Escola de Florianópolis recebem voluntários estrangeiros

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Nove estudantes estrangeiros, de 18 a 20 anos, prestam trabalho voluntário em sete escolas municipais de Florianópolis e um na Floram e outro na Comcap a partir desta segunda-feira (17) por meio da parceria entre a rede solidária da Prefeitura de Florianópolis, Somar Floripa, e a Global Citizen, entidade de voluntariado sediada na Califórnia, Estados Unidos.

Vindos dos Estados Unidos, Inglaterra, Suécia e Israel, eles auxiliarão professores em sala, atividades recreativas com alunos, manutenção de hortas das unidades de ensino e educação ambiental no Parque Córrego Grande. As atividades serão realizadas até abril de 2019, quando terminam o intercâmbio.

“É muito bonito ver de perto que a vontade em ajudar e contribuir para uma sociedade mais cidadã ultrapassa fronteiras e a barreira do idioma. Estamos felizes em recebê-los em nossa cidade”, afirma a presidente da rede solidária Somar Floripa, Cintia de Queiroz Loureiro.

Sobre a Global Citizen

A Global Citizen é uma organização sem fins lucrativos que proporciona experiências sociais e aprendizagem intercultural para jovens recém-formados do ensino médio no exterior antes da entrada na universidade.

Conheça a rede solidária Somar Floripa

Fundada em outubro de 2017, a Somar Floripa é uma rede solidária da Prefeitura de Florianópolis que conecta os cidadãos às Organizações da Sociedade Civil – OSCs de Florianópolis para realizar trabalhos voluntários de cuidado das pessoas, comunidade e animais.

Sua missão é fomentar a cultura do trabalho voluntário e iniciativas sociais de impacto, valorizar a ação cidadã e participativa na cidade, capacitar prestadores de serviço social e ser facilitador entre os cidadãos e as entidades que necessitam de auxílio.

fonte: https://ocp.news/geral/escola-de-florianopolis-recebem-voluntarios-estrangeiros

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Florianópolis avança no ranking brasileiro de Smart Cities

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Um estudo realizado pela empresa de consultoria Urban Systems aponta que Florianópolis está à frente de outras grandes cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre no ranking de Smart Cities. O termo é um conceito atual de gestão que envolve boas práticas da utilização de dados, tecnologia, planejamento urbano, comunicação e outros fatores para melhorar a vida dos cidadãos.

Em relação à lista anterior, publicada em 2017, a Capital passou da quinta para a sexta posição e avançou em importantes áreas como: tecnologia e inovação, educação e saúde. Na área de tecnologia e inovação, passou da terceira posição para o segundo lugar, ficando atrás apenas da cidade do Rio de Janeiro. O resultado é reflexo dos investimentos da Prefeitura de Florianópolis em iniciativas de fomento nessas áreas.

Em abril deste ano, o município, em parceria com o governo do Estado, anunciou a criação de mais quatro Centros de Tecnologia: na SC-401 (no Passeio Primavera), Sapiens Parque, Centro da Cidade e um na região Continental. O projeto é pioneiro no país e é uma forma de contribuir com o crescimento da área de tecnologia, que é responsável por cerca de 50% da arrecadação do município.

Em educação, passou da oitava,para a segunda posição. Dados da Secretaria Municipal da Educação mostram que houve redução de 65% no número de crianças na fila de espera em creches no período de dezembro de 2016 a julho de 2018.

 — Foto: Pexels/Flickr

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Outra área em que a Capital se destacou foi a saúde, saltando da nona posição para o quarto lugar. Em economia, o município foi do nono para o quarto lugar e em empreendedorismo manteve-se na quarta posição no ranking.

“Fizemos uma dura economia no primeiro ano para colocar a casa em ordem e para, agora com as contas equilibradas, investir no que é importante para as pessoas, como saúde, educação e inovação. Esses índices comprovam que estamos no caminho certo”, acrescenta o Prefeito Gean Loureiro.

Como foi feito o estudo

Mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança são as áreas avaliadas pelo estudo. Foram avaliados, em média, 10 indicadores para cada um desses segmentos.

fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/prefeitura-municipal-de-florianopolis/florianopolis-uma-cidade-para-todos/noticia/2018/09/11/florianopolis-avanca-no-ranking-brasileiro-de-smart-cities.ghtml

Novas rotas devem incrementar turismo em Florianópolis

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De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado, conversas com a Copa Airlines e a Tap estão bastante avançadas

Após ter sido privatizado pelo Governo Federal há pouco mais de um ano, o Aeroporto Internacional de Florianópolis pode passar a ligar o Panamá,  na América Central, além de ter voos diretos para a Europa, via Portugal. As novas rotas passariam a funcionar a partir do segundo semestre do ano que vem.

