Belo Horizonte recebeu mais de 200 mil pessoas no período junino

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Belo Horizonte viveu o maior Arraial de sua história. Em um mês de programação junina na cidade a Belotur contabilizou mais de 200 mil pessoas participantes nos cerca de 250 eventos da programação associada do Arraial de Belo Horizonte. Em pesquisa realizada pela Belotur, por meio do Observatório do Turismo, a movimentação financeira neste ano chegou a R$ 2,74 milhões. Outro dado que vale a pena ressaltar é o aumento do gasto médio diário no Arraial de Belo Horizonte na Praça da Estação, que chegou a R$ 30,50, aproximadamente 27% maior do que 2017, que alcançou R$ 24.

“O Arraial de Belo Horizonte é, sem sombras de dúvidas, um dos maiores eventos da cidade e a prova disso é o número significativo de festejos juninos promovidos durante o período oficial, além de toda movimentação econômica que gira em torno da festa. Estamos agregando e valorizando as festas juninas da cidade e, com isso, aquecendo a cadeia produtiva, gerando emprego e renda e promovendo o destino turístico Belo Horizonte, que está entre os cinco mais importantes do país quando o assunto é Arraial”, comenta Aluizer Malab, presidente da Belotur.

fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/destinos/belo-horizonte-recebeu-mais-de-200-mil-pessoas-no-periodo-junino/

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Refugiados sírios apostam na gastronomia para recomeçar a vida em Belo Horizonte

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Com um português impecável, Khaled Tomeh anuncia na porta de sua loja, no Mercado Central de Belo Horizonte: “Comida árabe artesanal, quibes, esfirras, patês, pães sírios, doces. Nada industrial. Artesanatos e temperos da Síria”. “Posso sair do país, mas não posso deixar o país sair do meu coração”, contou Tomeh, natural de Homs, cidade destruída pela guerra civil. Ele e outros refugiados sírios apostaram na gastronomia e na cultural do país para recomeçar a vida na capital mineira.

Depois de vender quentinhas por um tempo, Tomeh abriu uma loja há cerca de um ano em um dos locais mais tradicionais de Belo Horizonte. “Ele representa a tradição de Minas Gerais, a tradição de BH. E o que a gente quer representar também é a tradição da Síria, a tradição do Oriente Médio”, destacou. Ele faz questão de dizer que o preparo na Baity Delícias Árabes é exatamente como o feito na Síria.

“Quibe com catupiry não existe, desculpa. Esfirra de ricota não existe, a gente não faz. Só fazemos como feito lá”, brinca Tomeh.

Foi no fim de julho de 2014 que o sírio se mudou para o Brasil com a mulher, a mãe e a com o irmão. De lá pra cá, Yasmin nasceu e o casal espera agora a chegada de Clarisse. “É certo nosso futuro aqui no Brasil. Minha filha é brasileira. A gente olha o Brasil como nosso país agora. Mas sempre liga para pessoas lá, vê as coisas e graças a Deus as coisas estão melhorando”, contou.

Khaled Tomeh abriu uma loja no Mercado Central de BH com produtos tradicionais sírios (Foto: Pedro Ângelo/G1)Khaled Tomeh abriu uma loja no Mercado Central de BH com produtos tradicionais sírios (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Khaled Tomeh abriu uma loja no Mercado Central de BH com produtos tradicionais sírios (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Khaled Tomeh explica que tenta ajudar a Síria, mesmo estando no Brasil. Segundo ele, muitos produtos são importados do seu país. “Estamos importando tudo da Síria, para manter originalidade e para ajudar o nosso povo lá a construir a vida deles, a construir o país de novo, porque a gente acha uma obrigação nossa, uma missão nossa de ajudar a nossa terra, a nosso povo a construir o que foi destruído pela guerra”, falou.

Na loja de Khaled, além das comidas típicas, há vários artesanatos trazidos da Síria. “Eu visitei a Síria ano passado e trouxe mais coisas. Todos esses artesanatos e temperos vêm de lá mesmo para manter a originalidade”, destacou.

Tempero especial

Na mesma região, outro estabelecimento resgata a cultura e a gastronomia da Síria, na Rua Paraíba, na Savassi. John Eshak, de 24 anos, e Elian Sokkar, de 30, são amigos e chegaram no Brasil também em 2014. Eles abriram o Sítio Sírio e já expandiram o espaço.

“Às vezes eles vêm aqui e comem um quibe e levam dez pra casa. Então é um sinal que a comida é boa”, brinca Eshak, que nasceu em Damasco, capital da Síria.

Já Elian Sokkar, que é natural de Hama, destaca que o que cativou o cliente brasileiro foi o falafel com um tempero especial feito por eles. “Esse bolinho tem um segredo grande. O tempero dele é especial. É muito bom. Acho que ninguém vai conseguir fazer igual o tempero desse bolinho”, contou. E o sírio não revela a receita em hipótese alguma. “Segredo nosso. Tempero especial do Sítio Sírio”, brinca.

