Séries da Netflix estão incentivando o público americano a aceitar as legendas

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Há alguns meses a Netflix começou a exibir a série Narcos, na qual Wagner Moura interpreta o traficante Pablo Escobar, que criou um cartel bilionário na Colômbia.

E se acharmos que o roteiro original, a fotografia deslumbrante e o ator do nosso país não são motivos suficientes para despertar nossa curiosidade, saiba que a série também conta com uma incrível trilha sonora e o ator chileno Pedro Pascal, o príncipe Oberyn Martel de Game of Thrones, da HBO.

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Uma das maiores críticas que a série está recebendo no Brasil é sobre o portunhol que sai da boca do Wagner Moura. Em certas frases é perceptível, mesmo para nós brasileiros, que a palavra dita não é a adequada. Soa muito familiar aos nossos ouvidos. Para os nativos de língua castelhana, acho que o desconforto deva ser maior ainda. Mesmo assim, e mesmo com outras críticas relacionadas ao“olhar imperialista da América Latina”, o fato é que Narcos está sendo muito bem acolhida pelo público em geral.

Nos EUA o problema não é o sotaque, é a legenda

Uma vez Helen Mirren, que entre outras coisas estrelou The Hundred-Foot Journey no Reino Unido, mas falando francês, disse que os americanos não vão aceitar filmes com legendas. Eles tiveram que adaptar a obra e a atriz passou a usar então um Franglês (Frenglish), uma mistura de francês com inglês, caso contrário a comédia da DreamWorks não seria bem recebida nos Estados Unidos.

E a gente pode aqui bradar quanto for, e escorregar no estereótipo de que os caras não sabem ler, que são ignorantes, sem cultura, mas há de se ter muita calma nesta hora. Pra gente, legenda é algo comum, há muitas décadas. A gente está acostumado a assitir filmes estrangeiros, a maioria deles, veja só, dos EUA, com legendas. E mesmo no Brasil, existe uma gigante parcela da população que tem verdadeira aversão às letrinhas, à leitura durante a obra.

Poucos sabem, mas há alguns anos eu ajudei a criar e hoje mantenho um site e uma página do Facebook para fãs de The Big Bang Theory, e lá eu pude ver que mesmo uma série que é tida para nerds, ou sobre nerds, há um enorme número de fãs que preferem assistir os episódios dublados.

Agora, se mesmo na nossa sociedade, onde existe o costume de abraçar sem pudores a cultura estrangeira, muitas pessoas se incomodam com legendas, o que dizer dos EUA, onde só se consome filme e séries americanas, com idioma americano, atores americanos ou que falam única e exclusivamente inglês? Eles não estão acostumados com isso, e mudanças como essa são um verdadeiro desafio desta indústria.

Aí entra a Netflix mudando os paradigmas

De uma forma bem articulada e inteligente, a empresa está provando que as legendas são indolores, inodoras e não soltam as tiras.

Em Narcos, por exemplo, existem diversos diálogos entre policiais e traficantes única e exclusivamente em espanhol. Com legendas. Evidentemente existem atores americanos, comoBoyd Holbrook, que esteve em Gone Girl e Milk, e que aqui faz o papel do investigador Steve Murphy. Ele é o principal narrador da trama toda, explicando a história de Escobar para quem não conhece (em inglês), mantendo os mais avessos às legendas em uma posição bem mais confortável.

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E essa transição é feita de forma suave. No primeiro episódio, por exemplo, os autores apresentam ao espectador como funciona essa dinâmica, da seguinte forma: um personagem está falando em espanhol ao telefone, e os americanos estão acompanhando tudo através de uma escuta e repassando as informações para Steve. As legendas em espanhol são curtas, pontuais, e boa parte da conversa acontece em inglês. É como se o diretor fosse aquela enfermeira gente boa que aplica e injeção com maestria e diz: “Viu só? Nem doeu, foi super rápido e já passou…

Orange Is The New Black também ajuda no processo

Essa é outra série da Netflix, uma das que eu mais gosto, que também está recebendo cenas com legendas. Pra quem nunca assistiu, trata-se de um enredo que se passa principalmente em uma cadeia feminina nos EUA, contando a história das detentas, seus medos, anseios, crimes, e uma mistura étnica como não poderia deixar de ser em um ambiente assim. Mulheres brancas, negras, asiáticas, europeias e latinas convivem juntas.

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E como bem lembrou Stephanie Merry do The Washington Post, em vários momentos as mulheres de cada um desses grupos conversam entre si em seus idiomas nativos, com legendas. Nada absurdo, nenhum diálogo complexo, mas de qualquer forma é um princípio mais que necessário para que esse tipo de recurso cinematográfico passe a ser melhor recebido pela audiência americana.

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Fonte: Matheus Gonçalves em 02 09 2015 em Destaque

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