Torre Panorâmica de Curitiba passa por reformas para agradar turistas

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Manutenção é para atender reclamações dos turistas, principalmente em relação à fila de espera para entrar no cartão-postal

Única torre de telefonia do Brasil com mirante aberto à visitação, a Torre Panorâmica de Curitiba – conhecida por muitos por “Torre da Oi”, como “Torre da Telepar” , ou ainda “Torre das Mercês” –, ganhou nova roupagem. Além de pintura nova, o espaço recebeu mais bancos, teve o número de estagiários que trabalham no atendimento ampliados e passa por uma reforma que vai garantir a acessibilidade dos banheiros. De acordo com o Instituto Municipal de Turismo (IMT), as mudanças fazem parte de um projeto de melhoria dos espaços turísticos da cidade, mas também têm a ver com reclamações de turistas acumuladas ao longo dos últimos anos.

“Nós temos ali o problema de retenção das filas. Em Curitiba, às vezes o sol está bem forte e os turistas que ficavam na fila não tinham como se proteger. Até mesmo em dias de garoa. Por isso, decidimos colocar os ombrelones, que, além de ficarem bonitos, protegem esses turistas”, explica a coordenadora dos Postos de Informações Turísticas do IMT, Elaine Esmanhotto Bareta, referindo-se à cobertura feita com estruturas tipo guarda-sóis na entrada do mirante.

fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/torre-panoramica-de-curitiba-passa-por-reformas-para-agradar-turistas-9d3l82n583yypuweagzxmifzy

 

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Curitiba é a oitava cidade mais procurada para turismo no Brasil

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Oitava maior cidade do país, Curitiba também está entre as dez cidades brasileiras mais procuradas como destino de viagem. O ranking foi divulgado nesta semana pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização. A maior cidade do país, São Paulo, continua como primeira colocada na lista, seguida pelo Rio de Janeiro e Brasília.

Curitiba aparece em 8º lugar no ranking, à frente de Recife e Florianópolis. Segundo a associação, o número de cadastros nos principais programas de fidelidade de viagens do País atingiu 115 milhões de clientes no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 18,9% em comparação com 2017.

A preferência dos participantes no momento do resgate continua sendo os bilhetes aéreos, representando 74,4% dos pontos/milhas utilizados no período. Os outros 25,6% foram usados na aquisição de produtos. Já em relação ao acúmulo de pontos/milhas, o cenário é diferente. Apenas 10,7% são originados na compra de passagens e os 89,3% restantes vêm dos setores de varejo, serviços e bancos.

fonte: https://paranaportal.uol.com.br/cidades/cidades-destaque-2/curitiba-e-a-oitava-cidade-mais-procurada-para-turismo-no-brasil/

Circuito cultural traz a Curitiba experiências do universo árabe

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Durante os dois primeiros fins de semana de agosto, o Memorial de Curitiba recebe o Circuito Cultural Árabe, um evento com palestras, oficinas e uma imersão na arte, gastronomia e música árabe. A programação é gratuita e acontece nos dias 4, 5, 11 e 12 de agosto.

Atualmente, 25 países e cerca de 280 milhões de pessoas têm o árabe como idioma materno – é a quinta língua mais falada do mundo. No Brasil a comunidade árabe chega a 16 milhões de imigrantes.

Com o objetivo de celebrar tradições e combater preconceitos e estereótipos, o Circuito Cultural Árabe traz em sua programação seis palestras sobre a cultura deste povo, três espetáculos de danças folclóricas, sete apresentações de músicas e instrumentos típicos do Oriente Médio e oficina de caligrafia árabe. Haverá também mostra de obras literárias voltadas à cultura árabe, exibição de indumentária e acessórios que compõem a vestimenta típica e exposição de curiosidades sobre suas tradições e costumes.

Na oficina “Caligrafia e Cultura Árabe”, o convidado especial e responsável pela ação será o artista Moafak Mohamed Dib Helaihel, que nasceu no Líbano e desenvolve um significativo trabalho artístico com a caligrafia árabe no Brasil. Para essa atividade é necessário fazer inscrição prévia por e-mail.

Entre os palestrantes, estão o professor Gamal Oumairi, ex-diretor religioso da Sociedade Muçulmana do Paraná; Marcos Stier Calixto, professor e ex-gerente nacional de Missões com Etnias no Brasil; a professora Alessandra Vieira Amid, coordenadora do Festival Sul-Americano da Cultura Árabe em Curitiba e em outras cidades do Paraná; e Jamil Zugueib, professor e pesquisador do Departamento de Psicologia da UFPR.

