Nova modalidade de turismo: Foz do Iguaçu vira destino de casamentos

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Rede hoteleira, variedade de salões de festa, facilidade de reservar igrejas, localização geográfica e a possibilidade de casar diante das Cataratas têm atraído cada vez mais noivos e convidados para a cidade

As Cataratas do Iguaçu já serviram de cenário para muitas ocasiões: novelas, filmes, campanhas publicitárias, visitas de autoridades, de famosos e de anônimos. Recentemente, a maior sequência de quedas d´água do mundo também passou a ilustrar álbuns de casamento. Além da possibilidade de dizer o “sim” diante do cenário que é Patrimônio Natural da Humanidade, muitos casais optam por Foz do Iguaçu pela quantidade de hotéis, de salões de festa, de igrejas e pela diversidade de atrativos turísticos que podem oferecer aos convidados.

A cerimonialista Paula Soba que organiza, pelo menos, 30 casamentos por ano, na cidade, revela: “Mais da metade dos casais que atendo não são daqui. E isso inclui o envolvimento de outras 30 empresas do ramo como bufês, decoradores e fotógrafos”. A notícia de que Foz entrou para o circuito de destinos de casamentos do Brasil será apresentada na Feira Casar tá na Moda – 2018, no estande da empresa Paz Casamentos, criada há 13 anos pela cerimonialista e pelo marido Sérgio Kenji Soba. O evento será na próxima quarta-feira (15), das 10h às 23h, na Quinta das Marias. A entrada é gratuita.

Foz do Iguaçu: Destino de Casamentos

O chamado Destination Wedding já tem certa tradição em países da Europa, como a Itália, onde há, inclusive, formação específica para profissionais que atuam na área. Mas, eleger cidades como cenário de casamentos é algo relativamente novo no Brasil. “O que se percebe é que nos últimos cinco anos essa tendência tem se tornado mais forte em cidades brasileiras,” constata Paula Soba que tem contato frequente com cerimonialistas em outros estados. Foz do Iguaçu passou a integrar o circuito de destinos de casamentos no Brasil junto com cidades como Angra dos Reis/RJ, Fernando de Noronha/PE e Trancoso/BA – até então “queridinhas” dos noivos.

“Em Foz, realizamos casamento nas Cataratas, pela primeira vez, cinco anos atrás e o casal era da Inglaterra,” conta a cerimonialista. Em 2016, quando os brasileiros Murilo Pereira e a (agora) esposa, Erica Valiati decidiram casar de frente para as quedas, o desejo ainda tinha aspecto de peripécia. “Levamos quase um ano em busca de autorizações por se tratar de parque nacional,” contou Murilo. Depois disso, o setor de turismo entendeu o apelo do cenário e facilitou as coisas para os pretendentes. “Atualmente está muito mais fácil realizar este sonho,” atesta Paula Soba que complementa, “mas há muitos outros interesses que atraem casamentos para Foz. Em São Paulo, por exemplo, é preciso reservar igreja com anos de antecedência. Aqui, resolvemos isso em questão de meses”.

Novo nicho de turismo

Ser Destination Wedding é uma possibilidade bastante cobiçada pelo volume de negócios que envolve. A conta é de multiplicação: a estimativa é que noivos e convidados deixem na cidade valor até cinco vezes maior que o gasto com festa e cerimônia. O secretário de turismo de Foz do Iguaçu, Gilmar Piolla considera que esses eventos são um produto diferenciado e de qualidade que o destino oferece. “Movimentam os atrativos turísticos, os meios de hospedagem, a gastronomia, as empresas organizadoras de eventos, enfim, um conjunto de mais de 50 atividades econômicas”, pontuou o secretário.

Localização estratégica

O acesso a Foz do Iguaçu pode ser feito por três aeroportos internacionais, já que a cidade está na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Além disso, por estar no interior do estado do Paraná, o município oferece ainda outro benefício: o de ser economicamente mais viável. Um casamento para 200 convidados, com serviço exclusivo, decoração e banda custa, em média, R$ 70 mil reais. Em capitais, esse valor pode chegar ao dobro, segundo comentam os noivos que procuram a Paz Casamentos. Foi o caso da consultora de imagens Sara Regina Külzer e do marido dela, o administrador Fabio Seiki Ishitani, que se casaram em maio, na fronteira.

