Imigração alemã em Curitiba

IMIGRAÇÃO ALEMÃ – (1829 – 2019) – 55 anos de imigração

O sentido dado à imigração por D. Pedro I, como um fator cultural, servindo para a independência nacional no setor econômico e servindo de exemplo aos nativos, é bem diferente dos escravocratas e latifundiários, que transformaram a imigração numa pura e simples oferta de “braços”, em substituição à mão-de-obra escrava, para manutenção, ou melhor, garantia do seu domínio de classe. Com a proclamação da República, o serviço de imigração voltou à responsabilidade da União, mediante auxílio à diferentes estados.
Há na história do Paraná uma política de imigração inaugurada por Zacharias de Góes e Vasconcellos para favorecer o progresso da recém instalada Província. A mais antiga colônia alemã no Paraná é a de Rio Negro, fundada em 1829. Os primeiros colonos alemães chegaram ao Brasil, fundando a colônia de São Leopoldo, no RS.
Como imigrações coletivas temos o empreendimento da Sociedade Maripá, perto de Toledo, os Suábios do Danúbio, em Entre Rios, os menonitas em Witmarsum.
Os alemães que fizeram sua longa viagem do Volga ao Paraná eram homens predestinados à colonização. Estavam a par das necessidades culturais e chegaram imbuídos de um profundo instinto social, já que somente se lançaram a este quadro aventureiro depois de lhes ser garantido que poderiam estabelecer-se em colônias compactas e homogêneas. Vieram como imigrantes pobres, acreditando que poderiam cultivar o trigo no solo duro dos campos da região das savanas. O ensaio custou-lhes muito. Com dificuldades de fixação nas áreas que lhes foram ofertadas, prosseguiram viagem à Argentina, Ponta Grossa, Lapa ou Curitiba.

UM NOVO IMPULSO

A partir de 1870, com máquinas e apoio de experiências agrícolas e aconselhados por cientistas, os colonos alemães lançaram-se novamente com ânimo renovado ao trabalho.
A instalação dos alemães em Curitiba, da forma como aconteceu – transformando-se num dos núcleos mais importantes da imigração alemã no Brasil – não constava, dos planos do governo imperial, grande incentivador da imigração como forma de ocupação dos espaços vazios existentes no pais no inicio do século XIX. A primeira leva de alemães embarcados no veleiro alemão Charlote Louise, em 30 de junho de 1828, na verdade se destinava a região de Rio Negro, onde já existia um pequeno povoado com o nome de “Capella da Estrada da Matta”.
Depois de inúmeros percalços chegariam a seu destino somente em 6 de fevereiro de 1829, data consagrada a fundação de Rio Negro – as famílias alemãs passaram a enfrentar muitas dificuldades de adaptação, devido a sua vocação predominantemente urbana. Vieram à Curitiba inúmeras famílias entre 1830 e 1840. O mesmo problema ocorria nas colônias de Santa Catarina, entre elas Dona Francisca, hoje Joinville, e muitos imigrantes alemães acabaram convergindo para a capital paranaense, após 1850, via São Bento do Sul.
Em 1871, assinalava o vice-presidente da Província, o “estado próspero em que se achava o núcleo da população alemã que se estende por todo o Rocio e as vantagens colhidas da agricultura e indústria pelos colonos dali”.
Houve participação efetiva de associações alemãs de vida grupal, inclusive organizando campanhas de socorro aos necessitados ou comungando na comemoração dos grandes acontecimentos da história local ou brasileira. Estas sociedades, a partir de 1859, se multiplicaram. A “Deutscher Sängerbund”, que tomou, com a nacionalização o nome atual de Clube Concórdia, a “Handwerker Unterstützungsverein”, atual Clube Rio Branco, a “Teuto-Brasilianischer Turnverein”, que existe com o nome de Duque de Caxias, a “Sportklub Germania”, atual Graciosa Country Club, fundando ainda o Clube Thalia e o a Sociedade dos Cantores Brasileiros-Germânicos Harmonia, no Bigorrilho. Estas associações nasciam sob o signo da confraternização teuto-brasileira e foram poderosos elementos de assimilação e aculturação.

