Imigração alemã em Curitiba

IMIGRAÇÃO ALEMÃ – (1829 – 2019) – 55 anos de imigração

O sentido dado à imigração por D. Pedro I, como um fator cultural, servindo para a independência nacional no setor econômico e servindo de exemplo aos nativos, é bem diferente dos escravocratas e latifundiários, que transformaram a imigração numa pura e simples oferta de “braços”, em substituição à mão-de-obra escrava, para manutenção, ou melhor, garantia do seu domínio de classe. Com a proclamação da República, o serviço de imigração voltou à responsabilidade da União, mediante auxílio à diferentes estados.
Há na história do Paraná uma política de imigração inaugurada por Zacharias de Góes e Vasconcellos para favorecer o progresso da recém instalada Província. A mais antiga colônia alemã no Paraná é a de Rio Negro, fundada em 1829. Os primeiros colonos alemães chegaram ao Brasil, fundando a colônia de São Leopoldo, no RS.
Como imigrações coletivas temos o empreendimento da Sociedade Maripá, perto de Toledo, os Suábios do Danúbio, em Entre Rios, os menonitas em Witmarsum.
Os alemães que fizeram sua longa viagem do Volga ao Paraná eram homens predestinados à colonização. Estavam a par das necessidades culturais e chegaram imbuídos de um profundo instinto social, já que somente se lançaram a este quadro aventureiro depois de lhes ser garantido que poderiam estabelecer-se em colônias compactas e homogêneas. Vieram como imigrantes pobres, acreditando que poderiam cultivar o trigo no solo duro dos campos da região das savanas. O ensaio custou-lhes muito. Com dificuldades de fixação nas áreas que lhes foram ofertadas, prosseguiram viagem à Argentina, Ponta Grossa, Lapa ou Curitiba.

UM NOVO IMPULSO

A partir de 1870, com máquinas e apoio de experiências agrícolas e aconselhados por cientistas, os colonos alemães lançaram-se novamente com ânimo renovado ao trabalho.
A instalação dos alemães em Curitiba, da forma como aconteceu – transformando-se num dos núcleos mais importantes da imigração alemã no Brasil – não constava, dos planos do governo imperial, grande incentivador da imigração como forma de ocupação dos espaços vazios existentes no pais no inicio do século XIX. A primeira leva de alemães embarcados no veleiro alemão Charlote Louise, em 30 de junho de 1828, na verdade se destinava a região de Rio Negro, onde já existia um pequeno povoado com o nome de “Capella da Estrada da Matta”.
Depois de inúmeros percalços chegariam a seu destino somente em 6 de fevereiro de 1829, data consagrada a fundação de Rio Negro – as famílias alemãs passaram a enfrentar muitas dificuldades de adaptação, devido a sua vocação predominantemente urbana. Vieram à Curitiba inúmeras famílias entre 1830 e 1840. O mesmo problema ocorria nas colônias de Santa Catarina, entre elas Dona Francisca, hoje Joinville, e muitos imigrantes alemães acabaram convergindo para a capital paranaense, após 1850, via São Bento do Sul.
Em 1871, assinalava o vice-presidente da Província, o “estado próspero em que se achava o núcleo da população alemã que se estende por todo o Rocio e as vantagens colhidas da agricultura e indústria pelos colonos dali”.
Houve participação efetiva de associações alemãs de vida grupal, inclusive organizando campanhas de socorro aos necessitados ou comungando na comemoração dos grandes acontecimentos da história local ou brasileira. Estas sociedades, a partir de 1859, se multiplicaram. A “Deutscher Sängerbund”, que tomou, com a nacionalização o nome atual de Clube Concórdia, a “Handwerker Unterstützungsverein”, atual Clube Rio Branco, a “Teuto-Brasilianischer Turnverein”, que existe com o nome de Duque de Caxias, a “Sportklub Germania”, atual Graciosa Country Club, fundando ainda o Clube Thalia e o a Sociedade dos Cantores Brasileiros-Germânicos Harmonia, no Bigorrilho. Estas associações nasciam sob o signo da confraternização teuto-brasileira e foram poderosos elementos de assimilação e aculturação.