Ela morava em São Paulo (capital) e ele em Uberlândia/MG, portanto havia uma questão geográfica a ser resolvida: “Nossa escolha foi bastante motivada pela logística,” disse Sara. Além disso, eles tinham convidados espalhados por várias cidades: Curitiba, São Paulo e Uberlândia, além de os familiares residirem no Paraná. “Sempre gostamos muito de viajar pra Foz pela rede hoteleira, pela parte gastronômica na Argentina, pela beleza natural, pelas compras no Paraguai, enfim, pensamos que seria também uma oportunidade de os nossos convidados conhecerem melhor a cidade,” explicou ela. Sara e Fabio não optaram por casar em frente às Cataratas, mas decidiram passar os primeiros dias da lua de mel dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

O jornalista Murilo Pereira e a consultora de estilo, Erica Valiati, casal que realizou o sonho de receber a benção diante das quedas dois anos atrás, teve até as alianças abençoadas com água do rio Iguaçu. “Isso não é exclusividade para os iguaçuenses ou para alguém da região. Quem deseja ter um casamento diferente deve buscar isso!”, recomenda Murilo. “A gente revê as fotos e sempre se emociona ao lembrar daquele momento no altar, olhando as quedas atrás da juíza de paz, algo tão espetacular como as Cataratas servindo de pano de fundo para um momento tão especial!”, relembra.

fonte: https://www.radioculturafoz.com.br/2018/08/10/nova-modalidade-de-turismo-foz-do-iguacu-vira-destino-de-casamentos/

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Cresce o movimento de turistas norte-americanos em Foz do Iguaçu

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O visto eletrônico impulsionou a visitação de norte-americanos em Foz do Iguaçu. A medida, que entrou em vigor em janeiro, já refletiu em 31,75% no aumento de turistas dos Estados Unidos no Parque Nacional do Iguaçu no primeiro semestre de 2018.

Nos seis primeiros meses do ano passado, 11.961 americanos visitaram o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) , onde estão localizadas as Cataratas do Iguaçu. Já de janeiro a junho deste ano, 15.763 estiveram nas Cataratas do Iguaçu, uma das 7 Maravilhas Mundiais da Natureza.

O movimento deste semestre, impulsionado pelo visto, já representa 67,3% do total de visitantes dos Estados Unidos em todo ano passado. Em 2017, 23.432 turistas americanos passaram pelo destino.

“São números expressivos que mostram uma resposta muito positiva ao visto eletrônico por parte do mercado norte-americano. Agora é arregaçar as mangas, firmar boas parcerias com agências de viagens, e investir em campanhas de divulgação e promoção para atrair mais turistas ao Brasil e a Foz do Iguaçu”, afirma o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos, Gilmar Piolla.

Os Estados Unidos estão em segundo lugar no ranking de turistas que visitam o Brasil, ficando atrás somente da Argentina. O país mantém a sexta posição no ranking de nacionalidades, de acordo com dados do PNI.

A visita ao Parque Nacional do Iguaçu é considerada tendência mundial para o ano de 2018, conforme relatórios das maiores plataformas de viajantes do mundo na internet, entre elas o TripAdvisor, Expedia e Skyscanner.

Visto Eletrônico

O visto brasileiro pode ser adquirido por alguns turistas estrangeiros de forma eletrônica, o processo dura em média 72 horas, antes levava até seis meses. A medida faz parte do Brasil Turismo, do Ministério do Turismo.

Desde novembro de 2017 cidadãos da Austrália tem acesso ao programa e a partir de janeiro desse ano, Canadá, Estados Unidos e Japão também podem pedir o visto eletrônico.

fonte: https://foz.portaldacidade.com/noticias/turismo/cresce-o-movimento-de-turistas-norte-americanos-em-foz-do-iguacu

Foz do Iguaçu: Marco das Três Fronteiras registra crescimento de 124% em movimento

A região de Foz do Iguaçu mantém seu crescimento de turistas durante 2018, registrando alta na preferência dos viajantes nos primeiros meses do ano. Um de seus atrativos turísticos, o Marco das Três Fronteiras, recebeu 35.220 pessoas em fevereiro, um acréscimo de 124%.

“O turista encontra em Foz do Iguaçu uma diversidade de atrativos, colocando o nosso destino entre os mais procurados por brasileiros e estrangeiros no país. O Marco das Três Fronteiras faz parte do leque de experiências que o visitante tem na cidade. O atrativo vem agradando moradores e viajantes e a prova disso é o recorde de visitantes”, afirmou o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos, Gilmar Piolla.