A programação conta ainda com apresentações de danças árabes, com a participação de alunos e professores das três principais escolas de dança do ventre e folclore árabe de Curitiba: Cia Flor de Lótus, Cia Kadosh e Estúdio Hathor.

Circuito Cultural Ademilar

O Circuito Cultural Árabe é um dos projetos que integram o Circuito Cultural Ademilar, uma iniciativa que fomenta a cena artística da cidade e incentiva cerca de 20 projetos de música, arte, teatro e dança. O evento foi viabilizado via Lei do Mecenato Municipal pela Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário, uma das maiores incentivadoras culturais locais.

fonte: https://www.bemparana.com.br/noticia/circuito-cultural-traz-a-curitiba-experiencias-do-universo-arabe

Startup de Curitiba recorre à realidade virtual e AI para ensinar inglês

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Beetools inaugura cinco unidades no Paraná neste mês de julho e até o final do ano espera abrir 15 novas escolas com sistema de franquia

Uma nova escola brasileira de idiomas quer fazer do uso de tecnologias emergentes como realidade virtual e inteligência artificial um caminho, digamos, mais assertivo para seus alunos aprenderem a língua inglesa.

Batizada de Beetools, a escola é uma iniciativa da startup de Curitiba Beenoculus, que se lançou no mercado em 2015 como uma das primeiras companhias brasileiras a oferecer um headset de VR proprietário. Fabio Ivatiuk, CEO da Beetools, explica que o propósito da nova escola é tornar mais prático o estudo do idioma ao mesmo tempo que cria um método atualizado para prender a atenção de alunos de novas gerações.

“Um dia, eu estava caminhando para uma aula e vi uma turma inteira olhando para seus celulares. Fui seguindo eles, eles se sentaram e a professora gritou para que eles guardassem o celular e aquilo me deu um estalo”, lembra Ivatiuk que trabalha na área de educação há cerca de dez anos. “As pessoas querem que os alunos aprendam da forma que aprendemos antigamente, mas será que a gente não consegue usar os dispositivos de hoje para ensinar de uma forma mais efetiva?”, questiona o empresário.

Sala de aula invertida

Segundo Ivatiuki, a startup dedicou 13 meses para construir a metodologia da Beetools, que inaugura suas primeiras unidades em Curitiba já em julho. Diferente do método tradicional de matrícula e mensalidade, o aluno da Beetools faz a sua inscrição diretamente pelo aplicativo da escola e não paga taxa de matrícula. Ele compra pacotes de 20, 30, 60 ou até mesmo 1 aula sem precisar assinar contratos, pois pagará somente pelos créditos de aulas adquiridos. A Beetools diz que o valor de cada aula varia de acordo com a cidade. As aulas, que são presenciais, são preparadas para alunos a partir de 10 anos.

O CEO explica que a empresa foca na metodologia de sala de aula invertida para evoluir o aprendizado. Isso quer dizer que o aluno, primeiro, faz as tarefas pelo aplicativo e depois vai tirar suas dúvidas em sala de aula. Outro diferencial se debruça na computação cognitiva para personalizar o ensino. Com uso do IBM Watson, os professores conseguem avaliar, em um nível, mais minucioso, no caso, na análise de dados, as lacunas no aprendizado. Ao mesmo tempo, todas as tarefas, são entregues de forma automatizada. Se o sistema de AI, por exemplo, identificar que um aluno está tendo dificuldades em aprender concordância verbal, a tecnologia concentrará mais exercícios neste tema.

Já a realidade virtual serve para contextualizar o aluno em um ambiente de uso prático do idioma. Ao colocar o óculos, o estudante será imerso em situações onde ele precisará aplicar o idioma como se estivesse vivendo a cena na vida real. Completam a metodologia, o uso da  gameficação para engajar o aluno.

Onde fica o professor nesta nova sala de aula?

Mas com o uso de inteligência artificial, plataformas digitais e gadgets, você pode se perguntar que papel o professor terá na Beetools. Segundo o CEO da startup, os professores aqui servem como um guia no aprendizado.