De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado, conversas com a Copa Airlines e a Tap estão bastante avançadas. Em meio ao movimento, a Floripa Airport, concessionária do Aeroporto, entregará um novo terminal mais amplo e moderno em julho de 2019.

A expectativa é que o crescimento da área impacte diretamente na demanda por turistas estrangeiros, afetando na outra ponta a rede de hotéis em Florianópolis. A chegada de viajantes internacionais permanece muito forte na capital do estado de Santa Catarina, principalmente de argentinos.

Em pesquisa realizada no início do ano, 31% dos turistas preferem ficar em um hotel quando estão na cidade. A maioria, por viajar em grupo, ainda aluga casas de veraneio para estadia.

fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/novas-rotas-devem-incrementar-turismo-em-florianopolis/

Espaço cultural móvel, contêiner do Circuito Cultural chega a Florianópolis

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Um contêiner marítimo, reformado e equipado com estrutura para receber desde contação de histórias até exibições de cinema, dança, teatro, música e artes visuais, além de uma biblioteca com quase 300 livros estará disponível durante este final de semana no centro de Florianópolis, das 9h30 às 20h.

O projeto, que chega pela primeira vez à Capital, se chama Circuito Cultural e visa criar um espaço cultural móvel itinerante. “Costumamos realizar muitos projetos de teatro em cidades muito pequenas, de 2 mil a 5 mil habitantes; já viajamos de Norte a Sul do país com projetos de teatro e percebíamos que em muitas destas cidades não havia nenhum equipamento cultural, não havia cinema, nem espaço físico para teatro e tampouco biblioteca”, explica Paula Borges, do instituto Maratona Cultura, idealizador do projeto.

O Circuito acontece ainda entre as ruas Vidal Ramos e Trajano com eventos ao ar livre para toda a família. Ao todo, serão mais de 25 atividades gratuitas, em que a organizadora Paula estima um público de mil pessoas por dia.

As apresentações das bandas serão em um palco montado em frente à Escadaria do Rosário. No sábado (18), às 11h15, ocorre a primeira apresentação com o Coral do Ensino Médio da Escola Waldorf Anabá, que reúne mais de 100 vozes. Na sequência, às 11h45, é a vez dos multi-instrumentistas do Leleswing, duo francês-argentino formado por Soledad e Fabien, interpretando um repertório inspirado nas raízes do Jazz dos anos 1930. Outros nomes, como Cores de Aidê, Os Outros Bárbaros e Paraverso também sobem ao palco.

No domingo (19) a programação musical do Circuito irá privilegiar o público infantil, trazendo o show “Cia Mafagafos”, a partir das 11h30. Já em frente à Catedral Metropolitana outra atração que deve reunir dezenas de pessoas é a 6ª edição da Orquestra de Baterias, que no ano passado trouxe 350 bateristas. Este ano a organização estima 500 participantes baseados nas inscrições até o momento.

Passeios guiados Paula, do instituto Maratona Cultura, afirma que “um dos propósitos do Circuito é humanizar espaços públicos, ocupando com arte e cultura acessível a todos e buscando valorizar áreas que estão menos prestigiadas pela população, e o centro de Florianópolis costuma ser bem vazio aos fins de semana”.

Pensando nisso, o evento inclui também duas caminhadas culturais guiadas, que vão partir do contêiner às 10h e às 19h, ambos no sábado. A ideia é propor um olhar mais atento, minucioso e sensível aos prédios, ruas e lendas que fazem parte da história da capital catarinense.

O primeiro horário terá como anfitrião o jornalista e guia turístico Rodrigo Stüpp, idealizador do Guia Manezinho. O trajeto terá início na rua Trajano, quase na esquina com a rua Vidal Ramos, e encerra no Museu da Escola Catarinense. Já a turma que irá acompanhar a caminhada guiada no segundo horário fará um passeio pela “Floripa Misteriosa”, do grupo Floripa Dazantiga.