PIONEIROS EM CURITIBA

O primeiro dos alemães em Curitiba a partir de 1830, foi Michael Müller, o quarto dos oito filhos que Phillip Müller e esposa trouxeram da Alemanha. Casado com Anna Krantz, Miguel Alemão, como era chamado, participou ativamente da vida social e política da cidade, auferindo grandes lucros em sua ferraria e transformando-os em investimentos em forma de terrenos nas imediações da Igreja Matriz. Construiu varias casas, tendo a maior delas, na esquina das ruas Carlos Cavalcanti e Barão de Cerro Azul, servindo como moradia ao primeiro presidente da província, o conselheiro imperial Zacharias de Góes e Vasconcellos.
Sua fama e prestígio na Província eram tão grandes que foi visitado em sua ferraria pelo imperador D. Pedro II, quando de sua viagem ao Paraná em maio de 1880.
De uma maneira geral, o comércio, a indústria e as profissões diversificaram-se com a chegada dos imigrantes alemães, que repetiam em terra nova e em menor escala, a revolução comercial e industrial levada a efeito na Europa.
Em 1876, dos cinco médicos de Curitiba, um era alemão. De dois farmacêuticos, um alemão. A alemães pertencias as cinco serras hidráulicas então existentes na cidade. De cinco botequins, eles tinha quatro. De dez engenhos de erva mate – a base econômica da época – eles tinham um, mas o único então movido à vapor. A única fábrica de carroças era de alemães, as quatro cervejarias, 11 dos 15 ferreiros, uma estufa de cal, um hotel, nove das dez marcenarias, seis dos sete moinhos, a única empresa de deligências, as quatro olarias, duas das quatro padarias, uma relojoaria, nove dos dez açougues, as cinco selarias, as cinco alfaiatarias, os três carpinteiros, o único chapeleiro.
De 57 estabelecimentos comerciais, 12 eram de alemães. De quatro mestres de construção, dois er4am alemães. Vale lembrar que o mestre de construção da atual Catedral Metropolitana de Curitiba, era alemão assim como o primeiro moinho construído em Curitiba, nas Mercês. A primeira olaria por Meissner; e a primeira olaria hidráulica por Gottlieb Wieland, que ajudou a construção da Estrada da Graciosa e de outras.
Em 1876 – apesar de não se permitir, na época, a construção de igrejas que não fossem católicas – foi erigida a Igreja Evangélica Luterana de Curitiba, com torre em estilo gótico. Em 1885 a torre do belo templo teve que ser demolida, pois construída em pinho e provavelmente devido à sua estrutura em enxaimel (Fachwerk) não resistiu ao tempo.

