Estudo sobre cidades de fronteira mostra desafios para Foz

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Com melhor desempenho nos índices sociais e econômicos a cada ano, o desafio para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu é seguir fomentando atividades como turismo, educação, comércio exterior e medicina. Essa é a análise do economista Luciano Barros, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF).

O instituto acaba de publicar o Diagnóstico do Desenvolvimento das Cidades Gêmeas do Brasil, estudo que teve uma primeira edição em 2014. O levantamento está sendo entregue aos candidatos a presidente da República e a governador do Paraná e de outros estados, para que eles tenham em mãos dados e conheçam a realidade das fronteiras brasileiras.

O diagnóstico apresenta uma radiografia a partir de dados e informações oficiais dos eixos de desenvolvimento das 32 cidades gêmeas no Brasil, quatro delas do Paraná: Foz do Iguaçu, Barracão, Santo Antônio do Sudoeste e Guaíra. O estudo aborda as áreas de educação, saúde, economia, segurança pública e desenvolvimento humano.

Cidades gêmeas, informa o Idesf, são definidas pelo Ministério da Integração como sendo os municípios com mais de 2 mil habitantes, localizados em áreas de fronteira seca ou fluvial. Essas localidades apresentam grande potencial de integração econômica e cultural.

Em sua interpretação sobre o momento de Foz do Iguaçu, Barros faz uma relação entre a melhora dos indicadores e a mudança do perfil socioeconômico. A expansão do turismo elevou a formalidade do trabalho. O PIB (Produto Interno Bruto) per capita subiu de R$ 33 mil ao ano para R$ 45 mil. Entretanto, cita o economista, 68% das pessoas entre 15 e 65 anos trabalham na informalidade em Foz do Iguaçu.

Luciano Barros – “O caminho para o desenvolvimento é manter o foco nas atividades de vocação da região” 

Refletindo sobre os dados coletados pelo IDESF, Barros diz que o melhor desempenho social e econômico da cidade é resultado principalmente da expansão do segmento turístico. “Atribuo a melhora ao turismo, com o aumento dos leitos de hotel e dos empregos formais, que há dez anos apresentava mais de 70% de informalidade. Melhorou um pouco [formalização do trabalho], e o PIB já subiu significativamente”, avalia.

Desafios e representatividade 

Para o presidente do IDESF, Foz do Iguaçu precisa de representatividade política para atrair novos investimento e se tornar referência regional. “Ainda temos dependência financeira de 56% dos governos federal e estadual. Para mudar essa realidade, precisa-se de investimento privado – gerar mais riquezas”, aponta Luciano Barros.

“O caminho para o desenvolvimento é manter o foco nas atividades de vocação da região, como o turismo, ensino, comércio exterior, medicina”, acredita. “Somente com a formalização da economia é que as fronteiras terão condições de se desenvolver como um todo”, completa.

Na análise de Barros, o novo modelo de negócio em torno das chamadas free shops poderá ser um indutor à economia iguaçuense. “O momento é sensacional, pois temos as lojas francas que virão para incrementar a economia. Para isso temos que estar preparados para fazermos o melhor”, finaliza.

Clique para ler o estudo do IDESF na íntegra

Cidade gêmea Foz do Iguaçu: alguns dados:

PIB per capita e trabalho formal

No Diagnóstico do Desenvolvimento das Cidades Gêmeas do Brasil, Foz do Iguaçu se destaca pelo aumento do PIB per capita. Esse indicador passou de R$ 33.079,46 em 2015 para R$ 45.493,61. Em relação à informalidade do trabalho, o estudo mostra estagnação.

O índice de trabalhadores com carteira assinada evoluiu de 32,70% para 32,78%, de 2015 para 2016, ante uma população economicamente ativa de 185.162 e 186.630 pessoas respectivamente.

Receitas

As receitas municipais melhoraram, conforme o IDESF. Em 2015, a arrecadação total foi de R$ 736.968.324,62, passando para R$ 798.283.737,86 em 2016. A receita arrecadada per capita foi de R$ 2.793,85 para R$ 3.024,78. Os números demonstram que a participação percentual (receita x PIB) em Foz do Iguaçu foi de 6,14% em 2016.

Vida financeira

Conforme o IDESF, Foz do Iguaçu possui dependência financeira dos governos estadual e federal. Em 2016, a taxa de transferências estaduais e federais foi de 56,28%. Significa que a cidade possui o índice de independência de 43,72%.

Mortes

Os homicídios cometidos em Foz do Iguaçu reduziram, passando de 41,32 para 37,51, no comparativo entre 2015 e 2016, para cada grupo de cem mil habitantes. Igualmente, as mortes por armas de fogo caíram de 36,39 para 31,07 a cada cem mil habitantes.

Desenvolvimento humano 

O IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano) iguaçuense foi de 0,751 em 2016. Essa referência foi de 0,748 na renda, 0,858 na longevidade e 0,661 na educação.

Capa do estudo do Idesf sobre cidades gêmeas

 

fonte: https://www.h2foz.com.br/noticia/estudo-sobre-cidades-de-fronteira-mostra-desafios-para-foz

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