O Parque Nacional do Iguaçu também se manteve em alta, recebendo 151.929 turistas no mês de fevereiro, 12% a mais em comparação com o mesmo período de 2017. Outra atração em crescimento foi o Parque das Aves, destino de 59.953 turistas no mês passado, um aumento de 10%.

A previsão é que de os feriados da Semana Santa atraiam mais turistas para a região, superando os números de 2017. São esperados mais de 27 mil visitantes ao Parque Nacional e 80% de ocupação na área hoteleira.

Fonte: https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/destinos/foz-do-iguacu-marco-das-tres-fronteiras-registra-crescimento-de-124-em-movimento/

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Foz do Iguaçu recebe a maior roda-gigante itinerante do Brasil

Moradores e turistas que visitarem o Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu, a partir deste sábado (27) contarão com uma nova atração turística: uma roda-gigante.

  • Foz do Iguaçu e os encantos da Tríplice Fronteira

A atração tem 27 metros de altura e conta com 18 cabines fechadas com capacidade para transportar até 108 pessoas simultaneamente –sendo seis por gôndola. Há cabines especiais para cadeirantes.

Do alto será possível ter uma vista panorâmica da região para contemplar o encontro dos rios Paraná e Iguaçu e do obelisco que marca as fronteiras entre Brasil, Argentina e Paraguai.

O equipamento de fabricação italiana é de última geração. À noite, o colorido das luzes de LED, espalhados por toda a estrutura, faz da roda-gigante um grande espetáculo de cores, brilho e magia.

A roda-gigante conta ainda com um sistema de segurança contra ventos acima de 60 km/h. Caso identifique condições climáticas desfavoráveis, o brinquedo faz um travamento de segurança, baixando lentamente todas as cabines, para que as pessoas possam sair.

Fonte:https://catracalivre.com.br/geral/roteiro/indicacao/foz-do-iguacu-recebe-maior-roda-gigante-itinerante-do-brasil/

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Qual o nível de inglês que preciso para fazer intercâmbio?

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O intercâmbio é uma excelente oportunidade para vivenciar outra cultura, fazer amigos em diferentes países, conhecer novas regiões e viajar pelo mundo. Um dos maiores atrativos é a possibilidade de aprender uma nova língua. Estudar em outro país é uma maneira divertida e eficiente de aprender um novo idioma.

Uma das línguas mais procuradas pelos intercambistas é o inglês. Entre os destinos mais desejados estão as cidades de Londres, Nova York e Sydney, lugares localizados em diferentes continentes e que apresentam ótima qualidade de vida.

A técnica de inserção, que coloca o estudante para vivenciar a cultura de outro país diariamente, é uma das melhores formas de aprender o idioma. Contudo, muitos estudantes têm dúvida em relação ao nível de inglês necessário para realizar o intercâmbio.

Podemos classificar o conhecimento em outra língua, essencialmente, em quatro níveis: básico, intermediário, avançado e fluente. As escolas de idiomas separam os alunos de acordo com este conhecimento. Dessa forma, todos os estudantes de uma sala de aula apresentam o mesmo nível no idioma e podem avançar juntos. Abaixo, saiba mais sobre essa classificação.

Níveis de inglês

Básico

Alunos no nível básico têm pouco conhecimento na língua. Sabem algumas palavras, mas não têm boa leitura ou escrita.

Intermediário

São estudantes que apresentam um nível regular de escrita e leitura. Também já apresentam um pouco de conversação.

Avançado

Quem apresenta boa leitura e escrita, compreende bem o que ouve e consegue se expressar sem muita dificuldade tem nível avançado.

Fluente

Pessoas fluentes são aquelas que têm completo domínio sobre o idioma. Conseguem escrever, ler e falar espontaneamente sem dificuldade.

Qual o nível ideal de inglês para fazer intercâmbio?

O nível ideal depende do objetivo do intercâmbio. Alguém que pretende viajar para fazer uma especialização no exterior precisa de um bom conhecimento no idioma do país. Já quem viaja com intuito de aprender a língua pode apresentar diferentes níveis de inglês.

Uma pessoa com nível básico vai adquirir toda a base necessária na escola e vai poder aproveitar para praticar o que aprender nas situações cotidianas. Quem tem conhecimento intermediário ou avançado tem a oportunidade de aperfeiçoar a fluência na língua, na escola e na convivência com pessoas nativas do país.

