, o segundo maior edifício do centro da cidade ou Teatro Municipal de São Paulo.

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10 melhores pratos da Itália

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1. Lasanha (Lasagna)

Essa maravilha da gastronomia italiana (o que é contestado pelos ingleses) é quase sempre uma bomba calórica. Mas não tem como resistir. O sabor mais comum de lasanha é a que, no Brasil, chamamos de bolonhesa: leva carne moída, massa, molho de tomate e muito queijo. Em todo o mundo existem centenas de tipos e variações de receitas de lasanha. Já vi lasanhas de calabresa, frango, bacalhau, com variados tipos de queijo e até lasanha vegetariana, por exemplo, de berinjela. Essa lindeza da foto acima em comi em Veneza, e me lembro até hoje de cada garfada.

2. Pizza

A origem da pizza é disputada por egípcios, hebreus e outros povos. Mas uma coisa ninguém contesta: foi na Itália, especialmente na cidade de Nápoles, que ela se desenvolveu e foram criados os melhores sabores e técnicas de preparo. Na foto acima você vê uma legítima pizza napolitana, de borda grossa e cobertura seguindo as regras da AVPN. Esse é o tipo mais comum de pizza na Itália. Mesmo com diferentes tipos de pizza consagrados em países com forte imigração italiana, como Brasil, Estados Unidos e Argentina, o alimento continua sendo símbolo italiano.


3. Bisteca Fiorentina (Bistecca alla fiorentina)

Típica da região da Toscana, especialmente na capital, Florença, a Bisteca Fiorentina já entrou em diversos rankings de melhores carnes do mundo. Extraído de vacas da raça italiana Chianina, o corte da bisteca fiorentina engloba o que no Brasil conhecemos como filé mignon, contra filé e alcatra. A carne deve ser assada e, segundo a tradição, acompanhada de vinho Chianti, também de origem toscana. Pra saber onde comer e preços dessa essa iguaria em Florença, recomendo ler o blog Rafa Pelo Mundo, que narrou com detalhes a experiência.

4. Macarrão à Bolonhesa (Tagliatelle al ragu)

Conhecida pelo apelido de “A Gorda”, a cidade de Bolonha produziu algumas das melhores comidas típicas da Itália. O mais famosos desses pratos é o tagliatelle al ragu: aquela massa achatada, com molho de ragu de carne. Mas, cá entre nós, eu comi este Bolonhesa em Bolonha em não gostei. Bom mesmo é a versão brasileira do prato, com espaguete barato e fartura de molho de tomate com carne moída. De preferência com queijo ralado por cima.

5. Risoto, o pequeno arroz (Risotto)

Como falei no post Mapa da Gastronomia Italiana, cada parte do país tem seus pratos característicos. No caso da Lombardia, cuja capital é Milão, a principal invenção gastronômica é o risoto. No sentido literal, a palavra risoto significa “pequeno arroz”, como explica o site da PUC. Assim como pizzas e lasanhas, o risoto ganhou centenas (talvez milhares) de sabores. Já vi risoto de calabresa, de fungos, de tomate seco, de costela e até um criativo risoto de pequi, no estado de Goiás. Mas sem dúvidas o mais famoso é o “risotto alla milanese”, à base de açafrão.

6. Arancino ou Arancina

Direto da Sicília para a nossa seleção de melhores comidas típicas da Itália, o arancino é basicamente um bolinho de arroz recheado e frito. O recheio mais comum é molho de ragu de carne. Também pode ser de tomate, queijo, ervilha, manteiga, berinjela e outros sabores. Tem a receita no blog Itália para Brasileiros. Se quer conhecer mais pratos tradicionais da Sicília, dá uma olhada no blog As Distâncias, que fez uma seleção incluindo sanduíches e sobremesas sicilianos, como o próprio cannoli, doce imortalizado em fala de O Poderoso Chefão.

7. Ossobuco

Também originário da Lombardia, no norte da Itália, o Ossobuco vem de um corte considerado pouco nobre: músculo da perna traseira do boi. Pra ficar macio e suculento, soltando o tutano do interior do osso, deve ser cozido durante horas, num molho com vinho, legumes e temperos. Por ser um prato barato e muito gostoso, vem se tornando popular no Brasil. Se quiser fazer em casa, aqui tem 22 receitas diferentes de Ossobuco.