John Eshak e Elian Sokkar são amigos sírios e chegaram em BH em 2014 (Foto: Pedro Ângelo/G1)John Eshak e Elian Sokkar são amigos sírios e chegaram em BH em 2014 (Foto: Pedro Ângelo/G1)

John Eshak e Elian Sokkar são amigos sírios e chegaram em BH em 2014 (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Os dois se mudaram para Belo Horizonte à procura de um futuro melhor. Eles viajaram para o Líbano, onde fizeram um pedido de visto para o Brasil. Quando chegaram à capital mineira, os dois contaram com a ajuda do amigo de uma parente.

Inicialmente, eles trabalharam em um empório libanês na capital. “Aprendemos a língua no trabalho, compramos livros para aprender. E aí ficamos trabalhando direto para pagar o aluguel, até acostumar com o Brasil. Gostamos e ficamos até agora”, disse Sokkar. “Os mineiros gostam de ajudar”, completou Eshak.

PF Árabe

Abboud Dabbas, de 27 anos, também gostou da recepção dos mineiros. Ele e o irmão desembarcaram no Brasil também há quatro anos.

“Quando eu cheguei, os brasileiros me receberam muito bem. Estou dentro de uma família. Aqui todo mundo me trata bem, os amigos, amigos do trabalho, do prédio, de visita, todo mundo trata bem. Fazem muita força para me ajudar a falar, aprender o idioma, o sistema do país. Eles agora são minha família”, reconheceu.

Natural de Homs, o sírio abriu uma lanchonete na Avenida Brasil, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul. Dabbas e o irmão apostaram no PF árabe com espeto de kafta para chamar a atenção dos belo-horizontinos.

Abboud Dabbas apostou no prato feito para chamar a atenção dos brasileiros (Foto: Pedro Ângelo/G1)Abboud Dabbas apostou no prato feito para chamar a atenção dos brasileiros (Foto: Pedro Ângelo/G1)

Abboud Dabbas apostou no prato feito para chamar a atenção dos brasileiros (Foto: Pedro Ângelo/G1)

“Aqui no Brasil, a cultura árabe é famosa, os brasileiros gostam muito. Eu quis fazer uma coisa que mostra a comida da Síria mesmo. A gente lá gosta muito de arroz com lentilha, uma cebolinha. A gente fez uma coisa diferente que é o prato feito aqui, ideia do meu irmão, e depois eu completei a ideia. (…) Eu acho que a primeira ideia em BH. É com espeto de kafta. Ele é maravilhoso”, orgulha-se.

Além do prato feito, a lanchonete tem diversas pastas e doces sírios, que incluem opções com geleia de damasco, castanha de pistache e massa de gergelim.

Saudade

Khaled Tomeh diz que não tem palavras para explicar a saudade que sente do seu país. Ele conta que a mudança não é fácil para todos. Para o empresário, muitas pessoas que nascerem e cresceram na Síria não se acostumam com as diferenças culturais.

“Eu queria conseguir trazer todo mundo pra cá. Mas também não é tão fácil, algumas pessoas a gente conseguiu trazer e não conseguiram adaptar”, relatou.

Abboud Dabbas também não esconde a saudade e diz que pretende trazer os seus pais para conhecer o Brasil. “Estou morrendo de saudade para visitar lá. Olhar as terras. Tem muita saudade. Mas se Deus quiser vou trazer os meus pais pra cá. (…) Aqui é um país maravilhoso”, declarou o sírio.

fonte: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2018/07/29/refugiados-sirios-apostam-na-gastronomia-para-recomecar-a-vida-em-belo-horizonte.ghtml

Projeto Nadando na Frente chega a Belo Horizonte

O nadador Kaio Márcio é o novo padrinho do Projeto Nadando na Frente e será o responsável por receber a próxima etapa do projeto. Belo Horizonte será a sétima cidade do país, terceiro estado a se integrar na ação que já colocou mais de 5 mil crianças na prática da natação.

Kaio Márcio além da carreira de nadador que já lhe levou a quatro Jogos Olímpicos e segue em atividade no Minas Tênis Clube comanda o Centro Aquático Kaio Márcio, um complexo de piscinas que funcionam dentro do Barroca Tênis Clube na capital mineira.

“Um projeto que vem para facilitar a inclusão social na natação. Fazendo bonito há 13 anos, fico muito lisonjeado em poder contribuir um pouco mais para a natação do nosso país”, declarou Kaio Márcio.

O Projeto Nadando na Frente foi recentemente homenageado pela Câmara dos Vereadores de Ribeirão Preto em reconhecimento ao benefício que tem sido oferecido a população. Atualmente, além de Ribeirão, o projeto está nas cidades de Orlândia, Pirassununga, Salesópolis, Jaú e Maringá.