PIONEIROS EM CURITIBA

O primeiro dos alemães em Curitiba a partir de 1830, foi Michael Müller, o quarto dos oito filhos que Phillip Müller e esposa trouxeram da Alemanha. Casado com Anna Krantz, Miguel Alemão, como era chamado, participou ativamente da vida social e política da cidade, auferindo grandes lucros em sua ferraria e transformando-os em investimentos em forma de terrenos nas imediações da Igreja Matriz. Construiu varias casas, tendo a maior delas, na esquina das ruas Carlos Cavalcanti e Barão de Cerro Azul, servindo como moradia ao primeiro presidente da província, o conselheiro imperial Zacharias de Góes e Vasconcellos.
Sua fama e prestígio na Província eram tão grandes que foi visitado em sua ferraria pelo imperador D. Pedro II, quando de sua viagem ao Paraná em maio de 1880.
De uma maneira geral, o comércio, a indústria e as profissões diversificaram-se com a chegada dos imigrantes alemães, que repetiam em terra nova e em menor escala, a revolução comercial e industrial levada a efeito na Europa.
Em 1876, dos cinco médicos de Curitiba, um era alemão. De dois farmacêuticos, um alemão. A alemães pertencias as cinco serras hidráulicas então existentes na cidade. De cinco botequins, eles tinha quatro. De dez engenhos de erva mate – a base econômica da época – eles tinham um, mas o único então movido à vapor. A única fábrica de carroças era de alemães, as quatro cervejarias, 11 dos 15 ferreiros, uma estufa de cal, um hotel, nove das dez marcenarias, seis dos sete moinhos, a única empresa de deligências, as quatro olarias, duas das quatro padarias, uma relojoaria, nove dos dez açougues, as cinco selarias, as cinco alfaiatarias, os três carpinteiros, o único chapeleiro.
De 57 estabelecimentos comerciais, 12 eram de alemães. De quatro mestres de construção, dois er4am alemães. Vale lembrar que o mestre de construção da atual Catedral Metropolitana de Curitiba, era alemão assim como o primeiro moinho construído em Curitiba, nas Mercês. A primeira olaria por Meissner; e a primeira olaria hidráulica por Gottlieb Wieland, que ajudou a construção da Estrada da Graciosa e de outras.
Em 1876 – apesar de não se permitir, na época, a construção de igrejas que não fossem católicas – foi erigida a Igreja Evangélica Luterana de Curitiba, com torre em estilo gótico. Em 1885 a torre do belo templo teve que ser demolida, pois construída em pinho e provavelmente devido à sua estrutura em enxaimel (Fachwerk) não resistiu ao tempo.

ACULTURAÇÃO

Provavelmente a torre foi condenada pela utilização pouca apropriada das madeiras e técnica importada. Com a derrubada da parte do prédio, este não tinha mais aparência de igreja. A atual foi construída no mesmo local em 1893/1894. A nova igreja em estilo gótico e com sino, marca uma nova fase da história. Neste momento, já republicano, instala-se no país o Estado Laico, desaparecendo as restrições do império às religiões não católicas. O idioma era especialmente importante. Mesmo antes da constituição oficial da comunidade foi organizada a Escola Alemã.
Quanto aos alemães católicos, foi-lhes cedida inicialmente a Igreja do Rosário. Hoje não há, quanto às diversas etnias de religião católica, nenhuma igreja propriamente exclusiva.
No campo das idéias, papel de maior importância foi desempenhado pelos jornais “Deutsche Post”, “Der Beobachter”,”Der Kompass”, entre outros. Este último ficou em circulação durante 40 anos, desaparecendo com a onda nacionalista posterior a 1937.
Para a inumação cuidaram da criação de um cemitério, o “Deutscher Evangelischer Friedhofsverein”. A palavra “Verein”espelha uma prática muito cara aos alemães, e que se refletiu bastante na vida da cidade e no seu processo de urbanização. Trata-se de um traço cultural característico o seu associativismo, o que de certo modo extravasou como um fenômeno de contato cultural para a sociedade curitibana.
Assim, funda-se também o “Deutscher Hospital Verein” e um corpo de bombeiros composto por voluntários, em 1897. Com barricas de cerveja e carroções, os voluntários combatiam os incêndios ocorridos na cidade. Foi a atuação desinteressada desses homens, movidos pelo patriotismo e civismo, que deu ensejo para a organização 15 anos mais tarde, do corpo de bombeiros oficial, cujo primeiro comandante foi João Meister Sobrinho.
A vida associativa mostra a tendência de união social, auxílio mútuo, festas em conjunto, recreação por meio de esporte, canto e teatro. A ambientação dos imigrantes custou sacrifícios e sofrimentos. Eles representavam mentalidade tão diversa que o choque no país adotivo interferiu na assimilação. Emocionalmente presos a cultura de origem, a nostalgia impede uma mudança de atitudes. Muitos imigrantes movidos pela saudade regressam à pátria depois de muitos anos e quase sempre acompanhados por decepções amargas. Não só as reminiscências não correspondem a realidade, mas sobretudo a personalidade do próprio imigrante sofreu transformações de que somente agora se torna consciente.
Certas necessidades, condicionadas ao meio físico, forçaram o imigrante a substituir elementos antigos. Isto de deu principalmente no campo teológico, afetando sobretudo os padrões de alimentação, habitação, lavoura e criação e transporte.
Boa parte das perdas e aquisições culturais estão de tal maneira entrelaçadas com condições econômicas do meio que é muito difícil, ou mesmo impossível separar o fator mesológico do fator econômico. Passadas as dificuldades dos alemães, poucos voltam a medida do possível aos padrões antigos.
Porém, muita coisa já foi perdida, desapareceu ou não pertence mais a alemães e seus descendentes: antigas lojas, sociedades, imóveis…
Hoje em Curitiba, são poucos os descendentes que buscam a perpetuação da cultura germânica, da consciência étnica alemã – Deutschtum – principalmente sob a forma da prática e do uso da “Muttersprache”, do idioma alemão, pois os alemães foram proibidos de falar o idioma de origem durante o período entre guerras. Hoje em dia, poucos são os costumes mantidos pelos descendentes, mas alguns ainda estão em uso, não somente pelos descendentes, mas também pela população de Curitiba, como a palavra “Vina” que provém de “Wienerwurst – Salsichas tipo Viena”, os clubes de bolão, culinária, etc.