Por isso é importante que, no primeiro dia de aula, cada estudante faça uma prova para avaliar o seu nível de conhecimento na língua. De acordo com o resultado, o aluno é direcionado para a turma mais adequada.

Para garantir o máximo de aprendizado durante o intercâmbio, é extremamente recomendado que o estudante aproveite a oportunidade para conviver e conversar com pessoas que falem fluentemente o idioma. Quanto mais o intercambista falar e praticar, maior será o aprendizado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  http://blog.descubraomundo.com/intercambio/qual-o-nivel-de-ingles-que-preciso-para-fazer-intercambio/                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       .  Faça um orçamento sem compromisso!

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A DIVERSIDADE LINGUÍSTICA AFRICANA E SUAS HERANÇAS NA FORMAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL!

 

Com 54 países, a diversidade linguística africana impressiona. Atualmente, a África possui 2092 línguas faladas, número correspondente a nada menos que 30% dos idiomas em todo o planeta. Além das duas mil línguas, estão presentes mais oito mil dialetos. Assim, o multilinguismo é característica medular do continente. A presença de inúmeras variantes dividindo os mesmos espaços de convivência acabam por proporcionar singulares e complexas formas de enxergar e interpretar o mundo. No Brasil, pouco sabemos sobre a influência dessa diversidade linguística no português falado por nós. No entanto, antes de pensar no transporte de tais línguas para o lado de cá do oceano e as conexões então formadas, é preciso entender mais sobre suas origens e consequentemente suas diferenças.

 

 

Para que fosse possível um estudo mais aprofundado de tamanha variedade, os pesquisadores da área, tais como, R. G. Gordon Jr. e J. Greenberg, dividiram as línguas africanas em quatro grandes grupos linguísticos: línguas afro-asiáticas, línguas khoisan, línguas nilo-saarianas e línguas nigero-congolesas. Lembrando que neste caso as línguas de origem europeias e o árabe, que também estão presentes nos países africanos, não estão inclusas, sendo consideradas para o estudo apenas as línguas originárias do continente. O primeiro grupo, de línguas afro-asiáticas, também conhecidas como camito-semíticas, abriga aproximadamente 240 línguas e 285 milhões de falantes. A região de abrangência de tal grupo vai do norte da África (região do Magreb) passando pelo Sahel e pelo leste da África, extrapolando as fronteiras do continente e estando presente também no sudoeste da Ásia. O segundo grupo linguístico é formado pelas línguas khoisan. Notório pelo uso de “cliques” como fonemas e um extenso uso de consoantes, é considerado o menor grupo dos quatro, contando apenas com cinco ramificações. Entre os seus falantes estão os bosquímanos, considerado um dos primeiros grupos habitantes do planeta, hoje localizados no sudoeste da África, na região do deserto de Kalahari, abrangendo os países deBotswana, Namíbia e África do Sul; e pequenos territórios de Angola e Zâmbia. Acredita-se também, apesar de consideráveis diferenças sonoras, que línguas do grupo khoisan, embora em menor escala, também estejam presentes pontualmente na Tanzânia e no Quênia.

 

 

O terceiro grupo é composto pelas línguas nilo-saarianas, que nascem no deserto do Saara, no vale do rio Nilo e na região dos Grandes Lagos. Estuda-se que o surgimento dessas línguas é anterior ao processo de desertificação do Saara, que quando acontece, provoca grandes modificações e consequentes ramificações das línguas do grupo. No leste africano, os Maassai, Turkana e Samburu, que hoje habitam entre o Quênia e a Tanzânia, estão entre os povos falantes de tal grupo. No oeste africano, a maior ramificação é a songai (que abrange diferentes línguas), com mais de três milhões de falantes, presente na Argélia, Benim, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Por fim, o quarto grupo, e o mais diretamente ligado ao Brasil, é o das línguas nigero-congolesas, considerado o maior tanto por conta do número de falantes e de línguas, quanto à área geográfica que abrange. As línguas atuais desse quarto grupo são conhecidas pelos sistemas tonais, com diferentes níveis contrastantes de entoação. Pelo tamanho e variedade, também foi separado em duas subdivisões, as línguas nigero-congolesas, que abrangem grande parte da África ao sul do Saara, e têm como subgrupos as línguas bantu, e as línguas nigero-kordofanianas, presentes na região do Sudão.