Fonte: http://www.bestswim.com.br/2018/03/12/projeto-nadando-na-frente-chega-a-belo-horizonte/

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Casa Fiat de Cultura terá palestra sobre Gabriele D’Annunzio

Evento em Belo Horizonte faz parte da série “Quartas Italianas”

O expoente mais emblemático do decadentismo italiano, Gabriele D’Annunzio (1863-1938), será tema da palestraque abrirá a nova edição das “Quartas Italianas na Casa Fiat de Cultura”, em Belo Horizonte (MG), no dia 15 de março, às 19h30.

Riccardo Cassoli, especialista em literatura italiana e professor da Fundação Torino Escola Internacional, apresenta, na palestra “Gabriele D’Annunzio: um expoente da literatura que norteou a sociedade italiana dos séculos 19 e 20″, como os estereótipos criados pelo dramaturgo se tornaram um modelo imitado em todos os campos da vida nacional.

A conferência, que será em italiano com tradução simultânea, terá entrada gratuita, mas sujeita à lotação do espaço (250 lugares). Essa é a quinta edição do programa “Quartas Italianas na Casa Fiat de Cultura”, que, desde 2015, apresenta palestras gratuitas de especialistas em arte, história, música e literatura italiana.

Até hoje, quase 2 mil pessoas participaram da iniciativa. “Por meio da parceria entre cultura e educação, buscamos tornar mais acessível o conhecimento sobre relevantes temáticas e importantes artistas que fazem parte da cultura italiana, mas que influenciaram o pensamento e o contexto artístico mundiais”, diz o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira.

Além de saber mais sobre o impacto da obra de D’Annunzio na sociedade europeia dos séculos 19 e 20, o público também conhecerá outros temas essenciais da história italiana, como o Fascismo, com o professor de filosofia Giuseppe Ferraro, e o Futurismo, com o especialista em história da arte Luciano Sepulveda.

As “Quartas Italianas” são uma parceria da Casa Fiat com a Fundação Torino e o Consulado Italiano em Belo Horizonte e contam com apoio do Ministério da Cultura. A palestra começará às 19h30, no endereço Praça da Liberdade, número 10, quarto andar. Mais informações estão disponíveis no site http://www.casafiatdecultura.com.br.

Fonte:http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2017/03/13/casa-fiat-de-cultura-tera-palestra-sobre-gabriele-dannunzio/?from_rss=analise-economica

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Qual o nível de inglês que preciso para fazer intercâmbio?

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O intercâmbio é uma excelente oportunidade para vivenciar outra cultura, fazer amigos em diferentes países, conhecer novas regiões e viajar pelo mundo. Um dos maiores atrativos é a possibilidade de aprender uma nova língua. Estudar em outro país é uma maneira divertida e eficiente de aprender um novo idioma.

Uma das línguas mais procuradas pelos intercambistas é o inglês. Entre os destinos mais desejados estão as cidades de Londres, Nova York e Sydney, lugares localizados em diferentes continentes e que apresentam ótima qualidade de vida.

A técnica de inserção, que coloca o estudante para vivenciar a cultura de outro país diariamente, é uma das melhores formas de aprender o idioma. Contudo, muitos estudantes têm dúvida em relação ao nível de inglês necessário para realizar o intercâmbio.

Podemos classificar o conhecimento em outra língua, essencialmente, em quatro níveis: básico, intermediário, avançado e fluente. As escolas de idiomas separam os alunos de acordo com este conhecimento. Dessa forma, todos os estudantes de uma sala de aula apresentam o mesmo nível no idioma e podem avançar juntos. Abaixo, saiba mais sobre essa classificação.

Níveis de inglês

Básico

Alunos no nível básico têm pouco conhecimento na língua. Sabem algumas palavras, mas não têm boa leitura ou escrita.

Intermediário

São estudantes que apresentam um nível regular de escrita e leitura. Também já apresentam um pouco de conversação.

Avançado

Quem apresenta boa leitura e escrita, compreende bem o que ouve e consegue se expressar sem muita dificuldade tem nível avançado.

Fluente

Pessoas fluentes são aquelas que têm completo domínio sobre o idioma. Conseguem escrever, ler e falar espontaneamente sem dificuldade.

Qual o nível ideal de inglês para fazer intercâmbio?

O nível ideal depende do objetivo do intercâmbio. Alguém que pretende viajar para fazer uma especialização no exterior precisa de um bom conhecimento no idioma do país. Já quem viaja com intuito de aprender a língua pode apresentar diferentes níveis de inglês.

Uma pessoa com nível básico vai adquirir toda a base necessária na escola e vai poder aproveitar para praticar o que aprender nas situações cotidianas. Quem tem conhecimento intermediário ou avançado tem a oportunidade de aperfeiçoar a fluência na língua, na escola e na convivência com pessoas nativas do país.

Por isso é importante que, no primeiro dia de aula, cada estudante faça uma prova para avaliar o seu nível de conhecimento na língua. De acordo com o resultado, o aluno é direcionado para a turma mais adequada.