Fonte: https://www.alteheimat.com.br/wp/pesquisa/imigracao-alema-no-parana/

Espanglish Traduções

Espanglish Traduções oferece seus serviços de Tradução simultânea em alemão.

(41)3308-9498 / (41)99667-9498

atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

Como a Alemanha virou o país dos automóveis

Espanglish Traduções

Espanglish Traduções oferece seus serviços de Tradução simultânea em alemão.

http://www.espanglish.com.br

(41)3308-9498 / (41)99667-9498

atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

Nos limites da Floresta Negra, no sudoeste da Alemanha, o executivo aposentado Edgar Meyer conduziu seu BMW vintage para dentro de uma estrada medieval de menos de um metro e meio de largura. Vinhas caíam sobre o caminho, formando discretos portais, e o único som, além do ruído do carro de Meyer, era o do canto dos pássaros. Dirigíamos na movimentada cidade de Dossenheim, mas estávamos completamente sozinhos naquela pequena e pacífica rua.

Tecnicamente, a pista é um desvio da Bertha Benz Memorial Route, uma estrada temática concebida por Meyer para celebrar os primórdios da indústria automotiva. De acordo com o executivo, é o mais próximo que se pode ter da experiência de cruzar as estradas que a pioneira Bertha e seus filhos adolescentes encontraram, em agosto de 1888, quando partiram na primeira viagem de carro a gasolina do mundo.

Bertha foi a primeira pessoa a dirigir um automóvel numa travessia de longa distância – com o objetivo de mostrar que a criação do marido, Carl Benz, estava pronta para ser comercializada.

Na viagem de Bertha, 194 quilômetros ida e volta entre a casa da família Benz, na cidade de Mannheim, e a residência de sua mãe em Pforzheim, há uma dose grande da bravura dos pioneiros da indústria automotiva. O percurso – feito sem o conhecimento do marido – foi a bordo do Benz Motorwagen No. 3, uma versão modificada do primeiro Motorwagen de Carl, que havia sido patenteado em 1886, ano que é considerado como o de estreia do automóvel.

A estrada percorrida pela pioneira Bertha Benz, nos arredores de Dossenheim, na primeira viagem de longa distância em um carro a gasolinaDireito de imagemALAMY
Image captionA Bertha Benz Memorial Route segue o curso que a pioneira percorreu em 1888, na primeira viagem de longa distância em um carro a gasolina

Bertha investiu seu dote de casamento para financiar o trabalho do marido. O Motorwagen, porém, ainda precisava de autorização para circular – o governo estava reticente, por causa de um desastroso test drive no qual cavalos e cachorros, assustados pelo barulho do motor, avançaram para cima da plateia. Tirar o protótipo da garagem para a viagem pioneira, portanto, era uma ação ilegal, com dois propósitos: mostrar que o carro era seguro e pronto para ser vendido, e enviar uma mensagem para Carl, incentivando-o a continuar.

“Não foi apenas Carl quem inventou o automóvel. Foi a equipe de Carl e Bertha. Os dois acreditavam no Motorwagen e trabalhavam juntos o tempo todo”, disse o executivo Meyer, que pesquisou e mapeou a rota em 2008 como um projeto pessoal. O percurso cruza várias cidades, vilas e aldeias visitadas por Bertha.

“Eu queria dar a ela o lugar na história que merece.”

Em uma era sem GPS e mapas de estradas, Bertha tinha apenas rios e trilhos de trem para guiá-la até a casa de sua mãe. Imaginando-a sobre paralelepípedos em um carrinho com rodas de madeira e um motor de dois e quatro tempos, pode-se ter uma ideia de como era corajosa. Talvez um pouco imprudente também. E essa talvez seja a razão pela qual o plano deu certo.

Bertha Benz sobre seu carro, com rodas de madeiraDireito de imagemHI-STORY/ALAMY
Image captionO percurso de 194 km de Bertha deu início à era do automóvel

Investigar qual era o lugar da Alemanha na história do automóvel foi o que me levou aos centros industriais do sul do país. Eu viajava de carro por Baden-Württemberg e pela Baviera – Estados onde ficam as montadoras de luxo do país –, parando em todas as atrações culturais e museus ligados à cultura automobilística. Pude perceber a concentração extraordinária de espaços como esses.

“Quando você cruza um país buscando uma perspectiva diferente, como a da história automotiva, você realmente o descobre de novo”, disse Meyer, enquanto navegávamos por estradas secundárias. “É uma verdadeira aventura.”

A viagem de carro de Bertha impulsionou a era do automóvel. Em vez de ser descartado, o Motorwagen No. 3 entrou em produção no fim de 1888 e, em 1900, a Benz & Cie tornou-se a maior montadora do mundo.

Avançando esse filme para os dias atuais, a Alemanha ainda é o país dos carros premium e da cultura automobilística. De acordo com um estudo publicado pelo think tank alemão Friedrich-Ebert-Stiftung em 2018, mais da metade dos veículos de passageiros vendidos na Europa e quase dois terços dos carros de luxo comercializados no mundo foram projetados na Alemanha, em 2016. A pergunta é: por quê?

As razões do sucesso

“Você poderia dizer que havia algo ‘no ar’ em toda a Europa”, disse Gerhard Heidbrink, do Mercedes-Benz Corporate Archives, referindo-se à mecanização que tomou conta da Grã-Bretanha recém-industrializada do século 19, da França e da Alemanha.