8. Cacio e Pepe

Originário da cidade de Roma, o Cacio e Pepe é um dos pratos mais simples e deliciosos da culinária italiana. Tanto que conquistou paladares famosos, como o do apresentador Anthony Bourdain. Na receita, apenas massa (de preferência do tipo longa, como espaguete ou vermicelli), queijo pecorino romano e pimenta do reino preta. O próprio nome já diz isso, já que “cacio” é queijo e “pepe” é pimenta em italiano. Pra tentar fazer em casa, veja aqui a receita e o modo de preparo. Para ver mais pratos criados em Roma, como a brusqueta e o Buccatini all’amatriciana, entre outras massas e carnes, o blog As Distâncias fez um seleção cheia de fotos.

9. Gelatto

Viajar pela Itália é naturalmente provar dezenas de sabores de gelatto, ou seja, sorvete. Segundo o site A Origem das Coisas, não se sabe ao certo quem criou o sorvete, mas sem dúvidas a Itália tem papel importante em sua história. Ainda no século I, o imperador romano Nero já comia um tipo de sorvete: gelo de neve das montanhas com cobertura de frutas. Já o cone de sorvete, que chamamos de casquinha, tem origem italiana comprovada, por uma patente em nome de Italo Marchioni.

O blog Vou pra Roma listou diversos sabores de gelatto que merecem ser provados na Itália, como mascarpone e pera, nocciole e pistacchio. Mas, assim como eu, tenho certeza que o sabor favorito da maioria é, claro, chocolate!

10. Tiramisú

O queijo mascarpone dá o toque especial nessa que é a mais típica das sobremesas italianas. A receita também leva ingredientes como café, creme de leite, biscoito champanhe e licor. A origem dessa delícia é disputada entre as cidades italianas de Florença e Treviso.

Fonte: https://www.buenasdicas.com/comidas-tipicas-italia-6576/

Cultura italiana em Curitiba

Imigração e Cultura Italiana em Curitiba

Imigração e Cultura Italiana em Curitiba

Na segunda metade do século XIX, a Europa era o palco de uma revolução industrial que transformava a vida de seus habitantes. A população europeia crescia e agricultores, sem terra, migravam em massa para os centros urbanos, em busca de emprego nas novas fábricas. As metrópoles inchavam e as condições de vida dos operários chegavam a ser sub-humanas.

A evolução também chegava aos navios à vapor, facilitando a vinda dos agricultores ao Novo Mundo, em lugar de superlotar as fábricas do velho mundo.

A América possuía fartura de terras inexploradas e seus governantes ansiavam pela colonização dessas terras. Essa situação criou um fluxo natural de imigrantes do velho para o Novo Mundo.

Na Itália, somava-se a questão das lutas pela unificação da nação, que exauriu sua economia. Existia um grande número de desempregados em busca de oportunidades.

A imigração italiana no Brasil foi intensa a partir de 1878, até o início do século XX. Dirigiam-se, principalmente às lavouras de café no Estado de São Paulo, mas um grande número de imigrantes espalharam-se por todo o Sul e Sudeste do Brasil.

Em Curitiba, os italianos chegaram a partir de 1872, estabelecendo-se, como agricultores, em vários núcleos coloniais da região. Esses núcleos deram origem aos atuais bairros de Pilarzinho, Água Verde, Umbará e Santa Felicidade, entre outros. Com o passar do tempo, os italianos adotaram outras atividades, incluindo industriais e comerciais. Hoje, seus descendentes contribuem de forma importante, em todas as áreas de atividade em Curitiba.

O bairro de Santa Felicidade é conhecido pela preservação da cultura italiana, em Curitiba, principalmente na gastronomia.

Em Curitiba, vários lugares lembram a imigração:

Consulado da Itália, com Quadro de Angiolo Tomasi, de 1896, retratando a partida dos imigrantes da Itália. Original na Galeria Nazionale di Arte Moderna, em Roma.

