Conheça a Inglaterra

Conheça a Inglaterra, um dos mais belos países da Europa. Terra de Shakespeare, The Beatles, Charles Darwin, Isaac Newton, entre outros inúmeros britânicos famosos. País onde se encontram as mais renomadas universidades do mundo, como Oxford e Cambridge. Uma cultura espetacular, em todos os pontos culturais: arquitetura, escultura, pintura, música, poesia, dança e cinema. Apresenta cidades muito conhecidas, como Liverpool, Londres, Manchester, entre outras muito apreciadas pela população de casa e por estrangeiros.

A culinária da Inglaterra foi formada principalmente pelas diversas interações com outros países europeus e a importação de ingredientes da América do Norte, China e Índia durante o período do Império Britânico, e como resultado da imigração ocorrida no período pós-guerra.

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Bons vinhos

É quase impossível falar da França e se esquecer dos majestosos vinhos franceses.

São os mais produzidos do mundo. E são consumidos sempre acompanhando uma refeição, principalmente com amigos e família.

Ao que tudo indica, os primeiros vinhedos foram feitos em Bordeaux, mas hoje em dia os mais conhecidos são produzidos na região da Borgonha, não tão distante de Paris e Lyon. Essa região recebe turistas de todo o mundo e um dos seus aspectos positivos é o bom vinho apreciado por lá.

Conheça agora alguns dos mais famosos vinhos da França:

Médoc: vinhos tintos, das margens do Rio Gironde, ao norte de Bordeaux

Margaux; vinhos tintos também, porém moderadamente encorpados

Chablis: um dos vinhos brancos franceses mais famosos

Saint Emilion: é um dos principais vinhos tintos e um dos mais famosos da região de Bordeaux

Nuits-Saint-Georges: vinho tinto com aroma de cereja, cassis e truffe.

Obviamente aqui só estão poucos dos mais conhecidos vinhos produzidos na magnífica França.

 

Alimentos típicos da França

Todos sabem que a culinária francesa é uma das mais riquíssimas que existem e dizer isso talvez seja relativo, já que cada pessoa tem um gosto diferente. Porém essa afirmação significa dizer que os restaurantes presentes na França são sem dúvida, dos mais renomados estabelecimentos com dotes culinários que há. Conheça alguns alimentos típicos de lá:

Fonte: http://www.getninjas.com.br

Croissant

croissant

Esse já é querido pelos brasileiros, sua massa era inicialmente feita como a de pão comum e ao longo do tempo foi modificada. A massa folhada como conhecemos foi aprimorada pelos padeiros de Paris, no início do século 20.

Petit Gâteau

Petit_Gateau

Outro prato bem conhecido e delicioso! A receita original é composta por um bolo de chocolate mal passado e com interior cremoso, acompanhado de uma bola de sorvete de baunilha. Aqui no Brasil já podemos encontrar várias versões dessa receita. Veja como preparar um delicioso petit gâteau.

Macarons

macarons

O prato foi na realidade introduzido na França pela Catarina di Médici, uma rainha italiana. Mas as freiras de Nancy descobriram a receita secreta e passaram a produzi-la, tornando a cidade um local famoso pelos primeiro macarons franceses. O prato foi incrementado, no século XX, com deliciosos recheios, deixando-os do jeito que conhemos hoje. O prato é super requisitado em eventos aqui no Brasil, com várias cores.

Madeleine com especiarias

madeleine

Um bolinho amanteigado em formato de concha. É um dos doces mais tradicionais da cozinha francesa e ficou eternizado na obra do escrito Marcel Proust, “Em busca do tempo perdido”, na qual ele descreve as lembranças despertadas pelas ‘madalenas’, como também é conhecida.

Ratatouille

ratatouille

É um receita típica da região de Província, na França. O nome significa picar ou triturar. Um prato a base de legumes, não pode faltar beringela nem tomate. Para quem não conhecia o prato, provavelmente passou a conhecer depois do filme do ratinho cozinheiro, intitulado com o nome do prato típico francês, Ratatouille.

Cassoulet

CASSOULET

Típico das cidades de Carcassone, Castelnaudary e Toulouse. É um clássico da culinária francesa e teria nascido durante a guerra dos Cem Anos, como um cozido feito com todos os ingredientes disponíveis, análogo a nossa feijoada. É um prato ideal para o inverso, preparado com feijões brancos, frango e variedades de carne de porco.