Para garantir o máximo de aprendizado durante o intercâmbio, é extremamente recomendado que o estudante aproveite a oportunidade para conviver e conversar com pessoas que falem fluentemente o idioma. Quanto mais o intercambista falar e praticar, maior será o aprendizado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  http://blog.descubraomundo.com/intercambio/qual-o-nivel-de-ingles-que-preciso-para-fazer-intercambio/                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       .  Faça um orçamento sem compromisso!

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Falar duas línguas atrasa o Alzheimer!!!

Uma série de estudos vem comprovando que o domínio de mais de um idioma ajuda a combater a doença. O mais recente deles mostra que pessoas bilíngues diagnosticadas com a doença levaram quase cinco anos a mais para sofrer com os sintomas.                                                                                

CB/D.A Press
Aprendizagem de um idioma pode ser mais eficaz que outras estratégias de ‘malhação mental’ (foto: CB/D.A Press)

Aprender um novo idioma abre inúmeras oportunidades: ler livros no original, conhecer outros países com desenvoltura, ganhar pontos no currículo… Mas há um benefício que, talvez, supere todos os outros: ser bilíngue atrasa em mais de quatro anos os sintomas de demências, incluindo o Alzheimer, em pacientes que sofrem desse mal. Pesquisas têm demonstrado o potencial que o aprendizado de uma linguagem traz para a cognição e a memória. A mais recente, realizada na Bélgica, corroborou essa teoria.

Uma equipe de psicólogos e neurologistas da Universidade de Ghent analisou o histórico médico de 134 pessoas diagnosticadas com a doença de Alzheimer, sendo que 65 delas eram bilíngues. Entre as que falavam apenas um idioma, a demência se manifestou, em média, aos 71,5 anos. No segundo grupo, os primeiros sinais do problema surgiram aos 76,1 anos. Essa diferença também apareceu na idade em que os indivíduos receberam o diagnóstico oficial: 72,5 contra 77,3 anos.

“O bilinguismo foi a única variável que demonstrou um efeito no atraso da manifestação dos sintomas. Diferentemente de outros estudos, no nosso, alguns fatores, como estresse associado à profissão e privação de sono, não tiveram peso significativo”, esclarece a psicóloga Evy Woumans, principal autora de um artigo sobre a pesquisa, publicado no jornal Bilingualism: language and cognition. “O que esses novos estudos estão indicando é que falar mais de um idioma atua como elemento de proteção da mente, em termos de declínio da cognição e da memória”, afirma.

Densidade Segundo Andrea Chiang, pesquisador de psicologia da linguagem da Universidade Quest, no Canadá, numerosos estudos descobriram que uma das melhores formas de adiar a deterioração da mente é mantê-la em atividade, seja jogando sudoku, fazendo palavras cruzadas ou lendo livros. Para ele, não há tanta diferença entre se empenhar nessas atividades ou entrar para um curso de idiomas. “O cérebro é um músculo que precisa se exercitar, como qualquer outro. Todas as atividades mentais estimulam o cérebro e constroem uma espécie de reserva cognitiva, mesmo quando o declínio físico já está aí”, afirma ele.

Evy Woumans, no entanto, sustenta que há bons motivos para acreditar que a aprendizagem de um idioma pode ser mais eficaz que outras estratégias de “malhação mental”. “Estudos de imagem já mostraram que quem fala duas línguas apresenta maior densidade de matéria cinzenta e branca no cérebro, comparado a pessoas da mesma idade que só falam o idioma materno. Esses estudos fornecem uma base neural para uma potencial vantagem do bilinguismo na reserva cerebral, à medida que o declínio cognitivo é associado à diminuição da integridade da matéria branca e à redução no volume de massa cinzenta”, afirma. De acordo com ela, uma nova linha de pesquisa, ainda muito recente para produzir resultados certeiros, tem indicado que o aprendizado de uma segunda língua, inclusive, traz um incremento para a plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade que o órgão tem de se adaptar e se renovar.

O linguista e professor de literatura inglesa Hans Bak, da Universidade de Nijmegen, na Holanda, publicou há alguns anos um estudo que, assim como o dos colegas belgas, indicou que o bilinguismo retarda os sintomas do Alzheimer. Na pesquisa, ele constatou que tanto essa forma de demência quanto outro tipo de declínio cognitivo podem ser atenuados pelo fato de se falar duas línguas ou mais. “Esse conhecimento de idiomas teve o efeito mais dramático em pessoas diagnosticadas com demência do lobo frontotemporal, que compromete a memória e o comportamento de uma forma progressiva e muito séria”, diz. Saber mais de uma língua atrasou em até seis anos os sinais do problema. “É importante destacar que não é o número de idiomas que conta. Você pode falar quatro ou duas línguas, o efeito é o mesmo”, diz.

ProjeçõesA Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 35,6 milhões de pessoas no mundo sofram de demência, com 7,7 milhões de novos casos anualmente. Como, na Índia, o problema aparentemente será maior, com 10 milhões de pacientes em 2100, segundo projeções, o Departamento Indiano de Ciência e Tecnologia financiou um grande estudo para detectar fatores de proteção da mente. O bilinguismo foi o principal, contou Suvarna Alladi, neurologista do Instituto Nizam de Ciências Médicas em Hyderabad, na Índia.