ACULTURAÇÃO

Provavelmente a torre foi condenada pela utilização pouca apropriada das madeiras e técnica importada. Com a derrubada da parte do prédio, este não tinha mais aparência de igreja. A atual foi construída no mesmo local em 1893/1894. A nova igreja em estilo gótico e com sino, marca uma nova fase da história. Neste momento, já republicano, instala-se no país o Estado Laico, desaparecendo as restrições do império às religiões não católicas. O idioma era especialmente importante. Mesmo antes da constituição oficial da comunidade foi organizada a Escola Alemã.
Quanto aos alemães católicos, foi-lhes cedida inicialmente a Igreja do Rosário. Hoje não há, quanto às diversas etnias de religião católica, nenhuma igreja propriamente exclusiva.
No campo das idéias, papel de maior importância foi desempenhado pelos jornais “Deutsche Post”, “Der Beobachter”,”Der Kompass”, entre outros. Este último ficou em circulação durante 40 anos, desaparecendo com a onda nacionalista posterior a 1937.
Para a inumação cuidaram da criação de um cemitério, o “Deutscher Evangelischer Friedhofsverein”. A palavra “Verein”espelha uma prática muito cara aos alemães, e que se refletiu bastante na vida da cidade e no seu processo de urbanização. Trata-se de um traço cultural característico o seu associativismo, o que de certo modo extravasou como um fenômeno de contato cultural para a sociedade curitibana.
Assim, funda-se também o “Deutscher Hospital Verein” e um corpo de bombeiros composto por voluntários, em 1897. Com barricas de cerveja e carroções, os voluntários combatiam os incêndios ocorridos na cidade. Foi a atuação desinteressada desses homens, movidos pelo patriotismo e civismo, que deu ensejo para a organização 15 anos mais tarde, do corpo de bombeiros oficial, cujo primeiro comandante foi João Meister Sobrinho.
A vida associativa mostra a tendência de união social, auxílio mútuo, festas em conjunto, recreação por meio de esporte, canto e teatro. A ambientação dos imigrantes custou sacrifícios e sofrimentos. Eles representavam mentalidade tão diversa que o choque no país adotivo interferiu na assimilação. Emocionalmente presos a cultura de origem, a nostalgia impede uma mudança de atitudes. Muitos imigrantes movidos pela saudade regressam à pátria depois de muitos anos e quase sempre acompanhados por decepções amargas. Não só as reminiscências não correspondem a realidade, mas sobretudo a personalidade do próprio imigrante sofreu transformações de que somente agora se torna consciente.
Certas necessidades, condicionadas ao meio físico, forçaram o imigrante a substituir elementos antigos. Isto de deu principalmente no campo teológico, afetando sobretudo os padrões de alimentação, habitação, lavoura e criação e transporte.
Boa parte das perdas e aquisições culturais estão de tal maneira entrelaçadas com condições econômicas do meio que é muito difícil, ou mesmo impossível separar o fator mesológico do fator econômico. Passadas as dificuldades dos alemães, poucos voltam a medida do possível aos padrões antigos.
Porém, muita coisa já foi perdida, desapareceu ou não pertence mais a alemães e seus descendentes: antigas lojas, sociedades, imóveis…
Hoje em Curitiba, são poucos os descendentes que buscam a perpetuação da cultura germânica, da consciência étnica alemã – Deutschtum – principalmente sob a forma da prática e do uso da “Muttersprache”, do idioma alemão, pois os alemães foram proibidos de falar o idioma de origem durante o período entre guerras. Hoje em dia, poucos são os costumes mantidos pelos descendentes, mas alguns ainda estão em uso, não somente pelos descendentes, mas também pela população de Curitiba, como a palavra “Vina” que provém de “Wienerwurst – Salsichas tipo Viena”, os clubes de bolão, culinária, etc.

Fonte: https://www.alteheimat.com.br/wp/pesquisa/imigracao-alema-no-parana/

Espanglish Traduções

Espanglish Traduções oferece seus serviços de Tradução simultânea em alemão.

(41)3308-9498 / (41)99667-9498

atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

10 cidades da Alemanha que você precisa conhecer

Espanglish Traduções

 www.espanglish.com.br

atendimento@espanholinlgescuritiba.com.br

Whatsapp: (41)99667-9498            Telefone: (41) 3308-949

 Serviço de tradução em Alemão. Tradução Juramentada em Alemão. Tradutores Nativos de alemão. Tradução técnica em alemão em São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Blumenau, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasilia, Belo Horizonte e todo o Brasil

Por mais que a Alemanha seja um dos maiores países da Europa, tanto em área quanto pela grandeza da sua cultura e diversidade, muitos viajantes vão para lá apenas para conhecer uma cidade ou duas e deixam de conhecer cidades e lugares incríveis que o país tem para oferecer. Nós tivemos a oportunidade de conhecer várias cidades por lá e não temos a menor dúvida de que esse foi um dos melhores países que já conhecemos. Pensando nisso, selecionamos dez cidades alemãs para você considerar em seu itinerário, confira:

1. BERLIM

Berlim não é só a capital e maior cidade da Alemanha como também é o centro cultural do país e uma das cidades mais fascinantes da Europa. Berlim é vibrante, cosmopolita e o centro da moda, arte e cultura da Alemanha e não é surpresa nenhuma que seja o destino turístico mais popular do país, recebendo milhares de visitantes interessados em saber um pouco mais sobre sua história política tão violenta e também afim de curtirem suas noites tão badaladas e conhecidas pela Europa. Para saber mais, você pode conferir nosso roteiro por Berlim ou nossa lista de atrações da cidade.