Enquanto isso, em Baden-Württemberg e na Baviera, complexas leis de herança dividiam as fazendas familiares em parcelas reduzidas, tornando a agricultura pouco rentável. Sucessivas gerações tiveram que ganhar a vida com criatividade. Então, quando Carl Benz se formou e começou a trabalhar como engenheiro mecânico, se viu cercado por colegas inventivos, em uma região que favorecia o empreendedorismo e a indústria pesada.

Alguns traços alemães clássicos também podem ter influenciado o sucesso dos fabricantes de automóveis – qualidades como Leidenschaft (entusiasmo) e Detailverliebtheit (atenção aos detalhes). Por exemplo, no museu Technoseum, em Mannheim, uma autêntica linha de montagem da Porsche de 1990 foi remontada peça por peça – estão lá até as garrafas de cerveja que os trabalhadores recebiam durante os turnos.

Se isso não for Detailverliebtheit, não sei o que seria.

Museu dedicado à cultura automotiva, com carros clássicos, no sul da AlemanhaDireito de imagemSARAH STAPLES/BBC
Image captionTraços alemães clássicos como “Leidenschaft” (entusiasmo) e “Detailverliebtheit” (atenção aos detalhes) influenciaram as montadoras

E não foi por acaso que Gottlieb Daimler – fundador da Daimler-Motoren-Gesellschaft, hoje Daimler AG, criador da marca Mercedes-Benz – e seu sócio Wilhelm Maybach cunharam o lema “Das Beste oder nichts” (“O melhor, ou nada”).

“Para nós, normalmente, o que é bom nunca é bom o suficiente”, comentou um guia turístico do museu da Audi, em Ingolstadt.

“É claro que não se pode dizer que todos os 82 milhões de alemães são assim, mas ser ‘fleissig’ (diligente) é uma qualidade pela qual lutamos”, complementou um outro guia, do Museu Porsche, em Stuttgart.

Rivalidades e crescimento

À medida que crescia, a indústria automobilística alemã foi moldada por empresas que nasciam, se fundiam e se desmembravam, com um olhar atento aos talentos da engenharia.

As rivalidades corporativas se alternavam entre ferozes e ignoradas – como quando as grandes competidoras Benz, com sede em Mannheim, e Daimler, em Stuttgart, finalmente fundiram suas empresas em 1926. Entretanto, lealdades históricas permanecem.

“Se você não quer problemas aqui, apenas não diga que Daimler inventou o automóvel”, brincou um guia turístico em Mannheim, em tom (um pouco) zombeteiro.

Rivalidades instáveis não eram necessariamente ruins. Muitas vezes eles tiveram o efeito de estimular a inovação. O típico pioneiro da indústria automotiva do sul da Alemanha era um Tüftler (“aperfeiçoador”), obcecado por melhorar o produto, sempre por tentativa e erro, explicou Frank Jung, arquivista-chefe da Porsche AG.

“Afinal, se você não se esforça para atingir a perfeição, não há razão para mudar nada.”

Inovações

Ao visitar os museus de patrimônio automotivo da Alemanha, você começa a entender como esses inventores pioneiros se esforçaram para não só acompanhar o padrão do Motorwagen, mas para introduzir inovações.

A lista, extensa, é sempre crescente. Um a um, surgiram o carburador de Daimler e Maybach, que permitia o uso de gasolina como combustível; o primeiro Mercedes 35 PS, da Daimler, que, em 1900, apresentou o formato e o conceito do carro moderno; o icônico Porsche 356, inspirado no design austero da Escola Bauhaus; o primeiro carro elétrico da BMW, o BMW 1602e, de 1972; o Audi A8, de 2019, guiado por inteligência artificial. E assim por diante.

Apesar da concorrência com a França, que teve um grande desenvolvimento da indústria de carros a partir de fins do século 19, os fabricantes alemães conseguiram se manter na vanguarda da indústria – por causa de sua engenhosidade, que impulsionou o desenvolvimento dos carros década a década, disse Heidbrink: “Inovação e luxo sempre andaram de mãos dadas (na indústria alemã)”.

Todo ano, por exemplo, os funcionários da Audi pelo mundo são estimulados a oferecer ideias para melhorias – e elas alcançam a casa dos milhares. Muitas dessas sugestões acabam sendo implementadas no Audi Forum Ingolstadt, sede mundial e sua principal fábrica de montagem, a uma hora de Munique.

Um museu sobre o patrimônio automotivo na Alemanha mostra inovações que surgiram a partir do Motorwagen, da BenzDireito de imagemSARAH STAPLES/BBC
Image captionMuseus do patrimônio automotivo da Alemanha mostram as inovações que surgiram a partir do Motorwagen, da Benz

As pessoas aqui claramente compartilham uma grande paixão por carros – produzindo-os, aprimorando-os, e também se divertindo com eles.

“No verão, a Alemanha é a perfeição da beleza”, escreveu certa vez Mark Twain, referindo-se a suas extensas viagens pelo sudoeste do país. A vista do meu para-brisa agora é de fazendas com as bordas bem delimitadas, campos amarelos de canola em floração, cumes de montanhas baixas e trechos ocasionais de florestas densas, de onde despontam castelos e aldeias medievais repleta de casas em estilo enxaimel. Uma paisagem feita sob medida para a estrada. E, para os alemães, uma justificativa a mais para apreciar sua invenção.