“Levamos o professor para ficar ao lado do aluno. Munido de dados, ele vai atuar como um guia, vai ensinar o aluno nessa jornada do conhecimento. Todo o input será dado através do sistema, toda parte do ensino, a entrega dos exercícios é automatizada”, explica. “O professor, se ele entender que é possível colaborar de uma forma diferente, ele não vai ter seu papel reduzido, e sim ampliado. Mas o professor que acredita que será substituído pela tecnologia, ele provavelmente será. O educador que entende que a tecnologia vai ajudar no ensino do aluno, este vai conseguir entregar o máximo”.

Para escalar, a Beetools já se lançou no mercado como um sistema de franquias onde o investimento inicial para interessados é de R$ 290 mil reais. Segundo a companhia, 15 novas unidades serão abertas até o final do ano no Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Um dos diferenciais da franquia está na possibilidade de o empreendedor adotar o modelo de escola Contêiner, onde a Beetools tem uma parceria com a Delta Conteiners, que entrega em até 60 dias uma estrutura pronta para iniciar as aulas.

fonte: http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2018/07/02/startup-de-curitiba-recorre-a-realidade-virtual-e-ai-para-ensinar-ingles/

Primeiros dicionários ‘online’ Português/Chinês e Chinês/Português feitos a partir de Macau

Os primeiros dicionários ‘online’ Português/Chinês e Chinês/Português agora disponibilizados foram feitos a partir de Macau por Ana Cristina Alves, demoraram cerca de um ano e da equipa que o produziu consta uma professora chinesa de português e mandarim.

Doutorada em Filosofia da História e da Cultura Chinesa, Ana Cristina Alves disse hoje à agência Lusa que quando lhe foi feito o desafio pensou que “não iria ser capaz”, pois à data lecionava na Universidade de Macau e “não tinha tempo”.

“Mas logo me foi dito que teria a equipa de informática da Porto Editora a trabalhar comigo e, ao fim de um ano o trabalho estava feito, em menos tempo do que aquele que me davam”, salientou a autora de vários livros e manuais sobre a língua e cultura chinesas.

O facto de o desafio ter sido “bastante aplacado” pela colaboração que lhe chegava do Porto, foi no “trabalho de pesquisa” na tradução para chinês moderno das entradas que lhe chegavam de Portugal que encontrou as “maiores dificuldades”.

“Foi uma pesquisa enorme pois cada entrada tem vários sentidos e havia que verificar quais eram as oportunas para cada uma delas”, explicou a docente, vincando que o trabalho feito foi no “sentido de criar um dicionário que seja básico e essencial, para os contemporâneos”.

E prosseguiu: “não se trata de um dicionário erudito, mas sim para comunicação, em que tanto os estudantes, turistas e empresários o possam utilizar”.

Fonte: https://www.dn.pt/lusa/interior/primeiros-dicionarios-online-portugueschines-e-chinesportugues-feitos-a-partir-de-macau-9127074.html

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Qual o nível de inglês que preciso para fazer intercâmbio?

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O intercâmbio é uma excelente oportunidade para vivenciar outra cultura, fazer amigos em diferentes países, conhecer novas regiões e viajar pelo mundo. Um dos maiores atrativos é a possibilidade de aprender uma nova língua. Estudar em outro país é uma maneira divertida e eficiente de aprender um novo idioma.

Uma das línguas mais procuradas pelos intercambistas é o inglês. Entre os destinos mais desejados estão as cidades de Londres, Nova York e Sydney, lugares localizados em diferentes continentes e que apresentam ótima qualidade de vida.

A técnica de inserção, que coloca o estudante para vivenciar a cultura de outro país diariamente, é uma das melhores formas de aprender o idioma. Contudo, muitos estudantes têm dúvida em relação ao nível de inglês necessário para realizar o intercâmbio.

Podemos classificar o conhecimento em outra língua, essencialmente, em quatro níveis: básico, intermediário, avançado e fluente. As escolas de idiomas separam os alunos de acordo com este conhecimento. Dessa forma, todos os estudantes de uma sala de aula apresentam o mesmo nível no idioma e podem avançar juntos. Abaixo, saiba mais sobre essa classificação.

Níveis de inglês

Básico

Alunos no nível básico têm pouco conhecimento na língua. Sabem algumas palavras, mas não têm boa leitura ou escrita.

Intermediário

São estudantes que apresentam um nível regular de escrita e leitura. Também já apresentam um pouco de conversação.

Avançado

Quem apresenta boa leitura e escrita, compreende bem o que ouve e consegue se expressar sem muita dificuldade tem nível avançado.