Desenvolvido pelas historiadoras Pauline Kisner e Elisiana Trilha Castro, o passeio noturno é resultado de uma extensa pesquisa em fontes históricas, que permitiram descobrir uma cidade cheia de causos fantasmagóricos e seus personagens. Para ambos os horários é recomendável que os interessados cheguem ao ponto de partida com pelo menos 10 minutos de antecedência.

fonte: https://ndonline.com.br/florianopolis/plural/espaco-cultural-movel-conteiner-do-circuito-cultural-chega-a-florianopolis

Florianópolis terá Wi-Fi gratuito em áreas públicas

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A Prefeitura de Florianópolis lançou nesta sexta-feira (27) edital para implantação e operação do programa Floripa Wi-Fi Livre, que visa oferecer serviço de acesso gratuito à internet por meio de tecnologia WiFi em áreas públicas da cidade, incluindo as unidades de saúde.

A pasta responsável é a Secretaria Municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico. A empresa interessada terá prazo máximo de 12 meses para implantação e 5 anos para operação em 147 pontos da capital. Em contrapartida, poderá explorar serviços de comunicação digital na tela de login, exibindo peças publicitárias com duração máxima de 7 segundos.

São dez localidades obrigatórias de alto tráfego, para suportar no mínimo 500 usuários simultâneos conectados; 43 obrigatórias de médio tráfego, para suportar no mínimo 300  usuários simultâneos conectados e 94 opcionais de baixo tráfego, para suportar no mínimo 100 usuários simultâneos conectados.

As propostas das empresas que demonstrarem compromisso em instalar pontos adicionais de internet, bem como em realizar a instalação em menor tempo, terão maior competitividade.

 

Os interessados em participar do programa devem ser pessoas jurídicas nacionais ou estrangeiras, com filial ou sede no país, autorizadas a funcionar no Brasil, legalmente constituídas e estabelecidas, que estejam habilitadas e capacitadas a executar o seu objeto. Estes deverão entregar envelope lacrado no dia 28 de agosto de 2018, às 14 horas, na sala de reuniões da Secretaria de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Florianópolis, situada à Rua Padre Roma, 482, Ed. Premier, 3º Andar, sala 309 com todo os dados solicitados no edital.

O edital foi desenvolvido a partir de estudos realizados em diversas cidades brasileiras e do exterior que implantaram serviços similares de forma bem-sucedida”, destaca Marcus Rocha, Superintendente Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

fonte: https://ocp.news/geral/florianopolis-tera-wi-fi-gratuito-em-areas-publicas

Qual o nível de inglês que preciso para fazer intercâmbio?

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O intercâmbio é uma excelente oportunidade para vivenciar outra cultura, fazer amigos em diferentes países, conhecer novas regiões e viajar pelo mundo. Um dos maiores atrativos é a possibilidade de aprender uma nova língua. Estudar em outro país é uma maneira divertida e eficiente de aprender um novo idioma.

Uma das línguas mais procuradas pelos intercambistas é o inglês. Entre os destinos mais desejados estão as cidades de Londres, Nova York e Sydney, lugares localizados em diferentes continentes e que apresentam ótima qualidade de vida.

A técnica de inserção, que coloca o estudante para vivenciar a cultura de outro país diariamente, é uma das melhores formas de aprender o idioma. Contudo, muitos estudantes têm dúvida em relação ao nível de inglês necessário para realizar o intercâmbio.

Podemos classificar o conhecimento em outra língua, essencialmente, em quatro níveis: básico, intermediário, avançado e fluente. As escolas de idiomas separam os alunos de acordo com este conhecimento. Dessa forma, todos os estudantes de uma sala de aula apresentam o mesmo nível no idioma e podem avançar juntos. Abaixo, saiba mais sobre essa classificação.

Níveis de inglês

Básico

Alunos no nível básico têm pouco conhecimento na língua. Sabem algumas palavras, mas não têm boa leitura ou escrita.

Intermediário

São estudantes que apresentam um nível regular de escrita e leitura. Também já apresentam um pouco de conversação.

Avançado

Quem apresenta boa leitura e escrita, compreende bem o que ouve e consegue se expressar sem muita dificuldade tem nível avançado.

Fluente

Pessoas fluentes são aquelas que têm completo domínio sobre o idioma. Conseguem escrever, ler e falar espontaneamente sem dificuldade.