Profiterole

profiteroles

 

Uma deliciosa sobremesa feita de massa açucarada recheada com cremes, sorvetes ou caldas. É um doce bastante popular na França, e teria sido criado por um chef italiano, atendendo a um pedido de Catarina de Médicis.

Croque monsieur

croque-monsieur

É um lanche preparado com pão de forma, queijo gruyère, manteiga e molho branco bechamel. O prato nasceu em Paris, no início do século 19. E que tal um Croque Monsieur para o lanche da tarde?

Quiche lorraine

quiche-lorraine

Um prato tradicional da região da Alsácia. Tem como recheio uma mistura de bacon, creme de leite, manteira e noz-moscada.

Coq au vin

Coq-Au-Vin

Uma receita que já possui séculos de existência. Segundo consta, foi criado para o imperado romano, Julio César, ao conquistar a região da Gália. A receita original era preparada com galos em idade avançada e o vinho para amaciar a carne. Hoje em dia, pode ser feito com frango ou galinha caipira, é cozinhado com bacon, cebora, alho, vinho tinto, cogumelos, salsa, entre outros ingredientes.

Esses alimentos são muito conhecidos em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil.

Cinema argentino em Curitiba

A CAIXA Cultural traz a Curitiba a mostra Histórias extraordinárias: cinema argentino contemporâneo. Entre os dias 17 e 24 de abril, serão apresentados 24 longas e curtas-metragens que revelam a vitalidade e a força criativa do cinema produzido na Argentina. Com curadoria de Natalia Christofoletti Barrenha, pesquisadora de cinema argentino, e Agustín Masaedo, programador do Buenos Aires Festival Internacional de Cinema Independente (BAFICI), a programação apresenta tanto obras premiadas em festivais argentinos e internacionais quanto produções com sólidas passagens pelo circuito comercial.

Apesar disso, e do crescente interesse do público brasileiro pelo cinema argentino, a maioria dos filmes selecionados tiveram escassa ou nula visibilidade no Brasil. Assim, o evento busca ampliar o olhar dos espectadores curitibanos sobre uma das cinematografias mais expressivas, diversas e reconhecidas internacionalmente. “A programação conta com uma porção de comédias, com filmes que abordam temas necessários e urgentes sem perder o humor, a capacidade de rir de si mesmo, de questionar com leveza. Em um momento em que tanto no Brasil como na Argentina temos uma situação política complicada, e nossas sociedades se encontram extremamente polarizadas, com uma triste dificuldade para entabular um diálogo, esse tipo de abordagem, a partir da leveza, é extremamente inspirador”, reflete a curadora Natalia Christofoletti Barrenha.

Entre os destaques selecionados, está o documentário As lindas (2016), da estreante Melisa Liebenthal, premiado na seção Bright Future do Festival de Rotterdam. O público também poderá assistir aos vencedores das duas últimas edições do Buenos Aires Festival Internacional de Cinema Independente (BAFICI): A longa noite de Francisco Sanctis (2016), dos também estreantes Andrea Testa e Francisco Márquez; e A vendedora de fósforos (2017), de Alejo Moguillansky, diretor e montador já consagrado, de trajetória prolífica e presença frequente nos principais festivais internacionais.

Neste mês de abril, em que o BAFICI – um dos mais importantes festivais da América Latina, vitrine fundamental para a produção do chamado nuevo cine argentino – chega à sua 20a edição, a mostra também marca o vigésimo aniversário de estreia e premiação do filme Pizza, cerveja, baseado (1997) no Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, considerado o ponto de partida do nuevo cine. “O filme é de uma força surpreendente, de que algo nasceu mesmo, e o que veio antes eram lampejos de algo em gestação, e o que veio depois está influenciado por ele de alguma forma”, avalia Natalia.

Assim, parte da mostra celebra o momento fundador da pungente produção cinematográfica do país vizinho. Duas décadas depois, o público brasileiro poderá se reencontrar com a ópera prima de Israel Adrián Caetano e Bruno Stagnaro, mergulhar na genealogia do nuevo cine com os curtas-metragens seminais de Histórias breves I (1995) e descobrir, na selvagem loucura do documentário Bonanza (2001), de Ulises Rosell, que as rupturas desse “movimento” transcenderam o cinema de ficção.

