10 melhores pratos da Itália

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1. Lasanha (Lasagna)

Essa maravilha da gastronomia italiana (o que é contestado pelos ingleses) é quase sempre uma bomba calórica. Mas não tem como resistir. O sabor mais comum de lasanha é a que, no Brasil, chamamos de bolonhesa: leva carne moída, massa, molho de tomate e muito queijo. Em todo o mundo existem centenas de tipos e variações de receitas de lasanha. Já vi lasanhas de calabresa, frango, bacalhau, com variados tipos de queijo e até lasanha vegetariana, por exemplo, de berinjela. Essa lindeza da foto acima em comi em Veneza, e me lembro até hoje de cada garfada.

2. Pizza

A origem da pizza é disputada por egípcios, hebreus e outros povos. Mas uma coisa ninguém contesta: foi na Itália, especialmente na cidade de Nápoles, que ela se desenvolveu e foram criados os melhores sabores e técnicas de preparo. Na foto acima você vê uma legítima pizza napolitana, de borda grossa e cobertura seguindo as regras da AVPN. Esse é o tipo mais comum de pizza na Itália. Mesmo com diferentes tipos de pizza consagrados em países com forte imigração italiana, como Brasil, Estados Unidos e Argentina, o alimento continua sendo símbolo italiano.


3. Bisteca Fiorentina (Bistecca alla fiorentina)

Típica da região da Toscana, especialmente na capital, Florença, a Bisteca Fiorentina já entrou em diversos rankings de melhores carnes do mundo. Extraído de vacas da raça italiana Chianina, o corte da bisteca fiorentina engloba o que no Brasil conhecemos como filé mignon, contra filé e alcatra. A carne deve ser assada e, segundo a tradição, acompanhada de vinho Chianti, também de origem toscana. Pra saber onde comer e preços dessa essa iguaria em Florença, recomendo ler o blog Rafa Pelo Mundo, que narrou com detalhes a experiência.

4. Macarrão à Bolonhesa (Tagliatelle al ragu)

Conhecida pelo apelido de “A Gorda”, a cidade de Bolonha produziu algumas das melhores comidas típicas da Itália. O mais famosos desses pratos é o tagliatelle al ragu: aquela massa achatada, com molho de ragu de carne. Mas, cá entre nós, eu comi este Bolonhesa em Bolonha em não gostei. Bom mesmo é a versão brasileira do prato, com espaguete barato e fartura de molho de tomate com carne moída. De preferência com queijo ralado por cima.

5. Risoto, o pequeno arroz (Risotto)

Como falei no post Mapa da Gastronomia Italiana, cada parte do país tem seus pratos característicos. No caso da Lombardia, cuja capital é Milão, a principal invenção gastronômica é o risoto. No sentido literal, a palavra risoto significa “pequeno arroz”, como explica o site da PUC. Assim como pizzas e lasanhas, o risoto ganhou centenas (talvez milhares) de sabores. Já vi risoto de calabresa, de fungos, de tomate seco, de costela e até um criativo risoto de pequi, no estado de Goiás. Mas sem dúvidas o mais famoso é o “risotto alla milanese”, à base de açafrão.

6. Arancino ou Arancina

Direto da Sicília para a nossa seleção de melhores comidas típicas da Itália, o arancino é basicamente um bolinho de arroz recheado e frito. O recheio mais comum é molho de ragu de carne. Também pode ser de tomate, queijo, ervilha, manteiga, berinjela e outros sabores. Tem a receita no blog Itália para Brasileiros. Se quer conhecer mais pratos tradicionais da Sicília, dá uma olhada no blog As Distâncias, que fez uma seleção incluindo sanduíches e sobremesas sicilianos, como o próprio cannoli, doce imortalizado em fala de O Poderoso Chefão.