Qual o nível ideal de inglês para fazer intercâmbio?

O nível ideal depende do objetivo do intercâmbio. Alguém que pretende viajar para fazer uma especialização no exterior precisa de um bom conhecimento no idioma do país. Já quem viaja com intuito de aprender a língua pode apresentar diferentes níveis de inglês.

Uma pessoa com nível básico vai adquirir toda a base necessária na escola e vai poder aproveitar para praticar o que aprender nas situações cotidianas. Quem tem conhecimento intermediário ou avançado tem a oportunidade de aperfeiçoar a fluência na língua, na escola e na convivência com pessoas nativas do país.

Por isso é importante que, no primeiro dia de aula, cada estudante faça uma prova para avaliar o seu nível de conhecimento na língua. De acordo com o resultado, o aluno é direcionado para a turma mais adequada.

Para garantir o máximo de aprendizado durante o intercâmbio, é extremamente recomendado que o estudante aproveite a oportunidade para conviver e conversar com pessoas que falem fluentemente o idioma. Quanto mais o intercambista falar e praticar, maior será o aprendizado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  http://blog.descubraomundo.com/intercambio/qual-o-nivel-de-ingles-que-preciso-para-fazer-intercambio/                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       .  Faça um orçamento sem compromisso!

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A DIVERSIDADE LINGUÍSTICA AFRICANA E SUAS HERANÇAS NA FORMAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL!

 

Com 54 países, a diversidade linguística africana impressiona. Atualmente, a África possui 2092 línguas faladas, número correspondente a nada menos que 30% dos idiomas em todo o planeta. Além das duas mil línguas, estão presentes mais oito mil dialetos. Assim, o multilinguismo é característica medular do continente. A presença de inúmeras variantes dividindo os mesmos espaços de convivência acabam por proporcionar singulares e complexas formas de enxergar e interpretar o mundo. No Brasil, pouco sabemos sobre a influência dessa diversidade linguística no português falado por nós. No entanto, antes de pensar no transporte de tais línguas para o lado de cá do oceano e as conexões então formadas, é preciso entender mais sobre suas origens e consequentemente suas diferenças.

 

 

Para que fosse possível um estudo mais aprofundado de tamanha variedade, os pesquisadores da área, tais como, R. G. Gordon Jr. e J. Greenberg, dividiram as línguas africanas em quatro grandes grupos linguísticos: línguas afro-asiáticas, línguas khoisan, línguas nilo-saarianas e línguas nigero-congolesas. Lembrando que neste caso as línguas de origem europeias e o árabe, que também estão presentes nos países africanos, não estão inclusas, sendo consideradas para o estudo apenas as línguas originárias do continente. O primeiro grupo, de línguas afro-asiáticas, também conhecidas como camito-semíticas, abriga aproximadamente 240 línguas e 285 milhões de falantes. A região de abrangência de tal grupo vai do norte da África (região do Magreb) passando pelo Sahel e pelo leste da África, extrapolando as fronteiras do continente e estando presente também no sudoeste da Ásia. O segundo grupo linguístico é formado pelas línguas khoisan. Notório pelo uso de “cliques” como fonemas e um extenso uso de consoantes, é considerado o menor grupo dos quatro, contando apenas com cinco ramificações. Entre os seus falantes estão os bosquímanos, considerado um dos primeiros grupos habitantes do planeta, hoje localizados no sudoeste da África, na região do deserto de Kalahari, abrangendo os países deBotswana, Namíbia e África do Sul; e pequenos territórios de Angola e Zâmbia. Acredita-se também, apesar de consideráveis diferenças sonoras, que línguas do grupo khoisan, embora em menor escala, também estejam presentes pontualmente na Tanzânia e no Quênia.

 

 

O terceiro grupo é composto pelas línguas nilo-saarianas, que nascem no deserto do Saara, no vale do rio Nilo e na região dos Grandes Lagos. Estuda-se que o surgimento dessas línguas é anterior ao processo de desertificação do Saara, que quando acontece, provoca grandes modificações e consequentes ramificações das línguas do grupo. No leste africano, os Maassai, Turkana e Samburu, que hoje habitam entre o Quênia e a Tanzânia, estão entre os povos falantes de tal grupo. No oeste africano, a maior ramificação é a songai (que abrange diferentes línguas), com mais de três milhões de falantes, presente na Argélia, Benim, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Por fim, o quarto grupo, e o mais diretamente ligado ao Brasil, é o das línguas nigero-congolesas, considerado o maior tanto por conta do número de falantes e de línguas, quanto à área geográfica que abrange. As línguas atuais desse quarto grupo são conhecidas pelos sistemas tonais, com diferentes níveis contrastantes de entoação. Pelo tamanho e variedade, também foi separado em duas subdivisões, as línguas nigero-congolesas, que abrangem grande parte da África ao sul do Saara, e têm como subgrupos as línguas bantu, e as línguas nigero-kordofanianas, presentes na região do Sudão.