A programação se completa com a exibição especial de um dos filmes mais aguardados dos últimos anos: o elogiado Zama (2017), de Lucrecia Martel, inspirado na novela homônima de Antonio Di Benedetto, além de um documentário que acompanha a diretora em seu processo de criação durante as filmagens: Anos-luz (2017), de Manuel Abramovich.

“Os dez filmes da mostra principal terminaram formando um sistema perfeitamente homogêneo, com sua própria lógica interna e relações complementares ou contrastantes: um modelo na escala do cinema argentino atual; sua liberdade, suas buscas e suas contradições. Descobrir essas conexões secretas, reconstruir a imagem completa a partir de seus fragmentos, é uma razão mais que suficiente para fazer um esforço e não perder nenhum desses filmes”, garante o curador Agustín Masaedo.

Fonte: http://www.paranaportal.uol.com.br

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Cultura italiana em Curitiba

Imigração e Cultura Italiana em Curitiba

Imigração e Cultura Italiana em Curitiba

Na segunda metade do século XIX, a Europa era o palco de uma revolução industrial que transformava a vida de seus habitantes. A população europeia crescia e agricultores, sem terra, migravam em massa para os centros urbanos, em busca de emprego nas novas fábricas. As metrópoles inchavam e as condições de vida dos operários chegavam a ser sub-humanas.

A evolução também chegava aos navios à vapor, facilitando a vinda dos agricultores ao Novo Mundo, em lugar de superlotar as fábricas do velho mundo.

A América possuía fartura de terras inexploradas e seus governantes ansiavam pela colonização dessas terras. Essa situação criou um fluxo natural de imigrantes do velho para o Novo Mundo.

Na Itália, somava-se a questão das lutas pela unificação da nação, que exauriu sua economia. Existia um grande número de desempregados em busca de oportunidades.

A imigração italiana no Brasil foi intensa a partir de 1878, até o início do século XX. Dirigiam-se, principalmente às lavouras de café no Estado de São Paulo, mas um grande número de imigrantes espalharam-se por todo o Sul e Sudeste do Brasil.

Em Curitiba, os italianos chegaram a partir de 1872, estabelecendo-se, como agricultores, em vários núcleos coloniais da região. Esses núcleos deram origem aos atuais bairros de Pilarzinho, Água Verde, Umbará e Santa Felicidade, entre outros. Com o passar do tempo, os italianos adotaram outras atividades, incluindo industriais e comerciais. Hoje, seus descendentes contribuem de forma importante, em todas as áreas de atividade em Curitiba.

O bairro de Santa Felicidade é conhecido pela preservação da cultura italiana, em Curitiba, principalmente na gastronomia.

Em Curitiba, vários lugares lembram a imigração:

Consulado da Itália, com Quadro de Angiolo Tomasi, de 1896, retratando a partida dos imigrantes da Itália. Original na Galeria Nazionale di Arte Moderna, em Roma.

O Bosque São Cristóvão, também conhecido como Bosque Italiano, é um espaço dedicado á cultura italiana, em Santa Felicidade. No mesmo espaço, há o Memorial da Imigração Italiana de Curitiba.

Ainda em Santa Felicidade, existe o Monumento ao Centenário da Imigração Italiana, na av. Manoel Ribas.

Exposta no restaurante do bairro Cascatinha há uma carroça utilizada por imigrantes. Esse transporte fazia parte da antiga colônia de imigrantes italianos de Santa Felicidade.

Igreja de São Pedro concluída em 1938, no bairro de Umbará, em Curitiba. Arquitetura de inspiração italiana.

Fontes: http://www.caminhodovinho.tur.br

www.curitiba-parana.net

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Cultura japonesa em Curitiba

Cidade que nasceu e cresceu com imigrantes presta homenagem aos japoneses em feiras e locais repletos de história.
Os japoneses vieram ao Brasil a partir de 1908, em um acordo entre ambos os países. Dedicados inicialmente às lavouras de café do norte do Paraná e à cultura de hortaliças, chegaram em Curitiba a partir de 1915. Hoje, a cidade tem cerca de 150 mil descendentes, segundo a Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira da cidade. Apesar de muitos já não se dedicarem à lavoura, a presença de japoneses é forte nas feiras, bancas do Mercado Municipal e na oferta de restaurantes.