2. MUNIQUE

Munique é a capital da Bavária e a porta de entrada dos Alpes. É conhecida por ser uma das cidades mais lindas e charmosas da Alemanha, cercada por museus e arquitetura fantástica. É também conhecida por ser a terra do Oktoberfest, que chega a atrair mais de 6 milhões de turistas do mundo inteiro todos os anos. Você pode conferir nosso roteiro completo pela cidade clicando aqui.

3. FRANKFURT

Frankfurt é a cidade mais internacional da Alemanha e um importante pólo Europeu graças ao seu enorme aeroporto. Além disso, também é o centro econômico da Alemanha (e também da Europa) e esse status é bem visível em seus prédios imponentes e arranha-céus, característica que não poderá ser encontrada em nenhum outro lugar do país.

4. COLOGNE (KÖLN)

Cologne, também conhecida como Colônia, foi fundada pelos romanos e é uma das cidades mais antigas do país. Sua arquitetura possui traços de vários períodos históricos, que acabam refletindo sua longa jornada ao longo dos anos, onde suas torres romanas e arquitetura gótica fazem contraste com a arquitetura moderna. Não deixe de visitar a Catedral de Colônia, que levou 600 anos para ser finalizada. Uma visita ao Museu do Chocolate também irá fazer a viagem valer à pena.

5. HAMBURGO

Situada no norte do país, Hamburgo é a segunda maior cidade da Alemanha e foi a primeira cidade alemã que visitamos. Fica a apenas duas horas de trem de Berlim e é conhecida por ser o segundo maior porto da Europa, perdendo apenas para Roterdam, na Holanda. Seus canais dão um charme especial à cidade, dando a impressão de se estar caminhando por uma “Veneza moderna”.

6. LEIPZIG

Leipzig está aos poucos criando sua reputação por ser a “nova” capital das artes da Alemanha e a cidade mais dinâmica ao leste do país depois de Berlim. A cidade já foi uma dos centros de cultura e arte da Europa e hoje seus aluguéis baratos e vida noturna agitada fazem dela o destino preferido dos jovens.

7. DRESDEN

Situada às margens do rio Elba, a beleza barroca de Dresden é inquestionável. Foi completamente destruída durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, mas foi reconstruída de forma esplendorosa, afim de refletir sua magnitude original. Por ser a capital da Saxônia, Dresden também já foi morada de reis e hoje é uma cidade verde, conhecida por seus vários parque e jardins espalhados.

8. NUREMBERG

Nuremberg, de um modo geral, está associada à especiarias de Natal, mas historicamente falando, está associada ao grande julgamento da Segunda Guerra Mundial. Mas o que realmente deixa qualquer um de queixo caído é sua arquitetura. As fortificações medievais continuam firmes e fortes na Cidade Velha, bem como suas igrejas de arquitetura gótica e seu mercado colorido.

9. DÜSSELDORF

É dito com frequência que Düsseldorf é a resposta da Alemanha pra Milão, na Itália, já que é conhecida como a capital da moda do país. Embora pareça elegante, moderna e um pouco fechada para quem vem de fora, ela pode ser uma ótima pedida, seja pelo seu cenário artístico como pela sua vida noturna agitada. Só para se ter noção, a Cidade Velha de Düsseldorf recebeu o apelido de “o bar mais logo do mundo“, devido as 300 bares e clubes concentrados em uma área tão pequena.

10. BREMEN

Bremen possui a fama de ser a cidade mais hospitaleira da Alemanha. Localizada ao norte do país, Bremen é uma cidade de mais de 1.200 anos e é cercada de história por todos os lados. A Cidade Velha de Bremen parece um verdadeiro conto de fadas e é um dos 38 Patrimônios Históricos da UNESCO na Amelanha. Uma dica é visitar a cidade no Natal, período do ano em que ela fica ainda mais “mágica”.

 

Fonte: World Of Wanderlust