 

 

Apesar da fartura linguística, dos 54 países que formam o continente africano, 27 possuem línguas vindas da Europa como oficiais; 18 apresentam pelo menos uma língua dos europeus entre as principais; e poucos países não possuem presença linguística europeia, são eles: Argélia, Líbia, Egito, Etiópia, Marrocos, Mauritânia, Saara Ocidental, Somália e Tunísia. No entanto, com exceção da Etiópia, tais países possuem o árabe como uma das línguas oficiais, que não é endógena ao continente africano. No caso das línguas europeias, desde a chegada dos colonizadores a ideia era ter o controle da África de diferentes formas, uma delas seria a comunicação. Para atingir o objetivo ficou decidido que o inglês, francês, espanhol e português seriam as línguas de base. A ação causou profundas mudanças na maneira de falar dos africanos nos séculos subsequentes.

 

 

O início do domínio sobre a fala ocorreu com a Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, responsável pela ocupação em África pelo Reino Unido, Bélgica, França, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha. Apenas Etiópia e Libéria permaneceram independentes politicamente. Foram séculos de exploração encerrados apenas após o fim da Segunda Guerra Mundial, que fez surgir movimentos nacionalistas e lutas pelas independências. No entanto, de acordo com Diego Barbosa Silva, mestre em línguas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor do artigo Política Linguística na África: do passado colonial ao futuro global, após as independências, as línguas europeias ganharam um novo significado no continente negro, pois ao mesmo tempo em que decidiram por utilizar a língua europeia, em muitos casos a reconstruíram, mantendo no seu uso a memória das línguas originárias de África. Para ilustrar, o autor prossegue e explica que os idiomas não são tão europeus como se pode imaginar, já que com o passar do tempo sofreram muitas influências locais. Estas influências formaram novas línguas, como o crioulo da República de Maurício e de Cabo Verde e o pidgin da Nigéria, e também novas formas de falar, utilizando as línguas locais como base e estrutura, como o português em Angola e o francês do Congo.

 

 

Para explicar melhor a realidade linguista africana, seu multilinguismo e a convivência entre línguas africanas e europeias em cada país, a pesquisadora Margarida Petter elucida em seu artigo Línguas Africanas, do curso de difusão cultural ”Introdução aos Estudos de África”, que foram associadas às línguas, diferentes funções e estatutos, sendo divididas em oficiais, nacionais e veiculares. Segundo a professora de Linguística da Universidade de São Paulo, a Língua Oficial é normalmente a falada na escola, no trabalho, na administração e na mídia. Em muitos países, a língua oficial é a língua europeia. No entanto, entre outras exceções, na África do Sul são 11 línguas consideradas oficiais; enquanto na Tanzânia e no Quênia, o suaíli divide essa função com o inglês e muitas vezes é mais utilizado do que a língua britânica. Já a Língua Nacional é, como explica a pesquisadora no artigo, “uma ou várias línguas locais escolhidas para serem descritas e normatizadas em razão de sua extensão e número de falantes, com o objetivo de serem ensinadas na escola e se tornarem uma língua oficial”. São línguas extensamente utilizadas entre familiares, amigos e na música popular. O terceiro estatuto explicado por Petter é o da Língua Veicular, que seria uma língua nacional só que falada por sujeitos de línguas diferentes e que muitas vezes tem maior número de interlocutores do que as próprias línguas oficiais; como o wolof no Senegal, o bambará no Mali, o tswana em Botswana, etc. A autora explica também que, fora tais divisões, encontram-se ainda os “dialetos”, que seriam “variedades regionais”, ou seja, “formas não-padrão de uma língua, utilizada em uma localidade com poucos locutores”.

 

 

As línguas africanas que deságuam no Brasil

Durante os 400 anos de escravidão, quase seis milhões de africanos desembarcaram de maneira forçada em terras brasileiras, trazendo com eles a resiliência e complexidade de suas línguas. A diversidade linguística do continente africano foi transportada para o Brasil, tendo participação direta na formação do português aqui falado. Entre as 2000 mil línguas existentes no continente, são as línguas nigero-congolesas que contribuem com maior força para o característico falar do brasileiro. Calcula-se que desaguaram no Brasil entre 200 e 300 línguas africanas. Entre elas, especificamente, os grupos vieram de duas regiões.