O carro na cultura alemã

Carros têm raízes mais profundas na cultura alemã do que como mero meio de transporte, complementou Winfried A Seidel, que usou produtos do Veterama – conhecido mercado alemão de automóveis e peças clássicas – para abrir o Automuseum Dr. Carl Benz, na vila de Ladenburg. É onde a família de pioneiros Benz, eventualmente, se estabeleceu. “Somos uma nação de colecionadores, há muitos carros valiosos na estrada”, disse.

Carros circulam numa via sinuosa no sul da Alemanha, em meio a campos de canolaDireito de imagemJEAN/ALAMY
Image captionAlemães compartilham uma grande paixão por carros – produzindo-os, aprimorando-os, mas se divertindo com eles

No caminho entre Ladenburg e Munique, onde fica a sede do Grupo BMW, percorri um pequeno trecho da chamada “Romantische Straße” (“via romântica”), estrada de 350 quilômetros famosa por suas paisagens. Eu conduzia um carro panorâmico e cruzava os estados de Baden-Württemberg e Baviera. Depois de uma visita ao BMW Welt, espécie de showroom da empresa, e ao Museu da BMW, ambos em Munique, a experiência de extrair todas as rotações por minuto do meu Volkswagen Tiguan, alugado dias antes, foi a mais memorável que vivi ao volante em anos.

Para minha surpresa, às vezes havia, sim, limite de velocidade na mítica via expressa do sistema rodoviário federal alemão. Mas fascinante mesmo foi ver que o limite apareceu não em um sinal qualquer da rodovia, mas diretamente no painel do meu Tiguan – uma tecnologia certamente mais avançada do que a disponível nas frotas de aluguel do meu país natal, o Canadá.

Pelo que se nota, mais de um século depois de Bertha Benz terminar a primeira viagem de carro da história, os alemães ainda encontram maneiras de aperfeiçoar a jornada.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-49530424

Curiosidades sobre a cultura alemã

Espanglish Traduções

Espanglish Traduções oferece seus serviços de Tradução simultânea em alemão.