O Bosque São Cristóvão, também conhecido como Bosque Italiano, é um espaço dedicado á cultura italiana, em Santa Felicidade. No mesmo espaço, há o Memorial da Imigração Italiana de Curitiba.

Ainda em Santa Felicidade, existe o Monumento ao Centenário da Imigração Italiana, na av. Manoel Ribas.

Exposta no restaurante do bairro Cascatinha há uma carroça utilizada por imigrantes. Esse transporte fazia parte da antiga colônia de imigrantes italianos de Santa Felicidade.

Igreja de São Pedro concluída em 1938, no bairro de Umbará, em Curitiba. Arquitetura de inspiração italiana.

Fontes: http://www.caminhodovinho.tur.br

www.curitiba-parana.net

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Itália – Conhecendo Veneza

Assista esse vídeo que mostra Veneza, uma cidade da Itália que é diferenciada de qualquer outra:

canal: Louco por Viagens

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VERONA NA ITÁLIA

Assista esse vídeo que mostra Verona, a cidade de Romeu e Julieta que fica na Itália:

canal: Um bilhete, por favor.

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COMIDA DO EXÉRCITO DA ITÁLIA

Assista esse vídeo que mostra como é a comida do exército da Itália:

canalÁrea Secreta

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Itália propõe inserir idioma daquele país nas escolas de MT

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O Vice-Consulado Honorário da Itália em Cuiabá apresentou nesta sexta-feira (09.11), durante o evento da Primeira Missão Consular da Itália em Mato Grosso, proposta para inserir o idioma italiano no currículo das escolas estaduais. A proposta se entende para todo o sistema de ensino do Estado, o que inclui escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio e instituições de ensino superior.

O evento é realizado pelo Vice-Consulado, com o apoio do Governo de Mato Grosso e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e visa fomentar o relacionamento e estreitar laços econômicos, culturais e educacionais entre a Itália e o Estado.

O cônsul Geral da Itália em São Paulo, Filippo La Rosa, destacou que aprender o idioma italiano, que é o quarto mais falado no mundo, não contribui apenas para uma carreira profissional, mas também para oferecer oportunidades aos jovens brasileiros, como abrir portas para cursarem universidades italiana.

“O italiano cada vez mais é incluído nos setores econômicos importantes do mundo inteiro, além disso, registramos nos últimos anos um crescente interesse de jovens estrangeiros para as universidades italianas, que são excelentes e estão muito bem posicionadas nos rankings internacionais”.

Segundo o cônsul, com a globalização e um mundo hipercompetitivo a capacitação, a formação e a educação formam um conjunto imprescindível na preparação dos jovens.

A Secretária de Estado de Educação, Esporte e Lazer, Marioneide Kliemaschewsk, participou do evento e destacou alguns pontos da educação pública de Mato Grosso. Ela lembrou que a rede estadual é constituída por 768 unidades escolares, atendendo cerca de 402 mil alunos, e, atualmente, o inglês e o espanhol são as duas línguas que fazem parte do currículo nas unidades escolares.

“Quando oferecemos novas oportunidades aos jovens estamos contribuindo não só com a melhoria da qualidade da educação, mas também para a melhoria da qualidade de vida deles. E é dentro dessa perspectiva que esperamos que essa proposta se torne realidade na rede estadual, principalmente nas 40 escolas plenas, que funcionam em tempo integral”.

No entanto, segundo a secretária, é preciso que essa proposta seja discutida com a comunidade, assessorias pedagógicas, diretores e coordenadores das unidades escolares.

“Precisamos fazer os trâmites de organização, fazendo o diagnóstico junto à rede, pois uma das coisas que priorizamos no Estado é fazer com que as políticas públicas da educação sejam discutidas na coletividade”, enfatizou a secretária, acrescentando que quando a comunidade é chamada para discutir questões que envolvem as políticas públicas para a educação surte um resultado muito bom, porque ela se sente pertencente ao processo educacional.