Fluente

Pessoas fluentes são aquelas que têm completo domínio sobre o idioma. Conseguem escrever, ler e falar espontaneamente sem dificuldade.

Qual o nível ideal de inglês para fazer intercâmbio?

O nível ideal depende do objetivo do intercâmbio. Alguém que pretende viajar para fazer uma especialização no exterior precisa de um bom conhecimento no idioma do país. Já quem viaja com intuito de aprender a língua pode apresentar diferentes níveis de inglês.

Uma pessoa com nível básico vai adquirir toda a base necessária na escola e vai poder aproveitar para praticar o que aprender nas situações cotidianas. Quem tem conhecimento intermediário ou avançado tem a oportunidade de aperfeiçoar a fluência na língua, na escola e na convivência com pessoas nativas do país.

Por isso é importante que, no primeiro dia de aula, cada estudante faça uma prova para avaliar o seu nível de conhecimento na língua. De acordo com o resultado, o aluno é direcionado para a turma mais adequada.

Para garantir o máximo de aprendizado durante o intercâmbio, é extremamente recomendado que o estudante aproveite a oportunidade para conviver e conversar com pessoas que falem fluentemente o idioma. Quanto mais o intercambista falar e praticar, maior será o aprendizado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  http://blog.descubraomundo.com/intercambio/qual-o-nivel-de-ingles-que-preciso-para-fazer-intercambio/                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       .  Faça um orçamento sem compromisso!

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A DIVERSIDADE LINGUÍSTICA AFRICANA E SUAS HERANÇAS NA FORMAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL!

 

Com 54 países, a diversidade linguística africana impressiona. Atualmente, a África possui 2092 línguas faladas, número correspondente a nada menos que 30% dos idiomas em todo o planeta. Além das duas mil línguas, estão presentes mais oito mil dialetos. Assim, o multilinguismo é característica medular do continente. A presença de inúmeras variantes dividindo os mesmos espaços de convivência acabam por proporcionar singulares e complexas formas de enxergar e interpretar o mundo. No Brasil, pouco sabemos sobre a influência dessa diversidade linguística no português falado por nós. No entanto, antes de pensar no transporte de tais línguas para o lado de cá do oceano e as conexões então formadas, é preciso entender mais sobre suas origens e consequentemente suas diferenças.

 

 

Para que fosse possível um estudo mais aprofundado de tamanha variedade, os pesquisadores da área, tais como, R. G. Gordon Jr. e J. Greenberg, dividiram as línguas africanas em quatro grandes grupos linguísticos: línguas afro-asiáticas, línguas khoisan, línguas nilo-saarianas e línguas nigero-congolesas. Lembrando que neste caso as línguas de origem europeias e o árabe, que também estão presentes nos países africanos, não estão inclusas, sendo consideradas para o estudo apenas as línguas originárias do continente. O primeiro grupo, de línguas afro-asiáticas, também conhecidas como camito-semíticas, abriga aproximadamente 240 línguas e 285 milhões de falantes. A região de abrangência de tal grupo vai do norte da África (região do Magreb) passando pelo Sahel e pelo leste da África, extrapolando as fronteiras do continente e estando presente também no sudoeste da Ásia. O segundo grupo linguístico é formado pelas línguas khoisan. Notório pelo uso de “cliques” como fonemas e um extenso uso de consoantes, é considerado o menor grupo dos quatro, contando apenas com cinco ramificações. Entre os seus falantes estão os bosquímanos, considerado um dos primeiros grupos habitantes do planeta, hoje localizados no sudoeste da África, na região do deserto de Kalahari, abrangendo os países deBotswana, Namíbia e África do Sul; e pequenos territórios de Angola e Zâmbia. Acredita-se também, apesar de consideráveis diferenças sonoras, que línguas do grupo khoisan, embora em menor escala, também estejam presentes pontualmente na Tanzânia e no Quênia.