7. Ossobuco

Também originário da Lombardia, no norte da Itália, o Ossobuco vem de um corte considerado pouco nobre: músculo da perna traseira do boi. Pra ficar macio e suculento, soltando o tutano do interior do osso, deve ser cozido durante horas, num molho com vinho, legumes e temperos. Por ser um prato barato e muito gostoso, vem se tornando popular no Brasil. Se quiser fazer em casa, aqui tem 22 receitas diferentes de Ossobuco.

8. Cacio e Pepe

Originário da cidade de Roma, o Cacio e Pepe é um dos pratos mais simples e deliciosos da culinária italiana. Tanto que conquistou paladares famosos, como o do apresentador Anthony Bourdain. Na receita, apenas massa (de preferência do tipo longa, como espaguete ou vermicelli), queijo pecorino romano e pimenta do reino preta. O próprio nome já diz isso, já que “cacio” é queijo e “pepe” é pimenta em italiano. Pra tentar fazer em casa, veja aqui a receita e o modo de preparo. Para ver mais pratos criados em Roma, como a brusqueta e o Buccatini all’amatriciana, entre outras massas e carnes, o blog As Distâncias fez um seleção cheia de fotos.

9. Gelatto

Viajar pela Itália é naturalmente provar dezenas de sabores de gelatto, ou seja, sorvete. Segundo o site A Origem das Coisas, não se sabe ao certo quem criou o sorvete, mas sem dúvidas a Itália tem papel importante em sua história. Ainda no século I, o imperador romano Nero já comia um tipo de sorvete: gelo de neve das montanhas com cobertura de frutas. Já o cone de sorvete, que chamamos de casquinha, tem origem italiana comprovada, por uma patente em nome de Italo Marchioni.

O blog Vou pra Roma listou diversos sabores de gelatto que merecem ser provados na Itália, como mascarpone e pera, nocciole e pistacchio. Mas, assim como eu, tenho certeza que o sabor favorito da maioria é, claro, chocolate!

10. Tiramisú

O queijo mascarpone dá o toque especial nessa que é a mais típica das sobremesas italianas. A receita também leva ingredientes como café, creme de leite, biscoito champanhe e licor. A origem dessa delícia é disputada entre as cidades italianas de Florença e Treviso.

Fonte: https://www.buenasdicas.com/comidas-tipicas-italia-6576/

Comidas típicas da Polônia 

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Paris – França – Parte 1/3 – VIAGEM DE MOTORHOME PELA EUROPA

Assista esse vídeo que mostra um pouco da cidade francesa(Paris):

Canal: Eu Só Quero Tudo

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A IMPORTÂNCIA DO ESPORTE NA SOCIEDADE FRANCESA

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Apesar de não ser fácil de admitir, todo mundo sabe que a França é boa de bola. Mas o que talvez você não saiba é que não é só no futebol. Por isso trouxemos esse post com mais detalhes sobre a importância do esporte na sociedade francesa, inclusive como traço cultural.

Potência mundial

Esporte tem valor cultural, acadêmico e social para os franceses o que faz do país umas das grandes forças mundiais.

A França está entre as 5 maiores potências esportivas do mundo e a 1ª europeia no ranking das “Grandes Nações do Esporte”, elaborado pela Havas Sports & Entertainment (2012). Ficando atrás dos EUA, da China, e da Rússia, sede da copa de 2018.

As federações esportivas francesas com assessoramento do Instituto Nacional do Esporte, da Expertise e da Performance (INSEP) garantem a formação e a preparação dos atletas de alto nível, visando à excelência no esporte e ao bom desempenho escolar, universitário ou profissional.

Os esportes mais praticados

A paixão pelo esporte abrange diversas modalidades, na França há também três escolas nacionais com missões específicas: o Instituto Francês do Cavalo e da Equitação; a Escola Nacional de Vela e Esportes Náuticos; e a Escola Nacional dos Esportes de Montanha.

Os franceses praticam os mais variados esportes, desde a simples caminhada até o arco e flecha.

Le Foot, o futebol, é o esporte, assim como no Brasil, mais popular na França. Porém, o rugby union, ciclismo, tênis, automobilismo, basquetebol e iatismo são também bastante expressivos em popularidade.