“E pensando um pouco no município de Cuiabá, rumo aos 300 anos, já estou desenhando mentalmente um projeto pedagógico piloto em escolas de Cuiabá e Várzea Grande”, finalizou.

fonte: https://www.24horasnews.com.br/noticia/italia-propoe-inserir-idioma-daquele-pais-nas-escolas-de-mt.html

Itália detona bomba da Segunda Guerra Mundial

Bomba foi achada na cidade de Fano e evacuou 23 mil pessoas

 

A bomba da Segunda Guerra Mundial encontrada na semana passada na praia de Sassonia, na Itália, foi detonada nesta segunda-feira (19), no mar, em uma operação especial conduzida pela Marinha Militar.

A operação levou mais tempo que o previsto devido às más condições da maré, mas terminou com sucesso e a bomba foi detonada de maneira controlada.

De acordo com o prefeito de Fano, Massimo Seri, foi possível visualizar em terra a bola de fogo da explosão.

A bomba foi encontrada no dia 13 de março, na cidade de Fano, na costa leste da Itália. O artefato de 225 quilos foi achado em um canteiro e obras e acabou sendo acionado acidentalmente, levando à evacuação de 23 mil pessoas. As autoridades decidiram arrastar a bomba por cabos até o mar para ser detonada.

Fonte: http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2018/03/19/italia-detona-bomba-da-segunda-guerra-mundial/

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Qual o nível de inglês que preciso para fazer intercâmbio?

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O intercâmbio é uma excelente oportunidade para vivenciar outra cultura, fazer amigos em diferentes países, conhecer novas regiões e viajar pelo mundo. Um dos maiores atrativos é a possibilidade de aprender uma nova língua. Estudar em outro país é uma maneira divertida e eficiente de aprender um novo idioma.

Uma das línguas mais procuradas pelos intercambistas é o inglês. Entre os destinos mais desejados estão as cidades de Londres, Nova York e Sydney, lugares localizados em diferentes continentes e que apresentam ótima qualidade de vida.

A técnica de inserção, que coloca o estudante para vivenciar a cultura de outro país diariamente, é uma das melhores formas de aprender o idioma. Contudo, muitos estudantes têm dúvida em relação ao nível de inglês necessário para realizar o intercâmbio.

Podemos classificar o conhecimento em outra língua, essencialmente, em quatro níveis: básico, intermediário, avançado e fluente. As escolas de idiomas separam os alunos de acordo com este conhecimento. Dessa forma, todos os estudantes de uma sala de aula apresentam o mesmo nível no idioma e podem avançar juntos. Abaixo, saiba mais sobre essa classificação.

Níveis de inglês

Básico

Alunos no nível básico têm pouco conhecimento na língua. Sabem algumas palavras, mas não têm boa leitura ou escrita.

Intermediário

São estudantes que apresentam um nível regular de escrita e leitura. Também já apresentam um pouco de conversação.

Avançado

Quem apresenta boa leitura e escrita, compreende bem o que ouve e consegue se expressar sem muita dificuldade tem nível avançado.

Fluente

Pessoas fluentes são aquelas que têm completo domínio sobre o idioma. Conseguem escrever, ler e falar espontaneamente sem dificuldade.

Qual o nível ideal de inglês para fazer intercâmbio?

O nível ideal depende do objetivo do intercâmbio. Alguém que pretende viajar para fazer uma especialização no exterior precisa de um bom conhecimento no idioma do país. Já quem viaja com intuito de aprender a língua pode apresentar diferentes níveis de inglês.

Uma pessoa com nível básico vai adquirir toda a base necessária na escola e vai poder aproveitar para praticar o que aprender nas situações cotidianas. Quem tem conhecimento intermediário ou avançado tem a oportunidade de aperfeiçoar a fluência na língua, na escola e na convivência com pessoas nativas do país.

Por isso é importante que, no primeiro dia de aula, cada estudante faça uma prova para avaliar o seu nível de conhecimento na língua. De acordo com o resultado, o aluno é direcionado para a turma mais adequada.