 

 

O terceiro grupo é composto pelas línguas nilo-saarianas, que nascem no deserto do Saara, no vale do rio Nilo e na região dos Grandes Lagos. Estuda-se que o surgimento dessas línguas é anterior ao processo de desertificação do Saara, que quando acontece, provoca grandes modificações e consequentes ramificações das línguas do grupo. No leste africano, os Maassai, Turkana e Samburu, que hoje habitam entre o Quênia e a Tanzânia, estão entre os povos falantes de tal grupo. No oeste africano, a maior ramificação é a songai (que abrange diferentes línguas), com mais de três milhões de falantes, presente na Argélia, Benim, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Por fim, o quarto grupo, e o mais diretamente ligado ao Brasil, é o das línguas nigero-congolesas, considerado o maior tanto por conta do número de falantes e de línguas, quanto à área geográfica que abrange. As línguas atuais desse quarto grupo são conhecidas pelos sistemas tonais, com diferentes níveis contrastantes de entoação. Pelo tamanho e variedade, também foi separado em duas subdivisões, as línguas nigero-congolesas, que abrangem grande parte da África ao sul do Saara, e têm como subgrupos as línguas bantu, e as línguas nigero-kordofanianas, presentes na região do Sudão.

 

 

Apesar da fartura linguística, dos 54 países que formam o continente africano, 27 possuem línguas vindas da Europa como oficiais; 18 apresentam pelo menos uma língua dos europeus entre as principais; e poucos países não possuem presença linguística europeia, são eles: Argélia, Líbia, Egito, Etiópia, Marrocos, Mauritânia, Saara Ocidental, Somália e Tunísia. No entanto, com exceção da Etiópia, tais países possuem o árabe como uma das línguas oficiais, que não é endógena ao continente africano. No caso das línguas europeias, desde a chegada dos colonizadores a ideia era ter o controle da África de diferentes formas, uma delas seria a comunicação. Para atingir o objetivo ficou decidido que o inglês, francês, espanhol e português seriam as línguas de base. A ação causou profundas mudanças na maneira de falar dos africanos nos séculos subsequentes.

 

 

O início do domínio sobre a fala ocorreu com a Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, responsável pela ocupação em África pelo Reino Unido, Bélgica, França, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha. Apenas Etiópia e Libéria permaneceram independentes politicamente. Foram séculos de exploração encerrados apenas após o fim da Segunda Guerra Mundial, que fez surgir movimentos nacionalistas e lutas pelas independências. No entanto, de acordo com Diego Barbosa Silva, mestre em línguas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor do artigo Política Linguística na África: do passado colonial ao futuro global, após as independências, as línguas europeias ganharam um novo significado no continente negro, pois ao mesmo tempo em que decidiram por utilizar a língua europeia, em muitos casos a reconstruíram, mantendo no seu uso a memória das línguas originárias de África. Para ilustrar, o autor prossegue e explica que os idiomas não são tão europeus como se pode imaginar, já que com o passar do tempo sofreram muitas influências locais. Estas influências formaram novas línguas, como o crioulo da República de Maurício e de Cabo Verde e o pidgin da Nigéria, e também novas formas de falar, utilizando as línguas locais como base e estrutura, como o português em Angola e o francês do Congo.

 

 

Para explicar melhor a realidade linguista africana, seu multilinguismo e a convivência entre línguas africanas e europeias em cada país, a pesquisadora Margarida Petter elucida em seu artigo Línguas Africanas, do curso de difusão cultural ”Introdução aos Estudos de África”, que foram associadas às línguas, diferentes funções e estatutos, sendo divididas em oficiais, nacionais e veiculares. Segundo a professora de Linguística da Universidade de São Paulo, a Língua Oficial é normalmente a falada na escola, no trabalho, na administração e na mídia. Em muitos países, a língua oficial é a língua europeia. No entanto, entre outras exceções, na África do Sul são 11 línguas consideradas oficiais; enquanto na Tanzânia e no Quênia, o suaíli divide essa função com o inglês e muitas vezes é mais utilizado do que a língua britânica. Já a Língua Nacional é, como explica a pesquisadora no artigo, “uma ou várias línguas locais escolhidas para serem descritas e normatizadas em razão de sua extensão e número de falantes, com o objetivo de serem ensinadas na escola e se tornarem uma língua oficial”. São línguas extensamente utilizadas entre familiares, amigos e na música popular. O terceiro estatuto explicado por Petter é o da Língua Veicular, que seria uma língua nacional só que falada por sujeitos de línguas diferentes e que muitas vezes tem maior número de interlocutores do que as próprias línguas oficiais; como o wolof no Senegal, o bambará no Mali, o tswana em Botswana, etc. A autora explica também que, fora tais divisões, encontram-se ainda os “dialetos”, que seriam “variedades regionais”, ou seja, “formas não-padrão de uma língua, utilizada em uma localidade com poucos locutores”.