http://www.espanglish.com.br

(41)3308-9498 / (41)99667-9498

atendimento@espanholinglescuritiba.com.br
Curiosidades da Alemanha (costumes, dados e informações):
Os alemães adoram carne suína. A carne de porco é a mais popular do país e serve de base para diversos pratos típicos da culinária alemã. Além desta carne, as batatas e as salsichas também são muito consumidas nos país.
Exemplos de pratos típicos da culinária da Alemanha: Chucrute (conserva de repolho), Esbein (joelho de porco assado ou frito), boulette (bolinhos recheados com carne), Schlachtplatte (uma salsicha feita com sangue de porco; uma salsicha feita do figado; uma fatia de Bacon; pele, carne e gordura da barriga do porco; acompanhado de chucrute e pão) e Bratkartoffeln (cozido de batatas com bacon e cebolas).
A bebida alcoólica mais consumida na Alemanha é a cerveja. O povo alemão é um dos maiores consumidores mundiais desta bebida. No país, existem cerca de 1.200 cervejarias. Vale lembrar também que o maior festival de cerveja do mundo ocorre na cidade de Munique. É a famosa Oktoberfest.
O povo alemão também é um dos maiores consumidores de pães do mundo. No país, é possível encontrar cerca de 1.200 tipos de pães.
O açúcar mais consumido na Alemanha não é o derivado da cana-de-açúcar, como ocorre no Brasil, mas sim o de beterraba.
A montanha Zugspitze é o ponto mais alto do território alemão com 2.963 metros de altura.
A igreja mais alta do mundo fica na Alemanha. É a Catedral de Ulm com 161,5 metros de altura (equivalente a um prédio de 65 andares).
Com clima temperado úmido, a Alemanha é um dos países mais frios da Europa na época do inverno. Nesta estação, os termômetros podem atingir até 15 graus negativos.
A vida dos cachorros alemães não é das piores, pois estes animais tem acesso livre, obviamente com seus donos, a restaurantes, mercados, cafés e outros locais públicos.
Na Alemanha, a idade mínima para o consumo de bebidas alcoólicas é de 16 anos.
É considerado um dos países com maior número de invenções úteis da História. Exemplos: motor a diesel, aspirina, relógio de bolso, insulina, imprensa, dínamo, elevador elétrico, locomotiva elétrica, microscópio eletrônico entre outros.
Na Alemanha a TV pública é paga. Toda residência que recebe o sinal da tv pública alemã deve pagar cerca de 18 euros.
A Alemanha é o quinto melhor país do mundo para se viver (de acordo com o IDH de 2012), em função da alta qualidade de vida.
O futebol é o esporte número um na preferência do povo alemão. Vale lembrar que a seleção alemã de futebol já foi três vezes campeã da Copa do Mundo Fifa de Futebol.
A Alemanha possui o maior parque gerador de energia eólica do mundo. O país também é um dos maiores produtores de energia solar do mundo.
Os alemães adoram automóveis e, mais ainda, dirigir em alta velocidade. Uma das principais rodovias do país é a Autobahn, onde não há limite de velocidade (exceto em curvas acentuadas e proximidades de zonas urbanas).
Embora o alemão seja a língua oficial do país, existem diversos dialetos na Alemanha, que variam de região para região.
A bicicleta é um meio de transporte muito usado nas cidades alemãs, sendo que grande parte delas possuem sistemas de trânsito com ciclovias e bicicletários.
A Alemanha possui uma das menores taxas de natalidade do mundo (1,39 filhos por mulher).
A Alemanha possui a economia mais rica da União Europeia.
O Catolicismo e o Luteranismo são as religiões mais seguidas pelo povo alemão.Curiosidades da Alemanha (costumes, dados e informações):
Os alemães adoram carne suína. A carne de porco é a mais popular do país e serve de base para diversos pratos típicos da culinária alemã. Além desta carne, as batatas e as salsichas também são muito consumidas nos país.
Exemplos de pratos típicos da culinária da Alemanha: Chucrute (conserva de repolho), Esbein (joelho de porco assado ou frito), boulette (bolinhos recheados com carne), Schlachtplatte (uma salsicha feita com sangue de porco; uma salsicha feita do figado; uma fatia de Bacon; pele, carne e gordura da barriga do porco; acompanhado de chucrute e pão) e Bratkartoffeln (cozido de batatas com bacon e cebolas).
A bebida alcoólica mais consumida na Alemanha é a cerveja. O povo alemão é um dos maiores consumidores mundiais desta bebida. No país, existem cerca de 1.200 cervejarias. Vale lembrar também que o maior festival de cerveja do mundo ocorre na cidade de Munique. É a famosa Oktoberfest.
O povo alemão também é um dos maiores consumidores de pães do mundo. No país, é possível encontrar cerca de 1.200 tipos de pães.
O açúcar mais consumido na Alemanha não é o derivado da cana-de-açúcar, como ocorre no Brasil, mas sim o de beterraba.
A montanha Zugspitze é o ponto mais alto do território alemão com 2.963 metros de altura.
A igreja mais alta do mundo fica na Alemanha. É a Catedral de Ulm com 161,5 metros de altura (equivalente a um prédio de 65 andares).
Com clima temperado úmido, a Alemanha é um dos países mais frios da Europa na época do inverno. Nesta estação, os termômetros podem atingir até 15 graus negativos.
A vida dos cachorros alemães não é das piores, pois estes animais tem acesso livre, obviamente com seus donos, a restaurantes, mercados, cafés e outros locais públicos.
Na Alemanha, a idade mínima para o consumo de bebidas alcoólicas é de 16 anos.
É considerado um dos países com maior número de invenções úteis da História. Exemplos: motor a diesel, aspirina, relógio de bolso, insulina, imprensa, dínamo, elevador elétrico, locomotiva elétrica, microscópio eletrônico entre outros.
Na Alemanha a TV pública é paga. Toda residência que recebe o sinal da tv pública alemã deve pagar cerca de 18 euros.
A Alemanha é o quinto melhor país do mundo para se viver (de acordo com o IDH de 2012), em função da alta qualidade de vida.
O futebol é o esporte número um na preferência do povo alemão. Vale lembrar que a seleção alemã de futebol já foi três vezes campeã da Copa do Mundo Fifa de Futebol.
A Alemanha possui o maior parque gerador de energia eólica do mundo. O país também é um dos maiores produtores de energia solar do mundo.
Os alemães adoram automóveis e, mais ainda, dirigir em alta velocidade. Uma das principais rodovias do país é a Autobahn, onde não há limite de velocidade (exceto em curvas acentuadas e proximidades de zonas urbanas).
Embora o alemão seja a língua oficial do país, existem diversos dialetos na Alemanha, que variam de região para região.
A bicicleta é um meio de transporte muito usado nas cidades alemãs, sendo que grande parte delas possuem sistemas de trânsito com ciclovias e bicicletários.
A Alemanha possui uma das menores taxas de natalidade do mundo (1,39 filhos por mulher).
A Alemanha possui a economia mais rica da União Europeia.
O Catolicismo e o Luteranismo são as religiões mais seguidas pelo povo alemão.

Fonte: https://www.alemanhaeamusica.com.br/index.php/curiosidades-sobre-a-cultura-alema

OS LUGARES MAIS LINDOS DA ALEMANHA

Assista esse vídeo que mostra os lugares mais bonitos da Alemanha:

Canal: O Alemão

Espanglish Traduções

Espanglish Traduções oferece seus serviços de Intérprete simultâneo de alemão.
http://www.espanglish.com.br
(41)3308-9498 / (41)99667-9498
atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

Conheça as famosas comidas típicas da Alemanha

Espanglish Traduções

Espanglish Traduções oferece seus serviços de Intérprete simultâneo de alemão.

http://www.espanglish.com.br

(41)3308-9498 / (41)99667-9498

atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

Difícil encontrar alguém que não fique satisfeito com as comidas típicas da Alemanha. Marcada por pratos robustos, a gastronomia alemã é lembrada pelos ingredientes marcantes.

De fato, a culinária do país não está entre as mais sofisticadas do mundo. Mas nem por isso é menos deliciosa.
Nos pratos típicos da Alemanha, os protagonistas são a carne de porco, o repolho, a batata e as salsichas.