Para garantir o máximo de aprendizado durante o intercâmbio, é extremamente recomendado que o estudante aproveite a oportunidade para conviver e conversar com pessoas que falem fluentemente o idioma. Quanto mais o intercambista falar e praticar, maior será o aprendizado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  http://blog.descubraomundo.com/intercambio/qual-o-nivel-de-ingles-que-preciso-para-fazer-intercambio/                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       .  Faça um orçamento sem compromisso!

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A DIVERSIDADE LINGUÍSTICA AFRICANA E SUAS HERANÇAS NA FORMAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL!

 

Com 54 países, a diversidade linguística africana impressiona. Atualmente, a África possui 2092 línguas faladas, número correspondente a nada menos que 30% dos idiomas em todo o planeta. Além das duas mil línguas, estão presentes mais oito mil dialetos. Assim, o multilinguismo é característica medular do continente. A presença de inúmeras variantes dividindo os mesmos espaços de convivência acabam por proporcionar singulares e complexas formas de enxergar e interpretar o mundo. No Brasil, pouco sabemos sobre a influência dessa diversidade linguística no português falado por nós. No entanto, antes de pensar no transporte de tais línguas para o lado de cá do oceano e as conexões então formadas, é preciso entender mais sobre suas origens e consequentemente suas diferenças.

 

 

Para que fosse possível um estudo mais aprofundado de tamanha variedade, os pesquisadores da área, tais como, R. G. Gordon Jr. e J. Greenberg, dividiram as línguas africanas em quatro grandes grupos linguísticos: línguas afro-asiáticas, línguas khoisan, línguas nilo-saarianas e línguas nigero-congolesas. Lembrando que neste caso as línguas de origem europeias e o árabe, que também estão presentes nos países africanos, não estão inclusas, sendo consideradas para o estudo apenas as línguas originárias do continente. O primeiro grupo, de línguas afro-asiáticas, também conhecidas como camito-semíticas, abriga aproximadamente 240 línguas e 285 milhões de falantes. A região de abrangência de tal grupo vai do norte da África (região do Magreb) passando pelo Sahel e pelo leste da África, extrapolando as fronteiras do continente e estando presente também no sudoeste da Ásia. O segundo grupo linguístico é formado pelas línguas khoisan. Notório pelo uso de “cliques” como fonemas e um extenso uso de consoantes, é considerado o menor grupo dos quatro, contando apenas com cinco ramificações. Entre os seus falantes estão os bosquímanos, considerado um dos primeiros grupos habitantes do planeta, hoje localizados no sudoeste da África, na região do deserto de Kalahari, abrangendo os países deBotswana, Namíbia e África do Sul; e pequenos territórios de Angola e Zâmbia. Acredita-se também, apesar de consideráveis diferenças sonoras, que línguas do grupo khoisan, embora em menor escala, também estejam presentes pontualmente na Tanzânia e no Quênia.

 

 

O terceiro grupo é composto pelas línguas nilo-saarianas, que nascem no deserto do Saara, no vale do rio Nilo e na região dos Grandes Lagos. Estuda-se que o surgimento dessas línguas é anterior ao processo de desertificação do Saara, que quando acontece, provoca grandes modificações e consequentes ramificações das línguas do grupo. No leste africano, os Maassai, Turkana e Samburu, que hoje habitam entre o Quênia e a Tanzânia, estão entre os povos falantes de tal grupo. No oeste africano, a maior ramificação é a songai (que abrange diferentes línguas), com mais de três milhões de falantes, presente na Argélia, Benim, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Por fim, o quarto grupo, e o mais diretamente ligado ao Brasil, é o das línguas nigero-congolesas, considerado o maior tanto por conta do número de falantes e de línguas, quanto à área geográfica que abrange. As línguas atuais desse quarto grupo são conhecidas pelos sistemas tonais, com diferentes níveis contrastantes de entoação. Pelo tamanho e variedade, também foi separado em duas subdivisões, as línguas nigero-congolesas, que abrangem grande parte da África ao sul do Saara, e têm como subgrupos as línguas bantu, e as línguas nigero-kordofanianas, presentes na região do Sudão.