Por meio da assessoria de imprensa do jornal Neurology, no qual publicou o resultado de uma pesquisa sobre esse tema, a médica relatou que, em seu país, a demência ocupa o posto de um dos mais sérios problemas de saúde pública. “Como muitas pessoas lá podem falar fluentemente dois ou mais idiomas em seu dia a dia, nos traz certo alívio saber que temos esse fator de proteção. Fizemos, então, um estudo para verificar se idiomas com raízes muito distintas da língua materna trazem maior benefício para a mente. Percebemos que, sim, quanto mais distintos esses idiomas, maior o potencial de poupar o cérebro de declínios futuros”, diz.

Para Hans Bak, contudo, esse não é um fator tão relevante. “Já vi alguns pesquisadores argumentarem isso, mas não vejo essa importância toda na questão da distância linguística. Temos de aguardar mais estudos a respeito para chegar a uma conclusão mais contundente”, afirma. O linguista conta que outra curiosidade dos cientistas diz respeito à idade que se começam os estudos. “Há um interesse em saber se as habilidades cognitivas podem ser retidas de forma similares se a pessoa aprende o segundo idioma apenas na segunda metade da vida. Ainda não temos estudos sobre o tópico, mas meu palpite é de que o benefício para a mente é igual, não importa quando se começou a estudar o idioma”, diz.
Nova técnica de detecção
Mudanças nas conexões cerebrais visíveis no exame de ressonância magnética funcional podem representar um biomarcador de imagem da doença de Alzheimer, segundo estudo apresentado na semana passada no encontro anual da Sociedade Radiológica da América do Norte. Embora não exista cura para o problema, acredita-se que tratamentos preventivos podem ser efetivos antes de o paciente ser diagnosticado.

Até agora, os esforços de detecção precoce têm se focado no nível de beta-amiloide circulante no organismo. Essa proteína aparece em quantidades anormais em pessoas com Alzheimer e pode ser encontrada no líquido cefalorraquidiano, substância que circula no cérebro e na medula espinhal. Mas o novo estudo se debruçou sobre a estrutura das conexões de neurônios na massa branca do cérebro.
A equipe de pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, analisou 102 pacientes que participam de um estudo nacional chamado Iniciativa de Neuroimagem da Doença de Alzheimer. Essas pessoas se submeteram ao exame de imagem de difusão, um tipo de ressonância que verifica a integridade da matéria branca do cérebro, ao medir a facilidade de a água se mover pelos sulcos existentes nela. “Sabe-se que a água prefere se mover por regiões bem definidas no cérebro, o que faz desse exame uma ferramenta excedente para avaliar a estrutura da matéria branca”, disse, em um comunicado, Jeffrey W. Prescott, radiologista de Duke.

Os pesquisadores correlacionaram mudanças na estrutura da matéria branca com os resultados obtidos pelo exame do PET scan, técnica que mede a quantidade de placas beta-amiloides no cérebro. Constatou-se que quanto maior o acúmulo da proteína, mais fraca é a conexão estrutural nas cinco áreas pesquisadas. Ou seja, o novo exame mostrou-se eficaz para detectar a presença do Alzheimer. “Tradicionalmente, acredita-se que a doença produza os efeitos cognitivos adversos por danificar a massa cinzenta, onde a maior parte das células nervosas está concentrada”, diz Prescott. “Mas esse estudo sugere que o depósito amiloide na matéria cinzenta está associado a problemas nas conexões que ocorrem na matéria branca, essencial para conduzir mensagens por meio de bilhões de células nervosas”, acrescenta .                                                                                                                      fonnte;http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2014/12/11/noticias-saude,191031/Espanglish oferece aulas particulares de inglês, espanhol e outros idiomas para você!!!!!

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A DIVERSIDADE LINGUÍSTICA AFRICANA E SUAS HERANÇAS NA FORMAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL!

 

Com 54 países, a diversidade linguística africana impressiona. Atualmente, a África possui 2092 línguas faladas, número correspondente a nada menos que 30% dos idiomas em todo o planeta. Além das duas mil línguas, estão presentes mais oito mil dialetos. Assim, o multilinguismo é característica medular do continente. A presença de inúmeras variantes dividindo os mesmos espaços de convivência acabam por proporcionar singulares e complexas formas de enxergar e interpretar o mundo. No Brasil, pouco sabemos sobre a influência dessa diversidade linguística no português falado por nós. No entanto, antes de pensar no transporte de tais línguas para o lado de cá do oceano e as conexões então formadas, é preciso entender mais sobre suas origens e consequentemente suas diferenças.