A Avenida Iguaçu e adjacentes, entre os bairros Batel e Água Verde, concentra muitos lugares onde é possível comer peixe cru e outras iguarias da culinária japonesa. Já nas feiras diurnas e noturnas espalhadas pela cidade os pastéis são o carro chefe, mas também dá para encontrar temaki e outros pratos para comer com ‘hashi’ ou, para os leigos, ‘palitinho’.

Mas a cultura japonesa não se conhece apenas pelo estômago. O Parque da Imigração Japonesa, que foi reaberto recentemente, é um espaço que homenageia os descendentes centenários. Reformado pela companhia de saneamento do estado, a Sanepar, o parque ganhou um centro de educação ambiental, o Memorial do Rio Iguaçu, que organiza atividades para conscientização sobre sustentabilidade e preservação de recursos naturais, principalmente a água.

Outro lugar para conhecer é o Palácio Hyogo, onde fica o Instituto Cultural e Científico Brasil-Japão. A casa é um exemplo de arquitetura japonesa e abriga um auditório, uma sala de exposições e uma sala de fotos e informações sobre a cidade-irmã de Curitiba, Himeje. O Consulado do Japão também organiza atividades esporadicamente em outros espaços da cidade, como mostras de filmes, exposições itinerantes e encontros sobre economia, cultura e esportes, sempre abertos e gratuitos.

Há também alguns festivais, como o Haru Matsuri, o Festival da Primavera, entre setembro e outubro; o Imin Matsuri, o Festival da Imigração Japonesa, que acontece em junho, e o Hana Matsuri, que é a festa das flores e aniversário do Buda histórico, em abril. Alguns eventos incluem mostras de vestimentas tradicionais, workshops de haicai (poemas curtos), oficinas de mangá, origami e, como não, culinária.

Sala Himeji

A Sala Himeji fica dentro do Memorial de Curitiba, um espaço cultural no centro da capital. O nome da sala é uma homenagem à cidade-irmã Himeji, onde fica um castelo que é tesouro nacional do Japão e Patrimônio da Humanidade da UNESCO desde 1993. A maquete do Castelo Himeji fica exposta nessa sala do Memorial, e representa a construção original, feita em 1346 com madeira e várias passagens secretas.

Praça do Japão

Localizada na Avenida Sete de Setembro, na Praça do Japão o visitante irá apreciar as 30 cerejeiras doadas pelo governo nipônico e lagos construídos nos moldes japoneses. Na mesma praça estão a Casa da Cultura, onde há uma biblioteca, o Centro Zen Budista e a Casa de Chá, onde toda quinta se realiza a tradicional cerimônia para servir a bebida mais popular da Ásia.

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Imigração alemã em Curitiba

IMIGRAÇÃO ALEMÃ – (1829 – 2019) – 55 anos de imigração

O sentido dado à imigração por D. Pedro I, como um fator cultural, servindo para a independência nacional no setor econômico e servindo de exemplo aos nativos, é bem diferente dos escravocratas e latifundiários, que transformaram a imigração numa pura e simples oferta de “braços”, em substituição à mão-de-obra escrava, para manutenção, ou melhor, garantia do seu domínio de classe. Com a proclamação da República, o serviço de imigração voltou à responsabilidade da União, mediante auxílio à diferentes estados.
Há na história do Paraná uma política de imigração inaugurada por Zacharias de Góes e Vasconcellos para favorecer o progresso da recém instalada Província. A mais antiga colônia alemã no Paraná é a de Rio Negro, fundada em 1829. Os primeiros colonos alemães chegaram ao Brasil, fundando a colônia de São Leopoldo, no RS.
Como imigrações coletivas temos o empreendimento da Sociedade Maripá, perto de Toledo, os Suábios do Danúbio, em Entre Rios, os menonitas em Witmarsum.
Os alemães que fizeram sua longa viagem do Volga ao Paraná eram homens predestinados à colonização. Estavam a par das necessidades culturais e chegaram imbuídos de um profundo instinto social, já que somente se lançaram a este quadro aventureiro depois de lhes ser garantido que poderiam estabelecer-se em colônias compactas e homogêneas. Vieram como imigrantes pobres, acreditando que poderiam cultivar o trigo no solo duro dos campos da região das savanas. O ensaio custou-lhes muito. Com dificuldades de fixação nas áreas que lhes foram ofertadas, prosseguiram viagem à Argentina, Ponta Grossa, Lapa ou Curitiba.