 

 

 

 

Petter, no artigo Línguas Africanas no Brasil, explica que a primeira região é o Oeste Africano, de onde vieram influências oeste-atlântica como o fulfulde e o serer (faladas na região do sahel africano); mandê como a mandinga (faladas nos países Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau); cuá como o ewe (falada em Gana, Togo e Benim) e o fon (falada em Benim e Nigéria), benuê-congo como o ioruba (falada, sobretudo, na Nigéria, mas também nos países vizinhos); e chádicas como o haussá (falada em toda região do antigo Império Songhai, que compreende o território entre o Saara, o lago Chade, o golfo da Guiné). Ainda desta região, no entanto, pertencente a outro grupo linguístico, o nilo-saariano, também temos a presença do canúri, hoje falado na Nigéria, no Níger, no Chade e nos Camarões.

 

 

Petter continua em seu artigo e elucida que o segundo local de grande contingente de línguas africanas que influenciaram o português brasileiro seria a parte sul do continente, inicialmente da costa ocidental (atuais regiões de Angola, Congo e República do Congo) e, mais tarde, da costa oriental (atual região de Moçambique). As de maior número de falantes no Brasil foram o quicongo (falado na região do antigo Reino do Congo, hoje República Popular do Congo, na República Democrática do Congo e no norte de Angola), o quimbundo (falado na região do antigo Reino Ndongo, localizado na região central angolana) e o umbundo (falado no sul de Angola e na Zâmbia).

 

 

No entanto, por que, se foram centenas as línguas que vieram do continente africano para o Brasil, sabemos tão pouco sobre elas? É importante lembrar que a colonização portuguesa, para enfraquecer e minar a resistência dos negros escravizados para cá transportados buscou desmantelar grupos linguísticos provenientes da mesma região, com objetivo de dificultar a comunicação entre os prisioneiros e assim enfraquecer organizações de revoltas. Processo que se iniciava já nos navios negreiros, onde tais línguas, por meio da mescla forçada dos povos africanos, passaram por fortes transformações e adaptações. No entanto, o desconhecimento atual não se limita a isso, mas também a uma histórica insistência eurocêntrica e preconceituosa de recusar a participação do africano e de seus descendentes na formação e construção do Brasil atual. Aceitar que nossa língua vigente é predominada de influências africanas, sejam elas na morfologia, fonologia ou pronúncia, é reconhecer não apenas uma contribuição – como algo apenas fragmentado – de África em nossa fala, mas uma participação substancial e indispensável desta na constituição da identidade brasileira.

 

 

Hoje, em nosso dicionário, mais de 1500 palavras são oriundas do continente africano, sendo 300 delas utilizadas cotidianamente pelos brasileiros: abadá, caçamba, cachaça, cachimbo, caçula, candango, canga, capanga, carimbo, caxumba, cochilar, corcunda, dengo, fubá, gibi, macaco, macumba, marimbondo, miçanga, moleque, quitanda, quitute, tanga, xingar, banguela, babaca, bunda, cafofo, cafundó, cambada, muquirana, muvuca. Estes são apenas alguns exemplos de como as centenas de línguas para o Brasil transportadas são intrínsecas ao nosso dia a dia.

 

 

Yeda Pessoa de Castro, etnolinguista e doutora em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, em seu artigo A influência das línguas africanas no português brasileiro, explica que tal influência vai além do dicionário: “Explicar o avanço do componente africano nesse processo é ter em conta a participação do negro-africano como personagem falante no desenrolar dos acontecimentos e procurar entender os fatos relevantes de ordem socioeconômica e de natureza linguística que, ao longo de quatro séculos consecutivos, favoreceram a interferência de línguas africanas na língua portuguesa, no Brasil. Isso se fez sentir em todos os setores: léxico, semântico, prosódico, sintático e, de maneira rápida e profunda, na língua falada”. As influências podem ser conferidas, conforme a autora, pelas seguintes divisões:

 

 

 

Fonte: Yeda Pessoa de Castro – “A influência das línguas africanas no português brasileiro.”

 

 

Alguns dos termos acima citados possuem claramente uma função religiosa. As religiões brasileiras, como o Candomblé, a Umbanda, entre outras, são consideradas os mais importantes meios de preservação de palavras e estruturas linguísticas de origem africana. Por resguardarem o modo de falar de seus antepassados, os terreiros prestam um indispensável serviço de conservação e perpetuação da fala. Assim, algumas palavras de origem ioruba, por exemplo, de uso comum nos rituais, como ebó (despacho), ori (cabeça), ayê (terra), ade (coroa), babalorixá (pai-de-santo), ago (licença), entre tantas outras, foram salvaguardadas e o uso de algumas delas é considerado de fundamental importância histórica, uma vez que já não estão presentes no dia a dia dos africanos.