Vale destacar também a prática da Esgrima, Boxe francês, Parkur, Kite surfing e Futebol de mesa, o famoso ping-pong – que é habitualmente praticado em bares e casas, mais ou menos como acontece com a sinuca aqui no Brasil.

Você sabia que os Jogos Olímpicos modernos foram inventados na França, em 1894 por Pierre de Coubertin? Não à toa, já sediou e venceu a Copa do Mundo da FIFA em 1998, sediou a corrida de ciclismo anual Tour de France e o torneio Grand Slam de tênis Torneio de Roland-Garros.

Esporte como postura social

A prática do esporte é tão arraigada na sociedade francesa que existem clubes públicos oferecidos pelas prefeituras. Assim, as mais diversas modalidades de esportes tornam-se acessíveis para todas as classes sociais e nacionalidades.

Em Paris, por exemplo, existe praticamente uma piscina municipal para cada um dos 20 bairros. Além de ter aulas de natação ou hidroginástica, você pode apenas ir para se refrescar. Normalmente o valor pago é apenas o de um acesso, em torno de 3 euros.

Para quem vai estudar em uma universidade francesa é possível fazer esportes na própria universidade. Algumas dispõem de academias de musculação, salas de esportes (step, reforço muscular, alongamento, etc), corrida em grupo, arco e flecha, natação, tênis, ping pong, entre muitos outros. Toda comunidade pode praticar, porém é dada preferência aos seus estudantes e funcionários.

A prática de esporte, principalmente ao ar livre, é um traço tão forte da cultura francesa quanto a paixão pela arte e pela gastronomia. É uma das maneiras mais saudáveis e corriqueiras para socializar e fazer amigos.

Fonte: https://francesobjetivo.com.br/importancia-do-esporte-na-sociedade-francesa/

Como a Alemanha virou o país dos automóveis

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Nos limites da Floresta Negra, no sudoeste da Alemanha, o executivo aposentado Edgar Meyer conduziu seu BMW vintage para dentro de uma estrada medieval de menos de um metro e meio de largura. Vinhas caíam sobre o caminho, formando discretos portais, e o único som, além do ruído do carro de Meyer, era o do canto dos pássaros. Dirigíamos na movimentada cidade de Dossenheim, mas estávamos completamente sozinhos naquela pequena e pacífica rua.

Tecnicamente, a pista é um desvio da Bertha Benz Memorial Route, uma estrada temática concebida por Meyer para celebrar os primórdios da indústria automotiva. De acordo com o executivo, é o mais próximo que se pode ter da experiência de cruzar as estradas que a pioneira Bertha e seus filhos adolescentes encontraram, em agosto de 1888, quando partiram na primeira viagem de carro a gasolina do mundo.

Bertha foi a primeira pessoa a dirigir um automóvel numa travessia de longa distância – com o objetivo de mostrar que a criação do marido, Carl Benz, estava pronta para ser comercializada.

Na viagem de Bertha, 194 quilômetros ida e volta entre a casa da família Benz, na cidade de Mannheim, e a residência de sua mãe em Pforzheim, há uma dose grande da bravura dos pioneiros da indústria automotiva. O percurso – feito sem o conhecimento do marido – foi a bordo do Benz Motorwagen No. 3, uma versão modificada do primeiro Motorwagen de Carl, que havia sido patenteado em 1886, ano que é considerado como o de estreia do automóvel.

A estrada percorrida pela pioneira Bertha Benz, nos arredores de Dossenheim, na primeira viagem de longa distância em um carro a gasolinaDireito de imagemALAMY
Image captionA Bertha Benz Memorial Route segue o curso que a pioneira percorreu em 1888, na primeira viagem de longa distância em um carro a gasolina

Bertha investiu seu dote de casamento para financiar o trabalho do marido. O Motorwagen, porém, ainda precisava de autorização para circular – o governo estava reticente, por causa de um desastroso test drive no qual cavalos e cachorros, assustados pelo barulho do motor, avançaram para cima da plateia. Tirar o protótipo da garagem para a viagem pioneira, portanto, era uma ação ilegal, com dois propósitos: mostrar que o carro era seguro e pronto para ser vendido, e enviar uma mensagem para Carl, incentivando-o a continuar.