UM NOVO IMPULSO

A partir de 1870, com máquinas e apoio de experiências agrícolas e aconselhados por cientistas, os colonos alemães lançaram-se novamente com ânimo renovado ao trabalho.
A instalação dos alemães em Curitiba, da forma como aconteceu – transformando-se num dos núcleos mais importantes da imigração alemã no Brasil – não constava, dos planos do governo imperial, grande incentivador da imigração como forma de ocupação dos espaços vazios existentes no pais no inicio do século XIX. A primeira leva de alemães embarcados no veleiro alemão Charlote Louise, em 30 de junho de 1828, na verdade se destinava a região de Rio Negro, onde já existia um pequeno povoado com o nome de “Capella da Estrada da Matta”.
Depois de inúmeros percalços chegariam a seu destino somente em 6 de fevereiro de 1829, data consagrada a fundação de Rio Negro – as famílias alemãs passaram a enfrentar muitas dificuldades de adaptação, devido a sua vocação predominantemente urbana. Vieram à Curitiba inúmeras famílias entre 1830 e 1840. O mesmo problema ocorria nas colônias de Santa Catarina, entre elas Dona Francisca, hoje Joinville, e muitos imigrantes alemães acabaram convergindo para a capital paranaense, após 1850, via São Bento do Sul.
Em 1871, assinalava o vice-presidente da Província, o “estado próspero em que se achava o núcleo da população alemã que se estende por todo o Rocio e as vantagens colhidas da agricultura e indústria pelos colonos dali”.
Houve participação efetiva de associações alemãs de vida grupal, inclusive organizando campanhas de socorro aos necessitados ou comungando na comemoração dos grandes acontecimentos da história local ou brasileira. Estas sociedades, a partir de 1859, se multiplicaram. A “Deutscher Sängerbund”, que tomou, com a nacionalização o nome atual de Clube Concórdia, a “Handwerker Unterstützungsverein”, atual Clube Rio Branco, a “Teuto-Brasilianischer Turnverein”, que existe com o nome de Duque de Caxias, a “Sportklub Germania”, atual Graciosa Country Club, fundando ainda o Clube Thalia e o a Sociedade dos Cantores Brasileiros-Germânicos Harmonia, no Bigorrilho. Estas associações nasciam sob o signo da confraternização teuto-brasileira e foram poderosos elementos de assimilação e aculturação.

PIONEIROS EM CURITIBA

O primeiro dos alemães em Curitiba a partir de 1830, foi Michael Müller, o quarto dos oito filhos que Phillip Müller e esposa trouxeram da Alemanha. Casado com Anna Krantz, Miguel Alemão, como era chamado, participou ativamente da vida social e política da cidade, auferindo grandes lucros em sua ferraria e transformando-os em investimentos em forma de terrenos nas imediações da Igreja Matriz. Construiu varias casas, tendo a maior delas, na esquina das ruas Carlos Cavalcanti e Barão de Cerro Azul, servindo como moradia ao primeiro presidente da província, o conselheiro imperial Zacharias de Góes e Vasconcellos.
Sua fama e prestígio na Província eram tão grandes que foi visitado em sua ferraria pelo imperador D. Pedro II, quando de sua viagem ao Paraná em maio de 1880.
De uma maneira geral, o comércio, a indústria e as profissões diversificaram-se com a chegada dos imigrantes alemães, que repetiam em terra nova e em menor escala, a revolução comercial e industrial levada a efeito na Europa.
Em 1876, dos cinco médicos de Curitiba, um era alemão. De dois farmacêuticos, um alemão. A alemães pertencias as cinco serras hidráulicas então existentes na cidade. De cinco botequins, eles tinha quatro. De dez engenhos de erva mate – a base econômica da época – eles tinham um, mas o único então movido à vapor. A única fábrica de carroças era de alemães, as quatro cervejarias, 11 dos 15 ferreiros, uma estufa de cal, um hotel, nove das dez marcenarias, seis dos sete moinhos, a única empresa de deligências, as quatro olarias, duas das quatro padarias, uma relojoaria, nove dos dez açougues, as cinco selarias, as cinco alfaiatarias, os três carpinteiros, o único chapeleiro.
De 57 estabelecimentos comerciais, 12 eram de alemães. De quatro mestres de construção, dois er4am alemães. Vale lembrar que o mestre de construção da atual Catedral Metropolitana de Curitiba, era alemão assim como o primeiro moinho construído em Curitiba, nas Mercês. A primeira olaria por Meissner; e a primeira olaria hidráulica por Gottlieb Wieland, que ajudou a construção da Estrada da Graciosa e de outras.
Em 1876 – apesar de não se permitir, na época, a construção de igrejas que não fossem católicas – foi erigida a Igreja Evangélica Luterana de Curitiba, com torre em estilo gótico. Em 1885 a torre do belo templo teve que ser demolida, pois construída em pinho e provavelmente devido à sua estrutura em enxaimel (Fachwerk) não resistiu ao tempo.