 

 

Usando mais uma vez como base os estudos de Margarida Petter, podemos dizer que as religiões africanas – e suas lógicas culturais e linguísticas – manifestam-se no Brasil sob diferentes nomes: candomblé na Bahia, xangô em Pernambuco e Alagoas, tambor de mina no Maranhão e Pará, batuque no Rio Grande do Sul, macumba no Rio de Janeiro. A umbanda, mais recente em sua formação, além de trazer as fortes referências africanas, traz a mescla com o espiritismo e catolicismo. Além do iorubá, amplamente utilizado em rituais do candomblé de diversas “nações” (nagô-keto, jeje, angola, eve-fon), há também o uso do quicongo e do quimbundo no candomblé angola e de uma mistura de línguas mina-nagô no tambor de mina do Maranhão. Exemplo e referências que deixam claro a importância das religiões e da religiosidade para a preservação do patrimônio imaterial que se configuram os falares africanos que aportaram no Brasil.

 

 

Para além da função religiosa, Petter afirma que estes falares se preservaram enquanto “línguas especiais”, ou seja, modo de expressão oral característico de uma faixa etária ou grupo social, que possui uma função ritualística e de demarcação social. Essas línguas especiais, entendidas como “secretas”, são ainda fortemente utilizadas em comunidades rurais no Brasil, compostas por descendentes de escravizados, como Cafundó (São Paulo) e Tabatinga (Minas Gerais). Essas duas comunidades rurais caracterizam-se pelo uso de dialetos que mesclam o português com as estruturas lexicais africanas. No caso de Cafundó, a cupópia (ou língua) traz referências do quimbundo, assim como a “Gira da Tabatinga”, também conhecida como “Língua do Negro da Costa”.

 

 

Além da religião, a música, também permeada pela oralidade e pelo ritmo da fala, é também uma das principais responsáveis pela preservação das línguas que aqui aportaram, uma vez que no Brasil sempre foi atravessada pelo modo de falar do africano. Os “pontos” de terreiro, canções entoadas durante os rituais das religiões de matriz africana são um forte exemplo deste fato. Além disso, o coco, o maracatu, o jongo, entre outras manifestações populares brasileiras apresentam – e reforçam – as estruturas rítmicas e lexicais ressignificadas em nosso país. Diversos músicos e artistas se apropriaram dessas heranças e produziram grandes obras, como é o caso de Gilberto Gil, autor de canções como Babá Alapalá; de Baden Powell e Vinícius de Morais, com seus Afrosambas; e de Clara Nunes, com seu disco Claridade. No século XXI, alguns grupos como o Metá Metá, têm dado uma nova roupagem para a música negra brasileira, misturando “pontos” de terreiro e palavras de origem iorubá ao experimentalismo e inventividade musical.

 

 

Seja na música, na religião, na culinária e além, a África e suas línguas permeiam nosso cotidiano e deságuam suas influências na nossa maneira de pensar e ser, conectando africanidades e brasilidades de inúmeras e profundas formas. Reconhecer a participação essencial da estrutura linguística africana na constituição do português brasileiro é, assim, um passo para o reconhecimento mais plural da nossa identidade nacional, compreendendo o africano e seus complexos e diversos saberes como partes indissociáveis da nossa formação.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                fonte:http://www.afreaka.com.br/notas/diversidade-linguistica-africana-e-suas-herancas-na-formacao-portugues-brasil/

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O sistema educacional na Alemanha!!

A estrutura do sistema de ensino da Alemanha difere muito da brasileira. Cada Estado tem autonomia sobre o seu sistema educacional que, dentro dos 16 Estados alemães, pode variar muito. A obrigatoriedade escolar, todavia, começa aos seis anos para toda a Alemanha.
Toda criança a partir dos 3 anos de idade tem, por lei, seu lugar garantido no jardim da infância (Kindergarten). Normalmente, o jardim da infância é mantido pelos pais, que pagam uma mensalidade de acordo com o rendimento familiar, independente se o estabelecimento é público ou privado. Muitos deles são mantidos por igrejas e/ou iniciativas particulares que, nas cidades pequenas, exercem grande influencia sobre a comunidade.