 

 

As línguas africanas que deságuam no Brasil

Durante os 400 anos de escravidão, quase seis milhões de africanos desembarcaram de maneira forçada em terras brasileiras, trazendo com eles a resiliência e complexidade de suas línguas. A diversidade linguística do continente africano foi transportada para o Brasil, tendo participação direta na formação do português aqui falado. Entre as 2000 mil línguas existentes no continente, são as línguas nigero-congolesas que contribuem com maior força para o característico falar do brasileiro. Calcula-se que desaguaram no Brasil entre 200 e 300 línguas africanas. Entre elas, especificamente, os grupos vieram de duas regiões.

 

 

 

 

Petter, no artigo Línguas Africanas no Brasil, explica que a primeira região é o Oeste Africano, de onde vieram influências oeste-atlântica como o fulfulde e o serer (faladas na região do sahel africano); mandê como a mandinga (faladas nos países Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau); cuá como o ewe (falada em Gana, Togo e Benim) e o fon (falada em Benim e Nigéria), benuê-congo como o ioruba (falada, sobretudo, na Nigéria, mas também nos países vizinhos); e chádicas como o haussá (falada em toda região do antigo Império Songhai, que compreende o território entre o Saara, o lago Chade, o golfo da Guiné). Ainda desta região, no entanto, pertencente a outro grupo linguístico, o nilo-saariano, também temos a presença do canúri, hoje falado na Nigéria, no Níger, no Chade e nos Camarões.

 

 

Petter continua em seu artigo e elucida que o segundo local de grande contingente de línguas africanas que influenciaram o português brasileiro seria a parte sul do continente, inicialmente da costa ocidental (atuais regiões de Angola, Congo e República do Congo) e, mais tarde, da costa oriental (atual região de Moçambique). As de maior número de falantes no Brasil foram o quicongo (falado na região do antigo Reino do Congo, hoje República Popular do Congo, na República Democrática do Congo e no norte de Angola), o quimbundo (falado na região do antigo Reino Ndongo, localizado na região central angolana) e o umbundo (falado no sul de Angola e na Zâmbia).

 

 

No entanto, por que, se foram centenas as línguas que vieram do continente africano para o Brasil, sabemos tão pouco sobre elas? É importante lembrar que a colonização portuguesa, para enfraquecer e minar a resistência dos negros escravizados para cá transportados buscou desmantelar grupos linguísticos provenientes da mesma região, com objetivo de dificultar a comunicação entre os prisioneiros e assim enfraquecer organizações de revoltas. Processo que se iniciava já nos navios negreiros, onde tais línguas, por meio da mescla forçada dos povos africanos, passaram por fortes transformações e adaptações. No entanto, o desconhecimento atual não se limita a isso, mas também a uma histórica insistência eurocêntrica e preconceituosa de recusar a participação do africano e de seus descendentes na formação e construção do Brasil atual. Aceitar que nossa língua vigente é predominada de influências africanas, sejam elas na morfologia, fonologia ou pronúncia, é reconhecer não apenas uma contribuição – como algo apenas fragmentado – de África em nossa fala, mas uma participação substancial e indispensável desta na constituição da identidade brasileira.

 

 

Hoje, em nosso dicionário, mais de 1500 palavras são oriundas do continente africano, sendo 300 delas utilizadas cotidianamente pelos brasileiros: abadá, caçamba, cachaça, cachimbo, caçula, candango, canga, capanga, carimbo, caxumba, cochilar, corcunda, dengo, fubá, gibi, macaco, macumba, marimbondo, miçanga, moleque, quitanda, quitute, tanga, xingar, banguela, babaca, bunda, cafofo, cafundó, cambada, muquirana, muvuca. Estes são apenas alguns exemplos de como as centenas de línguas para o Brasil transportadas são intrínsecas ao nosso dia a dia.

 

 

Yeda Pessoa de Castro, etnolinguista e doutora em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, em seu artigo A influência das línguas africanas no português brasileiro, explica que tal influência vai além do dicionário: “Explicar o avanço do componente africano nesse processo é ter em conta a participação do negro-africano como personagem falante no desenrolar dos acontecimentos e procurar entender os fatos relevantes de ordem socioeconômica e de natureza linguística que, ao longo de quatro séculos consecutivos, favoreceram a interferência de línguas africanas na língua portuguesa, no Brasil. Isso se fez sentir em todos os setores: léxico, semântico, prosódico, sintático e, de maneira rápida e profunda, na língua falada”. As influências podem ser conferidas, conforme a autora, pelas seguintes divisões:

 

 

 

Fonte: Yeda Pessoa de Castro – “A influência das línguas africanas no português brasileiro.”