ACULTURAÇÃO

Provavelmente a torre foi condenada pela utilização pouca apropriada das madeiras e técnica importada. Com a derrubada da parte do prédio, este não tinha mais aparência de igreja. A atual foi construída no mesmo local em 1893/1894. A nova igreja em estilo gótico e com sino, marca uma nova fase da história. Neste momento, já republicano, instala-se no país o Estado Laico, desaparecendo as restrições do império às religiões não católicas. O idioma era especialmente importante. Mesmo antes da constituição oficial da comunidade foi organizada a Escola Alemã.
Quanto aos alemães católicos, foi-lhes cedida inicialmente a Igreja do Rosário. Hoje não há, quanto às diversas etnias de religião católica, nenhuma igreja propriamente exclusiva.
No campo das idéias, papel de maior importância foi desempenhado pelos jornais “Deutsche Post”, “Der Beobachter”,”Der Kompass”, entre outros. Este último ficou em circulação durante 40 anos, desaparecendo com a onda nacionalista posterior a 1937.
Para a inumação cuidaram da criação de um cemitério, o “Deutscher Evangelischer Friedhofsverein”. A palavra “Verein”espelha uma prática muito cara aos alemães, e que se refletiu bastante na vida da cidade e no seu processo de urbanização. Trata-se de um traço cultural característico o seu associativismo, o que de certo modo extravasou como um fenômeno de contato cultural para a sociedade curitibana.
Assim, funda-se também o “Deutscher Hospital Verein” e um corpo de bombeiros composto por voluntários, em 1897. Com barricas de cerveja e carroções, os voluntários combatiam os incêndios ocorridos na cidade. Foi a atuação desinteressada desses homens, movidos pelo patriotismo e civismo, que deu ensejo para a organização 15 anos mais tarde, do corpo de bombeiros oficial, cujo primeiro comandante foi João Meister Sobrinho.
A vida associativa mostra a tendência de união social, auxílio mútuo, festas em conjunto, recreação por meio de esporte, canto e teatro. A ambientação dos imigrantes custou sacrifícios e sofrimentos. Eles representavam mentalidade tão diversa que o choque no país adotivo interferiu na assimilação. Emocionalmente presos a cultura de origem, a nostalgia impede uma mudança de atitudes. Muitos imigrantes movidos pela saudade regressam à pátria depois de muitos anos e quase sempre acompanhados por decepções amargas. Não só as reminiscências não correspondem a realidade, mas sobretudo a personalidade do próprio imigrante sofreu transformações de que somente agora se torna consciente.
Certas necessidades, condicionadas ao meio físico, forçaram o imigrante a substituir elementos antigos. Isto de deu principalmente no campo teológico, afetando sobretudo os padrões de alimentação, habitação, lavoura e criação e transporte.
Boa parte das perdas e aquisições culturais estão de tal maneira entrelaçadas com condições econômicas do meio que é muito difícil, ou mesmo impossível separar o fator mesológico do fator econômico. Passadas as dificuldades dos alemães, poucos voltam a medida do possível aos padrões antigos.
Porém, muita coisa já foi perdida, desapareceu ou não pertence mais a alemães e seus descendentes: antigas lojas, sociedades, imóveis…
Hoje em Curitiba, são poucos os descendentes que buscam a perpetuação da cultura germânica, da consciência étnica alemã – Deutschtum – principalmente sob a forma da prática e do uso da “Muttersprache”, do idioma alemão, pois os alemães foram proibidos de falar o idioma de origem durante o período entre guerras. Hoje em dia, poucos são os costumes mantidos pelos descendentes, mas alguns ainda estão em uso, não somente pelos descendentes, mas também pela população de Curitiba, como a palavra “Vina” que provém de “Wienerwurst – Salsichas tipo Viena”, os clubes de bolão, culinária, etc.

Fonte: https://www.alteheimat.com.br/wp/pesquisa/imigracao-alema-no-parana/

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