 

 

Apesar da fartura linguística, dos 54 países que formam o continente africano, 27 possuem línguas vindas da Europa como oficiais; 18 apresentam pelo menos uma língua dos europeus entre as principais; e poucos países não possuem presença linguística europeia, são eles: Argélia, Líbia, Egito, Etiópia, Marrocos, Mauritânia, Saara Ocidental, Somália e Tunísia. No entanto, com exceção da Etiópia, tais países possuem o árabe como uma das línguas oficiais, que não é endógena ao continente africano. No caso das línguas europeias, desde a chegada dos colonizadores a ideia era ter o controle da África de diferentes formas, uma delas seria a comunicação. Para atingir o objetivo ficou decidido que o inglês, francês, espanhol e português seriam as línguas de base. A ação causou profundas mudanças na maneira de falar dos africanos nos séculos subsequentes.

 

 

O início do domínio sobre a fala ocorreu com a Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, responsável pela ocupação em África pelo Reino Unido, Bélgica, França, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha. Apenas Etiópia e Libéria permaneceram independentes politicamente. Foram séculos de exploração encerrados apenas após o fim da Segunda Guerra Mundial, que fez surgir movimentos nacionalistas e lutas pelas independências. No entanto, de acordo com Diego Barbosa Silva, mestre em línguas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor do artigo Política Linguística na África: do passado colonial ao futuro global, após as independências, as línguas europeias ganharam um novo significado no continente negro, pois ao mesmo tempo em que decidiram por utilizar a língua europeia, em muitos casos a reconstruíram, mantendo no seu uso a memória das línguas originárias de África. Para ilustrar, o autor prossegue e explica que os idiomas não são tão europeus como se pode imaginar, já que com o passar do tempo sofreram muitas influências locais. Estas influências formaram novas línguas, como o crioulo da República de Maurício e de Cabo Verde e o pidgin da Nigéria, e também novas formas de falar, utilizando as línguas locais como base e estrutura, como o português em Angola e o francês do Congo.

 

 

Para explicar melhor a realidade linguista africana, seu multilinguismo e a convivência entre línguas africanas e europeias em cada país, a pesquisadora Margarida Petter elucida em seu artigo Línguas Africanas, do curso de difusão cultural ”Introdução aos Estudos de África”, que foram associadas às línguas, diferentes funções e estatutos, sendo divididas em oficiais, nacionais e veiculares. Segundo a professora de Linguística da Universidade de São Paulo, a Língua Oficial é normalmente a falada na escola, no trabalho, na administração e na mídia. Em muitos países, a língua oficial é a língua europeia. No entanto, entre outras exceções, na África do Sul são 11 línguas consideradas oficiais; enquanto na Tanzânia e no Quênia, o suaíli divide essa função com o inglês e muitas vezes é mais utilizado do que a língua britânica. Já a Língua Nacional é, como explica a pesquisadora no artigo, “uma ou várias línguas locais escolhidas para serem descritas e normatizadas em razão de sua extensão e número de falantes, com o objetivo de serem ensinadas na escola e se tornarem uma língua oficial”. São línguas extensamente utilizadas entre familiares, amigos e na música popular. O terceiro estatuto explicado por Petter é o da Língua Veicular, que seria uma língua nacional só que falada por sujeitos de línguas diferentes e que muitas vezes tem maior número de interlocutores do que as próprias línguas oficiais; como o wolof no Senegal, o bambará no Mali, o tswana em Botswana, etc. A autora explica também que, fora tais divisões, encontram-se ainda os “dialetos”, que seriam “variedades regionais”, ou seja, “formas não-padrão de uma língua, utilizada em uma localidade com poucos locutores”.