 

 

Para que fosse possível um estudo mais aprofundado de tamanha variedade, os pesquisadores da área, tais como, R. G. Gordon Jr. e J. Greenberg, dividiram as línguas africanas em quatro grandes grupos linguísticos: línguas afro-asiáticas, línguas khoisan, línguas nilo-saarianas e línguas nigero-congolesas. Lembrando que neste caso as línguas de origem europeias e o árabe, que também estão presentes nos países africanos, não estão inclusas, sendo consideradas para o estudo apenas as línguas originárias do continente. O primeiro grupo, de línguas afro-asiáticas, também conhecidas como camito-semíticas, abriga aproximadamente 240 línguas e 285 milhões de falantes. A região de abrangência de tal grupo vai do norte da África (região do Magreb) passando pelo Sahel e pelo leste da África, extrapolando as fronteiras do continente e estando presente também no sudoeste da Ásia. O segundo grupo linguístico é formado pelas línguas khoisan. Notório pelo uso de “cliques” como fonemas e um extenso uso de consoantes, é considerado o menor grupo dos quatro, contando apenas com cinco ramificações. Entre os seus falantes estão os bosquímanos, considerado um dos primeiros grupos habitantes do planeta, hoje localizados no sudoeste da África, na região do deserto de Kalahari, abrangendo os países deBotswana, Namíbia e África do Sul; e pequenos territórios de Angola e Zâmbia. Acredita-se também, apesar de consideráveis diferenças sonoras, que línguas do grupo khoisan, embora em menor escala, também estejam presentes pontualmente na Tanzânia e no Quênia.

 

 

O terceiro grupo é composto pelas línguas nilo-saarianas, que nascem no deserto do Saara, no vale do rio Nilo e na região dos Grandes Lagos. Estuda-se que o surgimento dessas línguas é anterior ao processo de desertificação do Saara, que quando acontece, provoca grandes modificações e consequentes ramificações das línguas do grupo. No leste africano, os Maassai, Turkana e Samburu, que hoje habitam entre o Quênia e a Tanzânia, estão entre os povos falantes de tal grupo. No oeste africano, a maior ramificação é a songai (que abrange diferentes línguas), com mais de três milhões de falantes, presente na Argélia, Benim, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Por fim, o quarto grupo, e o mais diretamente ligado ao Brasil, é o das línguas nigero-congolesas, considerado o maior tanto por conta do número de falantes e de línguas, quanto à área geográfica que abrange. As línguas atuais desse quarto grupo são conhecidas pelos sistemas tonais, com diferentes níveis contrastantes de entoação. Pelo tamanho e variedade, também foi separado em duas subdivisões, as línguas nigero-congolesas, que abrangem grande parte da África ao sul do Saara, e têm como subgrupos as línguas bantu, e as línguas nigero-kordofanianas, presentes na região do Sudão.

 

 

Apesar da fartura linguística, dos 54 países que formam o continente africano, 27 possuem línguas vindas da Europa como oficiais; 18 apresentam pelo menos uma língua dos europeus entre as principais; e poucos países não possuem presença linguística europeia, são eles: Argélia, Líbia, Egito, Etiópia, Marrocos, Mauritânia, Saara Ocidental, Somália e Tunísia. No entanto, com exceção da Etiópia, tais países possuem o árabe como uma das línguas oficiais, que não é endógena ao continente africano. No caso das línguas europeias, desde a chegada dos colonizadores a ideia era ter o controle da África de diferentes formas, uma delas seria a comunicação. Para atingir o objetivo ficou decidido que o inglês, francês, espanhol e português seriam as línguas de base. A ação causou profundas mudanças na maneira de falar dos africanos nos séculos subsequentes.

 

 

O início do domínio sobre a fala ocorreu com a Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, responsável pela ocupação em África pelo Reino Unido, Bélgica, França, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha. Apenas Etiópia e Libéria permaneceram independentes politicamente. Foram séculos de exploração encerrados apenas após o fim da Segunda Guerra Mundial, que fez surgir movimentos nacionalistas e lutas pelas independências. No entanto, de acordo com Diego Barbosa Silva, mestre em línguas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor do artigo Política Linguística na África: do passado colonial ao futuro global, após as independências, as línguas europeias ganharam um novo significado no continente negro, pois ao mesmo tempo em que decidiram por utilizar a língua europeia, em muitos casos a reconstruíram, mantendo no seu uso a memória das línguas originárias de África. Para ilustrar, o autor prossegue e explica que os idiomas não são tão europeus como se pode imaginar, já que com o passar do tempo sofreram muitas influências locais. Estas influências formaram novas línguas, como o crioulo da República de Maurício e de Cabo Verde e o pidgin da Nigéria, e também novas formas de falar, utilizando as línguas locais como base e estrutura, como o português em Angola e o francês do Congo.