“Não foi apenas Carl quem inventou o automóvel. Foi a equipe de Carl e Bertha. Os dois acreditavam no Motorwagen e trabalhavam juntos o tempo todo”, disse o executivo Meyer, que pesquisou e mapeou a rota em 2008 como um projeto pessoal. O percurso cruza várias cidades, vilas e aldeias visitadas por Bertha.

“Eu queria dar a ela o lugar na história que merece.”

Em uma era sem GPS e mapas de estradas, Bertha tinha apenas rios e trilhos de trem para guiá-la até a casa de sua mãe. Imaginando-a sobre paralelepípedos em um carrinho com rodas de madeira e um motor de dois e quatro tempos, pode-se ter uma ideia de como era corajosa. Talvez um pouco imprudente também. E essa talvez seja a razão pela qual o plano deu certo.

Bertha Benz sobre seu carro, com rodas de madeiraDireito de imagemHI-STORY/ALAMY
Image captionO percurso de 194 km de Bertha deu início à era do automóvel

Investigar qual era o lugar da Alemanha na história do automóvel foi o que me levou aos centros industriais do sul do país. Eu viajava de carro por Baden-Württemberg e pela Baviera – Estados onde ficam as montadoras de luxo do país –, parando em todas as atrações culturais e museus ligados à cultura automobilística. Pude perceber a concentração extraordinária de espaços como esses.

“Quando você cruza um país buscando uma perspectiva diferente, como a da história automotiva, você realmente o descobre de novo”, disse Meyer, enquanto navegávamos por estradas secundárias. “É uma verdadeira aventura.”

A viagem de carro de Bertha impulsionou a era do automóvel. Em vez de ser descartado, o Motorwagen No. 3 entrou em produção no fim de 1888 e, em 1900, a Benz & Cie tornou-se a maior montadora do mundo.

Avançando esse filme para os dias atuais, a Alemanha ainda é o país dos carros premium e da cultura automobilística. De acordo com um estudo publicado pelo think tank alemão Friedrich-Ebert-Stiftung em 2018, mais da metade dos veículos de passageiros vendidos na Europa e quase dois terços dos carros de luxo comercializados no mundo foram projetados na Alemanha, em 2016. A pergunta é: por quê?

As razões do sucesso

“Você poderia dizer que havia algo ‘no ar’ em toda a Europa”, disse Gerhard Heidbrink, do Mercedes-Benz Corporate Archives, referindo-se à mecanização que tomou conta da Grã-Bretanha recém-industrializada do século 19, da França e da Alemanha.

Enquanto isso, em Baden-Württemberg e na Baviera, complexas leis de herança dividiam as fazendas familiares em parcelas reduzidas, tornando a agricultura pouco rentável. Sucessivas gerações tiveram que ganhar a vida com criatividade. Então, quando Carl Benz se formou e começou a trabalhar como engenheiro mecânico, se viu cercado por colegas inventivos, em uma região que favorecia o empreendedorismo e a indústria pesada.

Alguns traços alemães clássicos também podem ter influenciado o sucesso dos fabricantes de automóveis – qualidades como Leidenschaft (entusiasmo) e Detailverliebtheit (atenção aos detalhes). Por exemplo, no museu Technoseum, em Mannheim, uma autêntica linha de montagem da Porsche de 1990 foi remontada peça por peça – estão lá até as garrafas de cerveja que os trabalhadores recebiam durante os turnos.

Se isso não for Detailverliebtheit, não sei o que seria.