 

 

As línguas africanas que deságuam no Brasil

Durante os 400 anos de escravidão, quase seis milhões de africanos desembarcaram de maneira forçada em terras brasileiras, trazendo com eles a resiliência e complexidade de suas línguas. A diversidade linguística do continente africano foi transportada para o Brasil, tendo participação direta na formação do português aqui falado. Entre as 2000 mil línguas existentes no continente, são as línguas nigero-congolesas que contribuem com maior força para o característico falar do brasileiro. Calcula-se que desaguaram no Brasil entre 200 e 300 línguas africanas. Entre elas, especificamente, os grupos vieram de duas regiões.

 

 

 

 

Petter, no artigo Línguas Africanas no Brasil, explica que a primeira região é o Oeste Africano, de onde vieram influências oeste-atlântica como o fulfulde e o serer (faladas na região do sahel africano); mandê como a mandinga (faladas nos países Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau); cuá como o ewe (falada em Gana, Togo e Benim) e o fon (falada em Benim e Nigéria), benuê-congo como o ioruba (falada, sobretudo, na Nigéria, mas também nos países vizinhos); e chádicas como o haussá (falada em toda região do antigo Império Songhai, que compreende o território entre o Saara, o lago Chade, o golfo da Guiné). Ainda desta região, no entanto, pertencente a outro grupo linguístico, o nilo-saariano, também temos a presença do canúri, hoje falado na Nigéria, no Níger, no Chade e nos Camarões.

 

 

Petter continua em seu artigo e elucida que o segundo local de grande contingente de línguas africanas que influenciaram o português brasileiro seria a parte sul do continente, inicialmente da costa ocidental (atuais regiões de Angola, Congo e República do Congo) e, mais tarde, da costa oriental (atual região de Moçambique). As de maior número de falantes no Brasil foram o quicongo (falado na região do antigo Reino do Congo, hoje República Popular do Congo, na República Democrática do Congo e no norte de Angola), o quimbundo (falado na região do antigo Reino Ndongo, localizado na região central angolana) e o umbundo (falado no sul de Angola e na Zâmbia).

 

 

No entanto, por que, se foram centenas as línguas que vieram do continente africano para o Brasil, sabemos tão pouco sobre elas? É importante lembrar que a colonização portuguesa, para enfraquecer e minar a resistência dos negros escravizados para cá transportados buscou desmantelar grupos linguísticos provenientes da mesma região, com objetivo de dificultar a comunicação entre os prisioneiros e assim enfraquecer organizações de revoltas. Processo que se iniciava já nos navios negreiros, onde tais línguas, por meio da mescla forçada dos povos africanos, passaram por fortes transformações e adaptações. No entanto, o desconhecimento atual não se limita a isso, mas também a uma histórica insistência eurocêntrica e preconceituosa de recusar a participação do africano e de seus descendentes na formação e construção do Brasil atual. Aceitar que nossa língua vigente é predominada de influências africanas, sejam elas na morfologia, fonologia ou pronúncia, é reconhecer não apenas uma contribuição – como algo apenas fragmentado – de África em nossa fala, mas uma participação substancial e indispensável desta na constituição da identidade brasileira.

 

 

Hoje, em nosso dicionário, mais de 1500 palavras são oriundas do continente africano, sendo 300 delas utilizadas cotidianamente pelos brasileiros: abadá, caçamba, cachaça, cachimbo, caçula, candango, canga, capanga, carimbo, caxumba, cochilar, corcunda, dengo, fubá, gibi, macaco, macumba, marimbondo, miçanga, moleque, quitanda, quitute, tanga, xingar, banguela, babaca, bunda, cafofo, cafundó, cambada, muquirana, muvuca. Estes são apenas alguns exemplos de como as centenas de línguas para o Brasil transportadas são intrínsecas ao nosso dia a dia.

 

 

Yeda Pessoa de Castro, etnolinguista e doutora em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, em seu artigo A influência das línguas africanas no português brasileiro, explica que tal influência vai além do dicionário: “Explicar o avanço do componente africano nesse processo é ter em conta a participação do negro-africano como personagem falante no desenrolar dos acontecimentos e procurar entender os fatos relevantes de ordem socioeconômica e de natureza linguística que, ao longo de quatro séculos consecutivos, favoreceram a interferência de línguas africanas na língua portuguesa, no Brasil. Isso se fez sentir em todos os setores: léxico, semântico, prosódico, sintático e, de maneira rápida e profunda, na língua falada”. As influências podem ser conferidas, conforme a autora, pelas seguintes divisões:

 

 

 

Fonte: Yeda Pessoa de Castro – “A influência das línguas africanas no português brasileiro.”