No Brasil, é bem fácil encontrar essas delícias emcidades colonizadas pelos alemães, que mantêm algumas de suas tradições, como Blumenau (SC) e os municípios da Rota Romântica, como Morro Reuter e Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul.

Se você vai visitar a Alemanha em breve, simplesmente não pode deixar de experimentar os comidas típicas da cozinha germânica. A seguir, vamos falar um pouquinho sobre eles.
5 comidas típicas da Alemanha para experimentar

Não se deixe assustar pelos nomes estranhos: a culinária da Alemanha tem alguns sabores parecidos com os do Brasil e, certamente, pelo menos um dos pratos típicos abaixo vai agradar você. Certifique-se de prová-los:

1. Bratkartoffeln

Batata alemã
Batatas protagonizam os pratos típicos da Alemanha. Foto: iStock, Getty Images

A essência desse prato típico da Alemanha é a batata, um dos ingredientes mais consumidos no território germânico.

Bratkartoffeln é simplesmente um cozido feito com batatas e especiarias, como cebola, bacon, alho e sal. Trata-se de uma receita simples, mas bastante comum nas casas dos alemães.

A batata também protagoniza outros pratos interessantes, como o Kartoffelpuffer (que consiste em uma mistura de batatas raladas com farinha de trigo, ovos e tempero, formando uma espécie de panqueca) e a Kartoffelsalat, a famosa salada de batatas.

2. Sauerkraut

sauerkraut
Sauerkraut é o legítimo chucrute alemão. Foto: iStock, Getty Images

Na tradução literal, Sauerkraut é o tradicionalchucrute – elaborado com a partir da conserva de repolho fermentado.

A receita tradicional tem um toque bem azedinho. Geralmente, ele é servido como acompanhamento de alguma carne de porco.

3. Eisbein

Eisban
Joelho de porco é outro ingrediente tradicional consumido pelos alemães. Foto: iStock, Getty Images

Esta é uma comida típica alemã que costuma causar certo estranhamento aos estrangeiros. Eisbein nada mais é do que o joelho de porco cozido, um prato muito tradicional da Alemanha.

Ele normalmente é preparado com especiarias e servido com batatas e chucrute.

Já a versão assada da carne é chamada de Schweinshaxe – e também é bastante popular nos restaurantes alemães.

4. Wurst

Wurst
Salsichas alemãs são consumidas em todo o território germânico. Foto: iStock, Getty Images

Impossível falar em Alemanha sem mencionar o Wurst. Na verdade, esse é um termo genérico para se referir às salsichas alemãs.

Há mais de 1500 diferentes tipos delas no país, elaboradas com ingredientes como carnes nobres de porco, vaca, vitela ou até uma combinação entre todas.

Dependendo do método de fabricação, o Wurst pode se parecer mais com uma linguiça, uma salsicha ou um patê.

Os tipos mais consumidos em solo alemão variam de acordo com a região. A Frankfurter e a Krakauer, por exemplo, são salsichas de coloração bemavermelhada.

Em Berlim, é fácil encontrar a Currywurst, que é fatiada e temperada com molho curry. Já no sul da Alemanha, fazem mais sucesso as salsichas brancas. Experimente todas para escolher sua favorita!

5. Käsespätzle

Spaetzle
Spätzle é uma massinha típica da Alemanha. Foto: iStock, Getty Images

Outra comida típica deliciosa da Alemanha para incluir no seu itinerário gastronômico é a Käsespätzle.

Trata-se de um prato bem comum na região sul do país, perto de Stuttgart, que consiste em uma massinha feita com farinha de trigo e ovos, cozida em água fervente e acompanhada de um molho de queijo.

Conforme manda a tradição, a massa é servida direto da panela quente, o que garante um charme todo especial ao prato.

Fonte: https://mapadomundo.org/alemanha/comidas-tipicas-da-alemanha/

Você gosta de animes?

Espanglish Traduções Espanglish Traduções oferece seus serviços de Tradução simultânea em japonês. (41)3308-9498 / (41)99667-9498 atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

Animeanimê (pt-BR) ou animé (pt) (em japonêsアニメ ), se refere à animação que é produzida por estúdios japoneses. A palavra é a pronúncia abreviada de “animação” em japonês, onde esse termo se refere a qualquer animação.[1] Para os ocidentais, a palavra se refere às animações oriundas do Japão. A origem da palavra é controversa, podendo vir da palavra inglesa animation [animação] ou da palavra francesa animé [animado],[2] versão defendida por pesquisadores como Frederik L Schodt[3] e Alfons Moliné.[4] Ao contrário do que muitos pensam, o animê não é um género, mas um meio, e no Japão produzem-se filmes animados com conteúdos variados, dentro de todos os géneros possíveis e imagináveis (comédiaterrordramaficção científica, etc.).

Uma boa parte dos animes possui sua versão em mangá, os quadrinhos japoneses. Os animes e os mangás se destacam principalmente por seus olhos geralmente muito grandes, muito bem definidos, redondos ou rasgados, cheios de brilho e muitas vezes com cores chamativas, para que, desta forma, possam conferir mais emoção aos seus personagens. Animes podem ter o formato de séries para a televisão, filmes ou home video (OVAs e OADs) ou via internet (ONAs).