 

 

Para explicar melhor a realidade linguista africana, seu multilinguismo e a convivência entre línguas africanas e europeias em cada país, a pesquisadora Margarida Petter elucida em seu artigo Línguas Africanas, do curso de difusão cultural ”Introdução aos Estudos de África”, que foram associadas às línguas, diferentes funções e estatutos, sendo divididas em oficiais, nacionais e veiculares. Segundo a professora de Linguística da Universidade de São Paulo, a Língua Oficial é normalmente a falada na escola, no trabalho, na administração e na mídia. Em muitos países, a língua oficial é a língua europeia. No entanto, entre outras exceções, na África do Sul são 11 línguas consideradas oficiais; enquanto na Tanzânia e no Quênia, o suaíli divide essa função com o inglês e muitas vezes é mais utilizado do que a língua britânica. Já a Língua Nacional é, como explica a pesquisadora no artigo, “uma ou várias línguas locais escolhidas para serem descritas e normatizadas em razão de sua extensão e número de falantes, com o objetivo de serem ensinadas na escola e se tornarem uma língua oficial”. São línguas extensamente utilizadas entre familiares, amigos e na música popular. O terceiro estatuto explicado por Petter é o da Língua Veicular, que seria uma língua nacional só que falada por sujeitos de línguas diferentes e que muitas vezes tem maior número de interlocutores do que as próprias línguas oficiais; como o wolof no Senegal, o bambará no Mali, o tswana em Botswana, etc. A autora explica também que, fora tais divisões, encontram-se ainda os “dialetos”, que seriam “variedades regionais”, ou seja, “formas não-padrão de uma língua, utilizada em uma localidade com poucos locutores”.

 

 

As línguas africanas que deságuam no Brasil

Durante os 400 anos de escravidão, quase seis milhões de africanos desembarcaram de maneira forçada em terras brasileiras, trazendo com eles a resiliência e complexidade de suas línguas. A diversidade linguística do continente africano foi transportada para o Brasil, tendo participação direta na formação do português aqui falado. Entre as 2000 mil línguas existentes no continente, são as línguas nigero-congolesas que contribuem com maior força para o característico falar do brasileiro. Calcula-se que desaguaram no Brasil entre 200 e 300 línguas africanas. Entre elas, especificamente, os grupos vieram de duas regiões.

 

 

 

 

Petter, no artigo Línguas Africanas no Brasil, explica que a primeira região é o Oeste Africano, de onde vieram influências oeste-atlântica como o fulfulde e o serer (faladas na região do sahel africano); mandê como a mandinga (faladas nos países Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau); cuá como o ewe (falada em Gana, Togo e Benim) e o fon (falada em Benim e Nigéria), benuê-congo como o ioruba (falada, sobretudo, na Nigéria, mas também nos países vizinhos); e chádicas como o haussá (falada em toda região do antigo Império Songhai, que compreende o território entre o Saara, o lago Chade, o golfo da Guiné). Ainda desta região, no entanto, pertencente a outro grupo linguístico, o nilo-saariano, também temos a presença do canúri, hoje falado na Nigéria, no Níger, no Chade e nos Camarões.

 

 

Petter continua em seu artigo e elucida que o segundo local de grande contingente de línguas africanas que influenciaram o português brasileiro seria a parte sul do continente, inicialmente da costa ocidental (atuais regiões de Angola, Congo e República do Congo) e, mais tarde, da costa oriental (atual região de Moçambique). As de maior número de falantes no Brasil foram o quicongo (falado na região do antigo Reino do Congo, hoje República Popular do Congo, na República Democrática do Congo e no norte de Angola), o quimbundo (falado na região do antigo Reino Ndongo, localizado na região central angolana) e o umbundo (falado no sul de Angola e na Zâmbia).

 

 

No entanto, por que, se foram centenas as línguas que vieram do continente africano para o Brasil, sabemos tão pouco sobre elas? É importante lembrar que a colonização portuguesa, para enfraquecer e minar a resistência dos negros escravizados para cá transportados buscou desmantelar grupos linguísticos provenientes da mesma região, com objetivo de dificultar a comunicação entre os prisioneiros e assim enfraquecer organizações de revoltas. Processo que se iniciava já nos navios negreiros, onde tais línguas, por meio da mescla forçada dos povos africanos, passaram por fortes transformações e adaptações. No entanto, o desconhecimento atual não se limita a isso, mas também a uma histórica insistência eurocêntrica e preconceituosa de recusar a participação do africano e de seus descendentes na formação e construção do Brasil atual. Aceitar que nossa língua vigente é predominada de influências africanas, sejam elas na morfologia, fonologia ou pronúncia, é reconhecer não apenas uma contribuição – como algo apenas fragmentado – de África em nossa fala, mas uma participação substancial e indispensável desta na constituição da identidade brasileira.

 

 

Hoje, em nosso dicionário, mais de 1500 palavras são oriundas do continente africano, sendo 300 delas utilizadas cotidianamente pelos brasileiros: abadá, caçamba, cachaça, cachimbo, caçula, candango, canga, capanga, carimbo, caxumba, cochilar, corcunda, dengo, fubá, gibi, macaco, macumba, marimbondo, miçanga, moleque, quitanda, quitute, tanga, xingar, banguela, babaca, bunda, cafofo, cafundó, cambada, muquirana, muvuca. Estes são apenas alguns exemplos de como as centenas de línguas para o Brasil transportadas são intrínsecas ao nosso dia a dia.