 

 

Apesar da fartura linguística, dos 54 países que formam o continente africano, 27 possuem línguas vindas da Europa como oficiais; 18 apresentam pelo menos uma língua dos europeus entre as principais; e poucos países não possuem presença linguística europeia, são eles: Argélia, Líbia, Egito, Etiópia, Marrocos, Mauritânia, Saara Ocidental, Somália e Tunísia. No entanto, com exceção da Etiópia, tais países possuem o árabe como uma das línguas oficiais, que não é endógena ao continente africano. No caso das línguas europeias, desde a chegada dos colonizadores a ideia era ter o controle da África de diferentes formas, uma delas seria a comunicação. Para atingir o objetivo ficou decidido que o inglês, francês, espanhol e português seriam as línguas de base. A ação causou profundas mudanças na maneira de falar dos africanos nos séculos subsequentes.

 

 

O início do domínio sobre a fala ocorreu com a Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, responsável pela ocupação em África pelo Reino Unido, Bélgica, França, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha. Apenas Etiópia e Libéria permaneceram independentes politicamente. Foram séculos de exploração encerrados apenas após o fim da Segunda Guerra Mundial, que fez surgir movimentos nacionalistas e lutas pelas independências. No entanto, de acordo com Diego Barbosa Silva, mestre em línguas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor do artigo Política Linguística na África: do passado colonial ao futuro global, após as independências, as línguas europeias ganharam um novo significado no continente negro, pois ao mesmo tempo em que decidiram por utilizar a língua europeia, em muitos casos a reconstruíram, mantendo no seu uso a memória das línguas originárias de África. Para ilustrar, o autor prossegue e explica que os idiomas não são tão europeus como se pode imaginar, já que com o passar do tempo sofreram muitas influências locais. Estas influências formaram novas línguas, como o crioulo da República de Maurício e de Cabo Verde e o pidgin da Nigéria, e também novas formas de falar, utilizando as línguas locais como base e estrutura, como o português em Angola e o francês do Congo.

 

 

Para explicar melhor a realidade linguista africana, seu multilinguismo e a convivência entre línguas africanas e europeias em cada país, a pesquisadora Margarida Petter elucida em seu artigo Línguas Africanas, do curso de difusão cultural ”Introdução aos Estudos de África”, que foram associadas às línguas, diferentes funções e estatutos, sendo divididas em oficiais, nacionais e veiculares. Segundo a professora de Linguística da Universidade de São Paulo, a Língua Oficial é normalmente a falada na escola, no trabalho, na administração e na mídia. Em muitos países, a língua oficial é a língua europeia. No entanto, entre outras exceções, na África do Sul são 11 línguas consideradas oficiais; enquanto na Tanzânia e no Quênia, o suaíli divide essa função com o inglês e muitas vezes é mais utilizado do que a língua britânica. Já a Língua Nacional é, como explica a pesquisadora no artigo, “uma ou várias línguas locais escolhidas para serem descritas e normatizadas em razão de sua extensão e número de falantes, com o objetivo de serem ensinadas na escola e se tornarem uma língua oficial”. São línguas extensamente utilizadas entre familiares, amigos e na música popular. O terceiro estatuto explicado por Petter é o da Língua Veicular, que seria uma língua nacional só que falada por sujeitos de línguas diferentes e que muitas vezes tem maior número de interlocutores do que as próprias línguas oficiais; como o wolof no Senegal, o bambará no Mali, o tswana em Botswana, etc. A autora explica também que, fora tais divisões, encontram-se ainda os “dialetos”, que seriam “variedades regionais”, ou seja, “formas não-padrão de uma língua, utilizada em uma localidade com poucos locutores”.

 

 

As línguas africanas que deságuam no Brasil

Durante os 400 anos de escravidão, quase seis milhões de africanos desembarcaram de maneira forçada em terras brasileiras, trazendo com eles a resiliência e complexidade de suas línguas. A diversidade linguística do continente africano foi transportada para o Brasil, tendo participação direta na formação do português aqui falado. Entre as 2000 mil línguas existentes no continente, são as línguas nigero-congolesas que contribuem com maior força para o característico falar do brasileiro. Calcula-se que desaguaram no Brasil entre 200 e 300 línguas africanas. Entre elas, especificamente, os grupos vieram de duas regiões.