Museu dedicado à cultura automotiva, com carros clássicos, no sul da AlemanhaDireito de imagemSARAH STAPLES/BBC
Image captionTraços alemães clássicos como “Leidenschaft” (entusiasmo) e “Detailverliebtheit” (atenção aos detalhes) influenciaram as montadoras

E não foi por acaso que Gottlieb Daimler – fundador da Daimler-Motoren-Gesellschaft, hoje Daimler AG, criador da marca Mercedes-Benz – e seu sócio Wilhelm Maybach cunharam o lema “Das Beste oder nichts” (“O melhor, ou nada”).

“Para nós, normalmente, o que é bom nunca é bom o suficiente”, comentou um guia turístico do museu da Audi, em Ingolstadt.

“É claro que não se pode dizer que todos os 82 milhões de alemães são assim, mas ser ‘fleissig’ (diligente) é uma qualidade pela qual lutamos”, complementou um outro guia, do Museu Porsche, em Stuttgart.

Rivalidades e crescimento

À medida que crescia, a indústria automobilística alemã foi moldada por empresas que nasciam, se fundiam e se desmembravam, com um olhar atento aos talentos da engenharia.

As rivalidades corporativas se alternavam entre ferozes e ignoradas – como quando as grandes competidoras Benz, com sede em Mannheim, e Daimler, em Stuttgart, finalmente fundiram suas empresas em 1926. Entretanto, lealdades históricas permanecem.

“Se você não quer problemas aqui, apenas não diga que Daimler inventou o automóvel”, brincou um guia turístico em Mannheim, em tom (um pouco) zombeteiro.

Rivalidades instáveis não eram necessariamente ruins. Muitas vezes eles tiveram o efeito de estimular a inovação. O típico pioneiro da indústria automotiva do sul da Alemanha era um Tüftler (“aperfeiçoador”), obcecado por melhorar o produto, sempre por tentativa e erro, explicou Frank Jung, arquivista-chefe da Porsche AG.

“Afinal, se você não se esforça para atingir a perfeição, não há razão para mudar nada.”

Inovações

Ao visitar os museus de patrimônio automotivo da Alemanha, você começa a entender como esses inventores pioneiros se esforçaram para não só acompanhar o padrão do Motorwagen, mas para introduzir inovações.

A lista, extensa, é sempre crescente. Um a um, surgiram o carburador de Daimler e Maybach, que permitia o uso de gasolina como combustível; o primeiro Mercedes 35 PS, da Daimler, que, em 1900, apresentou o formato e o conceito do carro moderno; o icônico Porsche 356, inspirado no design austero da Escola Bauhaus; o primeiro carro elétrico da BMW, o BMW 1602e, de 1972; o Audi A8, de 2019, guiado por inteligência artificial. E assim por diante.

Apesar da concorrência com a França, que teve um grande desenvolvimento da indústria de carros a partir de fins do século 19, os fabricantes alemães conseguiram se manter na vanguarda da indústria – por causa de sua engenhosidade, que impulsionou o desenvolvimento dos carros década a década, disse Heidbrink: “Inovação e luxo sempre andaram de mãos dadas (na indústria alemã)”.

Todo ano, por exemplo, os funcionários da Audi pelo mundo são estimulados a oferecer ideias para melhorias – e elas alcançam a casa dos milhares. Muitas dessas sugestões acabam sendo implementadas no Audi Forum Ingolstadt, sede mundial e sua principal fábrica de montagem, a uma hora de Munique.

Um museu sobre o patrimônio automotivo na Alemanha mostra inovações que surgiram a partir do Motorwagen, da BenzDireito de imagemSARAH STAPLES/BBC
Image captionMuseus do patrimônio automotivo da Alemanha mostram as inovações que surgiram a partir do Motorwagen, da Benz

As pessoas aqui claramente compartilham uma grande paixão por carros – produzindo-os, aprimorando-os, e também se divertindo com eles.