Para garantir um lugar no jardim da infância perto de sua residência, o governo aconselha aos pais a iniciarem a procura meses antes da época da criança começar a frequentar as aulas.

Alguns Estados oferecem às crianças um ano de preparação para o ensino fundamental, isto é, através de brincadeiras educativas, a criança aumenta seu conhecimento da língua alemã para a sua iniciação na escola (Grundschule).

Uma curiosidade no primeiro dia de aula do ensino fundamental, é a Schultüte, um cone colorido cheio de presentes e doces para.as criancas. O gesto incentiva a ida para a escola e ajuda a tornar o primeiro dia de aula mais prazeroso.
As escolas alemãs no Brasil também seguem esse costume. A tradiçao é fortemente passada para os alunos que em muitos casos são filhos de expatriados alemães que moram principalmente em São Paulo. As escolas oferecem salas separadas para o aprendizado em alemão e em português.

Ensino fundamental (Grundschule) – O ensino fundamental na Alemanha é público, gratuito e tem duração de quatro ou seis anos, dependendo do Estado. Em sua maioria a criança frequenta o “curso primário” da primeira à quarta série, sempre meio período. Recentemente, voltou a ter destaque na mídia alemã a discussão sobre modificar das 7:00 para 9:00 horas o horário de início das aulas para que as crianças apresentem um melhor rendimento.
O ano letivo na Alemanha, diferentemente do que ocorre no Brasil, tem início em agosto.

Escolas secundárias e ensino médio – Ao encerrar o ensino fundamental, as crianças começam a ser orientadas para sua vida profissional e são encaminhadas para as chamadas escolas secundárias. A decisão da melhor opção de escola secundária é tomada pelos professores juntamente com os pais, de acordo com o desempenho da criança no ensino fundamental. A opção da escola pode ser, se necessário, modificada.

As escolas secundárias são de três tipos: Hauptschule, Realschule e Gymnasium.

Na Hauptschule, os alunos recebem uma formação geral básica que normalmente tem duração de cinco a seis anos. Após sua conclusão, o aluno está habilitado a frequentar um curso nas escolas profissionalizantes (Berufschulen), para exercer um ofício na indústria ou na agricultura.

A Realschule, assim como a Hauptschule, também oferece uma formação geral básica, com a diferença de habilitar aos cursos mais adiantados nas escolas profissionalizantes. Normalmente tem duração de seis anos.

O Gymnasium, que tem duração de nove anos, propicia uma formação mais aprofundada. Concluindo o Gymnasium, o aluno podera obter o certificado chamadoAbitur, que habilita o jovem a frequentar um curso em uma universidade de sua escolha, de acordo com suas notas. Isto é, os alunos com as melhores notas têm preferência nas faculdades e nas escolhas de profissões mais especializadas, como por exemplo, medicina. O sistema de notas nas escolas alemãs é bem diferente em relacão ao Brasil: As notas variam de 1 a 6, sendo 1 a melhor nota.
O diploma Abitur pode ser comparado ao Vestibular brasileiro.

Nas escolas profissionalizantes (Berufschulen) o jovem é preparado para o exercício de uma profissão oficialmente reconhecida. A formação teórica se dá na escola através das aulas, um a dois dias por semana; a formação prática é feita no posto de trabalho (empresa ou oficina), três dias por semana. Os cursos têm duração de dois a três anos e o estágio é remunerado, sobretudo para os jovens vindos da Hauptschule e da Realschule. Há muitos casos de alunos que cursaram o Gymnasiun e possuem o diploma Abitur, que optam por uma formação deste tipo.

O sistema educacional na Alemanha, em relação ao Brasil, apresenta uma grande vantagem: o ensino gratuito. Muitos estudantes estrangeiros são atraídos pelas universidades que abrem suas portas e oferecem cursos em inglês para aqueles que não dominam o alemão. Apesar de uma decisão judicial recente permitir que os Estados cobrem taxas de estudantes nas universidades, ainda acredita-se na importância de misturar nas salas de aula, várias nacionalidades com diferentes expectativas políticas, sociais, culturais e econômicas.

A internacionalizacão do sistema de ensino alemão ainda é uma questão de grandes discussões entre acadêmicos e especialistas em educação.                                                                                                                                                                                                                                                    fonte:http://www.conteudoescola.com.br/colunistas-conteudo-escola/54/170-o-sistema-educacional-na-alemanha

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