 

 

Yeda Pessoa de Castro, etnolinguista e doutora em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, em seu artigo A influência das línguas africanas no português brasileiro, explica que tal influência vai além do dicionário: “Explicar o avanço do componente africano nesse processo é ter em conta a participação do negro-africano como personagem falante no desenrolar dos acontecimentos e procurar entender os fatos relevantes de ordem socioeconômica e de natureza linguística que, ao longo de quatro séculos consecutivos, favoreceram a interferência de línguas africanas na língua portuguesa, no Brasil. Isso se fez sentir em todos os setores: léxico, semântico, prosódico, sintático e, de maneira rápida e profunda, na língua falada”. As influências podem ser conferidas, conforme a autora, pelas seguintes divisões:

 

 

 

Fonte: Yeda Pessoa de Castro – “A influência das línguas africanas no português brasileiro.”

 

 

Alguns dos termos acima citados possuem claramente uma função religiosa. As religiões brasileiras, como o Candomblé, a Umbanda, entre outras, são consideradas os mais importantes meios de preservação de palavras e estruturas linguísticas de origem africana. Por resguardarem o modo de falar de seus antepassados, os terreiros prestam um indispensável serviço de conservação e perpetuação da fala. Assim, algumas palavras de origem ioruba, por exemplo, de uso comum nos rituais, como ebó (despacho), ori (cabeça), ayê (terra), ade (coroa), babalorixá (pai-de-santo), ago (licença), entre tantas outras, foram salvaguardadas e o uso de algumas delas é considerado de fundamental importância histórica, uma vez que já não estão presentes no dia a dia dos africanos.

 

 

Usando mais uma vez como base os estudos de Margarida Petter, podemos dizer que as religiões africanas – e suas lógicas culturais e linguísticas – manifestam-se no Brasil sob diferentes nomes: candomblé na Bahia, xangô em Pernambuco e Alagoas, tambor de mina no Maranhão e Pará, batuque no Rio Grande do Sul, macumba no Rio de Janeiro. A umbanda, mais recente em sua formação, além de trazer as fortes referências africanas, traz a mescla com o espiritismo e catolicismo. Além do iorubá, amplamente utilizado em rituais do candomblé de diversas “nações” (nagô-keto, jeje, angola, eve-fon), há também o uso do quicongo e do quimbundo no candomblé angola e de uma mistura de línguas mina-nagô no tambor de mina do Maranhão. Exemplo e referências que deixam claro a importância das religiões e da religiosidade para a preservação do patrimônio imaterial que se configuram os falares africanos que aportaram no Brasil.

 

 

Para além da função religiosa, Petter afirma que estes falares se preservaram enquanto “línguas especiais”, ou seja, modo de expressão oral característico de uma faixa etária ou grupo social, que possui uma função ritualística e de demarcação social. Essas línguas especiais, entendidas como “secretas”, são ainda fortemente utilizadas em comunidades rurais no Brasil, compostas por descendentes de escravizados, como Cafundó (São Paulo) e Tabatinga (Minas Gerais). Essas duas comunidades rurais caracterizam-se pelo uso de dialetos que mesclam o português com as estruturas lexicais africanas. No caso de Cafundó, a cupópia (ou língua) traz referências do quimbundo, assim como a “Gira da Tabatinga”, também conhecida como “Língua do Negro da Costa”.

 

 

Além da religião, a música, também permeada pela oralidade e pelo ritmo da fala, é também uma das principais responsáveis pela preservação das línguas que aqui aportaram, uma vez que no Brasil sempre foi atravessada pelo modo de falar do africano. Os “pontos” de terreiro, canções entoadas durante os rituais das religiões de matriz africana são um forte exemplo deste fato. Além disso, o coco, o maracatu, o jongo, entre outras manifestações populares brasileiras apresentam – e reforçam – as estruturas rítmicas e lexicais ressignificadas em nosso país. Diversos músicos e artistas se apropriaram dessas heranças e produziram grandes obras, como é o caso de Gilberto Gil, autor de canções como Babá Alapalá; de Baden Powell e Vinícius de Morais, com seus Afrosambas; e de Clara Nunes, com seu disco Claridade. No século XXI, alguns grupos como o Metá Metá, têm dado uma nova roupagem para a música negra brasileira, misturando “pontos” de terreiro e palavras de origem iorubá ao experimentalismo e inventividade musical.

 

 

Seja na música, na religião, na culinária e além, a África e suas línguas permeiam nosso cotidiano e deságuam suas influências na nossa maneira de pensar e ser, conectando africanidades e brasilidades de inúmeras e profundas formas. Reconhecer a participação essencial da estrutura linguística africana na constituição do português brasileiro é, assim, um passo para o reconhecimento mais plural da nossa identidade nacional, compreendendo o africano e seus complexos e diversos saberes como partes indissociáveis da nossa formação.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                fonte:http://www.afreaka.com.br/notas/diversidade-linguistica-africana-e-suas-herancas-na-formacao-portugues-brasil/

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