 

 

Alguns dos termos acima citados possuem claramente uma função religiosa. As religiões brasileiras, como o Candomblé, a Umbanda, entre outras, são consideradas os mais importantes meios de preservação de palavras e estruturas linguísticas de origem africana. Por resguardarem o modo de falar de seus antepassados, os terreiros prestam um indispensável serviço de conservação e perpetuação da fala. Assim, algumas palavras de origem ioruba, por exemplo, de uso comum nos rituais, como ebó (despacho), ori (cabeça), ayê (terra), ade (coroa), babalorixá (pai-de-santo), ago (licença), entre tantas outras, foram salvaguardadas e o uso de algumas delas é considerado de fundamental importância histórica, uma vez que já não estão presentes no dia a dia dos africanos.

 

 

Usando mais uma vez como base os estudos de Margarida Petter, podemos dizer que as religiões africanas – e suas lógicas culturais e linguísticas – manifestam-se no Brasil sob diferentes nomes: candomblé na Bahia, xangô em Pernambuco e Alagoas, tambor de mina no Maranhão e Pará, batuque no Rio Grande do Sul, macumba no Rio de Janeiro. A umbanda, mais recente em sua formação, além de trazer as fortes referências africanas, traz a mescla com o espiritismo e catolicismo. Além do iorubá, amplamente utilizado em rituais do candomblé de diversas “nações” (nagô-keto, jeje, angola, eve-fon), há também o uso do quicongo e do quimbundo no candomblé angola e de uma mistura de línguas mina-nagô no tambor de mina do Maranhão. Exemplo e referências que deixam claro a importância das religiões e da religiosidade para a preservação do patrimônio imaterial que se configuram os falares africanos que aportaram no Brasil.

 

 

Para além da função religiosa, Petter afirma que estes falares se preservaram enquanto “línguas especiais”, ou seja, modo de expressão oral característico de uma faixa etária ou grupo social, que possui uma função ritualística e de demarcação social. Essas línguas especiais, entendidas como “secretas”, são ainda fortemente utilizadas em comunidades rurais no Brasil, compostas por descendentes de escravizados, como Cafundó (São Paulo) e Tabatinga (Minas Gerais). Essas duas comunidades rurais caracterizam-se pelo uso de dialetos que mesclam o português com as estruturas lexicais africanas. No caso de Cafundó, a cupópia (ou língua) traz referências do quimbundo, assim como a “Gira da Tabatinga”, também conhecida como “Língua do Negro da Costa”.

 

 

Além da religião, a música, também permeada pela oralidade e pelo ritmo da fala, é também uma das principais responsáveis pela preservação das línguas que aqui aportaram, uma vez que no Brasil sempre foi atravessada pelo modo de falar do africano. Os “pontos” de terreiro, canções entoadas durante os rituais das religiões de matriz africana são um forte exemplo deste fato. Além disso, o coco, o maracatu, o jongo, entre outras manifestações populares brasileiras apresentam – e reforçam – as estruturas rítmicas e lexicais ressignificadas em nosso país. Diversos músicos e artistas se apropriaram dessas heranças e produziram grandes obras, como é o caso de Gilberto Gil, autor de canções como Babá Alapalá; de Baden Powell e Vinícius de Morais, com seus Afrosambas; e de Clara Nunes, com seu disco Claridade. No século XXI, alguns grupos como o Metá Metá, têm dado uma nova roupagem para a música negra brasileira, misturando “pontos” de terreiro e palavras de origem iorubá ao experimentalismo e inventividade musical.

 

 

Seja na música, na religião, na culinária e além, a África e suas línguas permeiam nosso cotidiano e deságuam suas influências na nossa maneira de pensar e ser, conectando africanidades e brasilidades de inúmeras e profundas formas. Reconhecer a participação essencial da estrutura linguística africana na constituição do português brasileiro é, assim, um passo para o reconhecimento mais plural da nossa identidade nacional, compreendendo o africano e seus complexos e diversos saberes como partes indissociáveis da nossa formação.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                fonte:http://www.afreaka.com.br/notas/diversidade-linguistica-africana-e-suas-herancas-na-formacao-portugues-brasil/

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