 

 

 

 

Petter, no artigo Línguas Africanas no Brasil, explica que a primeira região é o Oeste Africano, de onde vieram influências oeste-atlântica como o fulfulde e o serer (faladas na região do sahel africano); mandê como a mandinga (faladas nos países Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau); cuá como o ewe (falada em Gana, Togo e Benim) e o fon (falada em Benim e Nigéria), benuê-congo como o ioruba (falada, sobretudo, na Nigéria, mas também nos países vizinhos); e chádicas como o haussá (falada em toda região do antigo Império Songhai, que compreende o território entre o Saara, o lago Chade, o golfo da Guiné). Ainda desta região, no entanto, pertencente a outro grupo linguístico, o nilo-saariano, também temos a presença do canúri, hoje falado na Nigéria, no Níger, no Chade e nos Camarões.

 

 

Petter continua em seu artigo e elucida que o segundo local de grande contingente de línguas africanas que influenciaram o português brasileiro seria a parte sul do continente, inicialmente da costa ocidental (atuais regiões de Angola, Congo e República do Congo) e, mais tarde, da costa oriental (atual região de Moçambique). As de maior número de falantes no Brasil foram o quicongo (falado na região do antigo Reino do Congo, hoje República Popular do Congo, na República Democrática do Congo e no norte de Angola), o quimbundo (falado na região do antigo Reino Ndongo, localizado na região central angolana) e o umbundo (falado no sul de Angola e na Zâmbia).

 

 

No entanto, por que, se foram centenas as línguas que vieram do continente africano para o Brasil, sabemos tão pouco sobre elas? É importante lembrar que a colonização portuguesa, para enfraquecer e minar a resistência dos negros escravizados para cá transportados buscou desmantelar grupos linguísticos provenientes da mesma região, com objetivo de dificultar a comunicação entre os prisioneiros e assim enfraquecer organizações de revoltas. Processo que se iniciava já nos navios negreiros, onde tais línguas, por meio da mescla forçada dos povos africanos, passaram por fortes transformações e adaptações. No entanto, o desconhecimento atual não se limita a isso, mas também a uma histórica insistência eurocêntrica e preconceituosa de recusar a participação do africano e de seus descendentes na formação e construção do Brasil atual. Aceitar que nossa língua vigente é predominada de influências africanas, sejam elas na morfologia, fonologia ou pronúncia, é reconhecer não apenas uma contribuição – como algo apenas fragmentado – de África em nossa fala, mas uma participação substancial e indispensável desta na constituição da identidade brasileira.

 

 

Hoje, em nosso dicionário, mais de 1500 palavras são oriundas do continente africano, sendo 300 delas utilizadas cotidianamente pelos brasileiros: abadá, caçamba, cachaça, cachimbo, caçula, candango, canga, capanga, carimbo, caxumba, cochilar, corcunda, dengo, fubá, gibi, macaco, macumba, marimbondo, miçanga, moleque, quitanda, quitute, tanga, xingar, banguela, babaca, bunda, cafofo, cafundó, cambada, muquirana, muvuca. Estes são apenas alguns exemplos de como as centenas de línguas para o Brasil transportadas são intrínsecas ao nosso dia a dia.

 

 

Yeda Pessoa de Castro, etnolinguista e doutora em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, em seu artigo A influência das línguas africanas no português brasileiro, explica que tal influência vai além do dicionário: “Explicar o avanço do componente africano nesse processo é ter em conta a participação do negro-africano como personagem falante no desenrolar dos acontecimentos e procurar entender os fatos relevantes de ordem socioeconômica e de natureza linguística que, ao longo de quatro séculos consecutivos, favoreceram a interferência de línguas africanas na língua portuguesa, no Brasil. Isso se fez sentir em todos os setores: léxico, semântico, prosódico, sintático e, de maneira rápida e profunda, na língua falada”. As influências podem ser conferidas, conforme a autora, pelas seguintes divisões:

 

 

 

Fonte: Yeda Pessoa de Castro – “A influência das línguas africanas no português brasileiro.”