“No verão, a Alemanha é a perfeição da beleza”, escreveu certa vez Mark Twain, referindo-se a suas extensas viagens pelo sudoeste do país. A vista do meu para-brisa agora é de fazendas com as bordas bem delimitadas, campos amarelos de canola em floração, cumes de montanhas baixas e trechos ocasionais de florestas densas, de onde despontam castelos e aldeias medievais repleta de casas em estilo enxaimel. Uma paisagem feita sob medida para a estrada. E, para os alemães, uma justificativa a mais para apreciar sua invenção.

O carro na cultura alemã

Carros têm raízes mais profundas na cultura alemã do que como mero meio de transporte, complementou Winfried A Seidel, que usou produtos do Veterama – conhecido mercado alemão de automóveis e peças clássicas – para abrir o Automuseum Dr. Carl Benz, na vila de Ladenburg. É onde a família de pioneiros Benz, eventualmente, se estabeleceu. “Somos uma nação de colecionadores, há muitos carros valiosos na estrada”, disse.

Carros circulam numa via sinuosa no sul da Alemanha, em meio a campos de canolaDireito de imagemJEAN/ALAMY
Image captionAlemães compartilham uma grande paixão por carros – produzindo-os, aprimorando-os, mas se divertindo com eles

No caminho entre Ladenburg e Munique, onde fica a sede do Grupo BMW, percorri um pequeno trecho da chamada “Romantische Straße” (“via romântica”), estrada de 350 quilômetros famosa por suas paisagens. Eu conduzia um carro panorâmico e cruzava os estados de Baden-Württemberg e Baviera. Depois de uma visita ao BMW Welt, espécie de showroom da empresa, e ao Museu da BMW, ambos em Munique, a experiência de extrair todas as rotações por minuto do meu Volkswagen Tiguan, alugado dias antes, foi a mais memorável que vivi ao volante em anos.

Para minha surpresa, às vezes havia, sim, limite de velocidade na mítica via expressa do sistema rodoviário federal alemão. Mas fascinante mesmo foi ver que o limite apareceu não em um sinal qualquer da rodovia, mas diretamente no painel do meu Tiguan – uma tecnologia certamente mais avançada do que a disponível nas frotas de aluguel do meu país natal, o Canadá.

Pelo que se nota, mais de um século depois de Bertha Benz terminar a primeira viagem de carro da história, os alemães ainda encontram maneiras de aperfeiçoar a jornada.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-49530424

OS LUGARES MAIS LINDOS DA ALEMANHA

Assista esse vídeo que mostra os lugares mais bonitos da Alemanha:

Canal: O Alemão

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As melhores cidades para visitar na Espanha

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Uma viagem pelas muitas cidades e locais a visitar em Espanha é, sem dúvidas, uma ótima ideia, afinal, é o país dos sonhos dos mochileiros, com paisagens naturais impressionantes, cidades vibrantes, ótimo clima, points de surfe, hostels perfeitos para socializar e todo tipo de comida deliciosa. Uma das coisas mais legais por lá é que você pode viajar entre as cidades da Espanha com relativa facilidade. O grande número de lugares incríveis para conhecer significa que você pode passar muito tempo viajando, indo da a cultura basca ao norte, passando pela influência árabe no sul do país e pela cultura catalã de Barcelona e seus arredores.

Então o que você está esperando? Aqui está a nossa lista com o que conhecer na Espanha, com um roteiro que vai desde os destinos favoritos dos viajantes até tesouros escondidos e menos lembrados.

O que visitar na Espanha

1. Ronda

locais a visitar em Espanha,best places to visit in spain / ronda

locais a visitar em Espanha / ronda

Diz a lenda que, depois de muita discussão, Ronda foi dividida pelos deuses. Felizmente, os moradores locais não brigam mais e formam um grupo bem amigável, e uma ponte linda de morrer foi construída para reunir os dois lados dessa pequena cidade de montanha da Andaluzia, fazendo de Ronda uma das cidades mais bonitas da Espanha.

Tire um tempo para passear pelas ruas de paralelepípedos da cidade, veja a ponte épica de baixo e também vá até o alto para apreciar a vista do desfiladeiro. Para manter os custos mais contidos, use algum transporte público para chegar por aqui (a cidade tem estações de trem e ônibus) e fique em um de seus hostels.