A indústria de anime consiste em mais de 430 estúdios de produção, incluindo grandes nomes como o Studio GhibliGainax e Toei Animation. Os animes atingem a maioria das vendas de DVD e têm sido um sucesso internacional após a ascensão de dublagens em exibições televisionadas. Este aumento da popularidade internacional resultou em produções não-japonesas usando o estilo de arte do anime, mas essas obras têm sido definidas como Animação influenciada por animês, tanto por fãs quanto pela indústria.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Anime

Fauna japonesa

Espanglish Traduções Espanglish Traduções oferece seus serviços de Tradução simultânea em japonês. (41)3308-9498 / (41)99667-9498 atendimento@espanholinglescuritiba.com.br

A Flora do Japão

A flora do Japão é marcada por uma grande variedade de espécies. Existem aproximadamente 4.500 espécies de plantas nativas no Japão (3.950 angiospermas, 40 gimnospermas e 500 tipos de samambaias). Cerca de 1.600 angiospermas e gimnospermas são naturais do Japão.

O grande número de plantas reflete a diversidade de clima que caracteriza o arquipélago japonês, que se estende por 3.500 quilômetros (2.175 milhas) de norte ao sul. O aspecto climático mais frequente é a grande variação de temperatura e as significativas precipitações, o que é propício para a sua rica e abundante flora. O clima também favorece o fato do Japão ser quase 70% coberto por florestas. As folhas mudam de cor de estação para estação.

As plantas estão distribuídas nas seguintes cinco zonas, todas se encontram na zona temperada do leste asiático: (1) zona subtropical, incluindo as ilhas Ryukyo e Ogasawara; (2) zona de temperatura mais quente com vegetação de folhas largas e perenes, que abrange a maior parte do sul de Honshu, Shikoku e Kyushu. As árvores características são o shii e o kashi, ambos são tipos de carvalhos; (3) zona de temperatura mais fria com vegetação de folhas largas e sazonais, que cobrem a região central e norte de Honshu e o sul de Hokkaido; a faia japonesa e outras variedades de árvores são encontradas aqui; (4) zona subalpina, que inclui a região central e o norte de Hokkaido. As plantas características são o sakhalan fir e o yesso spruce; (5) a zona alpina nas partes altas da região central de Honshu e Hokkaido, com plantas alpinas como as komakusa (dicenta peregrina).

Plantas Típicas no Japão

Matsu e sugi, o pinheiro e o cedro japonês, respectivamente, são comuns no arquipélago, mesmo em regiões mais quentes no sul, e são muito conhecidos dos japoneses.

Os pinheiros geralmente compõem um cenário esplêndido. O local com o cenário mais notável está em Amanohashidate, na Província de Kyoto, com mais de 6.000 pinheiros em linha sobre a faixa de areia. Grandes pinheiros, que crescem a um máximo de 40 metros, também servem como quebra-vento nas regiões costeiras. Pinheiros de pequeno porte são utilizados como bonsais, árvores de jardim e como enfeites nas casas.

Pinheiros também são considerados árvores sagradas. Pessoas nos tempos antigos ficavam encantadas com a natureza e viam nas plantas e árvores símbolos de espíritos divinos. Houve um tempo, por exemplo, em que era comum a veneração dessas árvores como o pinheiro, cedro ou cipreste, porque se acreditava que eles proviam habitação às deidades enviadas ao céu. A prática ainda comum de se decorar as entradas das casas no Ano Novo com ramos de pinheiros (kadomatsu, literalmente, “portão de pinheiro”), surgiu com a crença que esta era uma maneira apropriada de se dar boas-vindas aos deuses.

Jomon Sugui
Cedro (Província de Kagoshima)

Conhecido como cedro de Jomon, essa árvore da ilha de Yakushima tem 16,4 metros de circunferência e acredita-se que possua cerca de 7200 anos
(Foto cortesia da AFLO)

A Flora na Vida Cotidiana

Se existe uma planta que melhor representa o Japão, esta é a sakura (cerejeira). A sakura, que é natural do Japão, tem sido de longe a planta mais popular desde os tempos antigos. Os japoneses modernos saúdam o surgimento das flores de cerejeira na primavera como uma oportunidade para ter hanami (festas de observação da flor), e muitas celebrações de escolas e empresas são realizadas nessa estação. A previsão do tempo na televisão e nos jornais transmite informações atualizadas sobre o desabrochar das flores que se inicia em Okinawa e termina ao norte, em Hokkaido.

No outono, quando as folhas mudam de cor, tem-se outra oportunidade para se apreciar a natureza. Embora se dissesse que há centenas de anos as pessoas se juntavam sob as árvores para dançar ao som de músicas, hoje em dia a maioria dos japoneses urbanos entra em seus carros ou vão de trem observar as paisagens e as cores do outono.
Sakura
Vista do desabrochar das cerejeiras
Geralmente é em março e abril que as cerejeiras desabrocham e os piqueniques acontecem sob seus galhos floridos
Entre os lugares que se destacam pela sua beleza estão o Parque Ueno (Tóquio) e o Parque Osaka Castle (Osaka)

Preocupações Ecológicas

No Japão industrializado de hoje, as plantas não possuem o mesmo significado nem o mesmo nível de importância do passado. Após muita exploração da natureza, o corte imprudente das árvores e a disseminação da poluição, as pessoas vieram a entender que elas devem conservar e reabilitar o meio ambiente.

Fonte: https://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/floraefauna.html