 

 

Alguns dos termos acima citados possuem claramente uma função religiosa. As religiões brasileiras, como o Candomblé, a Umbanda, entre outras, são consideradas os mais importantes meios de preservação de palavras e estruturas linguísticas de origem africana. Por resguardarem o modo de falar de seus antepassados, os terreiros prestam um indispensável serviço de conservação e perpetuação da fala. Assim, algumas palavras de origem ioruba, por exemplo, de uso comum nos rituais, como ebó (despacho), ori (cabeça), ayê (terra), ade (coroa), babalorixá (pai-de-santo), ago (licença), entre tantas outras, foram salvaguardadas e o uso de algumas delas é considerado de fundamental importância histórica, uma vez que já não estão presentes no dia a dia dos africanos.

 

 

Usando mais uma vez como base os estudos de Margarida Petter, podemos dizer que as religiões africanas – e suas lógicas culturais e linguísticas – manifestam-se no Brasil sob diferentes nomes: candomblé na Bahia, xangô em Pernambuco e Alagoas, tambor de mina no Maranhão e Pará, batuque no Rio Grande do Sul, macumba no Rio de Janeiro. A umbanda, mais recente em sua formação, além de trazer as fortes referências africanas, traz a mescla com o espiritismo e catolicismo. Além do iorubá, amplamente utilizado em rituais do candomblé de diversas “nações” (nagô-keto, jeje, angola, eve-fon), há também o uso do quicongo e do quimbundo no candomblé angola e de uma mistura de línguas mina-nagô no tambor de mina do Maranhão. Exemplo e referências que deixam claro a importância das religiões e da religiosidade para a preservação do patrimônio imaterial que se configuram os falares africanos que aportaram no Brasil.

 

 

Para além da função religiosa, Petter afirma que estes falares se preservaram enquanto “línguas especiais”, ou seja, modo de expressão oral característico de uma faixa etária ou grupo social, que possui uma função ritualística e de demarcação social. Essas línguas especiais, entendidas como “secretas”, são ainda fortemente utilizadas em comunidades rurais no Brasil, compostas por descendentes de escravizados, como Cafundó (São Paulo) e Tabatinga (Minas Gerais). Essas duas comunidades rurais caracterizam-se pelo uso de dialetos que mesclam o português com as estruturas lexicais africanas. No caso de Cafundó, a cupópia (ou língua) traz referências do quimbundo, assim como a “Gira da Tabatinga”, também conhecida como “Língua do Negro da Costa”.

 

 

Além da religião, a música, também permeada pela oralidade e pelo ritmo da fala, é também uma das principais responsáveis pela preservação das línguas que aqui aportaram, uma vez que no Brasil sempre foi atravessada pelo modo de falar do africano. Os “pontos” de terreiro, canções entoadas durante os rituais das religiões de matriz africana são um forte exemplo deste fato. Além disso, o coco, o maracatu, o jongo, entre outras manifestações populares brasileiras apresentam – e reforçam – as estruturas rítmicas e lexicais ressignificadas em nosso país. Diversos músicos e artistas se apropriaram dessas heranças e produziram grandes obras, como é o caso de Gilberto Gil, autor de canções como Babá Alapalá; de Baden Powell e Vinícius de Morais, com seus Afrosambas; e de Clara Nunes, com seu disco Claridade. No século XXI, alguns grupos como o Metá Metá, têm dado uma nova roupagem para a música negra brasileira, misturando “pontos” de terreiro e palavras de origem iorubá ao experimentalismo e inventividade musical.

 

 

Seja na música, na religião, na culinária e além, a África e suas línguas permeiam nosso cotidiano e deságuam suas influências na nossa maneira de pensar e ser, conectando africanidades e brasilidades de inúmeras e profundas formas. Reconhecer a participação essencial da estrutura linguística africana na constituição do português brasileiro é, assim, um passo para o reconhecimento mais plural da nossa identidade nacional, compreendendo o africano e seus complexos e diversos saberes como partes indissociáveis da nossa formação.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                fonte:http://www.afreaka.com.br/notas/diversidade-linguistica-africana-e-suas-herancas-na-formacao-portugues-brasil/

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