Hostels em Ronda

2. Bilbao

melhores locais a visitar em Espanha, bilbao

best places to visit in spain / bilbao

Empoleirada na costa norte do país, na região conhecida como País Basco, Bilbao é uma antiga cidade industrial que rapidamente está se tornando uma das principais cidades da Espanha. Lar do incrivelmente fotogênico Museu Guggenheim, que está entre uma das atrações imperdíveis da Espanha, o museu não é a única coisa que essa cidade artística e descontraída tem para oferecer. Se você está com o orçamento apertado, procure uma das atrações grátis, como o Museu de Belas Artes nas quartas-feiras (quando todos entram de graça), ou bata perna pelo Mercado de La Ribeira, o maior mercado fechado da Europa.

Para refeições saborosas e baratas, peça um prato de Pintxos no Bar Charlie ou experimente os pratos rústicos e old-school do Rio Oja.

Hostels em Bilbao

3. Madri

best places to visit in spain / madrid

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Capital da Espanha, Madri é uma dos melhores destinos do país para conhecer com orçamento apertado, graças aos incríveis hostels e ótima cena gastronômica. Madri é uma daquelas cidades em que você pode só caminhar sem rumo e esbarrar com todo tipo de lugares lindos. Se você prefere ter caminhos definidos, conheça o majestoso Palácio de Cibeles, o Templo de Debod, uma das poucas construções do Egito antigo erguida fora do território egípcio, e o Museu Nacional do Prado, onde você vai ver obras de El Greco, Francisco de Goya e Hieronymous Bosch.

Para uma dica de refeição autêntica e barata, vá até o Tinto y Tapas para deliciosas porções de tapas espanholas e bebidas com preços acessíveis.

Hostels em Madri

4. San Sebastian

best places to visit in spain / san sebastian

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Não faz muito tempo que os mochileiros descobriram San Sebastian, também na região do País Basco, mas é fácil descobrir o que faz dessa cidade um dos melhores lugares para conhecer na Espanha: praias perfeitas e com visual incrível, surfe, várias coisas boas de comer por todo canto e vida noturna surpreendentemente animada. Yeap, San Sebastian tem tudo o que você quer em uma cidade, inclusive ótimos hostels. (Dê uma olhada no A Room in the City, um dos melhores hostels de toda Europa!)

Uma das dicas mais legais em San Sebastian é se juntar a um “pintxos crawl”. Basicamente, os Bascos pegam um pintxo (algo parecido com as famosas tapas) em cada bar – e uma bebida, e depois passa para o próximo bar, para mais um pintxo e uma bebida, e assim segue para o bar seguinte, e seguinte… Ao fim do passeio, você está satisfeito, alimentado, animado e pronto para uma divertida noite na cidade. Tente fazer uma parada no Taberna Dakara Bi, um dos lugares preferidos por lá e que não vai machucar seu bolso.

Hostels em San Sebastian

5. Granada

best places to visit in spain / granada

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Granada, na região de Andaluzia, é uma das principais cidades da Espanha para ter um gostinho do deslumbrante patrimônio arquitetônico Mouro herdado pelo país, já que é lar do icônico Palácio Alhambra. Este Patrimônio Mundial da UNESCO não só tem uma beleza deslumbrante, mas também está entre os melhores lugares da Espanha para parar e relaxar: os luxuosos jardins do palácio vão recarregar sua alma, e as trilhas pela Sierra Nevada estão a uma curta distância de ônibus.

Ah! Lembre-se de reservar com antecedência os ingressos do Palácio Alhambra, pois as cotas diárias são limitadas e acabam rapidamente, e leve muita água se resolver fazer uma das trilhas durante o verão intenso. Ninguém curte um viajante desidratado!

Fonte:https://www.brazilian.hostelworld.com/blog/melhores-locais-a-visitar-em-espanha/