 

 

Alguns dos termos acima citados possuem claramente uma função religiosa. As religiões brasileiras, como o Candomblé, a Umbanda, entre outras, são consideradas os mais importantes meios de preservação de palavras e estruturas linguísticas de origem africana. Por resguardarem o modo de falar de seus antepassados, os terreiros prestam um indispensável serviço de conservação e perpetuação da fala. Assim, algumas palavras de origem ioruba, por exemplo, de uso comum nos rituais, como ebó (despacho), ori (cabeça), ayê (terra), ade (coroa), babalorixá (pai-de-santo), ago (licença), entre tantas outras, foram salvaguardadas e o uso de algumas delas é considerado de fundamental importância histórica, uma vez que já não estão presentes no dia a dia dos africanos.

 

 

Usando mais uma vez como base os estudos de Margarida Petter, podemos dizer que as religiões africanas – e suas lógicas culturais e linguísticas – manifestam-se no Brasil sob diferentes nomes: candomblé na Bahia, xangô em Pernambuco e Alagoas, tambor de mina no Maranhão e Pará, batuque no Rio Grande do Sul, macumba no Rio de Janeiro. A umbanda, mais recente em sua formação, além de trazer as fortes referências africanas, traz a mescla com o espiritismo e catolicismo. Além do iorubá, amplamente utilizado em rituais do candomblé de diversas “nações” (nagô-keto, jeje, angola, eve-fon), há também o uso do quicongo e do quimbundo no candomblé angola e de uma mistura de línguas mina-nagô no tambor de mina do Maranhão. Exemplo e referências que deixam claro a importância das religiões e da religiosidade para a preservação do patrimônio imaterial que se configuram os falares africanos que aportaram no Brasil.

 

 

Para além da função religiosa, Petter afirma que estes falares se preservaram enquanto “línguas especiais”, ou seja, modo de expressão oral característico de uma faixa etária ou grupo social, que possui uma função ritualística e de demarcação social. Essas línguas especiais, entendidas como “secretas”, são ainda fortemente utilizadas em comunidades rurais no Brasil, compostas por descendentes de escravizados, como Cafundó (São Paulo) e Tabatinga (Minas Gerais). Essas duas comunidades rurais caracterizam-se pelo uso de dialetos que mesclam o português com as estruturas lexicais africanas. No caso de Cafundó, a cupópia (ou língua) traz referências do quimbundo, assim como a “Gira da Tabatinga”, também conhecida como “Língua do Negro da Costa”.

 

 

Além da religião, a música, também permeada pela oralidade e pelo ritmo da fala, é também uma das principais responsáveis pela preservação das línguas que aqui aportaram, uma vez que no Brasil sempre foi atravessada pelo modo de falar do africano. Os “pontos” de terreiro, canções entoadas durante os rituais das religiões de matriz africana são um forte exemplo deste fato. Além disso, o coco, o maracatu, o jongo, entre outras manifestações populares brasileiras apresentam – e reforçam – as estruturas rítmicas e lexicais ressignificadas em nosso país. Diversos músicos e artistas se apropriaram dessas heranças e produziram grandes obras, como é o caso de Gilberto Gil, autor de canções como Babá Alapalá; de Baden Powell e Vinícius de Morais, com seus Afrosambas; e de Clara Nunes, com seu disco Claridade. No século XXI, alguns grupos como o Metá Metá, têm dado uma nova roupagem para a música negra brasileira, misturando “pontos” de terreiro e palavras de origem iorubá ao experimentalismo e inventividade musical.

 

 

Seja na música, na religião, na culinária e além, a África e suas línguas permeiam nosso cotidiano e deságuam suas influências na nossa maneira de pensar e ser, conectando africanidades e brasilidades de inúmeras e profundas formas. Reconhecer a participação essencial da estrutura linguística africana na constituição do português brasileiro é, assim, um passo para o reconhecimento mais plural da nossa identidade nacional, compreendendo o africano e seus complexos e diversos saberes como partes indissociáveis da nossa formação.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                fonte:http://www.afreaka.com.br/notas/diversidade-linguistica-africana-e-suas-herancas-na-formacao-portugues-brasil/

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